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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Batistas não surgiram na Reforma, não são protestantes, sempre existiram desde Cristo e apóstolos, entre os cognominados anabatistas, Valdenses, donatistas, cátaros, albingenses, paulicianos, etc.

BATISTAS NÃO SÃO PROTESTANTES
 As pessoas, geralmente, fazem parte de três grandes grupos religiosos. Se não for Judeu ou Católico Romano, automaticamente, considera-se a pessoa um Protestante, não levando em conta outros grupos como o Hindu, o Budista, etc. Assim, conseqüentemente, o Batista é considerado "Protestante". E isto não é a verdade histórica. Os Batistas nunca foram Protestantes.
A Reforma Protestante normalmente é datada de 31 de Outubro de 1517, quando Martinho Lutero afixou suas 95 Teses na porta da Igreja Castelo em Wittenburg, Alemanha. Porém, isto foi somente um de vários atos que levou a uma ruptura com Roma.
Um evento de grande importância, mas muitas vezes não lembrado, é o Segundo Concilio de Speier no dia 25 de abril de 1529. Este Concílio Católico Romano foi feito para tomar ação contra os Turcos e também diminuir o progresso dos Luteranos e outros que não cooperavam com o Papa. Basicamente a reação dos príncipes luteranos era contra as decisões do referido Concílio, um protesto escrito formal condenando certos assuntos aprovados e contrários à fé como os príncipes a entenderam. Assinaram o documento, Elector John de Saxônia, Margrave George de Brandenburgo, os duques Ernest e Francis de Braunschweig-Luneburg, Landgrave Filipe de Hesse, Príncipe Wolfgang de Anhalt, e os representantes de catorze cidades imperiais. O protesto foi desenhado para protege-los das decisões do Concilio. Foi uma medida defensiva. O renomado historiador eclesiástico, Phillip Schaaf, em sua "História da Igreja Cristã," Tomo VII, p. 692 afirma que "A partir deste protesto e apelo os Luteranos foram chamados ‘Protestantes.’" A Enciclopédia Católica, Tomo XII, p. 495 confirma os mesmos escritos.
Estes líderes Luteranos, e alguns Reformados, que fizeram este apelo no famoso Concilio de Speier, protestaram só para si, em seu próprio nome. Não incluíram os Batistas que, deles, aliás afirmaram "Todos os Anabatistas e pessoas rebatizadas, macho ou fêmea, de idade madura, serão julgados e levados da vida natural à morte, por fogo, ou espada ou qualquer outra forma, como pode beneficiar as pessoas, sem julgamento prévio de juizes espirituais." Os Batistas de então não fizeram parte deste protesto e conseqüentemente não podem levar o nome "Protestante" A seguir, três razões porque os Batistas não são Protestantes.
Historicamente Batistas não são Protestantes.
Os Protestantes datam do século 16. São Luteranos, Reformados, e outros que eram Católicos Romanos mas deixaram sua fé católica para começar suas próprias denominações. Os Batistas não saíram de Roma como Lutero, Calvino e Zwingli, porque nunca pertenceram a ela. Não começaram no tempo da Reforma, mas centenas de anos antes. Os Batistas não tentam traçar sua sucessão histórica de volta aos dias dos Apóstolos. Simplesmente dizem que em cada época da história eclesiástica, havia grupos que creram nas mesmas doutrinas que os Batistas crêem hoje. Estes grupos podiam ou não ser ligados uns aos outros, e foram conhecidos por nomes diferentes. Eram os Montanistas (150 d.C.), os Novacianos (240 d. C.), os Donatistas (305 d.C.), os Albigenses (1022 d.C.), os Valdenses (1170 d.C.). O nome genérico "batista" veio a ser bastante usado somente pouco antes da Reforma Protestante. Plena informação histórica recusa a idéia de que havia um único grupo religioso somente, isto é a Igreja Católica Romana, até o tempo de Martinho Lutero. Quem crê assim simplesmente não tem feito um estudo criterioso da história eclesiástica.
Quero introduzir de propósito, o testemunho "não batista" da grande antiguidade do povo Batista. Cardeal Hosius (1504-1579) era um prelado Católico Romano cuja obra vitalícia foi a investigação e supressão de grupos não Católicos. Foi nomeado pelo Papa Paulo IV um dos três presidentes papais do famoso Concílio de Trento. Liderou vigorosamente a obra da contra-reforma. Se alguém conheceu as doutrinas e a história de grupos não Católicos após a Reforma, era o Cardeal Hosius. Ele disse: "Se os Batistas não fossem atormentados e cortados fora com a faca durante estes últimos 1.200 anos, fariam um enxame de maior número que todos os Reformadores." (Cartas Apud Opera, pp. 112, 113). Note cuidadosamente que este erudito autoridade Católica tem falado da ferrenha perseguição que os Batistas agüentaram, e que ele claramente faz distinção entre eles e os reformadores, e que ele os data 1.200 anos antes da Reforma Protestante.
 
Também é evidente que os Batistas não eram Protestantes porque foram perseguidos severamente pelos Reformadores Protestantes e seus seguidores. Milhares não contados perderam seus bens, suas terras e suas vidas nestas perseguições. Konrad Grebel morreu na prisão em 1526. Felix Manz foi afogado pelas autoridades em Zurich em 1527. O notável líder Batista Balthauser Hubmaier foi queimado vivo em Viena no dia 10 de março de 1528. Três dias depois, sua esposa morreu afogada, lançada que foi da ponte sobre o Rio Danúbio com uma pedra amarrada ao pescoço. Os fatos afirmam abundantemente a evidência de que historicamente os Batistas não são Protestantes.
Batistas não são Protestantes em sua Doutrina
O ponto de vista de que os Batistas têm a mesma base doutrinária dos Protestantes não é verídica. Há seis diferenças marcantes.
1. Batistas crêem com todo o coração que somente a Palavra de Deus é suficiente para toda a nossa fé e pratica. Lemos em II Tm. 3:16 que "Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça.." As denominações Protestantes têm credos, catecismos e vários padrões doutrinarias. Os Batistas usam somente a Bíblia.
2. Batistas crêem que Cristo e somente Cristo é a Cabeça da Igreja como está escrito "Cristo é a cabeça da igreja," Ef. 5:23. Não há um homem sequer que tem a superintendência das Igrejas Batistas. Batistas não têm denominação no sentido de uma organização que controla as congregações locais. Cada igreja local é autônoma e sujeita somente a Cristo, Sua Cabeça. Uma igreja Batista, mesmo confraternizando-se com outras congregações da mesma fé e ordem, não tem matriz ou Santa Sé aqui na terra. Não tem quartel general aqui, mas sim no céu.
3. Batistas crêem de coração numa igreja livre e num estado livre. Cristo ensinou que tanto o estado, como a igreja, tem seu devido lugar. "Daí pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus," Mt. 22:21. Os Batistas são contra a união do Estado com a Igreja. Crêem que a igreja controlada pelo estado é uma desculpa miserável de cristianismo e uma clara apostasia às Escrituras. Todos os Reformadores Protestantes fizeram igrejas estatais para seus seguidores.
4. Os Batistas crêem fortemente na responsabilidade individual a Deus, porque as Escrituras ensinam claramente que "Cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus," Rm. 14:12. Um sacerdote não pode se responsabilizar por você, e a igreja também não. Os padrinhos idem. Ninguém é salvo por quilo que os pais crêem. Ninguém é salvo pela identificação com uma religião. Cada um dará conta de si mesmo a Deus. Na sua maioria os Protestantes não crêem nesta doutrina bíblica.
5. O povo Batista também sempre tem crido no batismo da pessoa convertida. Nenhum dos Reformadores creu neste ensino da Bíblia. Nas Escrituras, a fé e o arrependimento sempre precedem o batismo. No dia de Pentecostes, Pedro claramente disse ao povo, "Arrependei-vos...e seja batizado,"At. 2:38. Isto significa evidentemente que não havia batismo infantil porque as crianças não são capazes de arrependimento. Nenhum descrente deve ser batizado. Os Reformadores seguiram Roma no seu ensino sobre batismo. Os Batistas têm se agarrado à doutrina de Cristo e Seus Apóstolos, neste ponto.
6. Os Batistas, baseados nas Escrituras, sempre tem crido numa igreja feita de regenerados, isto é, somente dos que fazem clara profissão de fé. Na igreja apostólica somente os crentes, os que receberam a Palavra de Deus e que tinham se arrependido dos seus pecados podiam ser batizados e fazer parte da igreja, At. 2:41. Não se une à igreja automaticamente ou através de terceiros. Nas Igrejas Batistas de hoje também é assim. Reconsiderando-se estes pontos simples, é mais do que claro concluir que os Batistas não são Protestantes em suas doutrinas.
NA PRATICA OS BATISTAS NÃO SÃO PROTESTANTES
Algumas simples observações indicam que os Batistas diferem radicalmente dos Protestantes em vários pontos. Os Protestantes olham para algum homem como seu Fundador, muitas usando seu próprio nome no nome da Igreja. Os Luteranos vem do Martinho Lutero. Os Reformados de João Calvino. Os Presbiterianos de João Knox. Os Metodistas abertamente dizem que o seu Fundador foi João Wesley. Mas quem fundou as Igrejas Batistas? Eis a pergunta histórica digna de investigação séria. É impossível achar um só homem que deu começo às Igrejas Batistas. Porem, se vamos usar nomes de fundadores humanos, devemos olhar para Pedro, Paulo, Tiago e João etc.
Somos diferentes dos Protestantes, em nosso lugar natalício. Os Luteranos vieram de Alemanha, os Reformados de Suíça e os Paises Baixos, os Presbiterianos de Escócia, os Episcopais de Inglaterra, mas os Batistas teriam que dizer que a sua origem é Jerusalém.
Além disso, o credo dos Batistas não é a Confissão de Augsburg, os Canons de Dort, ou a Confissão de Westminster, mas a simples Palavra de Deus. Assim é impossível identificar os Batistas como Protestantes.
Os Batistas nunca foram ligados aos Protestantes e nunca foram identificados com a Igreja Católica Romana. Antes e depois da Reforma, mantiveram sua identidade e foram fiéis às Escrituras. Os Batistas verdadeiros mantêm os claros ensinos de Jesus e Seus Apóstolos. Por estas doutrinas, dadas por Deus, eles estavam e estão prontos a morrer se for necessário. Hanz Denk, um Batista do século 16 disse, "Fé significa obediência à Palavra de Deus, seja para viver, seja para morrer." Para muitos, era morte.
 
Em menos de dez anos, houve 900 execuções de Batistas em Rottenburg nos dias da Reforma. Estas mortes muitas vezes eram ferozes e cruéis. A sentença para um crente Batista, Michael Sateler, reza assim: "Michael Sateler será entregue ao carrasco, que vai levá-lo ao lugar de execução e cortar fora sua língua; ele o jogará numa carroça e duas vezes arrancar a suas carnes com pinças quentes; depois vai levá-lo ao portão da cidade e torturar sua carne da mesma maneira." E assim que Sateler morreu, em Rottenburg 21 de maio de 1527, sua esposa e outras mulheres foram afogadas e muitos
homens foram degolados.
Os Batistas não são Protestantes mas guardam firmemente os preceitos e práticas de Cristo e seus Apóstolos. Os Batistas crêem que a pura Palavra de Deus é autoridade suficiente para tudo. Os Batistas rejeitam todas as tradições e práticas que foram inventadas desde o tempo dos Apóstolos.
Este trabalho escrito em Inglês por Vernon C. Lyons
Tradução por Steve Montgomery
Igreja Batista Independente de Ourinhos
C. P. 278, Ourinhos, S.P.
Novembro 2000
 



Isaltino Gomes Coelho Filho

Um pouco da história dos batistas
Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho, preparado para um congresso doutrinário em Altamira, Pará, novembro de 2009.
A denominação batista está presente em todo o mundo, com cerca de cem milhões de membros, em mais de trezentas mil comunidades locais, chamadas “igrejas batistas”. Somos uma denominação organizada, bem estruturada, com uma visão teológica não fragmentária, e numa perspectiva correta, em que a parte se subordina ao todo. Nossa história é rica e é nobre. Não surgimos ao redor de uma briga por dinheiro ou de uma disputa por liderança. Surgimos ao redor de princípios. Poucos grupos têm uma história tão inspiradora e decente como a nossa. Nunca pescamos em aquário. Nunca predamos igrejas de outras denominações. Nunca entramos sorrateiramente numa igreja e fomos mudando a doutrina devagarinho, até darmos o golpe e mudarmos tudo para nosso grupo. Nunca lesamos ninguém. Sofremos com atitudes assim, mas não as praticamos.
Na história do movimento evangélico, os batistas têm oferecido alguns dos maiores missionários, alguns dos maiores evangelistas e alguns dos maiores teólogos. Temos currículo, e não Boletim de Ocorrência. Somos gente decente. Mas temos alguns pontos que sempre são discutidos, o que mostra nossa pujança e a espontaneidade do movimento batista. Um desses pontos é este: quando surgiram os batistas?
A origem dos batistas no cenário mundial pode ser enfocada por três ângulos.
Pelo ângulo da teoria da sucessão histórica, há a teoria JJJ, Jerusalém, João e Jordão. A idéia é que os batistas começaram a existir no rio Jordão, com João Batista, quando este batizou Jesus. Historiadores como Orchard, Cramp e Cathcart a defendam e ela tem muitos seguidores. Esta teoria tenta ligar os batistas com João Batista e Jesus e traça uma linhagem espiritual e teológica daqueles tempos até o surgimento da primeira igreja batista no mundo.
Pelo ângulo puramente espiritual, os batistas descenderiam dos anabatistas, como os anabatistas alemães, holandeses, suíços e seitas como novacianos, donatistas e outros. A sucessão não seria histórica, mas espiritual.
Pelo ângulo da teoria histórica, os batistas surgiram entre os dissidentes ingleses, que defendiam o governo congregacional e o batismo apenas de adultos, convertidos. Mesmo este ângulo apresenta linhas diferentes. Historicamente, e segundo uma das linhas, seria em 1609, na Holanda, quando John Smyth, Thomas Helwys e uma congregação de 40 pessoas ali se instalaram, fugindo da perseguição da Igreja anglicana. Outra linha, defendida pelo grande teólogo Strong, liga-os a um grupo que, em 1641, na Inglaterra, começou a batizar por imersão, na igreja de Southwark. Strong defende esta posição porque os primeiros batistas, os que deram origem à primeira igreja com este nome, o grupo de Smyth e Helwys, batizavam por afusão. Na realidade, os batistas só adotaram a imersão depois de seu contato com os menonitas, não  sendo imersionistas no início. Daí a idéia de Strong. Ele se preocupa mais com a linha teológica que com a histórica linear. É seu ponto de vista, que entendo, embora não me pareça o mais correto.
Desde 1609 começaram a surgir várias comunidades chamadas batistas, e podemos identificar um período de estratificação doutrinária dessas igrejas até 1641, quando se cristalizou o movimento batista como nós o temos, com doutrinas e práticas como as que temos hoje, em grande parte. Muitos outros aspectos doutrinários surgiram e muitas querelas teológicas por narcisismo e estrelismo surgiram, mas em linhas gerais, os batistas mantiveram as doutrinas que hoje sustentam. As particularidades e esquisitices ficam mais por conta de líderes locais em determinadas épocas que à visão geral dos batistas.
É pouco provável que a primeira linha seja assumida sem problemas de interpretação bem sérios. Tentar ligar os batistas a João Batista, rio Jordão e Jesus me parece bastante temerário.  Sobre a segunda linha, pode-se dizer que temos pontos de contato com os anabatistas, mas muitas discordâncias como sua recusa em aceitar o estado civil, vendo-o como demoníaco, bem como a recusa a aceitar benefícios de progresso, como alguns grupos fizeram. O isolamento social, formando comunidades isoladas do mundo, nunca foi nossa postura. Os batistas nunca formaram comunidades messiânicas. Particularmente, entendo que os batistas começaram a existir em 1609, na Holanda, com a igreja de dois ingleses, chamados Thomas Helwys e John Smyth. Smyth tornou-se anabatista em 1609, batizou-se a si mesmo, a Thomas Helwys, e mais 40 pessoas. Desligaram-se dos anabatistas e originaram a primeira igreja chamada “batista”, no mundo.
Definamos bem, então: historicamente, este grupo tem sido entendido como a primeira igreja batista do mundo. Surgiu em 1609, na Holanda. Smyth deixou sua igreja e tornou-se menonita, mas Helwys continou com o grupo, e em 1612 regressaram à Inglaterra. Parece que Smyth era bastante complicado, tendo passado por vários grupos de dissidentes. Mas entende-se que era a busca da igreja que mais se adequasse ao Novo Testamento, num momento histórico muito confuso. Mesmo assim, o pretexto para uma das divisões criadas por Smyth foi ridículo: não aceitava que o pregador usasse manuscrito algum na pregação. Sem dúvida, um autêntico batista, criando caso por ninharia. Mas era persistente, sincero e buscava sempre o melhor e o certo. E foi o primeiro pastor batista da história.
Mas creio que encerro tudo ao fazer uma citação do sempre competente Zaqueu Moreira de Oliveira, em seu livro “Liberdade e exclusivismo – ensaios sobre os batistas ingleses”. O Dr. Zaqueu assim se pronuncia, falando sobre o ambiente do século17: “Neste ambiente foi que surgiu a primeira igreja batista cujo pastor foi João Smyth, que tinha formação teológica em Cambridge. Ele controu com um auxiliar muito importante, que era leigo e também advogado, Tomás Helwys. Eles, que antes eram anglicanos, tornaram-se seguidamente puritanos, separatistas e finalmente batistas. Quando aderiram à posição separatista, no reino de Tiago I, decidiram fugir com todos os homens da Igreja para a Holanda, onde havia tolerância religiosa. Lá encontraram outros grupos evangélicos, inclusive o dos menonitas que, conforme referido anteriormente, provinham do movimento anabatista do Século 16. Contudo, deles diferiam em vários aspectos, inclusive teológicos, pelo que ao se convencerem de que o batismo correto é o de crentes, rejeitando o batismo infantil, formaram uma igreja própria, sempre no ideal de restituir a igreja neotestamentária em toda a sua inteireza. Assim nasceu a primeira igreja batista” (pp. 29-30, respeitando a grafia de Zaqueu).
Muita gente, marcada por um livro que fez sucesso entre nós, intitulado O rastro de sangue, defende a teoria JJJ. Neste livro. O Dr. Carrol traça uma linha entre os personagens do Novo Testamento, desde o batismo de João, até nós. É uma visão romântica e bastante agradável, mas força a situação. Não é história, mas romance. Não podemos tentar dourar a história para tornar nosso passado mais remoto. Respeitosamente, isto não me parece honestidade intelectual, porque em alguns momentos se torna necessário enfeitar ou até mudar alguns acontecimentos. Nós não precisamos disso. A autenticidade da doutrina batista não depende de uma tentativa de identificação com João Batista ou com a igreja de Jerusalém, que sequer possuía rótulo, e se via como um movimento messiânico dentro do judaísmo. Nem tampouco com uma hipotética relação histórica com grupos dissidentes do catolicismo, que defendiam algumas de nossas posições, mas assumiram outras que nós não assumimos. Depende de sua confrontação com o Novo Testamento. Disse, certa vez, o Pr. Irland Pereira de Azevedo que, numa viagem de avião, vindo Europa, conversando com um cônego católico que fizera seu doutorado em História Eclesiástica, em Roma, este lhe disse que tendo examinado os vários grupos evangélicos viu que os batistas eram os mais próximos ao Novo Testamento. Um belo testemunho de fora. A questão não é uma sucessão histórica, mas uma linha doutrinária correta, ajustada com o Novo Testamento.
Podemos colocar isto em outras palavras: quando Thomas Jeferson fundou o Partido Democrata, nos Estados Unidos, ele não criou a democracia, mas apenas organizou um partido em que as pessoas que tinham aquelas convicções políticas pudessem se congregar. Da mesma forma, quando surgiu a primeira igreja batista no mundo, não se criou a doutrina batista, mas organizou-se uma igreja que permitiu que as pessoas que tivessem convicções batistas se reunissem. A questão é o conteúdo.
Mas voltemos a Smyth e Helwys. Eles nos legaram quatro documentos, que são os mais antigos documentos batistas:
(1)   Vinte artigos escritos em latim, por Smyth. Versa sobre temas teológicos, mostrando a preocupação com a verdade doutrinária.
(2)   A tradução para o inglês de uma confissão de fé escrita em holandês, e subscrita por Smyth e Helwys. Não sei afirmar se eles a traduziram ou se alguém a traduziu e eles a subscreveram. Mas isto prova que aquele foi um período de fermentação teológica, com a busca de uma doutrina correta na igreja, após tantos séculos de erro, com o catolicismo e seus desvios.
(3)   Uma confissão de fé escrita por Helwys, com 19 artigos.
(4)   Uma confissão de fé, com cem afirmações, intitulada “O último livro de Smyth ou retratação dos seus erros”. Não me ficou claro se este livro foi escrito por ele quando deixou de ser anabatista e se tornou batista, ou se após se tornar menonita, deixando de ser batista, ele retrocedeu, quis voltar a ser batista, e escreveu este livro.
Mas uma coisa é certa: os primeiros batistas eram homens sérios, muito preocupados com a verdade bíblica e com a correção doutrinária. Devemos muito a eles porque eles abriram o caminho, começando do nada. Os itens 3 e 4, por exemplo, são os mais antigos documentos batistas da história. Desde o início os batistas estavam registrando suas posições, escrevendo para orientar e deixando claro quem são e o que crêem.
OS BATISTAS NO BRASIL
No Brasil os batistas estão presentes desde 1871, quando, em 10 de setembro, um grupo de norte-americanos que saíram dos EUA por causa da Guerra Civil, organizaram uma igreja em S. Bárbara d’Oeste, interior de S. Paulo, na região metropolitana de Campinas. Esta igreja deixou de existir, mas foi ela quem pediu missionários à Convenção do Sul, nos EUA, para evangelizar os brasileiros. Foi ela que batizou o primeiro batista brasileiro, o ex-padre Antonio Teixeira de Albuquerque. Seu batismo foi efetuado pelo Pr. Richard Thomas, no rio Capivari, próximo a S. Bárbara. Richard Porter Thomas foi avô de Eugenia Thomas Pitrowski, esposa do Pr. Ricardo Pitrowski, e mãe de Beny Pitrowski que foi meu professor no seminário e padrinho de casamento. Conheci pessoalmente a neta de um pastor de S. Bárbara, bem idosa, mas lúcida.
A igreja deixou de existir, mas o prédio em que ela se reunia continua de pé. Está lá no Cemitério dos Pioneiros, em S. Bárbara. Ele abrigou três igrejas evangélicas que se reuniam no domingo: metodistas, batistas e presbiterianos. Durante muito tempo tive uma foto do templo, que tirei em 1982, com minha filha à porta. Dei a foto a um pesquisador norte americano que se hospedou em minha casa em Brasília. O templo, atualmente, fechado e se deteriorando, um belo e rico testemunho dos evangélicos brasileiros. Um monumento histórico está sendo corroído pelo tempo.
Foi ela, a igreja de S. Bárbara, que procedeu a consagração ao ministério pastoral do primeiro pastor batista brasileiro, o que se deu, curiosamente, numa loja maçônica, que fora fundada por um grupo de homens da primeira igreja batista, incluindo o Pr. Thomas. Durante muito tempo, os batistas insistiram que a primeira igreja batista no Brasil era a de Salvador, organizada em 1882, ignorando que a de S. Bárbara (que mais tarde organizou uma segunda igreja na região) durou bastante tempo. Thomas pastoreou as duas igrejas por 25 anos, tempo suficiente para deixar claro que houve um trabalho batista organizado em S. Bárbara, mesmo que em língua inglesa. Foi esta igreja que sustentou o Pr. Quinlan, como seu missionário, em seu campo, buscando evangelizar pessoas, inclusive brasileiras.
Parece que os batistas discutem até mesmo para encontrar sua origem. Se foi assim no caso da origem no Brasil, não foi diferente no caso do surgimento dos batistas no mundo. Tudo nosso origina discussão e produz um GT…
Mas registre-se que o trabalho entre os brasileiros começou a se desenhar mais nitidamente quando o Gal. Hawthorne, americano, veio para o  Brasil com os saídos dos EUA. Ele não era crente, mas a perda de sua filha o desorientou muito e a dor o levou à conversão. Ele se interessou muito pela evangelização do Brasil. Foi aos Estados Unidos e pediu à Junta de Richmond que enviasse missionários para o Brasil, mas a Junta estava mais interessada em trabalho na China, e considerava o Brasil como país cristão. Mas ele tanto insistiu que disseram que se ele encontrasse alguém, e esse alguém quisesse, eles enviariam. Encontrou o jovem William Buck Bagby, com 23 anos, que também pensava na China e nem tinha noção de onde era o Brasil. Uma figura de linguagem convenceu o jovem Bagby: Hawthorne lhe disse que sobre o céu do Brasil havia a constelação do Cruzeiro do Sul, projetando a cruz no céu do Brasil, mas os brasileiros não conheciam a verdadeira mensagem da cruz. Assim, o jovem Bagby decidiu-se a vir para o Brasil.
Ele chegou no Rio de Janeiro, com uma carta de apresentação para um dentista inglês, membro do Tabernáculo Batista de Spurgeon. Mas quando lá chegou, o dentista regressara para Londres. Numa conversa soube de uma senhora, dona de uma pensão, que era também da igreja de Spurgeon. Foi levado até lá e depois encaminhado a S. Bárbara, onde encontrou os batistas seus conterrâneos, e um alagoano, que fora padre e se convertera, Antonio Teixeira de Albuquerque. Este foi batizado (ou aceito, não posso afirmar com certeza) na igreja metodista, tornando-se o primeiro metodista brasileiro. Continuando os estudos das Escrituras, convenceu-se que o batismo era por imersão, e saiu de S. Paulo até S. Bárbara para ser batizado. Ele, o casal Bagby e outro casal, Zacarias e Kate Taylor, foram para Salvador e organizaram a primeira igreja batista voltada para evangelização de brasileiros, em 15.10.1882. Por isso a disputa por datas. Mas a igreja de S. Bárbara, mesmo que com cultos em inglês, foi quem efetuou o primeiro batismo de brasileiro. Por isso, é justo que seja considerada como o marco do trabalho batista no Brasil. Batizou o primeiro batista, pediu o envio de missionários para evangelizar brasileiros, e consagrou o primeiro pastor batista brasileiro.
O AVANÇO DA OBRA
O casal Bagby, William e Anna, deixou o trabalho de Salvador com os Taylor, e foi para o Rio, onde organizou a PIB do Rio, em 1884. Eles eram dotados de uma grande capacidade de trabalho e uma profunda paixão pela evangelização e por missões.
Os batistas imprimiram folhetos contando a conversão de Teixeira e estes foram enviados para Maceió. Lá, um grupo de 50 pessoas começou, por estes folhetos, a estudar a Bíblia. Escreveram à Missão na Bahia para enviar alguém para ajudá-los. Um aspecto curioso aconteceu com a igreja de Maceió. Teixeira, quando padre, fora evangelizado por um senhor chamado Mello Lins. Este, há oito anos freqüentava a igreja presbiteriana, mas nunca se batizara por não concordar com o batismo por aspersão. O Pr. Taylor foi a Maceió e o doutrinou sobre o batismo. Mello Lins aceitou e foi batizado em 6 de maio de 1885. E em 17 de maio se organizou a PIB de Maceió, com 10 membros. O ex-padre Albuquerque,  qu era alagoano, decidiu que deveria regressar para lá e trabalhar na firmação do trabalho batista em solo alagoano. Teve e felicidade de batizar seus pais que, quando ele deixara a batina, haviam se recusado até a reconhecê-lo como filho.
Em 1886, chegou mais um missionário: C. D. Daniel. Mas com uma curiosidade: Não precisou aprender a língua, pois falava português. Ele já conhecia o Brasil, pois viera para cá com 9 anos de idade trazido pelos pais, para S. Bárbara. Quer dizer: a igreja de S. Bárbara teve um filho missionário no Brasil! Como não reconhecê-la como a primeira igreja batista? Daniel foi para Recife, onde Mello Lins, que fora consagrado ao ministério em Maceió, vinha evangelizando algumas pessoas conhecidas. Daniel batizou dois homens, e com 6 membros, foi organizada a PIB de Recife, em 4 de abril de 1886 (os dois homens, Daniel e a esposa, Mello e a esposa).
Assim, em quatro anos já tínhamos quatro igrejas batistas. A igreja de Salvador já batizara 93 pessoas, encaminhara algumas para organizar outras igrejas, e contava com 69 membros. Não era mais um sonho, mas uma grande realidade. O trabalho continuou até que, em 1907, sob a inspiração do ex-judeu Salomão Ginsburg, que aqui chegara e se tornara um missionário desbravador apaixonado pela evangelização do Brasil, se organizou a CBB. Já tínhamos 4.000 batistas, na época, em quase 40 igrejas. Isto, num prazo de 15 anos.
CONCLUSÃO
A história dos batistas é mais ampla do que ora mostrado, que foi uma pincelada, para um estudo em um congresso. Mas deixa conosco algumas linhas gerais, que ressalto:
(1) Os batistas sempre enfatizaram evangelização e missões e sempre se preocuparam em levar as pessoas a Cristo. Não queremos adesão a um grupo social, mas conversão a Jesus.
(2) Os batistas sempre zelaram pela sua doutrina e pelo ensino das Escrituras. Sempre fomos o povo da Bíblia (ultimamente somos o povo da caixa de som, como os demais) e sempre e ensinamos, crendo no seu poder de penetrar na alma humana.
(3) Os batistas de hoje precisam se reencontrar com seu passado. Têm sido seduzidos por grupos de pouca expressão e muitas vezes de atitudes pouco recomendáveis. A “teologia do sucesso”, que apregoa como sinal de espiritualidade o sucesso acima de tudo, mesmo que de forma imoral, nos leva a esquecer da fidelidade à Bíblia e da lealdade aos seus princípios. Que reflitamos sobre nossas origens, e assumamos o compromisso que nossos antepassados sempre tiveram: o da integridade moral, espiritual e doutrinária. Temos uma história por honrar. Não envergonhemos nosso Deus. Nem nossos antepassados. Muitos deles morreram pelos ideais batistas, hoje bem esmaecidos no “oba oba”  festivo e infantil dos evangélicos contemporâneos. Resgatemos nosso passado!

domingo, 20 de dezembro de 2015

Ordenança Memorial da CEIA DO SENHOR


Ordenança Memorial da CEIA DO SENHOR




a. Nomes no Novo Testamento


"Ceia do Senhor" 1Co 11:20;

De sorte que, quando vos ajuntais num lugar, não é para comer a CEIA DO SENHOR. (1Co 11:20)

"Mesa do Senhor" 1Co 10:21;

Não podeis beber o CÁLICE DO SENHOR e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da MESA DO SENHOR e da mesa dos demônios. (1Co 10:21)

"Partir do pão" At 2:42; 20:7;

E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no PARTIR DO PÃO, e nas orações. (At 2:42)
E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para PARTIR O PÃO, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e prolongou a prática até à meia-noite. (At 20:7);
(Mas, pessoalmente, não estamos certos se estes versos (particularmente At 2:42) se referem à ordenança do Senhor tomada pela inteira assembleia local em culto de adoração, ou se se referem apenas aos crentes participarem juntos de refeições acompanhadas de muita comunhão, chamadas de "festas de amor", quer uma família com outra família, ou toda a assembleia junta. Melhor admitirmos ambas as possibilidades [refeições e ceias do Senhor], praticarmos ambos os benditos exemplos).




talvez devamos evitar a terminologia "Comunhão do sangue e do corpo de Cristo", de 1Co 10:16-17;

16 Porventura o cálice de bênção, que abençoamos, não é a COMUNHÃO DO SANGUE DE CRISTO? O pão que partimos não é porventura a COMUNHÃO DO CORPO DE CRISTO? (1Co 10:16-17)

"Comunhão" (koinonia): é "ter em comum" (um objetivo, um trabalho, um gozo) = "participação" (idem) = "compartilhamento" (idem).

Mas cremos que devemos evitar a terminologia "comunhão" como referindo-se à ceia do Senhor, pois: (1) "Comunhão" dá certa aparência do mal (romanismo), e (2) At 2:42, acima, talvez esteja fazendo uma diferencia a palavra "comunhão" (koinonia) da expressão "ceia do Senhor!




devemos evitar a terminologia "Eucaristia" (dar graças, agradecer)

Cristo deu graças antes de partir o pão (Mt 26:27), mas a palavra "Eucaristia" jamais aparece no Novo Testamento designando a ceia do Senhor (nem mesmo em 1Co 11:24 o faz), e tal terminologia tem que ser evitada pelos terríveis erros romanistas a ela associados. NOTA-1

E, tomando o cálice, e DANDO GRAÇAS {2168 eucharisteo}, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos; (Mt 26:27)
E, tendo DADO GRAÇAS {2168 eucharisteo}, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. (1Co 11:24)
b. Instituidor da Ceia


foi o próprio Senhor Jesus, o Cristo Mt 26:26-28; Mr 14:22-24; Lc 22:17-20; 1Co 11:23-26.

E, quando comiam, Jesus tomou o pão, e abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos; Porque isto é o meu sangue; o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados. (Mt 26:26-28; conforme Mr 14:22-24)
E, tomando o cálice, e havendo dado graças, disse: Tomai-o, e reparti-o entre vós; Porque vos digo que já não beberei do fruto da vide, até que venha o reino de Deus. [mas este cálice foi durante a re-feição, não na distribuição dos 2 elementos, posterior!] E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós. (Lc 22:17-20)
23 Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; ... (1Co 11:23-26 ) A ceia foi uma das 4 partes específicas e integrais dos 1os cultos (presididos pelos apóstolos), juntamente com: (1) ensino doutrinário; (2) comunhão (propósito + trabalho + gozo em comum) em adoração; e (3) oração. Paulo instituiu a ceia nas assembleias locais que plantou e organizou (1Co 11:23), e todos os 13 apóstolos e 70 discípulos devem ter feito o mesmo.



c. 3 Olhares na Ceia


Para trás, passado: memorial, histórico (1Co 11:24,26): O pão sem fermento, partido (rasgado), mastigado, lembra o corpo do Cristo, quebrado e moído Is 53. O suco fresco de uva esmagada lembra o Cristo vertendo seu sangue por nós, como o cordeiro imolado na Páscoa Ex 12 ou Nu 9.

24 E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto EM MEMÓRIA de mim. ... 26 Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice ANUNCIAIS A MORTE DO SENHOR, até que venha. (1Co 11:24,26)


Para dentro, interior: purificador, pessoal (1Co 11:28; Sl 139:23 + 1Jo 1:9).

EXAMINE-se, pois, o homem a SI mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice. (1Co 11:28)
SONDA-me, ó Deus, e conhece o meu coração; PROVA-me, e conhece os meus pensamentos. (Sl 139:23)
Se CONFESSARMOS os nossos pecados, ELE é fiel e justo para nos PERDOAR os pecados, e nos PURIFICAR de TODA a injustiça. (1 Jo 1:9)




Para frente, futuro: profético 1Co 11:26 e Mt 26:29.

Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, ATÉ QUE VENHA. (1Co 11:26)
E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide, ATÉ AQUELE DIA em que o beba novo convosco NO REINO de meu Pai. (Mt 26:29)
d. Significado da Ceia


d.a. A Ceia Não É TRANSUBSTANCIAÇÃO, dos papistas, que ensinam que:


- A missa é [a feitiçaria de] o sacerdote- mágico recriar o corpo e o sangue literais de Jesus (mesmo que invisíveis) e, depois, re- assassinar, re- sacrificar o Cordeiro de Deus (!). A cada domingo (talvez a cada dia da semana), contando-se em todo o mundo, isto é feito centenas de milhares de vezes!

- Depois da mágica, o pão e o vinho não são mais pão e vinho de modo algum, mas foram transmutados e passaram a ser somente e totalmente o corpo literal e o sangue literal do Cristo!

- Só com confissão aos ouvidos do sacerdote- mágico, e cumprindo a penitência que ele determinar, e com sua bênção, é que se pode canibalizar o cadáver do Cristo e (receber perdão e graça salvadores)!

- As sobras da hóstia consagrada são fechadas em uma caixa no altar, para que o cadáver literal de Cristo não seja comido por ratos e baratas (mas isto ocorre muito, muito freqüentemente ...).


-- Nota histórica 1: Pr. Aníbal Pereira Reis (já falecido) contou que, quando ainda era sacerdote romanista, foi dar a extrema-unção a um homem, numa fazenda. Depois de ter pronunciado umas palavras em latim (incompreensível, que loucura!) ao homem, surdo e inconsciente (que loucura!), Aníbal pegou a hóstia que havia pronunciado agora ser literal e somente o corpo do Cristo (que loucura!) e teve muito trabalho tentando forçá-la para dentro da boca do homem (que loucura!) que agora, consciente ou inconscientemente, cerrava seus dentes com todas as suas forças. Nisto, num estertor, o homem bateu forte na mão de Aníbal e a hóstia voou pela janela, caindo em pé e rolando celeremente pelo chão duro do terreiro. Uma mulher viu o perigo representado pela enorme porca que estava por perto, e correu gritando e bramindo uma vassoura, mas a porca glutona foi mais rápida e, apesar dos gritos e vassouradas, engoliu a hóstia de uma só bocanhada. A mulher saiu chorando desesperadamente e gritando como uma louca "A porca comeu Nosso Senhor, a porca comeu e acabou com nosso Deus! E agora? O mundo ficou sem o Senhor, Ele foi comido, o mundo todo está perdido, não há mais Salvador!" Tamanho absurdo fez Aníbal reconhecer, no seu coração, o absurdo da doutrina romanista.

-- Nota histórica 2: Pouco depois da Reforma, havia um casal muito bem casado cuja mulher foi convertida mas o homem continuou devoto romanista. Discutiram isto por meses. Um dia o homem disse: "Mulher, prepare um bom jantar, hoje o padre vem jantar aqui, depois vai lhe evangelizar de volta ao catolicismo, você vai ter que ouvi-lo educadamente". Amando o marido e sendo-lhe submissa, ela concordou. À noite, chegou o padre, tomou lugar à mesa, regalou-se com o banquete preparado, depois disse: "Agora venha cá, senhora, que eu vou lhe ensinar umas coisinhas". Ela respondeu educadamente "sim, mas isto, por favor, somente depois dos senhores comerem minha sobremesa especial". Dito isto, ela tirou do forno dois grandes biscoitos de trigo com mel e canela, redondos como uma grande hóstia, mas encorpados, exalando cheiroso vapor, fofos, parecendo deliciosos. Colocou-os um em frente do padre, outro em frente do marido. Quando estes já os tinham pegado em suas mãos e os iam comer, ela disse "Esperem! Coloquei um pouquinho de veneno de rato nesses biscoitos, para dar ao senhor padre a oportunidade de demonstrar o poder da igreja católica, basta ele transformar esses biscoitos no literal corpo do Cristo, como ele faz em cada missa, isto eliminará todo o veneno e vocês poderão se servir à vontade". As mãos de ambos pararam a centímetros das bocas abertas, eles olharam um para o outro, e a mulher continuou "É facílimo, padre, basta o senhor dizer as palavras em latim, aquelas que transformam o biscoito de trigo no corpo do Cristo! Aquelas que o senhor de memória e pronuncia a cada missa.Vamos, senhor padre, estamos esperando! É muito, muito fácil!". O padre inchou e ficou vermelho de raiva, jogou o biscoito fora, e saiu resfolegando ameaças. A mulher piscou para o marido boquiaberto e disse "Não há veneno nenhum, pode comer". Quando o marido se recuperou da surpresa, deu uma boa gargalhada pela sabedoria da mulher e disse "Dou graças a Deus por me ter dado uma boa esposa como você, e por ter me aberto os olhos contra algumas loucuras do catolicismo. Fale-me mais sobre como posso ser salvo." E, depois de ouvir e crer, salvo foi. 


- Só o sacerdote- vampiro pode beber o sangue do Cristo (mas o estranho é que às vezes fica meio "alto", e é induzido ao alcoolismo...).


Mas:




Analisemos o verso alegado pelos romanistas, 1Co 11:24 (E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto É o meu CORPO que é partido por vós; fazei isto em MEMÓRIA de mim.):

O fato do Cristo estar presente implica, exige, prova terminantemente que, aqui, ele usou linguagem figurativa: Ele é 100% Deus mas também é 100% homem, portanto não pode ter dois corpos literais, simultaneamente. Portanto, a expressão "é o meu corpo" significa "representa o meu corpo": A expressão "isto é o meu corpo" é a mesma que usamos quando mostramos uma foto e dizemos "este aqui sou eu, dá para reconhecer?" Note que a foto não é você, ela representa você, até uma criancinha entende isso. Se alguém estiver pintando uma velha estátua e disser para um amigo que passa: "Está vendo este homem? Ele é D. Pedro I", até um retardado mental entenderá que a estátua não é o imperador, ela o representa, ela é figurativa dele, é um símbolo ou uma figura dele. Sejamos literalistas sempre, exceto quando isto leva a absurda contradição com toda a Bíblia, leva a algo impensável até mesmo pelas criancinhas e retardados mentais, que, sem uma palavra de explicação, entendem o óbvio sentido figurativo. Oh, por que as seitas viram figurativas nos 99,9% da Bíblia onde devem ser literalistas (por exemplo: "Não farás para ti imagem de escultura...", "crê e será salvo ...", etc.) e viram literalistas nos 0,1% da Bíblia onde é óbvio que o sentido literal é totalmente impossível, é óbvio que o sentido é figurativo, e é óbvio e indiscutível qual é o único e correto sentido figurativo???!!! Por exemplo, em "eu sou a porta...", até a criança ou o retardado mental entendem que Jesus não disse que era uma porta literal, de madeira e com dobradiças e fechos, mas sim Ele ensinou que era o único meio de acesso à salvação. Em "se o teu olho te escandalizar, arrancá-o ...", ...

Ademais, no mesmo verso 1Co 11:24, Cristo disse as palavras "fazei isto em MEMÓRIA de mim."




Analisemos o "comer... beber...", de outra passagem alegada pelos romanistas, Jo 6:53-58 (53 Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não COMERDES a CARNE do Filho do homem, e não BEBERDES o seu SANGUE, não tereis vida em vós mesmos. 54 Quem COME a minha CARNE e bebe o meu SANGUE tem a VIDA ETERNA, e eu o ressuscitarei no último dia. 55 Porque a minha CARNE verdadeiramente é comida, e o meu SANGUE verdadeiramente é bebida. 56 Quem come a minha CARNE e bebe o meu SANGUE permanece em mim e eu nele. 57 Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim, quem de mim se alimenta, também viverá por mim. 58 Este é o pão que desceu do céu; não é o caso de vossos pais, que comeram o maná e morreram; quem comer este pão VIVERÁ PARA SEMPRE.): O próprio Cristo, poucos versos antes, no mesmo capítulo, em Jo 6:35 (E Jesus lhes disse: EU SOU O PÃO DA VIDA; aquele que VEM a mim não terá fome, e quem CRÊ em mim nunca terá sede.), deixa bem claro que "comer e beber" significam "VIR & CRER"!!! Ah, pobres perdidos, romanistas, o que Deus quer de vocês não é que comam o literal cadáver do Cristo nem bebam o seu literal sangue, mas sim que VENHAM & CREIAM nele e na sua Palavra!




A adoção do significado literal de "comer" e de "beber" nas duas passagens alegadas pelos romanistas (1Co 11:24 e Jo 6:53-58), além de ser o mais terrível e blasfemo absurdo imaginável, é também a mais séria abominação contradizendo a própria Bíblia (Gn 9:4; Lv 3:17; At 15:29), seria re-assassinar, re-sacrificar nosso Salvador!!!...

A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu SANGUE, não comereis. (Gn 9:4)
Estatuto perpétuo é pelas vossas gerações, em todas as vossas habitações: nenhuma gordura nem SANGUE algum comereis. (Lv 3:17)
Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do SANGUE, e da carne sufocada, e da prostituição, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá. (At 15:29)

Não há nada mais abominável, insultuoso e blasfemo, que o ofensivo sacrilégio da missa (centenas de milhares de re- assassinatos de Cristo a cada domingo!) He 7:24-27; 9:12,25,28; 10:8,10-14. Um crente verdadeiro, um verdadeiro salvo, jamais, em hipótese nenhuma, poderá aceitar estar presente, ouvir ou olhar para uma missa, nem sequer de muito longe.

24 Mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo. 25 Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. 26 Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus; 27 Que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados, e depois pelos do povo; porque isto fez ele, UMA vez, oferecendo-se a si mesmo. (He 7:24-27)
Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou UMA vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção. (He 9:12)

Nem também para a si mesmo se oferecer MUITAS vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no santuário com sangue alheio; (He 9:25)

Assim também Cristo, oferecendo-se UMA vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação. (He 9:28)

Como acima diz: Sacrifício e oferta, e holocaustos e oblações pelo pecado não quiseste, nem te agradaram (os quais se oferecem segundo a lei). (He 10:8)
10 Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita UMA vez. 11 E assim todo o sacerdote aparece cada dia, ministrando e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem tirar os pecados; 12 Mas este, havendo oferecido para sempre UM ÚNICO sacrifício pelos pecados, está assentado à destra de Deus, 13 Daqui em diante esperando até que os seus inimigos sejam postos por escabelo de seus pés. 14 Porque com UMA só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados. (He 10:10-14) 




Até mesmo os elementos da páscoa judaica (do qual o pão e o cálice da ceia do Senhor derivam) eram figurativos, simbólicos da libertação da escravidão do Egito (Ex 12). Contraste com Jo 6:63 (" O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as PALAVRAS que eu vos disse são espírito e vida.")










d.b. Pelas Mesmas Razões, A Ceia Não É CONSUBSTANCIAÇÃO, dos luteranos, que ensinam que a consagração pelo sacerdote-mágico recria os corpo e sangue literais (mesmo que invisíveis) de Jesus, re-sacrificado, embora o pão e o vinho materiais ainda CO-existam juntamente com- em- debaixo de os espirituais. No estômago, o pão e o vinho não são somente trigo e vinho literais, mas são também, literalmente, o corpo e o sangue de Cristo, que estão em- com- sob os elementos originais! (E conferem perdão e graça salvadoras!)










d.c. A Ceia É [meramente] EM MEMÓRIA do Cristo, [meramente] relembrando Sua morte e vitória, por amor e para nos salvar:




Em memória do fato do Cristo ter sido crucificado: "E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que É PARTIDO POR VÓS; fazei isto EM MEMÓRIA de mim." (1Co 11:24),




Mas, também:




Em memória do fato do Cristo ter estar vivo (ter sido ressuscitado): "Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e EIS QUE EU ESTOU CONVOSCO TODOS OS DIAS, até a consumação dos séculos. Amém." Mt 28:20;




Em memória do fato que os cultos cristãos ficaram sendo no 1o dia da semana, dia da ressurreição! At 20:7 "E no PRIMEIRO DIA DA SEMANA, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e prolongou a prática até à meia-noite." (At 20:7).




Em memória do fato que brevemente estaremos para sempre com o Cristo, alegremente, (Mt 26:29 "E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o beba novo CONVOSCO no reino de meu Pai.");




Em memória do fato que o Cristo voltará para nos levar consigo (quer pela morte, quer no iminente arrebatamento dos crentes, para completar a assembleia totalizada futura);




Em memória do fato que o Cristo nos proveu e provê de tudo de que necessitamos e necessitaremos (Mt 28:20, acima);




Em memória do fato que o Cristo nos deixou exemplo de humildade e de servir (Jo 13:14-15 "Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.").










d.d. É A CEIA MERAMENTE MEMORIAL? SIM (note que sua pergunta transparece uma insatisfação com o que o Novo Testamento delimita!).

Por acharmos que são 1 mm de amaciamento antibíblico e 1mm de herança ao romanismo, não simpatizamos nada com a posição de alguns que pensam de 1Co 10:16 "é melhor que vejamos o culto de comunhão como primariamente um memorial, ao mesmo tempo reconhecendo a presença [especial] de Cristo em nosso meio enquanto participamos dos elementos que simbolizam seus corpo e sangue. Certamente, o ingerirmos os elementos podem simbolizar nos alimentarmos espiritualmente de (e mantermos comunhão espiritual com) Cristo." (Lectures in Systematic Theology, Thiessen, pág. 329). Pelos mesmos motivos, também não simpatizamos nada com posições tais como a de Saucy, pág. 224 de The Church in God's Program: "Portanto, o participar de Sua presença não é o comer e o beber nos sentidos físicos, mas sim uma comunhão interior com Sua pessoa, usando a ação exterior como uma expressão de fé espiritual interior." Repetimos e reenfatizamos: o que a Bíblia diz, o que o Cristo disse, é "fazei isto EM MEMÓRIA DE MIM."










d.e. A Ceia É Sinal Da Nova AliançaCada aliança teve que ser selada com sangue. O cálice em Mt 26:28-29; Lc 22:20; 1Co 11:25, representando o sangue que o Cristo verteu por nós, representa o sangue que selou a nova aliança, isto é, o Novo Testamento.

28 Porque isto é o meu sangue; o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados. 29 E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o beba novo convosco no reino de meu Pai. (Mt 26:28-29)
Semelhantemente, tomou o CÁLICE, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o NOVO testamento no MEU SANGUE, que é derramado por vós. (Lc 22:20)
Semelhantemente também, depois de cear, tomou o CÁLICE, dizendo: Este cálice é o NOVO testamento no MEU SANGUE; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. (1Co 11:25)

O sangue da nova aliança provê o perdão dos pecados He 10:16-18;

16 Esta é a aliança que farei com eles Depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seus corações, E as escreverei em seus entendimentos; acrescenta: 17 E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniqüidades. 18 Ora, onde há remissão destes, não há mais oblação pelo pecado. (He 10:16-18)




A nova aliança é melhor que a velha aliança mosaica (2Co 3:3-18; He 7:22; 12:24).

Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração. 6 O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica. 9 Porque, se o ministério da condenação foi glorioso, muito mais excederá em glória o ministério da justiça. 11 Porque, se o que era transitório foi para glória, muito mais é em glória o que permanece. 13 E não somos como Moisés, que punha um véu sobre a sua face, para que os filhos de Israel não olhassem firmemente para o fim daquilo que era transitório. 15 E até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles. 16 Mas, quando se converterem ao Senhor, então o véu se tirará. 18 Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor. (2Co 3:3-18)
De tanto melhor aliança Jesus foi feito fiador. (He 7:22)
E a Jesus, o Mediador de uma nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel. (He 12:24)










d.f. A Ceia É Uma Pregação, Ela Proclama A Morte do Cristo, ante visitantes e descrentes. 1Co 11:26

Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice ANUNCIAIS A MORTE DO SENHOR, até que venha. (1Co 11:26)










d.g. A Ceia Profetiza A Volta Do Cristo 1Co 11:26; Mt 26:29

Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, ATÉ QUE VENHA. (1Co 11:26)
E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide, ATÉ AQUELE DIA em que o beba novo convosco NO REINO DE MEU PAI. (Mt 26:29)d.h. A Ceia É Comunhão Com O CRISTO (Ele é o anfitrião que estamos honrando, bem presente, mesmo que invisível! Comunhão significa propósito em comum + trabalho em comum + gozo em comum)










d.i. A Ceia É Comunhão Com Os Meus Irmãos. (Comunhão significa propósito em comum + trabalho em comum + gozo em comum)



e. Participantes da Ceia


Primeiramente, a nossa posição (chamam-na de "Ceia Restrita", mas preferiríamos o nome "Ceia dos de Mesma Doutrina"), segundo o melhor que podemos entender da Bíblia (não importam as tradições humanas), é que podem participar da ceia do Senhor:




Todo o presente (a frase continua!) 


E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele TODOS; (Mt 26:27) {Até a Judas, o iscariote, foi oferecida a ceia, e ele a tomou!!! Mt 26:23-24; Mr 14:20-21; Lc 22:21-23; Jo 13:18-20+26}
E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no PARTIR DO PÃO, e nas orações. (At 2:42)
E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e PARTINDO O PÃO em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, (At 2:46)
E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para PARTIR DO PÃO, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e prolongou a prática até à meia-noite. (At 20:7) 



que, segundosua própriaconsciência, 


Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente {*}, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice. Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor. (1Co 11:27-29) {* "Indignamente" é um advérbio, não um adjetivo. É um advérbio de modo, não um adjetivo sobre a natureza interna e eterna de uma pessoa. Portanto, é exigido que a posição do tomador da ceia seja de um salvo verdadeiro, um crente totalmente sincero e bíblico, e que o MODO de tomar a ceia seja digno, aceitável (não irreverente e frívolo, não indigno e inaceitável como aquele descrito nos versos 18-22); não é exigido que o salvo bíblico que toma a ceia seja perfeito ou aceitável ou digno de Deus ou da salvação ou do céu. Se houvesse essa exigência, ninguém poderia tomar a ceia ...} 






reconheça que:

- Foi salvo pela graça através de fé no Cristo, tendo nascido de novo, do alto; e
- (depois de crer) Foi submerso biblicamente, por assembleia local com doutrina daquelas do Novo Testamento (portanto, doutrina batista); 



é membro, em boa comunhão, de assembleia local a qual, sendo rigorosamente neotestamentária de interpretação literal, é

- re-submersora (mesmo que não tenha o nome batista),

- separatista (em 2º grau) do erro,

- prega "salvação só pela graça, através só da fé sem obras, fé só no Cristo e baseada só nas Escrituras; uma vez salvo, sempre salvo";




(também é necessário que ele) (pessoalmente) Esteja em obediência e comunhão com Cristo; 



Ou se arrependa e se ponha em irrestrita obediência e comunhão com Cristo, sinceramente, após:

- auto-exame segundo sua consciência Sl 139:23,

- e confissão a Deus 1Jo 1:9;

- e confissão / reparação (se possível, e como for sábio fazer) 


Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. (Sl 139:23)
Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. (1Jo 1:9) 






Agora, as justificativas da nossa posição:










e.a. (ocupando-nos somente dos de doutrina batista,) Há 4 Entendimentos Principais Sobre A Ceia (quanto aos que podem participar dela):



e.a.1. "Ceia fechada", ou "ultra- restrita", ou "da assembleia local" (closed): É exclusivamente para os membros da assembleia local batista ministradora da ceia, e que estejam não sob disciplina, mas em plena comunhão com essa assembleia;

Algumas poucas assembleias locais batistas desta posição realizam a ceia após um culto normal, em domingo à noite, ao término do qual pedem para as demais pessoas, porventura presentes, se retirarem.

Mas a grande maioria das assembleias locais batistas desta posição realiza a ceia em culto em horário especial, e a este culto somente os membros da assembleia local (e em plena comunhão com ela) têm acesso.

(Bem, conhecemos muitos irmãos que têm esta posição, entendemos que a têm por zelo, com alguns deles temos doce comunhão em quase que todos os demais pontos, mas não concordamos neste ponto, pelas razões que apresentaremos lá adiante.)




e.a.2. "Ceia restrita", ou "dos próximos", ou "dos de mesma doutrina" (close) (Paulo e seus companheiros de viagem tomaram ceia nas igrejas que visitaram, tal como a de Troas Atos 20:7): pode ser subdividida em 3 sub-graus:


e.a.2.1. Algumas assembleias locais batistas desta posição estendem o pão e o suco da vide não só aos seus membros em plena comunhão com ela, mas também a todos os presentes que sejam membros, em plena comunhão, de qualquer assembleia que tenha nome batista e que pertença à mesma convenção/ associação dela.




e.a.2.2. Outras assembleias locais batistas dessa posição estendem as suas ceias não só aos seus membros em plena comunhão com ela, mas também a todos os presentes que sejam membros, em plena comunhão, de qualquer assembleia que tenha nome batista e tenha doutrina e prática batistas basicamente iguais às dela.




e.a.2.3. Ainda outras assembleias locais batistas dessa posição estendem as suas ceias não só aos seus membros em plena comunhão com ela, mas também a todos os presentes que sejam membros, em plena comunhão, de qualquer assembleia que, mesmo sem precisar ter nome batista (talvez os Irmãos Plymouth (Casa Da Oração), talvez os Bíblicos [Batistas], talvez os Cristãos Evangélicos, etc.), tenha doutrina e prática basicamente iguais às da assembleia local batista que ministra a ceia, particularmente tenha e ensine segurança da salvação em Cristo, ensine e só aceite "submersão por submersão", sendo essa submersão administrada somente aos que creram de forma bíblica, depois fizeram pública confissão de fé, depois voluntariamente solicitaram e foram submersos por assembleia de doutrina batista (mesmo sem precisar usar este nome) de doutrina e prática basicamente iguais às da assembleia ministrante da ceia. (esta é a posição de HÉLIO.)



De todos estes 3 subtipos acima (e.a.2.1 até e.a.2.3), algumas assembleias locais somente advertem o que deve ser feito, outros o impõem concretamente (seja por limitar o acesso das pessoas ao local, seja por julgarem aqueles de tais assembleias e somente darem os elementos da ceia àqueles considerem aceitáveis).




e.a.3. "Ceia aberta" ou "livre" (open): Oferecida por assembleias locais batistas (mas de doutrina "meio aberta") a todos (todos os batistas e todos os reformados) que professam ser salvos "só pela fé, só em Cristo, sem obras", e crer "só as Escrituras". Só a eles.




e.a.4. "Ceia ultra-aberta", ou "ultra-livre", ou "ecumênica": Oferecida por assembleias locais batistas (mas de doutrina "muito frouxa") a toda a "cristandade" (incluindo pentecostais e até mesmo "bons" católicos romanos, "bons" católicos gregos ortodoxos, etc.), quer ou não tenham sido submersos (ou aspergidos), quer ou não sejam membros de uma assembleia de qualquer tipo, quer ou não estejam em comunhão com ela.








Os versos e argumentos que apresentaremos abaixo, em defesa da nossa posição e.a.2.3., refutam as demais posições.










e.b. Somente O Verdadeiro Salvo, Já Biblicamente Submerso (por uma assembleia local de bíblica doutrina batista), Pode Participar Da Ceia? 

“41 De sorte que foram submersos os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas, 42 ¶ E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, eno partir do pão, e nas orações.” (At 2:41-42)

Se é que já lhe foi ensinado o dever de ser submerso (biblicamente) E se já houve oportunidade dele obedecer e sê-lo, não vemos no Novo Testamento nenhum precedente nem espaço para um crente não ter sido submerso.

Mas também, sem ambas estas condições serem verdade, não vemos no Novo Testamento ordem, nem dedução indisputável, nem precedente [quem vir nos avise], para recusarmos a ceia ao novo crente sincero e que ainda não pôde ser submerso numa assembleia batista (que seja bíblica e fundamentalista), por circunstâncias incontornáveis e de responsabilidade única e exclusivamente não dele. Por exemplo, foi salvo na ala de doenças terminais de um hospital, está a semanas ou dias para falecer, sua saúde não lhe permite ser submerso mas permite ir em cadeira de rodas para a última oportunidade de tomar a ceia.










e.c. Só os Biblicamente Submersos por Bíblica Assembleia Submersora (e se eles e ela realmente honram o Cristo e a Bíblia) Podem Participar Da Ceia?

“41 De sorte que foram submersos os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas, 42 ¶ E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, eno partir do pão, e nas orações.” (At 2:41-42)

Sim, viveremos na eternidade com salvos que não foram biblicamente submersos, mas apenas passaram por efusão ou aspersão. Sim, muitos deles fizeram isso em sinceridade e de boa fé porque nunca foram bem ensinados, mas mal ensinados, e os amamos assim mesmo, como irmãos em Cristo. Mas, do mesmo modo que sinceridade não faria uma pessoa no VT estar certa oferecendo em sacrifício um animal de tipo desautorizado, assim também submersão somente significa submersão, e a ordem de Cristo foi submergir ("19 Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, SUBMERGINDO-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; 20 Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém." Mt 28:19-20), a sequência bíblica é primeiro crer, depois pedir e ser submerso, depois participar da ceia memorial do Senhor. Portanto, mesmo sabendo que alguns estão sinceramente mal instruídos, não temos permissão de Deus para aceitar "submersos por aspersão ou por efusão" e dar-lhes a ceia do Senhor. Não é biblicamente apropriado que aqueles que foram aspergidos, quer como bebês ou como adultos, tomem a Ceia do Senhor, porque eles nunca foram verdadeiramente submersos. Requerer que eles tenham sido submersos para participarem da ceia lhes é bom, porque os instrui e eles poderão examinar a questão e obedecer à Bíblia e corrigir tudo, sendo submersos e tornando-se membros de igreja re-submersora de doutrina bíblica.










e.d. A Ceia É Do SENHOR (não da assembleia local em particular)

Podem participar da ceia, em assembleia local batista, não só seus membros em boa comunhão, mas todos os presentes que verdadeiramente creram e foram salvos, depois foram biblicamente submersos por assembleia de doutrina re-submersora (mesmo que não tenha o nome de batista) e bíblica, que sejam membros de semelhante igreja, e que, segundo suas próprias (*) consciência e responsabilidade (sob perigo até de Deus enviar-lhe a morte!), considere-se em perfeita obediência e comunhão com Deus.

“41 De sorte que foram submersos os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas, 42 ¶ E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, eno partir do pão, e nas orações.” (At 2:41-42)

(*) Nosso Senhor Jesus não negou o pão nem o cálice ao próprio traidor perdido, Judas o iscariotes (Mt 26:23-24; Mr 14:20-21; Lc 22:21-23; Jo 13:18-20+26; ver http://solascriptura-tt.org/EclesiologiaEBatistas/SequenciaEventosNoiteUltimaCeiaSenhor-Helio.htm ),

21 ¶ Mas eis que a mão do que me trai está comigo à mesa. 22 E, na verdade, o Filho do homem vai segundo o que está determinado; mas ai daquele homem por quem é traído! 23 E começaram a perguntar entre si qual deles seria o que havia de fazer isto. (Lc 22:21-23 = Mt 26:23-24 = Mr 14:20-21 = Jo 13:18-20)
Jesus respondeu: É aquele a quem eu der o bocado molhado. E, molhando o bocado, o deu a Judas Iscariotes, filho de Simão. (João 13:26)











e.e. Não Deve Cometer Participação na Ceia Quem Está Sob Disciplina Da Sua Assembleia Local (ver http://solascriptura-tt.org/EclesiologiaEBatistas/DisciplinaNaIgreja-Helio.htm).

(A não ser que, no culto da ceia, se arrependeu sinceramente, pediu perdão a Deus, e comprometeu-se a, o mais breve possível, pedir perdão à assembleia local e reparar o erro, tanto quanto possível).

1Co 5:11; 11:27-29

1Co 5:11 Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais. ACF2007
1Co 11:27-29 27 Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. 28 Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice. 29Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor. ACF2007


Resumindo tudo que dissemos, nós anunciaríamos assim, antes da ceia do Senhor:



"Grata e reverentemente, passemos à comemoração da ceia do Senhor.

"Baseados na Bíblia, advertimos que só deveria participar desta ceia, reverentemente: todo o presente que tenha crido e sido salvo,

depois pediu e foi submerso biblicamente,

agora examinou-se a si mesmo,

rogou perdão pelos pecados que o Espírito Santo lhe indicou,

e está em obediência e comunhão com Cristo e com a assembleia local de que é membro, a qual, sendo rigorosamente neotestamentária de interpretação literal,

é re-submersora (doutrina batista, mesmo se não usar o nome),

basicamente com mesma doutrina e prática nossas, particularmente pregando "salvação só pela graça, através só da fé sem obras, fé só no Cristo e baseada só nas Escrituras; uma vez salvo, sempre salvo". 






Outro modo de anunciarmos e convidarmos para a ceia do Senhor seria:




Esta assembleia não tem o poder de estabelecer regras e padrões, apenas os cumpre. Observe a ordem de At 2:41-42: 1º creram e aceitaram a palavra, 2º foram SUBMERSOS, 3º foram adicionados à assembleia local, 4º participaram da ceia. Por coerência com isso, convidamos a participar da ceia do Senhor todo o presente que já cumpriu estes requisitos e é membro (em boa comunhão) de uma assembleia de doutrina basicamente igual à do NT (por isso, de doutrina basicamente igual à nossa). 









e.g. Não Oferecer a Ceia a Alguém? E Fisicamente Recusar a Ceia a Alguém que Estenda a Mão para Receber os Elementos da Ceia?

Praticantes da ceia fechada o fazem, alegando alguns versos, mas 1Co 5:11-13 parece muito mais referir-se ao comer socialmente (só temos certeza de que o assunto é a ceia do Senhor a partir de 11:20, que está muito longe); essa passagem (1Co 5:11-13) e 2Ts 3:6, 11-15 referem-se à separação bíblica que devemos manter do crente rebeldemente em pecado aberto, ou rebeldemente propagador de erro doutrinário.

Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal NEM AINDA COMAIS.Porque, que tenho eu em julgar também os que estão de fora? Não julgais vós os que estão dentro? Mas Deus julga os que estão de fora. Tirai, pois, dentre vós a esse iníquo. (1Co 5:11-13)
Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão que anda desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebeu. (2Ts 3:6)
Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes fazendo coisas vãs. A esses tais, porém, mandamos, e exortamos por nosso Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando com sossego, comam o seu próprio pão. E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem. Mas, se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai o tal, e não vos mistureis com ele, para que se envergonhe. Todavia não o tenhais como inimigo, mas admoestai-o como irmão. (2Ts 3:11-15)

A ordem de Deus é que cada um se examine a si mesmo, não é que a igreja o examine e julgue 1Co 11:28 Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice. ACF2007




Jesus não recusou o pão a Judas Jo 13:18 18 Não falo de todos vós; eu bem sei os que tenho escolhido; mas para que se cumpra a Escritura: O que come o pão comigo, levantou contra mim o seu calcanhar. ... 27 E, após o bocado, entrou nele Satanás. Disse, pois, Jesus: O que fazes, faze-o depressa. (Jo 13:27)




e.h. Pedir Perdão: Sempre? Como? Diante De Quem?

Nem sempre é sábio pedir perdão em público: Extremo cuidado deve ser tomado com certas palavras (Já imaginou: "Congregação, peço perdão publicamente pela atração que sinto pela solteira X, por tê-la cobiçado " ou "Congregação, peço perdão publicamente pela atração que sinto pela esposa do irmão Y, por tê-la cobiçado." ???!!! Sempre imagine que há gravadores ocultos, e que tais gravações cairão nas piores mãos possíveis. Portanto, pese bem o que vai dizer e fazer, pese por bastante tempo. Sempre tenha o maior cuidado com as suas palavras.).

Nem sempre é sábio pedir perdão mesmo privadamente: Extremo cuidado deve ser tomado com certas palavras (além das duas perguntas anteriores, já imaginou "Perdão por eu não ter tolerado seus defeitos inescapáveis, os maiores do mundo, eu não devia esperar melhor de você, seu #@amp;amp;_%" ???!!!).

Ao pedir perdão, só fale do seu próprio pecado (mesmo que você ache que você só foi 1% do problema, e ache que 99% foram da outra pessoa).

Muito cuidado para não atacar o outro nem sequer 1 mm ("Seu #@amp;amp;_%, perdoe-me por eu ter reagido mal ao seus inumeráveis, feios, terríveis pecados, a saber ...").

Vá com jejum e muita oração, não esperando ser compreendido, nem perdoado, mas provavelmente até mesmo insultado. Nunca espere que a outra pessoa também lhe peça perdão pelos erros dela. Nunca. Apenas faça a sua parte, sem esperar por nada. Ou, melhor, esteja preparado para perdoar e reagir serenamente, mesmo aos piores insultos e agressões físicas.

Às vezes (para evitar incompreensão e um problema/ briga muito, muito maior) o pedido de perdão não deve ser em público nem em privado, mas somente a Deus). Às vezes, ao invés de pedido de perdão à pessoa que você ofendeu, é melhor você só apresentar grande mudança de atitude e muita sabedoria e paciência...



f. Ministrador da Ceia


Se o crente está ou brevemente poderá estar com a inteira assembleia local, já existente, de que é membro, então é com esta inteira assembleia local que deve tomar a ceia do Senhor.




É somente a inteira assembleia local que administra as 2 ordenanças, usualmente através de, representada pelo ancião- pastor-supervisor (se isto for completamente impossível, por muito tempo, então a assembleia local pode comissionar outros seus membros [usualmente dentre os presbíteros- pastores] para representá-la na administração das ordenanças).




Não vemos absolutamente nenhuma base bíblica para um homem crente (mesmo que pastor da assembleia local ou por ela comissionado para representá-la na administração da ordenança; mesmo que ele esteja acompanhado de uma parte da assembleia) sair para submergir ou dar ceia a um convertido que não pode sair da sua casa (ou prisão, ou hospital) e, assim, não pode juntar-se à inteira assembleia local, nem ela a ele. Que lhe seja explicado: "Filho, esta ordenança é para ser observada pela inteira assembleia local, reunida. Já que você não pode observá-la assim, satisfaça-se na lembrança de que nenhuma das 2 ordenanças confere nem aumenta nem fortalece graça, e você não tem nenhuma culpa de não poder participar das ordenanças."



g. Quando's da Ceia


Alguns basearam-se em 1Co 11:25 ("... TODAS as vezes que beberdes, fazei isto em memória de mim.") e chegaram a comemorar a ceia a cada refeição do dia (mas isto, do verso, certamente foi feito separadamente, nos lares!!! Portanto, pode até ter sido um louvável dar graças a cada refeição, mas de modo nenhum teve a menor semelhança com a ceia do Senhor que vemos na Bíblia, uma ordenança a ser comemorada pela inteira assembleia local, toda ela junta...).




Outros basearam-se em At 2:46 ("E, perseverando unânimes todos os dias NO TEMPLO, e partindo o pão EM CASA, comiam juntos com alegria e singeleza de coração,") para a assembleia, toda ela junta, comemorar a ceia uma vez a cada dia (mas, em At 2:46, o partir do pão foi nos lares, portanto pode e parece ter sido apenas refeição ordinária, famílias que moravam mais ou menos perto uma da outra se convidando "no domingo passado vocês nos convidaram para compartilhar da refeição noturna na casa de vocês, depois do culto; hoje queremos convidar a família de vocês e a dos Silva's para irem à nossa casa. OK?"; ademais, nem tudo exemplificado no entusiasmo dos 1os dias é ordem e pode e deve ser imitado para sempre: a inteira assembleia se reunir em cultos diários, 365 noites por ano, certamente atrapalhará nossa vida familiar com nossos filhos, atrapalhará os seus estudos, etc., etc., etc., mormente nas grandes cidades onde já perdemos horas somente nos locomovendo de um lado para outro...);




Outros, baseiam-se na Didaque (125-135 dC), em relatos das assembleias locais dos 1os séculos, em exemplos do Novo Testamento (como em Trôade, At 20:6-7) ("... E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão ...") para comemorar a ceia a cada domingo (mas At 20:6-7 não diz "cada", e, se o dissesse, seria apenas um exemplo, não uma ordem.).




Pensamos que estas 3 opções correm o risco de banalizar demais a ceia, realizá-la às pressas e mecanicamente, sem o amplo, pausado, profundo tempo que merece.




Alguns só comemoram a ceia 1 vez por ano, durante a Páscoa judaica (terça ou quarta-feira, conforme creiam que Cristo foi crucificado na quarta ou quinta-feira http://solascriptura-tt.org/Cristologia/CristoMorreu4Feira-Inicio36ArtigosSobreCristo.htm) (mas Cristãos já instruídos só celebram a ceia do Senhor e, semanalmente, o dia do Senhor. Não devem celebrar Natal, nem Páscoa, nem nenhuma festa religiosa, pois elas têm início no paganismo ou, pelo menos, no judaísmo fora dos limites da Palavra Escrita, do qual judaísmo só devemos querer distância. Ademais, pensamos que 1 ano talvez seja um intervalo longo demais para nossa fraca memória).




A ceia deve ser comemorada em um domingo, não noutro dia da semana: o 1o dia da semana sempre foi o dia do culto principal: Lc 24:30,35 (ressurreição, 11 tristes, ceia em Emaús); Jo 20:19 (10 apóstolos, peixe e mel); 20:26 (11 apóstolos) e talvez 21:9,13 (Mar de Tiberíades, peixe e pão); At 20:7,11 (ceia em Trôade; cochilo de Êutico); 1Co 16:2 (oferta); Ap 1:10 (visão em Patmos).

30 E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o, e lho deu. ... E eles lhes contaram o que lhes acontecera no caminho, e como deles fora conhecido no partir do pão. (Lc 24:30,35. domingo da ressurreição)
Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco. (Jo 20:19)
E oito dias depois estavam outra vez os seus discípulos dentro, e com eles Tomé. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, e apresentou-se no meio, e disse: Paz seja convosco. (Jo 20:26)
9 Logo que desceram para terra, viram ali brasas, e um peixe posto em cima, e pão. ... Chegou, pois, Jesus, e tomou o pão, e deu-lhes e, semelhantemente o peixe. (Jo 21:9, 13)
7 E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e prolongou a prática até à meia-noite. ... 11 E subindo, e partindo o pão, e comendo, ainda lhes falou largamente até à alvorada; e assim partiu. (At 20:7,11)
No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que não se façam as coletas quando eu chegar. (1Co 16:2)
Eu fui arrebatado no Espírito no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta, (Ap 1:10)




A ceia deve ser comemorada à noite, não noutro horário: Os judeus que amavam a Palavra Escrita, e o Cristo, observaram a Páscoa à noite. Ademais, o Novo Testamento não há indícios da ceia do Senhor ter sido observada não como ceia (à noite).




Resumindo: Nossa forte e fundada posição é pelo usual: a ceia do Senhor deve ser comemorada 1 vez por mês; em um domingo (usualmente o 1o domingo do mês); à noite.

(Mas o Novo Testamento não estipula isto explicitamente. O exigido é somente que "... TODAS as vezes que beberdes, fazei isto em MEMÓRIA de MIM." (1Co 11:25) ).



h. Onde's da Ceia


Onde estiver a inteira assembleia local reunida, não em um dos seus muitos departamento, não em um acampamento só de jovens ou só de casais, não em um seminário, não em um congresso, não de casa em casa, não em quarto de hospital, etc. Ver letra f.



i. Como's da Ceia


Resumo: UM só pão, grande, de trigo + água + sal (talvez com bastante azeite de oliva?), sem fermento (provavelmente terá que ser fininho, para não ficar duro demais?), sendo quebrado (rompido com as mãos, sem facas nem serras) à vista de todos (Para poupar tempo em assembleia grande, o pão talvez possa ser quebrado discretamente, enquanto a pregação ainda está sendo feita? Para não causar mal estar ou mesmo náusea de repulsa a ninguém, talvez seja melhor que se usem luvas esterilizadas? Mas lavar as mãos ante todos não pareceria romanismo? Não seria melhor, hoje, na mesa (mesa tem pés, altar não tem e é coisa de judeus) já estar, para ser vista, uma metade do grande pão, e nos pratos, já estarem os pedaços provenientes da outra metade, tendo sido previamente partidos (na cozinha) por mãos lavadas/ enluvadas?), finalmente todos o comendo (mastigando) ao mesmo tempo.

Suco de uvas cor de sangue, podendo ser suco industrializado ou suco de uvas esmagadas na assembleia (isto pode ser feito previamente), podendo ou não o suco ser misturado com alguma água pura. Primeiramente estará em UM só grande cálice, à vista de todos; depois será dividido em pequenos cálices (para poupar tempo em assembleia grande, talvez possa ser dividido discretamente, enquanto a pregação ainda está sendo feita? Não seria melhor, hoje, na mesa já estar, para ser visto, o grande cálice ainda com um resto do suco, e os pequeninos cálices já tendo sido enchidos a partir dele?), todos os tomando ao mesmo tempo.

Tudo deve ser precedido por pregação (enfatizando aspecto(s) da obra salvadora de Cristo, ou Sua 2a vinda, ou algo relacionado à ceia); por auto-exame silencioso e confissão a Deus; por explicações sobre a ordenança-simbólica; e por convite advertindo sobre quem deve e quem não deveria dela participar (vide acima).

Tudo deve ser feito reverente e dignamente, com entendimento, sem pressa e sem ritualismo mecanista, terminando com hino laudatório (e palavras) de alegria e vitória e expectativa, cantado vivamente portoda a congregação. (Mt 26:26-29 ou Mr 14:22-24; Lc 22:17-20; 1Co 11:23-29).




26 ¶ E, quando comiam, Jesus tomou o pão, e abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. 27 E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos; 28 Porque isto é o meu sangue; o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados. 29 E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o beba novo convosco no reino de meu Pai. (Mt 26:26-29)
22 E, comendo eles, tomou Jesus pão e, abençoando-o, o partiu e deu-lho, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. 23 E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho; e todos beberam dele. 24 E disse-lhes: Isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que por muitos é derramado. (Mr 14:22-24)
17 E, tomando o cálice, e havendo dado graças, disse: Tomai-o, e reparti-o entre vós; 18 Porque vos digo que já não beberei do fruto da vide, até que venha o reino de Deus. 19 E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim. 20 Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós. (Lc 22:17-20)
23 ¶ Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; 24 E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. 25 Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. 26 Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha. 27 Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. 28 Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice. 29 Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor. (1Co 11:23-29)




Agora, detalhemos alguns dos pontos de acima:







i.a. O Pão Deve Ser Sem Fermento: Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade. (1Co 5:7-8)

Somente o pão sem fermento pode: (a) representar adequadamente o corpo do Cristo sem pecado; (b) a sinceridade com que devemos participar da ceia; (c) a necessidade de purificar a assembleia local.







i.b. O Pão Deve Ser Um Só, Trazido Inteiro,para representar a unicidade do Cristo e a unidade dentro da assembleia local.

Para lembrar que o corpo do Cristo foi moído por nossos pecados, o pão somente deve ser partido (rompido com as mãos, sem facas nem serras), em pedacinhos pequenos, ante toda a assembleia.



j. Ambiente da Ceia


De reverente ponderação, emocionada lembrança, profunda gratidão por toda a obra do Cristo por nós. Concluir com um hino cantado por toda a congregação, viva e alegremente, em louvor e exultação pela vitória do Cristo, e em expectativa do arrebatamento, das bodas, e do reino. Mt 26:30 = Mr 14:26.

E, tendo cantado o hino, saíram para o Monte das Oliveiras. (Mt 26:30 = Mr 14:26)




A Ceia Do Senhor Deve Ser Um Farto Banquete?Seguindo alguns exemplos encontrados no Novo Testamento, na Didaque (125-135 dC), e em relatos de algumas assembleias locais dos 1os séculos, alguns pensam que a ceia deve ser sempre após (não em) uma refeição- ceia (festa de amor, ágape). Mas será que estes exemplos não resultaram somente de traços culturais ou de influência do judaísmo quanto à Páscoa? (Cristãos já instruídos só celebram a ceia do Senhor e, semanalmente, o dia do Senhor. Não devem celebrar Natal, nem Páscoa, nem nenhuma festa religiosa, elas têm seus inícios no paganismo ou, pelo menos, no judaísmo que extrapola a Palavra Escrita, do qual judaísmo só devemos querer distância).

Bem, o Novo Testamento não dá mandamento explícito sobre isto. A grande maioria das assembleias batistas e reformadas pratica a ceia sem a refeição-ágape (exemplificada na Bíblia, mas nunca nela ordenada), para evitar o perigo da glutonaria de 1Co 11:17-22,33-34.

... 17 ¶ Nisto, porém, que vou dizer-vos não vos louvo; porquanto vos ajuntais, não para melhor, senão para pior. 18 Porque antes de tudo ouço que, quando vos ajuntais na igreja, há entre vós dissensões; e em parte o creio. 19 E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós. 20 De sorte que, quando vos ajuntais num lugar, não é para comer a ceia do Senhor. 21 Porque, comendo, cada um toma antecipadamente a sua própria ceia; e assim um tem fome e outro embriaga-se. 22 Não tendes porventura casas para comer e para beber? Ou desprezais a igreja de Deus, e envergonhais os que nada têm? Que vos direi? Louvar-vos-ei? Nisto não vos louvo. .... ... 33 Portanto, meus irmãos, quando vos ajuntais para comer, esperai uns pelos outros. 34 Mas, se algum tiver fome, coma em casa, para que não vos ajunteis para condenação. Quanto às demais coisas, ordená-las-ei quando for. (1Co 11:1-34)



k. Penalidades


29 Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor. 30 Por causa disto há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem. (1Co 11:29-30)

"Indignamente" é um advérbio, não um adjetivo. É um advérbio de modo, não um adjetivo sobre a natureza interna e eterna de uma pessoa. Portanto, é exigido que a posição do tomador da ceia seja de um salvo verdadeiro, um crente totalmente sincero e bíblico, e que o MODO de tomar a ceia seja digno, aceitável (não irreverente e frívolo, não indigno e inaceitável como aquele descrito nos versos 18-22):

18 Porque antes de tudo ouço que, quando vos ajuntais na igreja, há entre vós dissensões; e em parte o creio. 19 E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós. 20 De sorte que, quando vos ajuntais num lugar, não é para comer a ceia do Senhor. 21 Porque, comendo, cada um toma antecipadamente a sua própria ceia; e assim um tem fome e outro embriaga-se. 22 Não tendes porventura casas para comer e para beber? Ou desprezais a igreja de Deus, e envergonhais os que nada têm? Que vos direi? Louvar-vos-ei? Nisto não vos louvo. (1Co 11:18-22)




Não é exigido que o salvo bíblico que toma a ceia seja perfeito ou aceitável ou digno de Deus ou da salvação ou do céu. Se houvesse essa exigência, ninguém poderia tomar a ceia...

Mas ...:

Se a maneira e atitude do salvo ao tomar a ceia for indigna, ele poderá receber do Senhor, como julgamento, tanto doença física como morte física (não perdição!).



l. Exortação


Comemoremos a ceia com o coração cheio de gratidão, profundamente relembrado e tocado, ponderando tudo que Deus (Pai, Filho e Espírito Santo) fez por nós.




Mas também ofereçamo-nos, nós também:

em sacrifício vivo Rm 12:12,

Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em SACRIFÍCIO VIVO, SANTO e AGRADÁVEL a DEUS, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. (Rm 12:1-2)




como ganhadores de almas Fp 2:17,

E, ainda que seja oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé, folgo e me regozijo com todos vós. (Fp 2:17)




como vidas derramadas em comunhão com (e oração a) o Senhor He 13:15,

Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome. (He 13:15)

como doadores de ofertas sacrificiais Fp 4:18,

Mas bastante tenho recebido, e tenho abundância. Cheio estou, depois que recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro de suavidade e sacrifício agradável e aprazível a Deus. (Fp 4:18)etc.






NOTA-1:
Nomes transliterados: Transliterar significa, ao invés de traduzir uma palavra para português, usar as letras do nosso alfabeto para formar um som parecido com as de uma palavra em outro alfabeto. Por exemplo, não há palavra portuguesa para o ser angelical 08314 שׂרף de Is 6:2,6, portanto somos forçados a transliterá-la para serafim, (que produz um som parecido com a palavra hebraica) depois tomamos esta palavra portuguesa que criamos e a adicionamos no dicionário de português e ensinamos o que queremos que ela signifique. Transliteração só deveria ser feita se absolutamente de modo nenhum existe uma palavra portuguesa que traduza o grego ou hebraico. Afirmamos isto porque, em todas as Bíblias modernas, parece que sempre que se transliterou uma palavra grega ou hebraica que tem uma boatradução em português, se fez isto com o objetivo de esconder uma verdade e se favorecer um erro doutrinário:

batismo (podia e devia ser traduzido como submersão)

batizar (podia e devia ser traduzido como submergir)

eucaristia (este substantivo não existe na Bíblia, nunca deve ser usado como se fosse a ceia do Senhor! Existe o verbo "tendo dado graças", em 1Co 11:24, mas não podemos confundir o ato de agradecer a Deus com a coisa pela qual agradecemos)

hades (sempre deve ser traduzido como inferno, quando se refere ao descrente)

sheol (idem)

diácono (podia e devia ser traduzido como serviçal),

igreja (podia e devia ser traduzido como assembleia ou ajuntamento, e o contexto deixaria claro que é uma reunião de crentes em um certo local)

etc.

Alguém gostaria de me mandar mais alguns exemplos, retirados de qualquer Bíblia, Artigos de Fé, etc.?



Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB), autêntica herdeira da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753) e traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma) como o Textus Receptus. Para começar a ter uma idéia da gravidade de muitas das MILHARES de deturpações de todas as "Bíblias" alexandrinas (baseadas no Texto dos incessantes Críticos), em relação às Bíblias do TR, leia, por EXEMPLO, http://solascriptura-tt.org/Bibliologia-Traducoes/AAlmeidaAtualizadaExposta-Helio.htm 









(retorne a http://solascriptura-tt.org/EscatologiaEBatistas/00Helio-index.htm 

retorne a http://solascriptura-tt.org/EscatologiaEBatistas/

retorne a http://solascriptura-tt.org/)