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sábado, 11 de junho de 2011

Avidez por Diversão

Nós somos uma geração embriagada por necessidades várias. Temos em nossas escolhas, a necessidade de 
satisfazer dos mais requintados desejos aos mais sórdidos e vis (nesse caso, os que já se desligaram da vida). Nunca estamos completamente satisfeitos. Se estamos empregados, reclamamos do patrão, dos colegas, do trabalho, enfim de tudo e de todos. Se estamos casados, reclamamos da mulher, dos filhos, das contas a pagar, da toalha molhada em cima da cama, dos cacoetes do cônjuge, e ficamos a imaginar como seria se estivéssemos solteiros.
 As necessidades nos aparecem em diversas circunstâncias e elas, se não nos atentarmos às suas sutis manipulações, vão moldando os nossos saberes e ações. 

Os cultos que oferecemos a Deus tornam-se chochos e sem graça, quando ficamos entediados com a liturgia e deixamos de enxergar Deus nos detalhes. Então a necessidade de mexermos nas coisas sagradas aproximam-nos do pecado de Uzá. Queremos dar uma ajudinha a Deus no santuário para incrementar o culto e deixamos ele mais parecendo um espetáculo humano. Os cantores, deixam de ser ministros de louvor para ser estrelas num palco. Os pastores, transformam-se em animadores de auditório. Contam anedotas,  esforçam-se para serem espirituosos envolvendo o público com frases de efeito, e culto vai deixando de ser para a glória de Deus, para ser para o entretenimento e diversão dos participantes. Existe até fórmula para esse tipo de culto. E geralmente não falha.

O culto precisa ser racional, inteligente, espontâneo, animoso, mas quando deixa de exaltar a Deus para exaltar o homem e aos seus caprichos, ele se parece cada vez menos com o culto que a Bíblia deixou de exemplo.

Por que forçarmos a barra e manipularmos o resultado de um verdadeiro culto a Deus? Porque o homem precisa, sente, tem necessidade de ser o centro das atenções e faz de tudo para as pessoas cultuem os seus bezerros de ouro particulares. 

Muitos dizem: Moisés está demorando, Samuel também. Então vamos celebrar! 

Observação: Prestemos atenção ao culto que estamos realizando para Deus. Isto é muito importante! 

Sermão do pastor David Wilkerson...

Lembre-se dos seus Livramentos
(Achando força contra a crise desse momento)

Como esquecemos rapidamente os grandes livramentos operados por Deus em nossas vidas. Como é fácil a gente tomar como certo os milagres que Ele operou em nosso passado. Porém inúmeras vezes a Bíblia nos diz: "Lembre dos seus livramentos".
Somos tão iguais aos discípulos. Eles não entenderam os milagres de Cristo quando Ele de modo sobrenatural alimentou milhares de pessoas com uns poucos pães e peixes. Jesus operou esse milagre duas vezes, alimentando 5.000 pessoas uma vez e uma multidão de 4.000 pessoas na outra. Contudo, poucos dias depois, os discípulos tinham removido esses acontecimentos da memória.
Aconteceu quando Jesus os preveniu quanto ao fermento dos fariseus. Os discípulos acharam que Ele havia dito isso por terem se esquecido de trazer pão para a jornada. Mas Cristo lhes respondeu: "Não compreendeis ainda, nem vos lembrais dos cinco pães para cinco mil homens e de quantos cestos tomastes? Nem dos sete pães para os quatro mil e de quantos cestos tomastes?" (Mateus 16:9-10).
Segundo Marcos, Cristo ficou abismado com a rapidez com a qual os discípulos haviam esquecido Seus incríveis atos. Jesus disse: "Ainda não considerastes, nem compreendestes? Tendes o coração endurecido? Tendo olhos, não vedes? E, tendo ouvidos, não ouvis? Não vos lembrais de quando parti os cinco pães para os cinco mil, quantos cestos cheios de pedaços recolhestes?" (Marcos 8:17-19).
O quê essas passagens nos dizem? Está claro que nenhum dos discípulos parou para levar em conta o quê estava acontecendo quando estas milagrosas alimentações se operavam. Tente pintar um quadro desses homens andando em meio à multidão carregando cestos, passando os pães e peixes que se multiplicaram milagrosamente à frente dos seus olhos. Você poderia pensar que esses discípulos teriam caído de joelhos, gritando, "Como isso é possível? É simplesmente impressionante; está totalmente fora de uma explicação humana. Oh, Jesus, Tu és verdadeiramente Senhor!". Eu os imagino encorajando as pessoas às quais serviam: "Peguem aqui - alimentem-se desse alimento milagroso, enviado da glória. Jesus providenciou isso. Contemplem o nosso Deus, e O adorem!".
Os discípulos viram essas obras maravilhosas com seus próprios olhos. No entanto, a significação dos milagres não ficou registrada neles. E agora, pouco tempo após, eles estavam cheios de dúvidas e questionamentos quanto a "não ter pão". Jesus teve de mostrar-lhes, "Como esquecem depressa dos milagres que Deus teceu para vocês. Vocês não compreenderam os seus livramentos".
Eu também me pergunto: por que essas multidões, que haviam sido alimentadas tão milagrosamente, não se levantaram para adorar Jesus? Por que não louvaram a Deus em altas vozes e com braços levantados? Evidentemente, elas tampouco compreenderam seus milagres. E foi pela mesma razão que você e eu rapidamente nos esquecemos dos milagres de Deus em nossas próprias vidas. Os livramentos de ontem são rapidamente esquecidos em meio às crises de hoje.


Do Gênesis ao Apocalipse, 
a Palavra Literalmente Nos Berra: 
"Lembre-se!  Lembre-se!" 


Ao longo dos dois Testamentos, lemos: "Lembre-se do poderoso braço do Senhor, para realizar milagres em teu favor. Lembre-se de todos os livramentos passados". Preste atenção à exortação de Moisés a Israel após o milagre do mar Vermelho:
"Disse Moisés ao povo: Lembrai-vos deste mesmo dia, em que saístes do Egito, da casa da servidão; pois com mão forte o Senhor vos tirou de lá...Quando teu filho amanhã te perguntar: Que é isso? Responder-lhe-ás: O Senhor com mão forte nos tirou da casa da servidão...E isto será como sinal na tua mão e por frontais entre os teus olhos; porque o Senhor com mão forte nos tirou do Egito" (Êxodo 13:3,14,16).
Os fariseus interpretaram esse último versículo ao extremo. Fizeram filactérios, caixinhas contendo leis escritas, que enrolavam no braço ou prendiam à testa. Porém o que Moisés estava descrevendo aqui era uma metáfora, um ministério espiritual. Era uma ordem para que todo israelita indelevelmente selasse na mente todo o impressionante livramento que haviam visto. O Senhor estava lhes dizendo, basicamente:  "Guarde isso na memória, e o deixe à mão. Conserve-o sempre fresco em sua mente. Toda vez que enfrentar uma crise, toda vez que enfrentar um gigante, toda vez que um inimigo agressivo lhe atacar, você deve se lembrar de todos os milagres que Eu te concedi. Jamais se esqueça do livramento que experimentou. Mantenha um diário mental deles, e lembre cada detalhe. E aí se assegure de contar tudo aos seus filhos. Continue falando dos seus milagres, de geração a geração. Isso edificará a tua fé, e a fé de toda geração que vier".
Ninguém viu maiores milagres de libertação que a geração de Moisés. Começou com as impressionantes dez pragas que caíram sobre o Egito. Enxames de gafanhotos, invasões de rãs, rios se transformando em sangue, escuridão tão negra que podia ser apalpada - todas essas coisas trouxeram caos e confusão sobre os egípcios. Contudo durante todo esse tempo, Israel ficou seguro em seu acampamento, protegido de tudo.
Estes mesmos israelitas viram uma nuvem de glória se colocar atrás deles, ocultando-os do exército do faraó que se aproximava. Viram o céu da noite se iluminar com uma coluna de fogo, aquecendo-os durante as noites frias do deserto. E viram um mar inteiro se abrindo à frente, formando altas muralhas de cada lado. Eles caminharam em meio a ondas que formavam paredes, em terra seca. E no dia seguinte, Israel viu o exército do faraó destruído de forma sobrenatural, quando essas mesmas muralhas de água tombaram sobre seus perseguidores, eliminando-os. Que livramentos impressionantes Israel conheceu! Contudo não compreenderam nenhum deles. Em verdade, logo os esqueceram. Como sabemos disso? Está registrado: "Nossos pais, no Egito, não atentaram às tuas maravilhas; não se lembraram da multidão das tuas misericórdias e foram rebeldes junto ao mar, o mar Vermelho" (Salmo 106:7).
Como Israel  foi rebelde a Deus no mar Vermelho? Ora, apenas três dias após o milagroso livramento, acusaram Deus de os ter levado ao deserto para que morressem de sede. "Tornaram a tentar a Deus, agravaram o Santo de Israel. Não se lembraram do poder dele, nem do dia em que os resgatou do adversário; de como no Egito operou ele os seus sinais e os seus prodígios...e converteu em sangue os rios deles, para que das suas correntes não bebessem" (Salmo 78:41-44). "Cedo, porém, se esqueceram das suas obras e não lhe aguardaram os desígnios...Esqueceram-se de Deus, seu Salvador, que, no Egito, fizera cousas portentosas, maravilhas na terra de Cam, tremendos feitos no mar Vermelho" (106:13,21-22). Exatamente aquilo que Moisés havia repreendido em Israel acabou acontecendo. Ele havia prevenido: "Tão-somente guarda-te a ti mesmo e guarda bem a tua alma, que te não esqueças daquelas cousas que os teus olhos têm visto, e se não apartem do teu coração todos os dias da tua vida, e as farás saber a teus filhos e aos filhos de teus filhos" (Deuteronômio 4:9).
Vejo a mesma coisa acontecendo hoje na igreja de Jesus Cristo. Somos ordenados pela palavra de Deus a nos "vestirmos com os nossos livramentos". Devemos vesti-los todas as manhãs, assim como pomos nossas roupas. E devemos mantê-los à mão, sempre exibi-los diante dos olhos. E então lhe pergunto: quantas libertações milagrosas do passado você está vestindo agora mesmo? Você está mantendo vivos em sua mente os milagres que Deus lhe fez? Eles estão tão próximos, tão à mão que você poderia se levantar já e testificar de cada glorioso detalhe? 
  
Quando o Espírito Santo pôs esta questão em mim, fiquei atônito. Eu só consegui lembrar com alguns detalhes, de uns poucos livramentos. Esqueci tantos. E tomei já como certos e garantidos muitos outros. Pior, eu não havia me lembrado deles na hora mais importante: quando enfrentava outras crises. A lembrança dos meus livramentos poderia ter alimentado minha fé durante tais provações.
Somos ordenados a contar aos nossos filhos e netos sobre todas as grandes coisas que Deus fez por nós. Até devemos ter isso escrito, um diário de nossos livramentos. Agora, por que esse mandamento de nos lembrarmos é tão importante?


1. Devemos nos Lembrar dos Livramentos Passados 
Para Aumentar a Nossa Fé Diante das Lutas de Agora 


É para o nosso próprio benefício que Deus nos manda recordar. A lembrança de nossos livramentos passados nos ajuda a aumentar a fé diante do que estamos enfrentando no momento. Você está enfrentando uma crise? Você tem diante de si a ameaça gigante de um problema no lar, no trabalho, na família? A única maneira de se enfrentar um gigante é fazer como Davi fez: lembre-se do leão e do urso. Foi assim que Davi pôde atacar Golias sem medo: lembrando-se da fidelidade de Deus para com ele, nas crises anteriores. Explico.
Quando Davi foi voluntário para lutar contra Golias, "Saul disse a Davi: Contra o filisteu não poderás ir para pelejar com ele...Respondeu Davi a Saul: Teu servo apascentava as ovelhas de seu pai; quando veio um leão ou um urso e tomou um cordeiro do rebanho, eu saí após ele, e o feri, e livrei o cordeiro da sua boca...O teu servo matou tanto o leão como o urso; este incircunciso filisteu será como um deles" (I Samuel 17:33-36).
É possível que Davi tenha testificado a Saul: "Me lembro do tamanho do urso que me atacou. Eu protegi as mãos com um pano, lhe agarrei  a boca, desloquei sua mandíbula. Depois peguei a pele dele. Fiz um abrigo com ela, e a dei ao meu pai, como testemunho do poder de Deus para me livrar".
Davi sabia do perigo que enfrentava contra Golias naquela hora. Ele não era um principiante, um garoto ingênuo cheio de bravatas e procurando briga. Não, Davi estava simplesmente se lembrando dos livramentos passados. E agora ele olha o inimigo direto nos olhos e afirma: "O Senhor me livrou das garras do leão e das do urso; ele me livrará das mãos deste filisteu" (17:37).
Multidões dentre o povo de Deus hoje enfrentam gigantes por todos os lados. Porém muitos se agacham com medo. Isso descreve você? Você já se esqueceu da vez em que esteve tão doente e próximo à morte, mas o Senhor o levantou? Lembra-se daquele desastre financeiro em que disse, "Acabou - estou falido" - mas o Senhor lhe cuidou o tempo todo, e o guardou até o dia de hoje?
Veja esses relatos de provação vindos de pessoas que escreveram ao nosso ministério:
. Um casal de idosos sofre com o procedimento terrível de seu filho ministro. O jovem pastor deixa esposa e dois filhos, abandonando o ministério para adotar a vida gay. Seus pais ficam arrasados, pensando especialmente no efeito disso sobre os netos.
. Um pastor e esposa se afligem com uma filha a qual foi tirada do leito de morte por orações deles. Após se curar, a jovem começou a usar drogas e acabou se casando com um homem que se tornou criminoso. Agora ele está na cadeia, e a garota em pânico está perdendo o controle, tendo pensamentos de suicídio. Nesse momento os pais lamentam a cura dela, imaginando até se não seria melhor ela não haver se curado.
. Uma jovem mãe com três filhos se prostra sozinha em sua casa alugada. O marido morreu há pouco, deixando-a sem seguro ou sustento. Ela está só e sem um tostão.
. Um negociante está sendo processado pelo sócio, pessoa que se chama de cristão. O sócio tenciona roubar o negócio que esse homem começou. O negociante quer apenas discutir o assunto com o sócio, mas este se recusa a falar com ele. Agora os tribunais estão tomando o partido do sócio, apesar de este negociante ter apenas feito o certo em relação a ele.
. Um senhor de 55 anos foi dispensado de seu emprego rendoso. Agora ele se martiriza pensando: "Quem vai empregar um indivíduo de 55 anos?". Ele tem débitos e também estava auxiliando os filhos financeiramente. Agora chega o pânico, e ele sai todo dia, envergonhado de ficar parado em casa fazendo nada.
Esses são apenas alguns dos gigantes que os crentes estão enfrentando. Muitos outros santos nos escrevem de seus sofrimentos cruciantes, dizendo, "Eu não entendo". São todos crentes fiéis que confiam na palavra de Deus e andam no Espírito. Como pastor do Senhor, o que vou dizer a eles?
A verdade é a seguinte, há muitas coisas que não compreendemos, e simplesmente não as  compreenderemos enquanto não estivermos no lar celestial com Jesus. Mas eu creio em  termos absolutos que Deus pode curar, e que Ele tem saída para todas as situações. A pergunta para nós é, onde vamos encontrar a fé, a coragem, para nos levantarmos e ganhar vitória nEle?
Ela só vem pela lembrança do leão e do urso. Vem quando você é capaz de relembrar a incrível fidelidade de Deus, e todas as vitórias passadas que Ele lhe deu. Olhe, você não pode enfrentar um gigante enquanto não for capaz de visualizar e compreender a majestade e a glória de Deus em sua vida. Para fazer isso, insisto para que volte bem para o início, no seu começo com o Senhor.
Você se lembra como era antes de Jesus lhe salvar? Você realmente sabe o quão estava perto do inferno, alguns talvez perto do suicídio, outros prestes a se tornarem possuídos pelo demônio? Lembra-se do milagre, da transformação que ocorreu, do livramento que lhe retirou do abismo em que estava?
Você se lembra de como ficou livre de tentações crescentes, de armadilhas que o diabo lhe armou? Você chegou perto de desistir de tudo? Será que quase jogou tudo para cima? Será que ficou tão desencorajado, tão aniquilado, que achou ser inútil prosseguir junto ao Senhor?
Lembre-se: o Espírito de Deus veio sobre si. Você se arrependeu, e Ele o atraiu de volta para Si mesmo. O Senhor o desatou da armadilha do diabo, naquela ocasião e em muitas outras. Pergunte-se: quantas preces desesperadas o Senhor lhe respondeu?


Vou Lhe Oferecer  Uma Maneira Pela Qual 
Você Pode Transformar um Gigante Numa Formiga



Se possível, pegue uma estrada interiorana à noite. Lá, olhe para a lua e para as milhões de estrelas. Então lembre do seu Criador Deus e de toda obra de Suas mãos.
O astronauta Charlie Duke uma vez falou ao nosso grupo na Igreja de Times Square. Comentou como é estar numa cápsula minúscula a 448.000 quilômetros da terra, voando  em direção à Lua. Quando a nave ficou de lado, alguém exclamou: "Olhem que vista incrível!".
Era a terra, suspensa maravilhosamente no espaço negro. Lá estava, gigantesca, a esfera brilhante, sustentada por nada. Toda a tripulação ficou atônita com a visão. Eles sabiam que só um Deus Criador incrível poderia tecer isso.
Em verdade, esse foi o mesmo plano que Deus usou para tirar Jó de sua dor. O Senhor fez com que aquele homem sofredor voltasse os seus olhos para os fundamentos da terra, e perguntou: "O quê está prendendo a terra, Jó? O que a segura no espaço?". Deus prosseguiu, dizendo, "Quem deteve os mares em suas margens? Quem diz ao oceano poderoso, 'Venha só até esse ponto, mas não o ultrapasse'? O quê impede que as ondas avancem sobre a terra? Por que você não está se afogando com a água subindo, Jó? E onde estão as nascentes de onde provêm os mares?
Como a luz é separada da escuridão? Como são os ventos divididos e dispersos? Como nasce a chuva? O homem pode produzir relâmpagos, trovões, nuvens? Quem você acha que dispôs todas essas forças da natureza em seus lugares, Jó? Quem pôs a ferocidade e a bravura na natureza dos animais?".
Deus literalmente levou Jó a assistir um "Curso de Poder", revelando Sua criação passada. Em meio a isso, foi dizendo a Jó: "Você se esqueceu quem Eu sou. Você me acusa de negligência. Você duvida do meu interesse por ti, e do meu poder para te livrar. No entanto estou lhe mostrando o quanto me preocupo por toda essa enorme criação minha" (v. Jó caps. 38-40).
O Senhor prosseguiu, até que finalmente Jó se viu aniquilado diante de tudo isso. Então Jó olha para os seus problemas e diz: "Fui tolo. Os meus olhos estavam no lugar errado, em vez de estarem em Ti. Oh Senhor, eu havia me esquecido de todas essas coisas sobre Ti. Sei que Tu podes fazer tudo. E sei que nenhum pensamento pode ser retido de Ti"  (v. Jó 42:2-3).


2. Devemos Lembrar de Nossos Livramentos Passados 
Como uma Arma Contra o Medo



O medo não consegue sufocar o coração de alguém cujos olhos estejam cheios da visão da grandeza e da majestade de Deus.
Neemias entendeu bem esse princípio. Ele ia de um lado para o outro sobre as muralhas de Jerusalém, enquanto um remanescente esgotado e cansado abaixo tentava reconstruir a cidade. Os israelitas estavam cercados por temíveis adversários, uma coalizão de três nações dirigida por Sambalá e o pérfido Tobias. Agora o medo estava começando a se infiltrar. Os muros da cidade não estavam acabados, e havia montes de entulho por todo lado. Os trabalhadores esgotados eram forçados a labutar com um martelo numa mão, e uma espada na outra. Como responder aos seus temores? Como prosseguir em vez de fugir? Então Neemias traz à lembrança deles o quão grande e tremendo o seu Deus é:
"Inspecionei, dispus-me e disse aos nobres, aos magistrados e ao resto do povo: não os temais; lembrai-vos do Senhor, grande e temível, e pelejai" (Neemias 4:14).
Prezado santo, você está com medo de sua situação? Será que o problema lhe atingiu, abalando sua confiança no Senhor? Se é assim, lembre o quão grande e temível o seu Deus é. Foi exatamente assim que Moisés tratou com o medo em seu grupo. Ele disse a Israel: "Se disseres no teu coração: Estas nações são mais numerosas do que eu; como poderei desapossá-las? Delas não tenhas temor; lembrar-te-ás do que o Senhor, teu Deus, fez a Faraó e a todo o Egito...Não te espantes diante deles, porque o Senhor, teu Deus, está no meio de ti, Deus grande e temível" (Deuteronômio 7:17-18, 21).
Moisés estava dizendo: "Vocês enfrentarão tremendos inimigos muito mais poderosos que vocês. E se perguntarão como de algum modo conseguirão ter vitória tendo tão poucas chances. Mas a única coisa que deverão fazer é se lembrar de quão grande e forte é o teu Deus. Lembrem-se do quê Ele fez aos seus inimigos no passado, e como Ele foi fiel ao libertá-los".


Temos de Nos Lembrar de Quão Grande é Deus 
- do Quê Ele Fez no Passado Para Nos Livrar - 
E Invocar Esse Poder Majestoso Diante da Provação Desse Momento



Moisés insta junto a Israel: "Ele fez tudo isso por vocês. E vocês devem se apropriar do poder dEle". "Ele é o teu louvor e o teu Deus, que te fez estas grandes e temíveis cousas que os teus olhos têm visto" (Deuteronômio 10:21).
Davi pergunta: "Quem há como o teu povo, como Israel, gente única na terra, a quem tu, ó Deus, foste resgatar para ser teu povo? E para fazer a ti mesmo um nome e fazer a teu povo estas grandes e tremendas cousas, para a tua terra, diante do teu povo, que tu resgataste do Egito, desterrando as nações e seus deuses?" (2 Samuel 7:23).
Deus declara a nós: "Porque eu, o Senhor, não mudo" (Malaquias 3:6). E hoje Ele ainda procura mostrar a Sua grandeza a todos que crêem e se apropriam do Seu poder. "Quanto ao Senhor, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele" (2 Crônicas 16:9).
As palavras de Moisés ao morrer, dirigidas ao povo de Deus foram: "Sede fortes e corajosos, não temais, nem vos atemorizeis diante deles, porque o Senhor, vosso Deus, é quem vai convosco; não vos deixará, nem vos desamparará" (Deuteronômio 31:6).
Finalmente, ouvimos o apóstolo Paulo. Ele ora para que se abram os olhos de cada um dos santos, para verem a grandeza do poder de Deus para conosco: "Que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele, iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder" (Efésios 1:17-19- itálicos meus).
Dentre as coisas mais importantes que me lembro, a maior delas é a memória que compartilhamos toda semana à Santa Ceia. Nos recordamos da morte do Senhor, do maior de todos os milagres. O nosso Senhor Jesus Cristo conquistou a morte, e hoje se mostra vitorioso sobre qualquer provação que você enfrente. E ainda mais, Ele está com você em sua provação. Insisto consigo: erga os olhos da dor, e lembre das maravilhosas obras que Ele fez por você. Então terá uma visão da majestade e da glória do Deus que é o seu livramento.
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O Cuidado Com As Palavras!




No livro de Tiago, irmão do Senhor, temos um versículo que é tremendo. No capítulo 3:1,2 diz: "¹ Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo.² Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal varão é perfeito e poderoso para também refrear todo o corpo."
O versículo dois é poderoso. Mas todo o capítulo3 é de uma magnitude extraordinária. No versículo oito, vemos que Tiago falar que nenhum homem pode domar a sua língua. É um mal que não se pode refrear: está cheia de peçonha mortal. 
Já ouvi pessoas dizerem que nem Deus poderia mudá-las, pelo o fato de serem  "úteis?" da maneira que são. Disse uma certa pessoa influente em minha comunidade, que Deus, jamais a transformaria, pelo fato de querer que ela continuasse da maneira abrutalhada, esnobe, arrogante e inconseqüente no trato com seus semelhantes. Ele, Deus, tinha propósitos nesse particular, exclusivo temperamento. Poderia Deus usar uma pessoa numa conduta condenada pela Bíblia, para deixar seus servos confusos? A Bíblia diz que Deus não é Deus de confusão. Palavras matam! E como tem matado nesse dias. Há uma música que Damares canta, que diz que o grande pisa o pequeno sem saber se estar ferindo ou se estar matando. 
E as palavras saem como flechas e adagas certeiras aos corações dos pequenos em muitos púlpitos, trazendo dores agudas e mortais às ovelhas que se encontram ali para serem tratadas, cuidadas, no entanto, acontece o contrário. 

A estupidez humana distorce os textos sagrados e ao bel prazer, escolhe textos isolados para matar. 

Quem faz uso dos púlpitos, tem que saber que Deus deu o dom de exortar aos que amam a Sua Palavra. O amor, é fonte da exortação. 

Exortar não é para todos, mas para os que de fato foram chamados para tal. 

Cuidemos de falar o que de fato edifica, constrói ou do contrário estaremos destruir a Obra de Deus.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A "tolerância" do professor!



Trágico e Cômico! Esse professor é muito parecido com alguns teólogos da vanguarda evangélica. Eles vivem falando de tolerância, mas...

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Pastor Paulo Romeiro

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O maior desafio das Assembleias de Deus é a fragmentação, diz Paulo Romeiro

Entrevista sobre o Centenário das Assembleias de Deus: Paulo Romeiro
Na última sexta-feira o pastor Paulo Romeiro promoveu uma palestra sobre o Centenário das Assembleias de Deus na Igreja Cristã da Trindade, onde ele é o pastor local. O pastor Romeiro falou sobre a história, as qualidades, os problemas e os desafios dessa denominação que marcou profundamente o protestantismo brasileiro.
Paulo Romeiro se converteu, na década de 1970, na Assembleia de Deus de São José dos Campos (SP). Em 1984 foi ordenado pastor pelo Southern California District Council of the Assemblies of God (Concílio Distrital das Assembleias de Deus no Sudeste da Califórnia) nos EUA. Ao voltar para o Brasil fundou a Igreja Cristã da Trindade, uma igreja cuja confissão de fé é assembleiana.
Romeiro é autor de livros clássicos sobre o neopentecostalismo, como: SuperCrentes (1993), Evangélicos em Crise (1995) e Decepcionados com a Graça (2005), todos pela Editora Mundo Cristão. Em 1995 também escreveu um importante livro de apologética clássica com Natanael Rinaldi chamado Desmascarando as Seitas (CPAD). É também co-autor de outros livros. Hoje dá aulas de teologia na Universidade Presbiteriana Mackenzie.
No final do evento o pastor Romeiro falou com o Blog Teologia Pentecostal sobre o Centenário das Assembleias de Deus.
Blog Teologia Pentecostal: Qual a maior colaboração das Assembleias de Deus para o evangelicalismo brasileiro?
Paulo Romeiro: Evangelização. Eu creio que o número de evangélicos cresceu muito no país e isso se deu pelo trabalho de evangelização das Assembleias de Deus, principalmente nas primeiras décadas (do século XX). Eu creio que houve um arrefecimento a partir da década de 1980 e 1990, mas nas décadas anteriores o número de evangélicos cresceu muito por causa das Assembleias de Deus. A Assembleia de Deus trouxe uma grande contribuição neste aspecto. Eu creio que outra grande contribuição assembleiana foi a inclusão social. As pessoas marginalizadas e outras que vieram das cidades interioranas para as grandes cidades receberam a colaboração das Assembleias de Deus para a inserção social.
BTP: Qual o maior desafio para as Assembleias de Deus no pós-centenário?
PR: O maior desafio é a fragmentação. As Assembleias de Deus se fragmentam facilmente. E o processo de fragmentação já é iniciado e continuará se fragmentando. Além da fragmentação existe o problema da pulverização, pois são muitas “assembleinhas” que formam essa grande rede chamada “Assembleia de Deus”. Mas não há como manter uma única liderança e isso fica cada vez mais difícil.
BTP: Muitos dos seus alunos de teologia na Universidade Presbiteriana Mackenzie são oriundos das Assembleias de Deus. Quais são os principais vícios desses discentes?
PR: Alguns deles têm problemas com a espiritualidade pentecostal. Alguns deles acham que a espiritualidade pentecostal é algo ascético. Outros ligam a espiritualidade aos usos e costumes e ao legalismo. Essas são as questões que eles enfrentam em um centro de pesquisa. E também lidam mal com posições expostas que contrariam aquilo que aprenderam, principalmente na área de escatologia.
TP: Você conviveu muitos anos com as Assembleias de Deus norte-americana. Quais são as principais diferenças entre a matriz norte-americana e a brasileira?
PR: Existe uma coesão muito maior nos EUA. A Assembleia de Deus americana não é dividida e o nível de erudição é bem mais elevado. A produção acadêmica é ampla. A questão ética é muito mais levada a sério. As Assembleias de Deus no Brasil têm sérios problemas com a ética cristã.
BTP: O que a Assembleia de Deus representa para você?
PR: É a igreja do meu coração. Eu amo a Assembleia de Deus apesar de todos os seus pecados. A Assembleia de Deus tem muitas qualidades, muita gente sincera e muitos obreiros sérios e gente sofredora que trabalha para a obra de Deus. Muita coisa errada na denominação é praticada por uma minoria. A maioria está tentando viver uma vida piedosa e esperando a volta de Cristo e fazendo o melhor para Deus.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

CGADB e Convenções pelo Brasil a dentro!

Nasci no ano de 1970 aos 22 dias do mês de setembro. Meu pai foi pastor por 31 (trinta e um) anos de sua vida. Faleceu no dia 09 de dezembro de 2003 depois de participar de uma votação para presidente em uma convenção da CEADEB na capital da Bahia e creio que o mesmo está livre desses comentários veiculados na internet sobre o rumo da Assembléia de Deus pós centenário. Me reporto ao meu passado, para dizer que conheci abnegados homens de Deus que não mediram esforços para fazer o bem e eles estariam hoje decepcionados com a resultado desses imbróglios. Homens que entregaram as suas vidas ao Reino de Deus e deixaram exemplos de caráter espiritual irreprensível. Não podemos fazer comparações com justiça nesses casos, haja vista os dias são completamente diversos daqueles, mas devemos refletir sobre o perfil do homem de Deus que queremos. 


Os litígios eram solucionados sob a égide da oração e do jejum. E hoje orar e jejuar virou sinônimo de fanatismo. Havia temor de Deus e sinceridade nos homens do passado. Claro que não ignoro o que vivemos de errado naqueles tempos. Havia muita ignorância em relação à teologia, e se fazia muitos estragos em nome do zelo, mas faziam isso por querer colocar  as coisas em seus devidos lugares. E hoje, o que está acontecendo? Por que as coisas estão fora de lugar e não fazem nada para pelo menos tentar colocar as coisas em ordem? Criticam muitos os pastores do passado, mas  os pastores dos dias hodiernos estão níveis muito abaixo do que se espera nos chamados "homens de Deus" e até mesmo em relação aos pastores do passado.


Entre os muitos nomes que mencionarei aqui neste blog, vai o nome do Pastor João Silva Bonfim. O Pastor João Silva Bonfim, marcou minha vida indelevelmente. Sua conduta é motivo de glória para Deus porque sua vida foi uma vida de compromisso. Quem o conheceu deve concordar com meu testemunho, e o que vou falar aqui, traz um pouco de protesto sobre as últimas notícias veiculadas sobre o Centenário da Igreja Evangélica Assembléia de Deus no Brasil onde vejo cada vez mais distante o perfil do verdadeiro homem de Deus nos homens que estão dirigindo a Assembléia de Deus para o futuro da nossa denominação. 
O comentário de Paulo Romeiro neste blog, explica o que estou falando em se tratando da unidade. A questão ética e a falta de liderança espiritual traz muitos malefícios para este povo centenário. Todavia eu quero deixar claro que ainda temos patrimônios de vida ilibada em nossos dias, graças a Deus.


Tanto se falou, se previu, se programou, se anunciou mas o que estamos vendo e vivendo é uma guerra sem limites de homens que colocaram suas opiniões e vaidades acima do valor desta festa e do que ela de fato representa.
Em 2005 eu escrevi sobre a divisão doutrinária e sobre a quebra de unidade em nossa denominação. Numa quinta-feira, do dia 13 de outubro de 2005, Robson Rocha me resposta da ouvidoria da CPAD. Dizia ele:
 "... os articulistas da CPAD são homens de notório saber, o que não impede que tenham opiniões diferentes sobre um ou outro determinado tema, especialmente quando o assunto for sobre o futuro, pois é um tema propício para conjecturas e divagações. Através de opiniões distintas, do debate e da troca de idéias, podemos ampliar nossa compreensão sobre um determinado assunto abordado, sem que isso represente falta de unidade em nossa fé." Ele ainda dizia que: "...as Assembléias de Deus são uma instituição presente em todas as regiões de nosso imenso país e que, muitas vezes, uma igreja local reflete as diferenças culturais, sociais e históricas do local na qual está presente." 


Acontece que, ao comentar em email sobre o futuro desta denominação, eu não estava referindo-me a cultura, a formação social de nenhuma região, nem muito menos sobre a origem da história eclesiástica ou qualquer história que pudesse ser remetida. Eu estava falando era sobre pessoas ignorarem determinadas decisões convencionais e manifestarem escancaradamente em programas de televisão, em entrevistas nas emissoras de rádio, na imprensa escrita, opiniões contrárias ao crivo dos conselhos de doutrina e de costume da nossa igreja e ainda assim ficar em cargos de influência na CGADB. Eram pessoas que causariam muitos danos a Igreja do Senhor Jesus como organização, mas estavam lá por causa dos seus padrinhos. Muitos foram deixados sem qualquer enfrentamento, à semelhança desses que foram indiretamente mencionados,  para o mal do qual estamos sendo vitimas.

Em suma, hoje estamos vivendo algo que já era previsível.  Criamos cobras venenosas num habitat errado. E a culpa disso tudo, quem vai assumir? Ninguém, é claro! Quem poderia impedir está com a palavra...e não queiram acusar só o diabo! 

A unidade da nossa denominação está sendo estraçalhada por homens ambiciosos pelo poder, pelo dinheiro, pela ganância, pela vaidade em querer se perpetuar no cargo em que estão, sem de fato fazer algo para unir do Oiapoque ao Chuí o nosso povo assembleiano. A Assembléia de Deus perdeu seu perfil sui generis, de nascimento. Era uma denominação, que mais se parecia com a Igreja Primitiva em seu padrão de partilhar, de viver pela fé; mas o que vemos hoje, são homens que amam os primeiros assentos, as honrarias, deixaram de orar, de visitar as ovelhas, de se compadecer pelos que sofrem. Digo isso com conhecimento de causa. As ovelhas gemem!


 São poucos os pastores que sinceramente estão a serviço do Reino de Deus. O resultado dessa denúncia é porque quem de fato deveria denunciar, calou-se. Deixaram as posições contrárias a esse comportamento reprovável em muitos líderes, sob peso do medo das interpretações erradas, forçadas, que se fazem das Sagradas Escrituras em benefício dos tais...


Repudio veementemente duas festas no estado do Pará. Nós não estamos divididos. Quem se dividiu foram os que não tem a visão do Reino de Deus como prioridade.

O que é a ceia do Senhor?


O Que é a Ceia do Senhor








No decorrer da vida, esquecemo-nos de muitas coisas. Algumas, é melhor mesmo que esqueçamos, mas há aquelas que, se as esquecemos, estamos condenados a repetir os erros do passado. Kipling escreveu Recessional ao observar o júbilo incontrolável dos soldados que estavam de retorno. Cada estrofe terminava:
Senhor, Deus dos Exércitos, sê conosco
Para que não esqueçamos - não esqueçamos!


O mundo, de fato, esqueceu, e aquela guerra se repetiu inúmeras vezes por causa disso.
Quando os filhos de Israel atravessaram o mar Vermelho, triunfantes sobre os egípcios pelo poder de Deus, receberam a festa da Páscoa (Êxodo 13:3-10). O objetivo explícito dessa festa era ajudá-los a lembrar que Deus os tinha salvado da poderosa nação egípcia com mão forte e braço estendido. Lembrando-se assim, eles aprenderiam a confiar no Deus do céu, esperando dele a orientação e a providência. Mas eles recusaram lembrar-se, e então uma geração de mais de 600.000 homens morreu no deserto! Eles murmuraram, se rebelaram e pecaram repetidas vezes de modo que receberam a maldição de Deus e não as suas bênçãos.


O cristão tem momentos que precisa lembrar? Estávamos perdidos no pecado, sem esperança e condenados à destruição eterna. Mas Cristo cedeu sua vida por nós, para redimir-nos dessa maldição. Fez isso quando ainda éramos seus inimigos (Romanos 5:6-11)! Lemos os últimos capítulos dos quatro evangelhos e ficamos abismados com o pecado, o orgulho, o ciúme e o ódio que o pregaram na cruz. Mas será que sabemos devidamente que, se esquecermos isso e vivermos como um mundano, estaremos crucificando-o e de novo expondo-o à vergonha (Hebreus 6:6)? Ou será que calcamos aos pés o Filho de Deus e profanamos o sangue da aliança com o qual fomos santificados e ultrajamos o Espírito da graça (Hebreus 10:26-30)?


Se esquecemos a maldição do pecado e o horrendo sacrifício que foi necessário para libertar o homem desse pecado, estamos fadados a repetir esses pecados e agir como o cão que "voltou ao seu próprio vômito" e como a porca lavada que "voltou a revolver-se no lamaçal" (2 Pedro 2:20-22). Para evitar isso, devemos lembrar a morte, o sepultamento e a ressurreição de nosso Senhor!


Em sua sabedoria, o Senhor nos deu uma festa para sempre termos "Jesus Cristo, e este crucificado" diante de nós. Ele não nos deu estátuas, cruzes, quadros, imagens ou qualquer coisa terrena, mas nos providenciou uma simples participação do pão asmo e do fruto de uva no primeiro dia da semana. (Leia atentamente 1 Coríntios 11:17-33.) Mas a festa que ele nos proporciona está repleta de significado. O pão que representa o corpo de Cristo é sem fermento, mostrando assim que devemos lutar para viver acima do pecado, exatamente como ele fez (1 Coríntios 5:6-8). O sangue que foi necessário para a nossa purificação é bem retratado pelo fruto de uva. Isaías 1:18, falando a esse respeito, diz: "Ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã". Essa lembrança nos fará apresentar o nosso "corpo por sacrifício vivo santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional" (Romanos 12:1).


A festa não apenas nos faz olhar para trás, para o sacrifício dele, mas também nos impulsiona a olhar para frente, com esperança. Ao lembrarmos a sua ressurreição, estamos sempre lembrando que isso é uma promessa da nossa própria ressurreição - e assim anunciamos"a morte do Senhor, até que ele venha". Com a lembrança de seu sacrifício por nós, a esperança de uma recompensa celestial e a sua palavra a nos orientar, como é possível falharmos?


A resposta a essa pergunta é que não falharemos se nos lembrarmos! Mas, assim como os israelitas esqueceram e perderam a vida, assim também podemos esquecer e perder a alma. Paulo advertiu a igreja de Corinto que "muitos dormem" (morte espiritual) porque perderam o verdadeiro sentido da ceia do Senhor. Estavam tomando sem "discernir o corpo". Que insulto para Cristo é participarmos dessa festa sem pensarmos em seu sacrifício. O próprio ato que tem por objetivo ajudar-nos a lembrar acaba sendo assim o meio de esquecermos. Que isso não aconteça."Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado. Por isso, celebremos a festa não com o velho fermento, nem com o fermento da maldade e da malícia e sim com os asmos da sinceridade e da verdade" (1 Coríntios 5:7-8)
-por Paul H. Hutcheson

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Que Deus tenha misericórdia de nós Assembleianos!

TERÇA-FEIRA, 10 DE MAIO DE 2011

O texto abaixo, publicado na versão digital do jornal O Liberal, me foi enviado via email por seu autor, e reflete bem o clima que se instaurou em torno da celebração do Centenário das Assembleias de Deus no Brasil.

                Centenário paralelo, uma afronta a Belém
Numa abominável afronta a nossa cidadania civil e religiosa, certos pastores do Sul ameaçam vir montar celebração paralela ao Centenário.
que a população e as autoridades de Belém fariam, caso tivéssemos na cidade um Círio paralelo? Se de repente alguns padres do Sul do País arrebanhassem meia dúzia de fiéis e, em plena quadra nazarena, viessem em caravanas à capital paraense organizar outro Círio? Um Círio clandestino e aviltante, que ignorasse as igrejas históricas e ultrajasse as autoridades católicas do Estado do Pará? Algo parecido está sendo cogitado em relação às celebrações do Centenário da Assembleia de Deus...
Leia o texto completo AQUI (O Liberal)


Que tristes palavras. O texto promove o confronto pelo confronto. No que edifica?

- "abominável afronta..."
- "um Círio clandestino e aviltante..."
- "certos pastores do Sul ameaçam vir em junho..."
- "Prometem vir à terra das Assembleias de Deus zombar..."
- "o que esses homens pretendem fazer..."
- "... o poder eclesiástico das Assembleias de Deus estendeu os seus tentáculos..."
- "... esses líderes do sul montaram editoras e formaram impérios."
- "Mas vir afrontar a nossa terra..."
- "Não esqueçam que somos índios pentecostais."

De quem é a culpa por mais esta vergonha nacional, não apenas para as Asssembleias de Deus no Brasil, mas para todos que professam a fé evangélica?

É muito conveniente apontar culpados nesta hora ou se sentir (ou se dizer) vitimado.

Quem são os culpados?

- Os que tomam o lugar de acusadores em vez de reconhecer os seus próprios erros e pecados;
- Os que não conseguem perdoar;
- Os que semeiam contendas;
- Os que fomentam facções;
- Os que estão cegos pelo poder;
- Os que desaprenderam o "lavar os pés";
- Os que não querem andar a segunda milha;
- Os que não largam a capa;
- Os desejosos dos primeiros lugares;
- Os famintos de vingança;
- Os sedentos de notoriedade;
- Os encantados com os holofotes;
- Os embriagados com privilégios;
- Os adoradores de si mesmos;
- Os que vivem o pseudoevangelho de Jesus;
- Os que não medem as consequências dos seus atos e palavras.

Em qual lado eles estão? Com certeza, não estão ao lado de Deus.

"Examine-se, pois, o homem a si mesmo [...]" (1 Co 11.28a)

Que os amados irmãos assembleianos em Belém do Pará (pastores, líderes, membros, congregados etc.), ou em qualquer outra parte do Brasil, não se deixem levar por sentimentos amargos, por qualquer espírito de guerrilha, ou pelos interesses pessoais de quem quer que seja.

É tempo de lamentações e arrependimento.

No amor de Cristo,