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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Sincretismo e a Igreja Evangélica










Multiplicação de religiões e credos marca o início do Terceiro Milênio e sincretismo atinge até a Igreja Evangélica




No mês passado, as atenções do mundo voltaram-se para Nova Orleans, nos Estados Unidos, o maior país evangélico do mundo. A cidade, celebrizada internacionalmente por sua musicalidade, foi tragicamente destruída pela passagem do furacão Katrina.




Em meio à dor daqueles que perderam tudo e a perplexidade pelos milhares de mortos – ainda não se sabe nem o número exato –, iniciativas de ajuda e socorro surgiram de todos os lados. Uma delas mereceu especial atenção da mídia. O ator John Travolta, protagonista de sucessos do cinema como Os embalos de sábado à noite e Pulp fiction, chegou ao local devastado pilotando seu próprio avião. Junto com a mulher Kelly Preston, Travolta foi levar ajuda às vítimas da tragédia. Além de cinco toneladas de alimentos, o casal também se esforçou para oferecer consolo aos sobreviventes.




A atitude do artista chamou a atenção porque, mais do que um simples gesto de caridade, foi motivada por suas convicções espirituais. Travolta é adepto da Cientologia, religião surgida em 1954 e que ensina, entre outras coisas, a reencarnação, a mudança de mentalidade como forma de combater as doenças e a prática da caridade e do amor para o aperfeiçoamento da alma.



Crenças como a de John Travolta são comuns nesta época pós-moderna. Ao mesmo tempo em que as religiões tradicionais parecem desgastadas pelos próprios paradoxos e sua aparente falta de respostas ante a realidade, outras consideradas mais modernas vão ganhando espaço, mentes e corações. O interesse das pessoas pela religiosidade, como forma de responder aos desafios que enfrentam no cotidiano e, assim, viver melhor, cresce na mesma proporção que o número de novos credos. Essa eferverscência religiosa é tão diversificada e tem uma presença tão forte na sociedade, que recebeu até um nome dos estudiosos: Nova Era. Trata-se de um movimento que foi muito combatido nas igrejas evangélicas nos anos 1980 e 90. Naquele tempo não era nada difícil encontrar gente defendendo que a humanidade estava às portas da Era de Aquário – referência à cosmologia astrológica, segundo a qual, a partir do ano 2000, o mundo entraria na fase deste signo do Zodíaco. Seria um tempo de profundas transformações religiosas, que trariam fim à hegemonia do Cristianismo no Ocidente e levariam a uma nova espiritualidade. Uma conseqüência imediata seria o fim das guerras e o entendimento entre os povos.




Porém, em vez do equilíbrio simbolizado pelo yin yang – um círculo em que tudo se mistura, metáfora do fim das diferenças como o Bem e o Mal –, o que a humanidade presencia é um tempo hostil, marcado por violência, intolerância e catástrofes naturais. Mesmo assim, a religiosidade da Nova Era continua em alta e o que se observa é que cada um tenta salvar-se como pode, aderindo aos mais diversos sistemas religiosos, do misticismo puro e simples a códigos intrincados de fé. Seja de uma maneira mais sutil, como as filosofias orientais, ou através de terapias, técnicas de regressão e programação neurolingüística, passando pela yoga e pela ayurvédica, que conjugam espiritualidade e medicina; ou de forma mais institucional, com uma gama de novas religiões organizadas. Entre aquelas que estão em maior evidência neste começo de século, especialmente por causa de sua exposição e uso da mídia, figuram, além da Cientologia, as orientais como a Seicho-No-Ie e aquelas que envolvem a natureza e cultos antigos oriundos do paganismo, como a Wicca (sobre algumas destas religiões, ver quadros ao longo desta reportagem). Há espaço inclusive para religiões bizarras, como a dos Adoradores de Jedi – isso mesmo, os heróis do seriado Guerra nas Estrelas. Acredite: no último censo religioso realizado no Reino Unido, 400 mil pessoas se declararam adeptas da seita.



Até dentro de crenças milenares brotam novas formas de religiosidade que ganham uma força capaz de renovar a antiga religião. Exemplo disso é a Cabala. Tradição mística oriunda do judaísmo, teve seus princípios difundidos no decorrer da Idade Média. Porém, durante muito tempo seus ensinamentos ficaram restritos, devido à perseguição religiosa, a pequenos círculos. Nos últimos anos isso vem mudando. A filosofia extrapolou os limites de sua religião. Enquanto poucos judeus praticantes se identificam com a Cabala, celebridades como a popstar Madonna tornaram-se ruidosas seguidoras – e tal fenômeno de conversão, na maioria dos casos, não representa mudança de religião, apenas a adoção de novos princípios de vida. E se existem religiões para todos os gostos, também há opções para quem tem pouca ou nenhuma fé.




É o caso dos movimentos de céticos, agnósticos e ateus. Uma pesquisa recente promovida pelo Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais, organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), mostrou que o universo de brasileiros que não tem religião pulou de 4,7% em 2000 para 7,8% atualmente. Trocando em miúdos, são mais de 14 milhões de pessoas.



Diversidade – “Tanto aqui, como em todos os outros países ocidentais, as novas religiões têm um campo fértil para se desenvolverem, devido às liberdades de crença”, avalia o sociólogo Antônio Flávio Pierucci, professor e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP). Na sua avaliação, a grande oferta de religiões nos dias de hoje favorece a diversidade. “As pessoas têm uma infinidade de opções de escolha. É como num restaurante – o cliente vai lá para comer e depara-se com diversos pratos e combinações. Da mesma forma é no campo religioso. Cada um escolhe a fé que mais lhe convém.” Para Pierucci, esse aumento na variedade faz crescer a competição entre as religiões, seguindo uma lógica comercial.



Pierucci diz que as igrejas mais tradicionais, como a Católica, não conseguem mais controlar seus fiéis porque eles estão mais informados. “À medida que as pessoas têm mais informação, vão formando a sua própria religiosidade. Muitas mantêm sua religião nominal, mas praticam outros rituais sem nenhum problema”. Por outro lado, observa, há uma tendência de que as pessoas sintam-se cada vez mais autônomas e independentes da religião, ou seja, sem um pertencimento formal. Segundo o Instituto para o Estudo da Religião Americana, a cada ano surgem de 3 a 4 mil novas religiões em todo o mundo. Dessas, de mil a 2 mil não resistem nem um ano. Mesmo assim, estima-se que existam, hoje, algo entre 40 mil e 60 mil religiões, sendo que mais da metade delas são variações do Cristianismo.




Esse número é ainda mais impressionante quando se analisa que no mundo todo existem apenas cerca de 20 religiões que podem ser consideradas globais, incluindo nesse grupo o próprio Cristianismo, além do Islamismo, Judaísmo, Budismo e Hinduísmo. Já as novas religiões acabam refletindo a época em que surgiram. Caso típico é a década de 1950, quando as tentativas de se descobrir vida em outros planetas ganhou força e gerou entusiasmo. Como resultado disso, houve um boom de crenças que acreditam que deuses e anjos são extraterrestres. A Cientologia, por exemplo, prega que a raça humana surgiu a partir da encarnação de seres imortais e divinos que vieram para a Terra, os tetãs. Não menos estranha é a seita Revolução Raeliana, que vai na mesma linha. Para eles, a humanidade teria sido criada por ETs que visitaram o planeta 25 mil anos atrás. Fundada pelo jornalista francês Claude Vorilhon, ou Raël, ela estaria, segundo suas próprias estimativas, presente em 90 países, inclusive o Brasil.



Uma característica básica de todos os novos credos é uma espécie de pragmatismo no que se refere ao pertencimento. A tônica é: creia do jeito que quiser, e deixe os outrosa fazerem o mesmo. Adepta da bruxaria, a contadora Tânia Gori, de 35 anos, diz que ela pode ser praticada por adeptos de todas as religiões, sem quaisquer prejuízos. “O queremos é que pessoas de qualquer crença possam ao menos conhecer o nosso trabalho”. Quem procurou e encontrou respostas para seus anseios na nova religiosidade foi José Carlos Marcello, 21 anos. Ele é um exemplo de como a espiritualidade tem estado cada vez mais em alta, mesmo entre a juventude, até pouco tempo considerada arredia à religião. Durante a adolescência, ele era “um católico praticante”. Mas não conseguia se identificar com uma fé com poucos efeitos na vida cotidiana. “O Cristianismo não me parecia atrativo e eu não encontrava estímulo para estudar e pensar. Ao ver tanta miséria e injustiça, não conseguia enxergar a verdade que eles diziam ter”, conta o rapaz.



A saída foi procurar crenças alternativas. “Entrei para o rastafarianismo, ligado à Igreja Ortodoxa Etíope”, lembra. Outra decepção. “Nada daquilo respondia minhas dúvidas.” Até o dia em que conheceu o movimento Hare Krishna, seita que mistura elementos de religiões orientais como o Hinduísmo com princípios de meditação transcendental e mantras. Em pouco tempo, consumiu muita literatura do grupo e mudou seus hábitos e objetivos de vida – tornou-se vegetariano, começou a freqüentar retiros espirituais e tornou-se monge.




“Encontrei a paz, a tranqüilidade, a paciência e compreendi o sentido da vida”, garante. Vendendo livros, revistas e varinhas de incenso nas ruas de São Paulo, com a roupa típica dos seguidores da crença, ele não pretende parar. Quer estudar sânscrito e mergulhar nos chamados conhecimentos védicos. Marcello entusiasma-se com a fé que abraçou: “Cada vez mais gente está aderindo. Acho que chegou o momento do mundo passar por um despertamento espiritual”.




Fusão de elementos – Mesmo entre os novos credos, contudo, dificilmente se encontrará algum que tenha começado exclusivamente do zero. A maioria pega o que gosta da velha religião e muda aquilo com o que não está de acordo. Outro grupo que ganha corpo é composto por aquelas que fundem as mais variadas crenças ou combinam religiosidade institucionalizada com os mais inusitados tipos de fé. “Observamos o surgimento de uma nova espiritualidade, mais alternativa. Quem faz parte desse grupo pode se inspirar nas idéias de Jesus, combinadas com princípios taoístas e até mesmo com a importância espiritual de golfinhos e discos-voadores”, analisa Christopher Partridge, pesquisador da Universidade Chester, no Reino Unido, e editor do Dicionário de religiões contemporâneas no Mundo Ocidental.



Outro estudioso que enfatiza a individualização como característica das crenças modernas é o historiador Leonardo Arantes Marques, pesquisador de religião e autor do livro História das religiões e a dialética do sagrado (Editora Madras). Ele acredita que esses pensamentos filosóficos, como prefere chamar as novas religiões, têm vantagens sobre as crenças institucionalizadas – como por exemplo, a informalidade e a individualidade. “O Cristianismo e outros pensamentos abafaram essa busca individual”, destaca. De fato, o grande “guarda-chuva” que se convencionou chamar de Nova Era parece ser bem amplo. Debaixo dele cabe qualquer coisa, da crença nos duendes a cerimônias xamânicas, da devoção aos anjos a rituais de bruxaria celta, de terapias inspiradas na medicina oriental a técnicas de meditação. “Antes visto como coisas distintas, hoje há fusão desses elementos. Nessa religião pós-moderna, as revelações são dadas individualmente, pois em cada pessoa existiria uma ‘centelha divina’ e os objetos de culto são escolhidos e combinados de acordo com a criatividade e inspiração de cada grupo”, afirma o professor de antropologia da USP José Guilherme Magnani em seu livro O Brasil da Nova Era (Jorge Zahar Editor).




Ao estudar o fenômeno na cidade de São Paulo, ele identificou mais de mil espaços oferecendo produtos e terapias rotulados como místicos, esotéricos ou alternativos. A maior parte deles, com caráter estritamente comercial e localizados em bairros de classe média e média alta da metrópole, o que dá uma boa idéia do tipo de público que procura esses serviços.



É justamente esse sentimento de religiosodade difuso que tem causado tanta preocupação em diversos estudiosos evangélicos. “Há um florescimento das mais variadas formas de espiritualidade, que alteram o comportamento das pessoas e as influenciam tremendamente”, diz Joaquim de Andrade, pastor da Igreja Batista Ágape e pesquisador do Centro Religioso de Estudos e Informações Apologéticas (Creia). “É só abrir a página dos classificados do jornal para ver a grande quantidade de ofertas de consultas por meio do tarô, runas e astrologia. Nas livrarias, as prateleiras dedicadas aos livros esotéricos, místicos e de auto-ajuda são as mais procuradas. Isso sem contar com os programas de televisão dedicados a divulgar terapias alternativas e soluções para se viver com mais qualidade”, frisa.



Para Joaquim, até mesmo os evangélicos têm sido influenciados pela profusão de ensinos religiosos que surgem não se sabe onde e ganham cada vez mais força. “Ultimamente, o movimento da Nova Era tem utilizado um discurso mais sutil do que aquele de dez, 20 anos atrás. Com isso, não se vê mais os crentes falando nada contra ela”, avalia o pastor. Outro dado curioso para o qual Joaquim chama a atenção é o papel de brasileiros, até evangélicos, na divulgação de novas crenças, principalmente no exterior. “O Brasil não é apenas um grande importador de religiões. Tornou-se um dos mais fortes exportadores”, acredita. “Infelizmente, já não existe mais a preocupação em separar a verdade do erro, mesmo entre os crentes em Jesus”, alerta o pastor Paulo Romeiro, da Agência de Informações Religiosas (Agir).




Dirigente da Igreja Cristã da Trindade e uma das referências quando o assunto é apologética, Romeiro afirma que os ensinamentos mais variados estão entrando nas igrejas por causa do conhecimento bíblico superficial dos crentes. “Enfatizamos muito o louvor e pouco o estudo da Palavra. Assim, nos tornamos presas fáceis. O único enfrentamento que damos é proibir os membros da igreja de manter diálogo ou o de serem agressivos com os membros de outras religiões”, comenta, preocupado.




A fusão de elementos de religiões distintas em denominações cristãs é algo comum atualmente. Um exemplo citado por Romeiro é o da Igreja da Unificação, comandada pelo sul-coreano Sun Myung Moon, que funde o Cristianismo com religiões orientais. Porém, não é preciso ir tão longe para se identificar o surgimento das mais estranhas religiões a partir de igrejas antes cristãs. No Brasil, tornou-se comum encontrar cultos com os costumes mais estranhos e inusitados. Em São Paulo, por exemplo, funciona um dos mais espantosos frutos desse sincretismo. Fundada nos anos 1960 como uma ativa denominação pentecostal, a Igreja Apostólica ingressou por um caminho que mistura espiritismo com tradições católicas e evangélicas. A igreja acredita – e prega – que uma profetisa chamada Rosa, já falecida, seria o divino consolador prometido por Cristo. O primaz da igreja, Aldo Bertoni, diz até que consegue se comunicar com a Santa Vó Rosa, com uma convicção que faria inveja até a Allan Kardec, fundador do Espiritismo. Seria ela que lhe daria orientações sobre a direção do movimento e até detalhes, como a escolha de quem deve ser excluído ou disciplinado. Loucura? Não para as mais de 25 mil pessoas que são ativas nos 300 templos que a igreja mantém em todo país.



Sincretismo – Quem também reclama desse sincretismo do século 21 é Daniel Woods. Rabino messiânico, ele toma conta da sinagoga cristã Bet Sar Shalom (expressão hebraica que significa “Casa do Princípe da Paz”), em São Paulo. Com um trabalho focado no evangelismo de judeus, ele diz que seu testemunho tem sido duramente prejudicado por algumas igrejas evangélicas que se apropriam de festas judaicas extraídas do Antigo Testamento, praticando-as completamente fora de seu contexto bíblico e cultural. “Fico triste quando vejo um símbolo de Israel, como a estrela de Davi, sendo tratado como um distintivo espiritual de certas igrejas, ou quando festas como a das Primícias se transformam em cultos de prosperidade. Até o shofar é tocado para expulsar demônios”, conta ele, um crítico ferrenho de práticas místicas do judaísmo como a Cabala. “Ainda que possamos identificar algum elemento verdadeiro nas combinações de letras das Escrituras, é um perigo substituir as verdades reveladas por Deus por conhecimentos secretos. Quem foi por esse caminho, hoje crê na reencaranação e até no espiritismo”.



Um exemplo acabado do que pode acontecer quando se mistura fé evangélica e princípios esotéricos é a Igreja do Senhor Jesus Cristo em Amor e Graça. Comandada por Renato Suhett, que foi um dos primeiros bispos-cantores da Igreja Universal do Reino de Deus até tornar-se dissidente, em 1995, ela mistura a pregação neopentecostal com diversos conceitos místicos, ostentando um complexo sistema doutrinário que inclui a crença na reencarnação, nos mestres ascencionados e nas tais “sete chamas” – atualmente, o mundo viveria a época da chama violeta e os homens estariam sendo ajudados por Saint Germain. Entendeu alguma coisa? Pois ainda há muito mais. Segundo a pregação da denominação, o diabo seria fruto da imaginação humana ou mesmo da má-interpretação das Escrituras. Na verdade, a grande luta, incluindo aí o sacrifício de Cristo, seria para transformar o homem em um ser melhor até que esse atingisse um estado perfeito, dispensando as reencarnações. Tudo a ver com o nirvana dos budistas.




“Busquei iluminação e encontrei a verdade”, apregoa Suhett, “como os essênios, que ensinaram Jesus, juntamente com os mestres egípcios e indianos”. A salada espiritual é completa quando se sabe que o próprio bispo Renato Suhett é membro da Sociedade Teosófica, da Grande Fraternidade Branca e da Fraternidade Rosa Cruz, todas místicas, e que considera as demais denominações evangélicas como componentes de um mentiroso e corrompido sistema religioso que formaria o Império do Anticristo. Quando questionado sobre contradições entre seus ensinos e os preceitos bíblicos, Suhett tem a resposta preparada: “E quem disse que a Bíblia é a Palavra de Deus? Ela apenas contém partes da Palavra de Deus”. O século 21, realmente, promete ser um caldo de culturas e religiões. Salve-se quem quiser!









Fonte: Claiton Cesar e Marcos Stefano - Revista Eclésia

CARTA ABERTA de um membro da Igreja Metodista


1 - Pessoas que amam mais seus cargos do que pessoas. É muito triste olhar para pessoas que usam seus cargos eclesiásticos para sustentarem seus egos inflados ao invés de SERVIR, propósito pelo qual o cargo existe (ou pelo menos deveria ser dessa maneira).

2 - Legalismo travestido de piedade. Não é de hoje que líderes e aspirantes a tal usam de sua influência para intrometerem-se na vida das pessoas sem nenhum escrúpulo.

3 - Doutrinas espúrias que são pregadas, algumas vezes veladamente, como confissão positiva, teologia da prosperidade, auto-ajuda e algo que eu poderia chamar de "antigo-testamentismo".

4 - Falta de pregação do Evangelho. Somente nesse ano de 2013 fui aos cultos dominicais matutinos cerca de 4 vezes e, acreditem, não ouvi NENHUMA pregação que falasse sobre Jesus, ou sua Cruz, ou Pecado, ou Salvação. São apenas palestras motivacionais que tentam ensinar fórmulas para as pessoas vencerem. Vencerem o quê? É o que sempre me pergunto.

5 - Descaso teológico por parte dos pastores. Um costume desta igreja é convidar irmãos "leigos" para pregarem a mensagem. Não há problema nenhum nisso. O problema acontece quando esses irmãos despejam heresias dos púlpitos. Falam contra a doutrina metodista histórica e, pior ainda, contra a sã-doutrina bíblica.

6 - Prepotência da liderança que não aceita ser questionada ou contestada. Instalou-se neste ajuntamento religioso um sentimento de inerrância quase que papal. Ninguém pode contestar a liderança da igreja sem que seja taxado de rebelde e execrado pelo grupo.

7 - Uso de púlpito para fazer politicagem e usar os fiéis "desapercebidos" como massa de manobra. Isso eu verifiquei hoje, dia 10/02/2013, em uma mensagem da qual não saiu um pingo de Evangelho, a bíblia foi usada forçadamente para tentar manipular o povo a abominar àqueles que criticam o que está errado. Esquecem-se porém que esta igreja Metodista Livre de Guaianases só foi possível porque em 31 de Outubro de 1517 um certo Martinho Lutero fixou suas 95 teses onde CRITICAVA as práticas da Igreja Católica Apostólica Romana que destoavam das Sagradas Escrituras.

Aos líderes desta igreja que se acham "ungidos" por Deus, desejo que se arrependam e voltem-se para o Senhor perdoador.

Aos amigos que deixo nesta denominação desejo sorte, amor e Graça. E que Deus permita que nessa jornada da vida ainda possamos nos encontrar muitas vezes.

Aos fiéis que apenas absorvem tudo que sai do púlpito, desejo uma boa dose de senso crítico, muita leitura bíblica e que o Senhor abra os vossos olhos.

Grato por sua atenção
Atenciosamente,
Vinicius Morais

Padre questiona destino do dinheiro doado a programas religiosos Djacy Brasileiro critica líderes católicos e evangélicos por ignorarem a seca do Nordeste.

http://noticias.gospelprime.com.br/padre-djacy-brasileiro-dinheiro-programas-religiosos/
Padre questiona destino do dinheiro doado a programas religiosos









O padre Djacy Brasileiro trabalha numa paróquia no sertão da Paraíba. Ele vê diariamente os sofrimentos das pessoas que morrem por causa da seca no nordeste brasileiro. Também costuma escrever textos e postar fotos no site Paraíba Verdade, onde deixa testemunhos e faz cobranças aos políticos.
Um desses textos tem ganhado notoriedade justamente por fazer outro tipo de cobrança. Ele prefere chamar de “desabafo” e “crítica construtiva”. Padre Djair questiona a inércia das igrejas brasileiras em relação aos males da seca.
Ele escreveu: “Por que a TV Canção Nova, que defende tanto a vida humana e animal, não vem ao sertão paraibano para mostrar para o Brasil e o mundo a fome e a sede que matam homens e animais?
Por que a Rede Vida, que defende tanto a vida humana, não vem ao sertão para ver de perto o drama da seca, e assim, mostrar para o Brasil e o mundo essa realidade de morte?
Por que os padres e pastores da televisão, não usam do seu poder midiático para gritar, clamar pelas vítimas da seca?
Onde estão vocês, padres e pastores da televisão? Vocês não veem que seus irmãos estão morrendo de fome e sede? Cadê o AMOR que tanto vocês pregam? É muito bom, cômodo, falar bonito sobre o AMOR dentro de estúdios ou auditórios refrigerados”.
Mesmo sem citar nomes de padres ou pastores, fica claro que ele se refere aos que têm usado a televisão para falar aos fieis e costumeiramente fazem campanhas que envolvem doações.
Implicitamente, ele se diz inconformado pelo destino dado a tanto dinheiro que é recolhido pelos religiosos em seus programas enquanto os padres e pastores não prestam contas onde ele é investido.
Em outro texto afirma: “Jesus, na sua grandíssima sensibilidade humana e divina, não suportou essa situação humilhante contra os filhos de Deus. Tomando as dores dessa população, não se acovardou, não se omitiu, gritou em alto e bom som: “tenho pena deste povo, pois é como ovelha sem pastor (Pastor, neste caso, eram as autoridades políticas e religiosas omissas e covardes, que não estavam nem aí para as necessidades da população. É como aqui no Brasil).”
Djair também acredita que há algo errado com outros programas de TV, pois “apresentadores de telejornais não falam com voz embargada sobre as vítimas da seca, que sofrem com a sede e a fome? Nenhuma sensação de dor, de compaixão, de sensibilidade humano-cristã. Por quê?”
Fazendo uma defesa apaixonada do que ele chama de “Meu sofrido e desolado sertão”, o sacerdote parece decidido a continuar esperando  pela ajuda dos líderes religiosos que, assim como o poder público, está tomado pela “insensibilidade da sociedade e das grandes mídias”.

domingo, 9 de dezembro de 2012


Maiorias
http://daladier.blogspot.com.br/2012/12/maiorias.html





Silas contesta quem não gosta de promessas


Ontem, o Pr. Silas Malafaia criticou os que não vêem com bons olhos o Festival Promessas da Rede Globo. Para ele a promoção do festival é reflexo do crescimento evangélico, que em breve seremos maioria e outras bobagens. Concordo com o Pr. Silas Malafaia em várias ocasiões. Mas agora não. Todo interesse que move a TV é financeiro. Os cantores estão lá para que a exposição se reverta em vendas maiores ainda para suas produções. A emissora tem em seu cast, através da Som Livre, alguns evangélicos. Não há nenhum interesse em propagar a fé evangélica. Tudo gira em torno de faturamento. O sonho da Globo é que não haja culto dominical, que fiquemos diante da telinha, assistindo ao Fantástico. Ora isso não é novidade, não é mesmo?

Coincidentemente, ontem, tivemos uma excelente reunião ministerial aqui na COMADALPE. Um dos assuntos abordados foi uma manchete do Mensageiro da Paz, falando sobre reportagem que registra o declínio da maioria evangélica nos EUA (Ainda volto a este tema quando tiver mais tempo). Apesar da óbvia crise americana, é bom relembrar que essa maioria nunca se reverteu positivamente. A minoria séria evangélica daquele País é que tem impactado de maneira positiva a literatura, a teologia e a música evangélica no mundo. No mais é um Festival Promessas a cada dia. Muito barulho por nada. Igrejas-estádios lotadas por crentes que não se diferem em nada do mundo. Assisto aos shows evangélicos americanos com suas coreografias importadas de Madona, Beyoncé, Lady Gaga e lamento que tudo gire em torno do choque visual e de dinheiro, muito dinheiro. Cristo anda longe destes festivais. A depender deles os EUA são a Europa de ontem. E o Brasil é o EUA de hoje!


Dia da Bíblia esquecido

A maioria evangélica quer Bíblias nas praças. Em Olinda/PE tem uma Praça da Bíblia. As lideranças desejaram e ganharam uma lei declarando o segundo domingo o Dia da Bíblia, promulgada por Fernando Henrique Cardoso, em 2001. Porém, aonde estão as comemorações do Dia da Bíblia? É a mesma coisa com o Dia do Evangélico, que já existe em algumas cidades brasileiras, no dia 31 de outubro. E que muitos querem para todas as outras. Ora, ora, as igrejas esqueceram o Dia da Reforma!? E assim vão as maiorias fazendo alarde sem essência.

Aqui nas congregações que auxiliamos, propusemos uma iniciativa barata e simples: lermos a Bíblia em um ano. Não é aquela pirotecnia do Promessas, não chama muito a atenção, mas surte um efeito de longo prazo. Eu já li duas vezes a Bíblia toda, mas estou relendo para enfatizar a importância do livro. Para ajudar baixamos um dos planos de leitura da SBB, ali quase graça (o preço da cópia). Bem simples.


Maioria sobe o Morro

Oitocentas mil pessoas voltearam o Morro da Conceição em Recife/PE. A santa é a padroeira da cidade. Maioria que expressa uma fé desfocada. Além da festa o JC OnLine destaca aqui o sincretismo religioso de pessoas que sobem o Morro embora sigam outra fé. Leiamos as palavras de uma dessas pessoas: Geralmente, quem vai aos pés da imagem da santa é católico apostólico romano. A gente do candomblé vai pelo respeito à santa. No dia 8 de dezembro, sempre vou à procissão e à missa. Quando olho para a estátua, não vejo Nossa Senhora da Conceição; vejo Iemanjá, a mãe das águas, mãe dos Oris (todas as pessoas). Outra parte da maioria, logo na descida do Morro, enche a cara e se embriaga. Olhando para a santa no alto do Morro.

Assim vão as maiorias. Oremos por elas. E você? Está apenas na maioria barulhenta ou faz sua lição de casa?

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Blog do Professor Tavares


É MUITO FÁCIL ACREDITAR EM DEUS II


A postagem anterior tenta mostrar que a maior parte da população (arrisco dizer mundial) refere-se a um Deus, a respeito de quem apenas ouviu algumas coisas. Essa parcela da população está em qualquer grupo religioso - cristão ou não - além de mostrar vestígios mesmo entre os que se dizem ateus. Sim, pois os ateus tem uma forma de conhecimento sobre Deus; senão, como assumiriam tal ponto de vista?
Trata-se, portanto, de um mundo que vive o mesmo estado de Jó, antes de sua provação e durante ela. "... Por isso, falei do que não entendia; cousas que, para mim, eram maravilhosíssimas, e que eu não compreendia... (Jó, 42: 3). Só muito depois é que o paciente Jó declarou: "Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi; mas, agora, te veem os meus olhos". (Jó, 42: 5).

A questão é: como transformar a vida sob o conhecimento de um Deus "informado", numa vida que tem experiência particular, coloquial com um Deus verdadeiro, íntimo, que exerce Sua Soberania, que concede uma vida espiritual e material sadia, racional, sem mistificação? Existirá essa possibilidade?
A Bíblia não deixa dúvida sobre essa possibilidade. O livro de Gênesis relata que o primeiro homem teve esse contato particular com o Senhor da criação, até que, tendo pecado, ficou à parte dessa comunhão pessoal. Os filhos de Adão, bem como todas as gerações posteriores apenas ouviram sobre a existência de um Deus maravilhoso; mas não participaram daquele conhecimento e comunhão primitivos. Fica claro que as gerações humanas ouviram sobre um Deus amoroso, poderoso, fiel às Suas decisões. Mas apenas ouviram, até que Ele se manifestasse à humanidade, unicamente por bondade.
O Evangelho de João registra a seguinte passagem: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que n'Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". (João, 3: 16).

O caminho para o "descobrimento" desse Deus de quem se ouve falar é o Filho, Jesus Cristo, que disse: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim. Se vós conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já, desde agora o conheceis e o tendes visto" (João, 14: 6-7).
A nossa sociedade vive às apalpadelas, em busca de um Deus "informado", porque tem o coração endurecido para o entendimento e os olhos vendados para o conhecimento. Tal situação empurra a nossa gente para os falsos caminhos; as pessoas, mergulhadas em seus interesses materiais, e sabedoras da existência de um Deus em quem "acreditam", em quem "confiam", andam por becos e valados que acenam com as possíveis benesse divinas.

O povo busca curas milagrosas, soluções financeiras, acertos sentimentais, entre outras ofertas. Muitos veem saída num processo de reencarnação interminável (busca desesperada de um encontro com Deus). Outros elegem "santos" e "padroeiros" que os ajudem nessa desesperada angústia. Assim, passam-se os séculos e as gerações.

Entretanto, Deus se anuncia bem perto da humanidade, através da Sua Palavra. A oferta da proximidade, da intimidade do conhecimento verdadeiro e pessoal a respeito desse Deus procurado pela alma humana está registrada nas páginas das Escrituras Sagradas. Não há razão para viver no escuro, É o próprio Senhor quem convida: "Vinde a Mim todos os que estias cansados e sobrecarregados e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas". (Mateus, 11: 28)..

É fácil Acreditar em Deus I - Blog do Professor Tavares




É FÁCIL ACREDITAR EM DEUS I


Uma pena. Eu já havia escrito essa página; havia postado e compartilhado com bons amigos. Mas a minha insipiência eletrônica fez que inadvertidamente o deletasse (esse é um verbo bem moderno, vindo da influência anglo-americana. Prefiro com hífen). Agora, tentarei recompô-lo, pois dois textos não saem idênticos jamais. Eis um assunto para os estudiosos debaterem.

Eu dissera que um enorme mal detectado na maior parte da humanidade é que são manifestas as expressões de crédito, de confiança e conhecimento a respeito de Deus. Ouve-se em todos os lugares: "Eu creio em Deus"; ecoa aos ouvidos de quem quiser ouvir: "Eu confio em Deus" ou, ainda, "Deus pode todas as coisas".

É muito fácil acreditar-se em Deus. Para justificar esse ponto de vista, parti da significação que se pode atribuir ao verbo acreditar. No sentido que lhe atribuímos, acreditar rege preposição em e assume o sentido de dar crédito, oferecer aval, ter em confiança. Isto posto, vale dizer que para se acreditar em alguém (aqui especificamente) não é necessário intimidade, ou qualquer relação de proximidade pessoal ou afetiva. As informações bastam para se dar crédito. Dão-se créditos a Deus por causa de seu bom currículo.Uma pena. Eu já havia escrito essa página; havia postado e compartilhado com bons amigos. Mas a minha insipiência eletrônica fez que inadvertidamente o deletasse (esse é um verbo bem moderno, vindo da influência anglo-americana. Prefiro com hífen). Agora, tentarei recompô-lo, pois dois textos não saem idênticos jamais. Eis um assunto para os estudiosos debaterem.

Eu dissera que um enorme mal detectado na maior parte da humanidade é que são manifestas as expressões de crédito, de confiança e conhecimento a respeito de Deus. Ouve-se em todos os lugares: "Eu creio em Deus"; ecoa aos ouvidos de quem quiser ouvir: "Eu confio em Deus" ou, ainda, "Deus pode todas as coisas".

É muito fácil acreditar-se em Deus. Para justificar esse ponto de vista, parti da significação que se pode atribuir ao verbo acreditar. No sentido que lhe atribuímos, acreditar rege preposição em e assume o sentido de dar crédito, oferecer aval, ter em confiança. Isto posto, vale dizer que para se acreditar em alguém (aqui especificamente) não é necessário intimidade, ou qualquer relação de proximidade pessoal ou afetiva. As informações bastam para se dar crédito. Dão-se créditos a Deus por causa de seu bom currículo.

As grandes organizações empresariais têm em seus quadros homens da mais absoluta credibilidade, responsáveis pelos mais importantes setores, os quais, entretanto, nem sempre privam da intimidade de seus superiores. Para estes, o que importa são as informações que possuem sobre seus colaboradores. Assim também se acredita em Deus, assim se confia em Deus, assim se reconhece o poderio de Deus.

 Destacando os tópicos que já se tornaram lugares comuns, vamos analisar:

As grandes organizações empresariais têm em seus quadros homens da mais absoluta credibilidade, responsáveis pelos mais importantes setores, os quais, entretanto, nem sempre privam da intimidade de seus superiores. Para estes, o que importa são as informações que possuem sobre seus colaboradores. Assim também se acredita em Deus, assim se confia em Deus, assim se reconhece o poderio de Deus. Destacando os tópicos que já se tornaram lugares comuns, vamos analisar:

1) Nós acreditamos em Deus.

Vimos acima que, para se oferecer crédito bastam as informações que nos chegam. Uma entidade financeira não é íntima de seus clientes, não nutre afeto por eles, mas dá-lhes crédito, porque analisaram uma ficha bem nutrida de informações importantes. Então, a financeira diz: este cliente merece crédito; nós acreditamos nele. É assim que se acredita em Deus, pois se fala tão bem dele! Ora, ninguém fala mal de Deus; exceto os maldosos, mas a esses não se dão ouvidos.

2) Nós confiamos em Deus.

Dispensável é abranger esse tópico. Só é de confiança quem tem uma folha que ateste isso. Se as informações que recebemos são boas, não há objeção para se confiar. Nós confiamos em um Deus que apresenta excelentes informações. Pode-se até afirmar que "Ele é fiel!" Vê-se isso nos vidros de automóveis; fala-se isso em todos os lugares: é uma informação aberta.. Se já se sabe sobre a Sua fidelidade, confiemos nele. Para se depositar confiança não há exigência de intimidade, convivência. Os bons funcionários, mesmo os mais confiáveis, nem sempre gozam da intimidade dos patrões. Então, é fácil confiar em Deus, porque, segundo informações, Ele é de total confiança.

3) Nós sabemos que Deus pode todas as coisas.

Ora, sabendo-se que Deus tem credibilidade, cientes de que nele se pode confiar, pois Ele é fiel, não é difícil entender que Deus pode todas as coisas. Aliás, é isso que mais se ouve; logo, há bastantes informações disponíveis para se aceitar esse dado. Saber-se da Onipotência divina não implica qualquer proximidade, qualquer relação pessoal com Deus. Tudo que sabemos, vem-nos por informações confiáveis; por isso, nós acreditamos em Deus, confiamos em Deus e reconhecemos a sua Onipotência.
Pois é, mas isso não nos aproxima d'Ele. Sabendo tudo isso, mas sem proximidade, sem convivência, sem intimidade estamos a cada segundo perdendo o melhor de Deus para nós. Este assunto continua.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Evangelista que cura com chutes é proibido de entrar no Reino Unido

Após polêmica, seu visto foi recusado e as cruzadas, canceladas





Evangelista que cura com chutes é proibido de entrar no Reino Unido





Todd Bentley, pastor canadense que vive nos EUA e fundador da organização avivalista Fresh Fire, tinha planejado fazer este mês uma série de cultos na Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte.



No momento, ele está na Noruega para um evento chamado “Milagres, sinais e maravilhas”. Mas o ex-viciado em drogas, que afirma ter recebido quando se converteu uma “unção profética, de curas e milagres”, foi notificado que não poderá entrar no Reino Unido. A recusa formal afirma que sua visita “não era propícia para o bem público”.

O motivo de ele ser tratado assim é a polêmica causada por vídeos seus onde afirma que Deus já o usou para curar o câncer chutando pessoas no rosto ou no estômago.

Segundo o jornal The Guardian, um porta-voz do Ministério do Interior declarou: “Podemos confirmar que o Sr. Bentley foi excluído do Reino Unido. O governo não precisa de nenhuma desculpa para recusar o acesso das pessoas ao Reino Unido, se acreditar que elas não são propícias para o bem público. Vir para cá é um privilégio que recusamos a conceder àqueles que podem minar a nossa sociedade.”

Programadas para começar dia 30 de agosto, as cruzadas foram alvos de crítica desde que o deputado trabalhista Malcolm Wicks entrou com um pedido formal para que a Ministra do Interior, Theresa May, proibisse a entrada de Bentley no Reino Unido. Wicks alegou que “A visita dele só causará problemas”.

Em seu website oficial, o pastor de 36 anos alega: “A paixão da vida de Todd é seu ministério para as nações, e ver almas experimentarem a unção do Espírito Santo que é tangível e transferível”. Ele criticou a decisão e pediu que seus apoiadores o ajudassem a orar sobre isso.

“Estou profundamente triste com a recente decisão do governo do Reino Unido em relação a minha entrada no país. Neste momento, só podemos agradecer a Deus pelo apoio de nossos amigos no Reino Unido que realmente amam a Jesus e compreendem a fé sobrenatural. Nós acreditamos que o Reino Unido tem um grande destino, e estamos orando pelos líderes e pessoas do governo. Por favor, continue orando conosco sobre esta decisão e que possamos retornar em breve para o Reino Unido.”

Traduzido e adaptado de Telegraph

Com doença terminal, pastor de megaigreja afirma que sua fé mudou










Na década de 1980, o pastor Edward G. Dobson ganhou destaque na política norte-americana como executivo da organização conservadora “Maioria Moral”. Era uma espécie de fundação evangélica que defendia os interesses dos evangélicos. Ele chegou a ter influência na administração do presidente Ronald Reagan.
Em 1987, Ed Dobson, como é mais conhecido, assumiu o pastorado da Igreja do Calvário em Grand Rapids, Michigan. Seu ministério foi “de vento em popa” e o conceituado Instituto Bíblico Moody o nomeou “Pastor do Ano” em 1993.
Servindo como pastor da Igreja do Calvário por 18 anos, Dobson viu sua congregação chegar a mais de 5.000 pessoas aos domingos. Naquela época, Dobson influenciou toda uma geração de líderes. Foi ele, por exemplo, quem apoiou Rob Bell e o ajudou a iniciar a igreja Mars Hill de Grand Rapids. Ele diz estava acostumado a olhar para si mesmo como um homem cheio de lições, provérbios e, acima de tudo, respostas.

Uma espécie de “ícone” entre alguns círculos religiosos, tudo mudou quando Dobson foi diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), também conhecida como doença de Lou Gehrig. Ao ser diagnosticado, em 2001, os médicos deram-lhe de 3 a 5 anos de vida.

“Eu sou feliz por estar falando com você agora mesmo”, brincou Dobson, cuja voz deteriorada pouco lembra seus dias de pregador. Em uma entrevista à CNN, o pastor falou devagar, mas mantendo a mesma confiança e autoridade de sempre.

Após a sua aposentadoria, em 2006, as multidões sumiram de sua vida. “Eu fui de 100 quilômetros por hora a zero de uma hora para outra”, explica Dobson. ”Isso foi um choque para o meu sistema.”
Ele afirma que as respostas desapareceram junto com as multidões. “Eu sei que soa um pouco sentimental… mas a verdade é que quanto mais eu vivo, menos as respostas eu tenho”.

Autor de 12 livros e atualmente produzindo vários curtas-metragens, Dobson é um homem cheio de lições sobre fé. Após ter sido diagnosticado com essa doença degenerativa e sem cura conhecida, sentiu-se totalmente inseguro. Às vezes, ele diz que nem queria sair da cama em alguns dias. Depois de anos de intenso estudo da Bíblia, o pastor aposentado ficou surpreso como reagiu à notícia de sua própria mortalidade.

“Eu pensei que se eu soubesse que ia morrer, teria realmente lido a Bíblia e teria realmente orado como se deve”, explica Dobson. ”Mas durante anos o oposto era verdade. Eu mal tinha tempo de ler a Bíblia e tinha grande dificuldade de orar. Você fica tão sobrecarregado com outros compromissos que perde a perspectiva correta”.

Após recuperar essa perspectiva, sua pregação ocorre em um nível mais pessoal. Ele agora se encontra com os fiéis um a um. Senta-se com eles em suas casas ou escritórios e oferece toda a ajuda que puder. ”A maioria das pessoas que me procuram têm ELA e, basicamente, eu apenas as escuto”, explica.
Sair de 5.000 fiéis por domingo para atender um de cada vez gerou uma grande mudança em Dobson, forçando-o a reavaliar o seu trabalho como pastor. ”Eu estou tentando aprender que o um-a-um é tão importante quanto pregar para multidões”, disse ele.
Hoje ele diz que seu ministério o lembra de Adão e Eva sendo cobrados por Deus para cuidar do Jardim do Éden. Durante anos, o jardim de Dobson era Igreja do Calvário, os batismos, casamentos e os cultos de domingo.

Em 2007, ele escreveu o livro “Orações e promessas quando estamos diante de uma doença fatal.” Daniel Dobson, seu filho, o está ajudando a transformar as histórias do livro em vídeos.
Steve Carr, diretor-executivo de uma empresa de produções é evangélico e entendeu o desafio. Cinco desses pequenos filmes escritos por Dobson já foram lançados por Carr e estão disponíveis no mercado. Existem planos para mais dois.
Embora os vídeos possuam temas variados, desde perda até perdão, passando por cura e crescimento espiritual, todos abordam as lições aprendidas por Dobson em sua batalha com a ELA. “Meu Jardim”, o título mais recente da série, mostra como Ed lidou com o fim de sua carreira de pregador.

“Eu não sou mais um pregador”, diz o combalido Dobson em frente à câmera. ”Hoje, diria que eu sou apenas um seguidor de Jesus. Ponto Final”. Aos 63 anos, para ele essa é a lição que os pastores mais precisam aprender hoje em dia.
Traduzido e adaptado de CNN

terça-feira, 21 de agosto de 2012

ATÉ QUE NOS PROVEM O CONTRÁRIO TODOS SOMOS HIPÓCRITAS









Por favor, não me tenha por agressivo. O que descrevo nas linhas abaixo é apenas o retrato em preto e branco daquilo que realmente somos. Em minha já longa estrada é o que mais vejo no meio religioso. Até os verdadeiros santos admitem que são hipócritas. Somos o nosso próprio arquétipo. Mas se você é daqueles que "já alcançou grau elevado" acima dos simples mortais siga adiante e nem se dê ao trabalho de ler o texto. Ele foi escrito para os que estão na terra, os que choram pelas suas graves deficiências, os que não gostariam de ser o que são, cheios de falhas, mas ao mesmo tempo se encantam quando se veem abraçados pela graça, que os eleva à condição de pecadores maltrapilhos assentados à mesa no banquete do Grande Rei. É para esses, incluindo a mim, que o texto foi escrito, não para você.

Somos hipócritas quando usamos o nosso verdadeiro perfil nas redes virtuais para "vender" credibilidade, mas não nos causa nenhum asco usar "fakes" de toda ordem para expor a podridão do nosso coração.

Somos hipócritas quando em nossos discursos aparentamos usar e enaltecer a graça, mas, ao contrário, em nossa prática valorizamos com desavergonhada idolatria o sistema religioso.

Somos hipócritas quando usamos a fé em nossos mais diversos relacionamentos para ganhar a confiança, mas, na verdade, o nosso interesse é mesmo construir um reino estritamente pessoal.

Somos hipócritas quando exteriormente demonstramos simpatia por alguém, até com um sorriso maroto nos lábios, enquanto, por dentro, o nosso autêntico desejo é comer-lhe o fígado.

Somos hipócritas quando vestimos uma roupa que não nos cabe e nem nos pertence e queremos com isso que as pessoas acreditem que somos aquilo que não somos.

Somos hipócritas quando usamos a graça como desculpa para pecar, mas não nos submetemos a ela para resistir ao pecado.

Somos hipócritas quando dizemos alto e bom som que os nossos feitos são para a glória de Deus, mas nossa linguagem, em sua mais arguta sutileza, demonstra que, no fundo, são mesmo para a nossa glória. (tem muita gente que se enquadra aqui, mas admite que não.)

Somos hipócritas quando criticamos o comercialismo sem escrúpulo que grassa desavergonhadamente no meio evangélico, mas adotamos ao mesmo tempo, ainda que em menor escala, o mesmo comportamento, como "caixeiros-viajantes" pelo país.

Somos hipócritas quando nos tornamos a palmatória do mundo em nome de aparente santidade,  mas na verdade isso não passa de biombo para esconder as próprias fragilidades.

Somos hipócritas quando, para demonstrar zelo pela Casa de Deus, não nos constrangemos em expor os "grandes" pecados alheios, enquanto em nossa vida pessoal nos olvidamos dos "pequenos" pecados, que praticamos cada dia.

Somos hipócritas quando desprezamos a integridade e passamos a defender o erro em nome de suposta fidelidade.

Somos hipócritas quando, para aparentar nobreza de caráter, subjugamo-nos à lei, vilipendiamos a graça e, por causa disso, alimentamos cada vez mais o nosso complexo de culpa.

Somos hipócritas quando, em nome de suposta educação, deixamos de ser o que somos com o temor de nos tornarmos desagradáveis.

Somos hipócritas quando, em nome de interesses próprios, abrimos mão de convicções espirituais para receber benefícios de uma circunstância.

Somos hipócritas quando em nossa itinerância tornamos a nossa pregação mecanicista, como se fosse o mero repetir de uma gravação, simplesmente para agregar valor ao "produto" que vamos vender ao final da reunião.

Há remédio contra a hipocrisia? Ela é parte de nossa natureza, que abriga também outros sentimentos nada confortáveis. Lutar contra a hipocrisia em nossa força carnal de nada adianta. Submetê-la ao legalismo da opressão religiosa só faz aprofundá-la. Nosso conforto é simplesmente submeter-nos sem reservas à bendita e doce graça do nosso amado Jesus para que ela seja a força motriz a moldar o nosso caráter e para onde possamos correr todas as vezes em que a hipocrisia, ou qualquer outro maléfico sentimento, aflorar em nossos relacionamentos. Se você é honesto, há de concordar que isso ocorrerá com certa frequência, mas a graça estará ali como o seu abrigo nas horas do fracasso. Chegará um tempo em que esses sentimentos já não terão domínio sobre o seu coração, ainda que vez ou outra queiram manifestar as suas unhas afiadas.

Mas, por favor: não se sobreponha à graça. Ela é suficiente.


Texto do Pastor Geremias Couto

Cristo e o Anticristo





I João 2:18 "Filhinhos, já é a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos anticristos têm surgido, pelo que conhecemos que é a última hora."

Os anticristos estão por toda a parte. Nós não vemos nem compreendemos que eles representam a fibra de Satanás em nossa sociedade. Eles aparecem na televisão, ocupam cargos no governo, ensinam em nossas escolas e até ocupam nossos púlpitos nas igrejas. Satanás pode disfarçar-se de anjo de luz, as pessoas vêem essa luz e pensam que ela é boa; pois a luz é boa. Precisamos examinar as escrituras para encontrar as similaridades e diferenças entre Cristo e o Anticristo. Quando conhecermos e compreendermos essas similaridades e diferenças, poderemos prontamente reconhecer o Senhor Jesus Cristo e todos os anticristos.


1. De onde ele vem?


a. Cristo veio de cima: João 6:38 "Porque eu desci do céu não para fazer a minha própria vontade; e, sim, a vontade daquele que me enviou."


b. O Anticristo virá do abismo: Apocalipse 11:7 "Quando tiverem, então, concluído o testemunho que devem dar, a besta que emerge do abismo pelejará contra elas e as vencerá e matará."


2. Em nome de quem ele vem?


a. Cristo veio em nome do Pai: João 5:43 "Eu vim em nome de meu Pai e não me recebeis; se outro vier em seu próprio nome, certamente o recebereis."


b. O Anticristo virá em seu próprio nome: João 5:43 "Eu vim em nome de meu Pai e não me recebeis; se outro vier em seu próprio nome, certamente o recebereis."


3. Como se apresenta?


a. Cristo humilhou-se a si mesmo: Filipenses 2:8 "A si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz."


b. O Anticristo exalta-se a si mesmo: 2 Tessalonicenses 2:4 "O qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus, ou objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus."

4. Como o mundo o recebe?

a. Cristo foi desprezado. Isaías 53:3 "Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso." Lucas 23:18 "Toda a multidão, porém, gritava: Fora com este! Solta-nos Barrabás!"

b. O Anticristo é admirado: Apocalipse 13:3-4 "Então vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra de maravilhou, seguindo a besta; e adoraram o dragão porque deu a sua autoridade à besta; também adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá pelejar contra ela?"

5. Como Deus o recebe?

a. Cristo é exaltado pelo Pai: Filipenses 2:9 "Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome."

b. O Anticristo será lançado no lago de fogo: Isaías 14:14-15 "Subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. Contudo serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo." Apocalipse 19:20 "Mas a besta foi aprisionada , e com ela o falso profeta que, com os sinais feitos diante dela, seduziu aqueles que receberam a marca da besta e eram os adoradores da sua imagem. Os dois foram lançados vivos dentro do lago de fogo que arde com enxofre."

6. Ele faz a vontade de quem?

a. Cristo veio para fazer a vontade do Pai: João 6:38 "Porque eu desci do céu não para fazer a minha própria vontade; e, sim, a vontade daquele que me enviou."

b. O Anticristo fará sua própria vontade: Daniel 11:36 "Este rei fará segundo a sua vontade, e se levantará e se engrandecerá sobre todo deus; contra o Deus dos deuses falará cousas incríveis, e será próspero, até que se cumpra a indignação; porque aquilo que está determinado será feito."

7. O que vem fazer?

a. Cristo veio para salvar: Lucas 19:10 "Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o perdido."

b. O Anticristo virá para destruir: Daniel 8:24 "Grande é o seu poder, mas não por sua própria força; causará estupendas destruições, prosperará e fará o que lhe aprouver; destruirá os poderosos e o povo santo."

8. Preocupa-se com seus seguidores?

a. Cristo é o bom pastor: João 10:4-15 "Depois de fazer sair todas as que lhe pertencem, vai adiante delas, e elas o seguem porque lhe reconhecem a voz; mas de modo algum seguirão o estranho, antes fugirão dele porque não conhecem a voz dos estranhos. Jesus lhes propôs esta parábola, mas eles não compreederam o sentido daquilo que lhes falava. Jesus, pois, lhes afirmou de novo: Em verdade, em verdade vos digo: Eu sou a porta das ovelhas. Todos quantos vieram antes de mim, são ladrões e salteadores, mas as ovelhas não lhes deram ouvido. Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e achará pastagens. O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância. Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. O mercenário que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o lobo, abandona as ovelhas, e foge; então o lobo as arrebata e dispersa. O mercenário foge, porque é mercenário, e não tem cuidado com as ovelhas. Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim, assim como o Pai me conhece a mim e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas."

b. O Anticristo é o pastor inútil: Zacarias 11:16-17 "Porque, eis que suscitarei um pastor na terra, o qual não cuidará das que estão perecendo, não buscará a desgarrada, não curará a que foi ferida, nem apascentará a sã, mas comerá a carne das gordas, e lhes arrancará até as unhas. Ai do pastor inútil, que abandona o rebanho; a espada lhe cairá sobre o braço e sobre o olho direito; o braço completamente se lhe secará, e o olho direito de todo se escurecerá."

9. Que tipo de videira ele é?

a. Cristo é a videira verdadeira: João 15:11 "Eu sou a videira verdadeira, e meu pai é o agricultor."

b. O Anticristo é a videira da terra: Apocalipse 14:18 "Saiu ainda do altar outro anjo, aquele que tem a autoridade sobre o fogo, e falou em grande voz ao que tem a foice afiada, dizendo: Toma a tua foice afiada, e ajunta os cachos da videira da terra, porquanto as suas uvas estão amadurecidas.

10. É honesto?

a. Cristo é a verdade: João 14:6 "Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim."

b. O Anticristo é a mentira: 2 Tessalonicenses 2:11 "E por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira."

11. Quem é ele?

a. Cristo é o santo: Marcos 1:24 "Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste para perder-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus."

b. O Anticristo é o iníquo: 2 Tessalonicenses 2:8 "Então será revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro da sua boca, e o destruirá, pela manifestação de sua vinda."

12. Que tipo de homem é?

a. Cristo é o homem de dores: Isaías 53:3 "Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso."

b. O Anticristo é o homem da iniquidade: 2 Tessalonicenses 2:3 "Ninguém de nenhum modo vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia, e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição."

13. De quem é filho?

a. Cristo é o Filho de Deus: Lucas 1:35 "Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra, por isso também o ente santo que há de nascer, será chamado Filho de Deus".

b. O Anticristo é o Filho da Perdição: 2 Tessalonicenses 2:3 "Ninguém de nenhum modo vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia, e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição."

14. O que tentará ensinar?

a. Cristo é o mistério da piedade: I Timóteo 3:16 "Evidentemente, grande é o mistério da piedade: "Aquele que foi manifestado na carne, foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória."


b. O Anticristo é o mistério da iniquidade: 2 Tessalonicenses 2:7 "Com efeito o mistério da iniquidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém."

15. A quem retrata?

a. Cristo veio na imagem de Deus: Colossenses 1:15 "Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação."

b. O Anticristo virá na imagem de Satanás: Apocalipse 13:1-4 "Vi emergir do mar uma besta, que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia. A besta que vi era semelhante a leopardo, com pés como de urso, e boca como boca de leão. E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade. Então vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta; e adoraram o dragão porque deu a sua autoridade à besta; também adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá pelejar contra ela?"

16. Com quem está associado?

a. Cristo é parte da trindade celestial: Mateus 28:19 "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo."

b. O Anticristo é parte de uma trindade satânica: Apocalipse 16:13 "Então vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso proeta, três espíritos imundos semelhantes a rãs."

17. Qual animal o tipifica?


a. Cristo é o cordeiro sacrificial: I Pedro 1:19 "Mas pelo precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo."

b. O Anticristo é uma besta selvagem: Apocalipse 13:2 "A besta que vi era semelhante a leopardo, com pés como de urso, e boca como boca de leão. E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade."

18. Quem o energiza?



a. O poder de Cristo é de Deus: Mateus 28:18 "Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra.

b. O poder do Anticristo provém de Satanás: Apocalipse 13:2 "A besta que vi era semelhante a leopardo, com pés como de urso, e boca como boca de leão. E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade."

19. Quem o ressuscita?

a. Cristo foi ressurreto pelo poder de Deus: Romanos 1:4 "E foi designado Filho de Deus com poder, segundo o espírito de santidade, pela ressurreição dos mortos, a saber, Jesus Cristo, nosso Senhor."

b. O Anticristo será ressuscitado pela besta: Apocalipse 13:3 "Então vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta." Apocalipse 13:12 "Exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença. Faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada."

20. Quem o adora?

a. Cristo recebe adoração dos crentes: Lucas 24:52 "Então eles, adorando-o, voltaram para Jerusalém, tomados de grande júbilo."

b. O Anticristo recebe adoração do mundo: Apocalipse 13:3, 4, 8 "Então vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta; e adoraram o dragão porque deu a sua autoridade à besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela? E adora-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto, desde a fundação do mundo."

21. Como fala?

a. Cristo foi um grande orador: João 7:46 "Responderam eles: Jamais alguém falou como este homem."

b. O Anticristo também será um grande orador: Apocalipse 13:5 "Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias, e autoridade para agir quarenta e dois meses." Daniel 7:8 "Estando eu a observar os chifres, eis que entre eles subiu outro pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres, foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava com insolência."

22. Qual é a duração do seu ministério?

a. O ministério de Cristo durou três anos e meio: João 2:13, "Estando próxima a páscoa dos judeus, subiu Jesus para Jerusalém." João 6:4 "Ora, a páscoa, festa dos judeus, estava próxima." João 11:55 "Estava próxima a páscoa dos judeus; e muitos daquela região subiram para Jerusalém antes da páscoa, para se purificarem."

b. O Anticristo exercerá grande poder durante três anos e meio: Apocalipse 13:5 "Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias, e autoridade para agir quarenta e dois meses."

23. Qual é seu número?

a. O número de Cristo é 7: Apocalipse 5:6,12 "Então vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, de pé, um Cordeiro como tinha sido morto. Ele tinha sete chifres, bem como sete olhos que são os sete espíritos de Deus enviados por toda a terra.... Proclamando em grande voz: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor."

b. O número do Anticristo é 666: Apocalipse 13:18 "Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis."

24. Como trata sua noiva?

a. Cristo ama sua noiva: Apocalipse 21:1-2 "Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo."

b. O Anticristo mata sua noiva: Apocalipse 17:16-18 "Os dez chifres que viste e a besta, esses odiarão a meretriz, e a farão devastada e despojada, e lhe comerão as carnes e a consumirão no fogo. Porque em seus corações incutiu Deus que realizem o seu pensamento, o executem à uma e dêem à besta o reino que possuem, até que se cumpram as palavras de Deus."

25. Em que está montado?

a. Cristo está montado em um cavalo branco: Apocalipse 19:11 "Vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro, e julga e peleja com justiça."

b. O Anticristo também monta um cavalo branco: Apocalipse 6:2 "Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer."

26. O que tem na cabeça?


a. Cristo tem muitas coroas: Apocalipse 19:12 "Os seus olhos são chama de fogo; na sua cabeça há muitos diademas; tem um nome escrito que ninguém conhece senão ele mesmo."

b. O Anticristo tem uma única coroa: Apocalipse 6:2 "Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer."

27. Que arma usa?

a. Cristo tem uma espada afiada: Apocalipse 19:15 "Sai da sua boca uma espada afiada, para com ela ferir as nações; e ele mesmo as regerá com cetro de ferro; e pessoalmente pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso."

b. O Anticristo carrega um arco: Apocalipse 6:2 "Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer."

28. Qual é seu propósito?

a. Cristo vem para governar: Apocalipse 19:15 "Sai da sua boca uma espada afiada, para com ela ferir as nações; e ele mesmo as regerá com cetro de ferro; e pessoalmente pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso."

b. O Anticristo vem para conquistar: Apocalipse 6:2 "Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer."

29. O que o segue?

a. Cristo é seguido por cavalos brancos e seus cavaleiros: Apocalipse 19:14 "E seguiam-no os exércitos que há no céu, montando cavalos brancos, com vestiduras de linho finíssimo, branco e puro."

b. O Anticristo é seguido por cavalos vermelho, preto e amarelo: Apocalipse 6:4-8 "... e saiu outro cavalo, vermelho.... então vi, e eis um cavalo preto.... E olhei, e eis um cavalo amarelo." Os cavaleiros desses cavalos tirarão a paz, trarão a fome e grande mortandade sobre o mundo.

30. Quem o segue?

a. Cristo é seguido pelos exércitos que há nos céus: Apocalipse 19:14 "E seguiam-no os exércitos que há no céu, montando cavalos brancos, com vestiduras de linho finíssimo, branco e puro."

b. O Anticristo é seguido pela morte, fome, e o inferno: Apocalipse 6:4-8 "E saiu outro cavalo, vermelho; e ao seu cavaleiro foi-lhe dado tirar a paz da terra para que os homens se matassem uns aos outros; também lhe foi dada uma grande espada... Então vi, e eis um cavalo preto e o seu cavaleiro com uma balança na mão. E ouvi como que voz no meio dos quatro seres viventes, dizendo: Uma medida de trigo por um denário; três medidas de cevada por um denário; e não danifiiques o azeite e o vinho.... E olhei e eis um cavalo amarelo e o seu cavaleiro, sendo este chamado Morte; e o Inferno o estava seguindo, e foi-lhe dada autoridade sobre a quarta parte da terra para matar à espada, pela fome, com a mortandade e por meio das feras da terra."




Autor: Pr. Steve Harmon - Endereço Eletrônico: drsteve@iglou.com somente em inglês.
Tradução: Jeremias R. D. P. dos Santos
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Jornalista Israelense pode ter revelado local de sepultamento do massacre romano em Jerusalém






O jornalista Israelense Benny Liss pode ter revelado local de sepultamento do massacre romano em Jerusalém

Os restos de milhares de judeus massacrados pelos romanos no Monte do Templo, no momento da destruição do Segundo Templo podem ter sido descobertos em Jerusalém, segundo o jornalista veterano de arqueologia.

Nesta quinta-feira, durante a conferência de Megalim - no Instituto de Estudos da Cidade de Davi em Jerusalém, o jornalista Benny Liss exibiu um filme gravado há alguns anos atrás que mostra claramente milhares de esqueletos e ossos humanos no que parece ser um sepulcro comunal.

Liss que é um veterano repórter de arqueologia para o Canal 1 de Israel, disse espantado o público que o filme havia sido filmado em uma caverna espaçosa na área da Porta Dourada, ou das Consolações(Shaar Harachamim), perto da muralha oriental do Monte do Templo, mas do lado de fora dela. Liss levantou a possibilidade de que os esqueletos são os restos de 6.000 judeus, a maioria mulheres e crianças, mortos no Monte do Templo, quando os romanos destruíram o Segundo Templo, conforme descrito por Flávio Josefo, que testemunhou a destruição.

O filme mostra um grupo de pessoas que acessam a caverna com ferramentas de construção. Liss vai em primeiro lugar, seguido por um técnico de iluminação e um operador de câmara. Os três passam primeiro através de uma passagem estreita e, em seguida, entraran na caverna com os restos dos esqueletos. Liss diz que tentou descobrir o tamanho da pilha de restos, colocando a mão por dentro para medir, mas não conseguiu chegar ao fundo. O filme mostra Liss dissolvendo alguns dos materiais que estavam carbonizados perto dos esqueletos. Assim que saiu da caverna Liss, os funcionários da Autoridade de Antiguidades de Israel isolaram e bloquearam a entrada da caverna.

Durante a palestra, Liss também cita fontes históricas que mostram que na área da Cidade Velha, onde o cemitério muçulmano está agora, houve uma vez um antigo bairro judaico e um cemitério, que foram transferidos para o Vale de Josafá. Ele baseia sua teoria de que os esqueletos são os restos mortais das pessoas mortas no Monte do Templo em uma vala comum.

"Os romanos ficaram no Monte do Templo por um mês após a destruição do templo, até irem para conquistar a cidade superior [Bairro Judeu de hoje]", diz Liss. "Eles tiveram que se livrar dos milhares de corpos em decomposição e o lugar mais óbvio para fazer isso teria sido as grutas naturais na encosta superior do monte, em torno de Portão Misericórdia. "

O veterano jornalista ressaltou que esta era é apenas uma teoria. "Agora, após a nossa publicação, os peritos devem ir a campo e examinar o que nós encontramos na época, avaliá-lo e publicar suas próprias conclusões", diz ele.

Uma série de arqueólogos veteranos declararam ao jornal Israel Hayom que as imagens não são suficientes para determinar a história da caverna e que amostras precisam ser retiradas do local e datadas.

As chances de o local ser reaberto são muito pequenas, pois está situado em uma área particularmente sensível, onde a autoridade islâmica de Jerusalém, o Waqf mantém uma estreita vigilância e interpreta todos os movimentos por judeus ou autoridades israelenses como afronta.

A Autoridade de Antiguidades disse em resposta que não tinha conhecimento das conclusões apresentadas no filme de Liss ", e ficaria feliz em receber os materiais. Um oficial disse ao jornal Israel Hayom que ele estava ciente de relatórios infundados de uma caverna com uma grande quantidade de restos mortais humanos na área, mas por causa da extrema sensibilidade do local e sua proximidade com o cemitério muçulmano, a caverna nunca havia sido explorada.

Uma das bases para a conclusão de Benny é o fato de que ao contrário de outro cemitério que se encontra nas proximidades, este não pode ser considerado uma vala comum de cristãos, pois não foram encontrados nele cruzes ou outros símbolos cristãos conhecidos em valas comuns de cristão.

Diretor do Cafetorah