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terça-feira, 5 de julho de 2011

O STF e o seu discutível Perfil

O porquê de tantas decisões absurdas do STF nos últimos anos está na sua incomparável composição atual
De certa forma, as decisões absurdas do Supremo Tribunal Federal nos últimos meses não surpreendem. Elas são a consequência lógica da atual composição do STF, que é, ideologicamente, a formação mais liberal do Supremo que já tivemos na história do Brasil. Refiro-me, claro, ao liberalismo social, ou seja, a liberalismo em termos de valores. Nunca houve tantos membros do STF liberais em valores como temos hoje. Mas, por quê?

Ora, presidentes socialmente liberais nomeiam ao Supremo nomes que se alinham ao liberalismo social. Logo, quando elegemos presidentes adeptos do liberalismo social, não devemos esperar nomeações ao STF de gente conservadora em valores, ou de gente que, mesmo não sendo nenhuma fina flor do conservadorismo, pelo menos se atenha a fazer aquilo que parece ser cada vez mais raro no Supremo de hoje: tão somente decidir segundo o que determina a lei. Aliás, a ocupação de um magistrado é, em sua essência, conservadora. Um magistrado não deve “inventar a roda”, ou seja, não deve ir além do que já foi estabelecido. Ele deve conservar a ordem legal estabelecida reprovando todo tipo de posicionamento que se choca contra ela.

Dos 11 ministros do STF, 7 foram nomeados pelo presidente Lula e pela presidente Dilma, presidentes de perfil liberal em relação a valores. São a maioria esmagadora do STF. Por Lula, foram nomeados Cezar Peluso, atual presidente do STF; Carlos Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Carmén Lúcia e Dias Toffoli, que foi, inclusive, advogado pessoal de Lula durante muitos anos. Por Dilma, foi nomeado Luiz Fux. Os demais – Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes e Ellen Gracie Northfleet – foram nomeados respectivamente pelos presidentes José Sarney, Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso, presidentes estes que, por sua vez, estão longe de terem sido conservadores.

Temos um Supremo Tribunal Federal dominado por progressistas. E progressistas geralmente não se importam muito em serem estritamente fieis à lei. Acima de tudo está a sua utopia de mundo. Quando consideram que a lei vai contra seu mundo idealizado, contra a sua utopia revolucionária, logo dão um jeito de atropelar o que estiver pela frente – inclusive o texto legal – para fazer valer seus ideais. É o que estamos assistindo.

O paulista Celso de Mello, que considero, no geral, um bom magistrado, infelizmente é fortemente progressista. O mineiro Joaquim Barbosa, além de confessadamente eleitor do liberal Lula, é o mais progressista de todos os atuais ministros do STF. Inclusive, chegou a dizer, certa vez, que os ministros do STF deveriam tomar decisões ouvindo o clamor das ruas, quando os ministros do STF devem tomar suas decisões com base na lei, e não do modismo ideológico de uma época. O sergipano Carlos Ayres Britto foi filiado ao PT, partido conhecido pelo vanguardismo na defesa do liberalismo social no Brasil. Britto foi, inclusive, candidato a deputado federal pelo PT em 1990. Certa vez, quando perguntado sobre sua fé, se declarou seguidor do “holismo”, uma versão do naturalismo. O carioca Marco Aurélio Mello, por sua vez, é aquele ministro do STF que certa vez disse “Primeiro idealizo a solução mais justa, só depois vou buscar apoio na lei” (Fonte: Revista “Análise Jurídica”, uma edição especial da empresa Análise Editorial lançada há alguns anos e que trazia o perfil dos ministros do STF).

Esses são só alguns exemplos. O que esperar, então, de um tribunal com esse perfil?

É por isso que este tribunal, nos últimos anos, aprovou a destruição de embriões para pesquisa de células-tronco, defendendo a tese de que um embrião não é vida; chancelou a marcha da maconha, que faz apologia de um crime, desrespeitando o Código Penal brasileiro (Com base nessa decisão, qualquer grupo pode hoje, por exemplo, começar a reivindicar o direito de realizar uma “marcha pela descriminalização da pedofilia”, pois se maconha é crime, mas não é mais crime defender a descriminalização dela, o mesmo vale para os demais crimes. Dizer o contrário seria uma contradição); autorizou a soltura do terrorista e assassino italiano Césare Battisti, amado pela esquerda radical, desrespeitando um tratado internacional entre Brasil e Itália; e transformou a união homossexual em “entidade familiar”, conferindo-lhe a possibilidade de casamento e adoção de crianças, pisando descaradamente na Constituição e fazendo as vezes de Congresso Nacional, legislando por canetada.

Sinceramente, esse STF que está aí não merece o mínimo respeito. Estamos vivendo uma pantomima de democracia representativa e de estado de direito, já que não vale mais o que está na lei, mas, sim, o que essa arrogante plêiade de progressistas togados acha que é melhor. Esses senhores querem ser a encarnação dos sábios da utópica República de Platão. Em vez de serem os guardiões da segurança legal, só estão nos dando insegurança. Código Penal não vale mais nada. Tratado internacional não vale mais nada. A Constituição? Também não vale mais. Esperar o quê, agora, do STF?

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A Miséria Teológica da Igreja Brasileira

Sabemos que toda generalização é um convite ao erro. No entanto, desde que considerada criticamente, a generalização se presta como ferramenta não somente útil para nossa reflexão, mas até mesmo como recurso indispensável. É justamente este o uso que pretendo fazer de uma generalização que, considerada isoladamente, poderia parecer odiosa a muitos.

Refiro-me à miséria teológica vivida pela Igreja evangélica. O juízo negativo, obviamente, não desperta simpatias. Como falar em “miséria teológica” numa época em que se multiplicam tanto as instituições teológicas brasileiras quanto as publicações (incluídas, aqui, as mais diferentes “Bíblias de estudo”)? Mais ainda: de que igreja estamos falando? Evidentemente, não há uma Igreja brasileira, mas uma diversidade de corpos eclesiais cujos históricos e experiências são necessariamente diversos. A realidade teológica desses grupos é igualmente multifacetada.
Mesmo levando em conta essa diversidade, existem elementos suficientes para embasar uma análise de conjunto. Descontados os riscos da generalização, encontramos ainda solo firme o suficiente para falarmos em termos de um “estado geral” da reflexão teológica nas comunidades evangélicas brasileiras. Não tratarei, aqui, das honrosas exceções a esse panorama, mas apenas dos elementos que têm cooperado para formar, na minha opinião, esse quadro geral.
Testemunho eloquente de nossa miséria teológica poderia ser encontrado em nossas editoras: ainda é mínimo o número de títulos teológicos publicados por autores nacionais; dentre esses, é menor ainda o de trabalhos conduzidos com seriedade teológica. Em grande medida, o que temos são textos calcados em determinadas linhas doutrinárias denominacionais ou, então, produções que não vão além de repisar temas caros ao “grande público” evangélico.
Colonização teológica
O primeiro fator determinante de nossa miséria no campo da teologia encontra-se em nossa colonização teológica. A Igreja evangélica brasileira data do século 19 e, em sua maior parte, foi estabelecida por movimentos missionários oriundos dos países anglo-saxões. Boa parte desses movimentos enfrentou, na passagem do século 19 para o 20, controvérsias em seus locais de origem entre teologias “liberais” (ou seja, mais ou menos abertas aos problemas críticos da modernidade; o designativo “liberal” é de uma imprecisão absurda) e “conservadoras” (aquelas que se opunham à “abertura” dos “liberais”). Em geral, os movimentos missionários foram patrocinados por entidades que, de uma forma ou de outra, alinharam-se às facções conservadoras em suas denominações de origem.
Isso fez com que, logo de início, os grupos evangélicos brasileiros se definissem a partir de agendas “conservadoras”. Especialmente a partir da década de 1950, o Brasil tornou-se “campo missionário” para entidades fundamentalistas norte-americanas que entendiam como sua missão “salvar” a Igreja evangélica brasileira dos perigos do “liberalismo”. Assim, no início da década de 1950, as principais igrejas evangélicas do país foram visitadas, sucessivamente, pelo pastor francês Marc Boegner, representante do Concílio Mundial de Igrejas (visto como “liberal” pelo protestantismo autóctone), e pelo pastor norte-americano Carl McIntire, presidente do Concílio Internacional de Igrejas Cristãs (International Council of Christian Churches ou ICCC), de tendência fundamentalista. As principais denominações conservadoras deram apoio à visita de McIntire, a ponto de considerá-la uma espécie de “cruzada” em prol da sanidade teológica do protestantismo brasileiro.[1]
Essa polarização não apenas operava distorções brutais ao trabalhar com rótulos imprecisos (“liberal”, “conservador”), mas ela também empobrecia o debate teológico, à medida que a pesquisa séria era rejeitada em função dessas mesmas rotulações vagas. Além disso, salvo poucas exceções, o mercado editorial evangélico esteve por muito tempo nas mãos de editoras ligadas a grupos denominacionais de tendências conservadoras; o que era publicado – e, consequentemente, colocado diante dos olhos do público leitor brasileiro – era fruto de um pesado controle ideológico.
Dicotomia entre teologia e devoção cristã
A esse quadro já deprimente, devemos agregar outros elementos. O movimento carismático, bem como todos os movimentos que lhe vieram na esteira (“neopentecostais”, “comunidades”, movimentos de “restauração da Igreja”; como sempre, designações assim são profundamente insatisfatórias), conservaram uma dicotomia básica entre teologia e devoção cristã. A primeira era vista ora na chave de um tradicionalismo ressequido, ora como manifestação de um “intelectualismo” inimigo da verdadeira devoção. Essa desconfiança em relação ao trabalho teológico – que, na prática, começou com os mesmos grupos “conservadores” norte-americanos que, em fins do século 19, saíram das Faculdades de Teologia e passaram a fundar seus “Institutos Bíblicos” – gerou frutos sinistros nos ambientes carismáticos: um desconhecimento profundo dos critérios teológicos mais simples, uma enorme incapacidade de fazer a “ponte hermenêutica” entre o “então” do texto bíblico e o “agora” da sua aplicação, um orgulho desmedido que enfatizava “novas revelações” e descartava como “ímpias” quaisquer críticas oriundas de uma reflexão teológica mais isenta.
Exemplos são abundantes nos meios pentecostal e carismático; lembro-me de que, cerca de 15 anos atrás, quando as comunidades evangélicas carismáticas eram varridas por fenômenos ligados a “restaurações dentárias”, uma pessoa tentou convencer-me de que a “base bíblica” para esses fenômenos estava em Amós 4.6, trecho em que lemos: “Também vos dei limpeza de dentes em todas as vossas cidades”. Na ocasião, desconversei rapidamente, até porque não estava interessado em debater com a pessoa em questão; mais tarde, em casa, consultei o texto, no qual se percebe claramente que a “limpeza de dentes” é uma referência à fome experimentada pelo povo (isso fica claro não apenas pelo contexto mais amplo, todo o capítulo 4, mas até mesmo pelo restante do versículo 6, que diz: “e falta de pão em todos os vossos lugares, contudo não voltastes para mim, diz o Senhor”). Ou então, consideremos outro exemplo, um pouco mais complexo: boa parte dos textos do Antigo Testamento invocados pelos defensores dos ensinos de “batalha espiritual” deixaria de servir a esses propósitos se fossem analisados de forma acurada, a partir de uma exegese que considerasse o momento de seu surgimento e sua intencionalidade original.
Trata-se de exemplos típicos. Esse tipo de manuseio das Escrituras no qual encontramos lá apenas e tão somente o que queremos achar tem sido tristemente comum nos ambientes pentecostal e carismático. O grande crescimento das igrejas evangélicas nos últimos anos apenas potencializou esse estado de analfabetismo teológico: não apenas pastores de pequenas comunidades, mas líderes de projeção nacional manifestam uma ignorância teológica crassa. Gente sem formação prega e ensina, fazendo com que o analfabetismo teológico gere consequências imprevisíveis no seio das comunidades.
Como causas de nossa miséria teológica, temos, portanto, a desconfiança para com o trabalho teológico, especialmente aquele conduzido com rigor crítico e metodológico, e a força de antigas rotulações, em geral aplicadas a partir de pontos de vista ideologicamente comprometidos. Somadas, essas causas resultam num panorama em que, com poucas exceções, a reflexão teológica ou é francamente desestimulada ou é mantida dentro de limites fixados de antemão pelas lideranças denominacionais.
Nesse cenário, a própria questão da relevância ou não das “Bíblias de estudo” precisa ser repensada. Sem dúvida, os objetivos a que se propõem são louváveis; todavia, justamente por falta de preparo teológico, o uso desse material pode tornar-se contraproducente. A menos que desejemos tomar determinada “Bíblia de estudo” como infalível, devemos reconhecer que todas elas devem ser apropriadas criticamente; em outras palavras, numa Bíblia de estudo devem ser objetos de reflexão crítica não apenas as colocações mais abertamente teológicas ou “confessionais”, mas também as informações de natureza histórica e arqueológica (visto que estas também não representam dados isentos, mas estão, na maioria das vezes, atreladas a posicionamentos ideológicos e dependem das interpretações de seus formuladores). No entanto, esse tipo de reflexão crítica não é algo que fazemos de maneira automática; é preciso aprender a pensar criticamente. Transmitir essa habilidade deveria ser uma das funções de um bom curso teológico.
Em suma, apenas o trabalho teológico sério pode reverter a miséria teológica na qual fomos mantidos por muito tempo. Enquanto não rompermos a (falsa) dicotomia entre reflexão e devoção, e enquanto não superarmos os (falsos) rótulos que tanto assustaram no passado a Igreja evangélica brasileira, continuaremos vítimas do subdesenvolvimento teológico.
Rui Luis Rodrigues é teólogo e historiador. Vive em Osasco/SP com sua esposa e filho e participa da Comunidade Carisma. É autor de Realização do homem, realização de Deus: Ensaios de Teologia e Espiritualidade (Editora Reflexão, 2009) e de Deus ama o que é humano – E outros estudos de espiritualidade. (Editora Reflexão, 2010).

Morte da esposa do cantor Adailton Silva de Ponto Novo BA

Acidente envolvendo o cantor Adailton Silva deixa uma pessoa morta


Adailton sofreu alguns ferimentos, mas passa bem
Na manhã desta quinta-feira (30), quando se dirigia à cidade de Vitória da Conquista-BA, para participar da Convenção Estadual das Assembleias de Deus, o cantor evangélico Adailton Silva, 30 anos, envolveu-se num acidente na BR 407, trecho próximo a Macajuba-BA. Segundo as primeiras informações passadas pelo próprio cantor à família e aos amigos, via celular, seu carro acabou rodando na pista e foi atingido na parte direita por outro carro. Nesse acidente, sua esposa Nathally Lima Silva, 22 anos, acabou falecendo ainda no local.
Nathally, sua esposa, faleceu no local do acidente
Parentes e amigos aglomeram-se na casa dos pais dela, Iranilton e Elza, proprietários da Madeireira União, para os consolarem. A tristeza é muito grande e o clima na cidade é de total comoção.
O corpo de Nathally chegou à Igreja Evangélica Assembleia de Deus por volta das 23 horas. Uma multidão aguardava dentro e do lado de fora para prestar as últimas homenagens. Muita emoção envolveu a todos quando a mãe, D. Elza, se aproximou em estado de choque, chorando e gritando. A multidão presente chorou juntamente com ela. O pai ainda é aguardado, uma vez que se encontrava no Estado do Pará.
O sepultamento acontecerá nesta sexta (01), apartir das 11 horas da manhã, no cemitério local.

No seu perfil no Orkut, Nathally postou no local destinado à cidade, a seguinte frase: ∂є ραѕѕαgєм иα тєяяα. Além de um texto que a descrevia na rede social:

A Menina dos Olhos de Deus!!!!
A menina que a vida ensinou a crescer...
Qua  a prova não a fez desistir...
Qua as  difuculdades não a desanimaram...
A mulher que Deus capacitou, ungiu, para Vencer, para ser Forte, para seguir em frente.
É isso que estou fazendo, lutando, conquistando VECENDO!!!
Flecha Veloz nas mãos de DEUS!!!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Pastor David Wilkerson, parte para a glória....!

Morre o pastor David Wilkerson

Pr.David e Esposa Gwen
Por Judson Canto
Morreu ontem num acidente automobilístico, no estado do Texas, Estados Unidos, o pastor David Wilkerson. Ele dirigia um sedã Infinity e colidiu de frente com um caminhão. De acordo com o Departamento de Segurança daquele estado, Wilkerson não estava usando cinto de segurança. A esposa do ministro, Gwen Wilkerson, de 70 anos, usava o cinto e sobreviveu. Ela foi transportada de helicóptero para o East Texas Medical Center, de Jacksonville, e seu estado é grave. O motorista do caminhão, Frederick Braggs, de 38 anos, foi atendido no mesmo hospital, mas sofreu apenas ferimentos leves.
David Wilkerson é conhecido mundialmente pelo seu trabalho na evangelização de drogados e jovens marginais e também pelo livro A cruz e o punhal,  que relata os primeiros anos de seu ministério. Ele é o fundador do Desafio Jovem, entidade internacional dedicada a recuperar jovens do mundo das drogas e do crime.
A morte de David Wilkerson, aos 79 anos, também cala uma das vozes mais poderosas contra os desvios doutrinários e as aberrações comportamentais que invadiram a Igreja nos últimos anos. Ele se mostrava profundamente angustiado com a situação e com a letargia do povo de Deus diante do avanço desses modismos, cobrando uma atitude dos cristãos. Ele dizia: “Nós nos agarramos a nossas retóricas religiosas e conversas sobre avivamento, mas nos tornamos tão passivos! A verdadeira paixão nasce da angústia. Toda verdadeira paixão por Cristo vem de um batismo de angústia”. Que a sua morte não seja motivo de esquecermos as suas palavras.

Carro de David Wilkerson após o choque com um caminhão

(Fontes: CBNThe Washington PostPalestine Herald Press.)

domingo, 26 de junho de 2011

Lésbicas e Pastoras!







Três semanas depois de inaugurar uma igreja inclusiva e voltada para acolher homossexuais no Centro de São Paulo, o casal de pastoras Lanna Holder e Rosania Rocha pretende participar da Parada Gay de São Paulo, em 26 de junho, para "evangelizar" os participantes. Estudantes de assuntos ligados à teologia e a questões sexuais, as mulheres encaram a Parada Gay como um movimento que deixou de lado o propósito de sua origem: o de lutar pelos direitos dos homossexuais. As duas pastoras vão se juntar a fiéis da igreja e a integrantes de outras instituições religiosas para conversar com os participantes da parada e falar sobre a união da religião e da homossexualidade. Mas Lanna diz que a evangelização só deve ocorrer no início do evento. “Durante [a parada] e no final, por causa das bebidas e drogas, as pessoas não têm condição de serem evangelizadas, então temos o intuito de evangelizar no início para que essas pessoas sejam alcançadas”, diz.


“Sempre que se fala em homossexualidade na religião, fala-se de inferno. Ou seja, você tem duas opções: ou deixa de ser gay ou deixa de ser gay, porque senão você vai para o inferno. E ninguém quer ir para lá”, diz Lanna. A pastora afirma que assumir a homossexualidade foi uma descoberta gradual. “Conforme fomos passando por essas curas das quais não víamos resultado, das quais esperávamos e ansiávamos por um resultado, percebemos que isso não é opção, é definitivamente uma orientação. Está intrínseco em nós, faz parte da nossa natureza.”


Segundo as duas mulheres, após a aceitação, surgiu a ideia de fundar uma igreja inclusiva, que aceita as pessoas com histórias semelhantes as delas. “Nosso objetivo é o de acolher aqueles que durante tanto tempo sofreram preconceito, foram excluídos e colocados à margem da sociedade, sejam homossexuais, transexuais, simpatizantes”, diz Lanna. Assim, a Comunidade Cidade de Refúgio foi inaugurada no dia 3 de junho na Avenida São João, no Centro de São Paulo. Segundo as pastoras, em menos de 2 semanas o número aumentou de 20 fiéis para quase 50. Mas o casal ressalta que o local não é exclusivo para homossexuais. “Nós recebemos fiéis heterossexuais também, inclusive famílias”, diz Rosania.


Um Lembrete: Quero convidar você agora a assistir a um vídeo gravado pela "pastora" Lanna Holder no congresso "Gideões Missionários da Última Hora" anos antes de assumir sua opção sexual. Assista e tire sua próprias conclusões.





Fonte da reportagem e da foto: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/06/pastoras-lesbicas-querem-fazer-evangelizacao-na-parada-gay-de-sp.html (o vídeo foi publicado primeiro no Genizah).


Michael Jackson...

DOMINGO, 26 DE JUNHO DE 2011

Pai de Michael Jackson contribuiu para a sua morte

 

Há dois anos, morria Michael Jackson, em sua mansão de Los Angeles, nos Estados Unidos. Sua inesperada partida deste mundo fez com que muitos se lembrassem destas palavras de Jesus: “Pois que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma? Ou que daria o homem pelo resgate da sua alma?” (Mc 8.36,37).

Em certo sentido, Michael ganhou o mundo todo. Mas, onde está a sua alma? Embora 
tudo leve a crer que ele tenha partido sem a certeza da vida eterna, não me arrisco a dizer que esteja no Hades. Somente o Rei dos reis sabe o que aconteceu nos últimos instantes da vida do “rei do pop”. Lembra-se do infrator arrependido, salvo aos 45 minutos do segundo tempo” (Lc 23.33-43)?

Mas o falecimento precoce de Michael deixou para nós algumas lições. 
A primeira é de que o homem não conhece o futuro nem pode impedir os desígnios de Deus. Em uma entrevista, Jackson declarou, referindo-se aos shows que pretendia realizar em Londres, Inglaterra, em 2009: “Até julho”. Ele só  esqueceu de acrescentar: “se Deus quiser” (Tg 4.13-15).

Outra lição: o dinheiro, a fama, a genialidade, o carisma, o talento, a popularidade e a quantidade de amigos e fãs não trazem a verdadeira felicidade e a certeza da vida eterna. 
Jackson era uma pessoa triste, vazia, carente, que buscava ser feliz mudando a aparência com cirurgias plásticas, as quais o deixaram irreconhecível.

Na verdade, o que Michael Jackson precisava, prioritariamente, era de uma transformação interior, pela qual obtivesse de Cristo a “esperança da glória” (Cl 1.27). Ele possuía um vazio que somente a graça de Deus poderia preencher. Mas ele precisava também de carinho paterno.


A insatisfação do 
“rei do pop” com a sua aparência começou na infância. Seu pai — um homem avarento, ganancioso e aproveitador —, além de roubar a infância do próprio filho, o “incentivava” a cantar batendo no seu rosto e xingando-o de macaco.

Em Provérbios 22.6, está escrito: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele”. Quando uma criança é maltratada pelo próprio pai, dificilmente será feliz e normal. Já está comprovado pela ciência que maus tratos na infância podem alterar até mesmo os genes de uma pessoa.

Insensível, o pai de Michael Jackson aproveitou-se da morte do filho para ganhar mais dinheiro: passou a cobrar para dar entrevistas. Ele se vangloriava de ter elevado o menino ao estrelato. Entretanto, foi também o principal responsável pelas permanentes esquisitices e infelicidade do filho.

O pai de Michael, que conhece a Palavra de Deus, devia ter atentado para Efésios 6.4: “pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor” (Ef 6.4). Afinal, um dia, na eternidade, todos os pais prestarão contas a Deus...

Quanto a mim, espero receber a minha recompensa, ao lado de meu honrado pai, naquele grande Dia, em que a promessa do Senhor se cumprirá: 
“E eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo a sua obra” (Ap 22.12).  

Maranata!

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 23 de junho de 2011

“Juiz é evangélico”

Com essa manchete, O Globo, vergonhosamente, tenta desqualificar a decisão do juiz Jeronymo Pedro Villas Boas, que anulou a união civil selada por um casal homossexual em Goiânia. A matéria enfatiza ainda, no primeiro parágrafo, que Villas Boas é “religioso e frequenta cultos evangélicos pelo menos duas vezes por semana”, como se isso tivesse alguma influência quando se trata de obedecer ou não o que diz a Constituição.



De mais a mais, qual é o problema dos evangélicos não apoiarem as uniões entre gays? E dos católicos? E dos judeus, alguém já perguntou a posição deles? Se eles têm todo o direito de professar suas religiões, conforme a Constituição e, desde que, não a contrariem, têm, portanto, o direito de manifestar suas convicções em palavras e atos, não cabendo censura alguma a essas manifestações.


Quando um bom juiz, religioso, interpreta corretamente a lei dos homens e essa interpretação coincide com a lei do seu Deus é apenas um acaso, feliz para ele. E Villas Boas é um homem com influência entre os colegas e cujo currículo não dá margem a dúvidas. Além de vice-presidente Institucional da AMB desde dezembro do ano passado, ele é diretor de assuntos institucionais da Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego). Antes de assumir a 1ª Vara da Fazenda Pública Municipal de Goiânia, o magistrado atuou na Vara da Família e também na Auditoria Militar.


“O juiz não pode ter sua liberdade de decidir escravizada. Existe uma coisa que se chama independência do juiz. A desembargadora está, no meu ponto de vista, equivocada. Juiz nenhum pode ser censurado ou processado por uma deliberação fundamentada. Quem viveu em tempos de autoritarismo sabe quanto vale a liberdade. Eu atesto que não é nada bom viver em regimes autoritários.”

Nelson Calandra, presidente da AMB, sobre a esdrúxula e previsível decisão da desembargadora Beatriz Figueiredo Franco, do Tribunal de Justiça de Goiás, anulando a decisão do juiz Jeronymo Pedro Villas Boas.

sábado, 18 de junho de 2011

O São João e os Evangélicos


OS EVANGÉLICOS E AS FESTAS JUNINAS


Os Evangélicos e as Festas Juninas




Diante de tudo isso, perguntamos: “Teria algum problema os evangélicos acompanharem seus filhos em uma dessas festas juninas realizadas nas escolas, quando as crianças, vestidas a caráter (de caipirinha), dançam quadrilha e se fartam dos pratos oferecidos nessas ocasiões: cachorro-quente, pipoca, milho verde etc.?”. É óbvio que nenhum crente participa dessas festas com o objetivo de praticar a idolatria, pois tal procedimento, por si só, é condenado por Deus!
Quanto à essa questão, tão polêmica, é oportuno mencionar o comportamento de certas igrejas evangélicas, com a alegação de estarem propagando o evangelho durante o carnaval, dedicam-se a um tipo duvidoso de evangelização nessa época do ano. Fazem de tudo, inclusive usam blocos carnavalescos com nomes bíblicos. Não devemos nos esquecer, no entanto, de que as estratégias evangelísticas devem ocorrer o ano todo, e não apenas em determinadas ocasiões, O mesmo acaba acontecendo no período das festas juninas. Ultimamente, surgiram determinadas igrejas evangélicas que, a fim de levantar fundo para os necessitados e distribuir cestas básicas aos pobres, estão armando barracas junto com os católicos em locais em que as festas juninas são promovidas por órgãos públicos. Os produtos que vendem, diga-se de passagem, são característicos das festividades juninas. Os “cristãos” que ficam nas barracas vestem-se a caráter e pensam que, dessa forma, estão procedendo biblicamente.
E o que dizer das igrejas que promovem festas juninas em suas próprias dependências com a alegação de arrecadarem fundos? As festas juninas têm um caráter religioso que desagrada a Deus. Nestas festas ocorrem rezas, canções e missas; as comidas e doces são oferecidos a estes santos -claro que os que comem não são os santos, mas os que participam dela. Este procedimento de "oferecer comida aos santos" é muito parecido aos despachos espíritas nos cemitérios e encruzilhadas; talvez a diferença seja o local da "festa". Então, como separar o folclore da religião se ambas estão intrinsecamente ligadas? O povo de Israel abraçou os costumes das nações pagãs e foi criticado pelos profetas de Deus. A vida de Elias é um exemplo específico do que estamos falando. Ele desafiou o povo de Israel a escolher entre Jeová Deus e Baal. O profeta pôs o povo à prova: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o”(l Rs 18.21). É claro que o contexto histórico do texto bíblico em pauta é outro, mas, como observadores e seguidores da Palavra de Deus, devemos tomar muito cuidado para não nos envolvermos com práticas herdadas do paganismo. Pois é muito arriscada a mistura de costumes religiosos, impróprios à luz da Bíblia, adotada por alguns evangélicos. É preciso que os líderes e pastores aprofundem a questão, analisem a realidade cultural do local em que desenvolvem certas ativida­des evangelísticas e ministério e orientem os membros de suas respectivas comunidades para que criem e ensinem os filhos nos preceitos recomendados pela Palavra de Deus. O simples fato de proibirem as crianças de participar dessas comemorações na escola em que estudam não resolve o problema, antes, acaba agravando a situação.
O que diz a Bíblia
Para muitos cristãos, pode parecer que a participação deles nessas festividades juninas não tenha nenhum mal, e que a Bíblia não se posiciona a respeito. O apóstolo Paulo, no entanto, declara em I Coríntios 10.11 que as coisas que nos foram escritas no passado nos foram escritas para advertência nossa. Vejamos o que ele disse: “Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos”.
O que nos mostra a história do povo de Israel em sua caminhada do Egito para Canaã? Quando os israelitas acamparam junto ao Monte Sinai. Moisés subiu ao monte para receber a lei da parte de Deus. A demora de Moisés despertou no povo o desejo de promover uma festa a Deus. Arão foi consultado e, depois de concordar, ele próprio coletou os objetos de ouro e fabricou um bezerro com esse material, O texto bíblico diz o seguinte:
“Ele os tomou das suas mãos, e com um buril deu forma ao ouro, e dele fez um bezerro de fundição. Então eles disseram: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito. Arão, vendo isto, edificou um altar diante do bezerro e, apregoando, disse: Amanhã será festa ao Senhor” (Êx 32.4-5).
Qual foi o resultado dessa festa idólatra ao Senhor? Deus os puniu severamente: “Chegando ele ao arraial e vendo o bezerro e as danças”. acendeu-se-lhe a ira, e arremessou das mãos as tábuas, e as quebrou ao pé do monte. Então tomou o bezerro que tinham feito, e o queimou no fogo, moendo-o até que se tomou em pó, e o espargiu sobre a água, e deu-o a beber aos filhos de Israel.
O teor religioso das festas juninas não passa de um ato idólatra quando se presta culto a Santo Antônio, São João e São Pedro.
Como crentes, devemos adorar somente a Deus: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás” (Mt 4.10). Assim, nossos lábios devem louvar tão-somente o Senhor Deus: “Portanto, ofereçamos sempre por meio dele a Deus sacrifício de louvor, que é o fruto dos lábios que confessam o seu nome” (Hb 13.15). O texto de Apocalipse 7.9 é um bom exemplo do que estamos falando: “Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas com palmas nas suas mãos. E clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro”.
É possível imaginar um cristão cantando louvores a São João Batista? O cântico seria mais ou menos assim:
“Onde está o Batista?”.
“Ele não está na igreja”,
Anda de mastro em mastro,
“A ver quem o festeja”.
Lembramos a atitude de Paulo e Barnabé diante de um ato de adoração que certos homens quiseram prestar a eles: “E as multidões, vendo o que Paulo fizera, levantaram a sua voz, dizendo em língua licaônica: Fizeram-se os deuses semelhantes aos homens, e desceram até nós. E chamavam Júpiter a Barnabé, e Mercúrio a Paulo; porque este era o que falava. E o sacerdote de Júpiter, cujo templo estava em frente da cidade, trazendo para a entrada da porta touros e grinaldas, queria com a multidão sacrificar-lhes. Porém, ouvindo isto os apóstolos Barnabé e Paulo, rasgaram as suas vestes, e saltaram para o meio da multidão, clamando, e dizendo: Senhores, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós, Sujeitos às mesmas paixões, e vos anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há” (At 14.11-15).
Os Santos não Podem Ajudar
Normalmente, as pessoas que participam das festas juninas querem tributar louvores a seus patronos como gratidão pelos benefícios recebidos. Admitem que foram atendidas por Santo Antônio, São João Batista e São Pedro. Crêem também que esses santos podem interceder por elas junto a Deus. Entretanto, os santos não podem fazer nada pelos vivos. Pedro e João, como servos de Deus obedientes que foram, estão no céu, conscientes da felicidade que lá os cercam (Lc 23.43; 2Co 5.6-8; Fp 1,21-23). Não estão ouvindo, de forma nenhuma, os pedidos das pessoas que os cultuam aqui na terra. O único intercessor eficaz junto a Deus é Jesus Cristo. Diz a Bíblia: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (um 2.5).
E mais:
“É Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os monos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós” (Rm 8.34).
“Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, ternos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propriciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos. mas também pelos de todo o mundo” (l Jo 2.1-2).
Foi o próprio Senhor Jesus quem nos disse que deveríamos orar ao Pai em seu nome para que pudéssemos alcançar respostas aos nossos pedidos: “E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome eu o farei”(Jo 14.13-14).
Quanto ao teor religioso das festas juninas, podemos declarar as palavras de Deus ditas por meio do profeta:
“Odeio, desprezo as vossas festas, e as vossas assembléias solenes não me exalarão bom cheiro” (Am 5.21).
Como seguidores de Cristo, suplicamos, diante desta delicada exposição, que Deus nos conceda sabedoria para que consigamos proceder de uma maneira que o agrade em todas as circunstâncias, pois: “toda ação de nossa vida toca alguma corda que vibrará na eternidade” (E. H. Chapin).
Algo em Que se Pensar
O Brasil é um dos maiores paises agrícola do mundo. Até conhecemos aquela frase elogiando as terras brasileiras: nas quais, "... em se plantando tudo dá". No entanto (pasmem), o governo está importando (isto é, comprando) de outros países arroz, feijão, trigo, café, cacau etc. Era para estarmos exportando, vendendo, aumentando o capital, e não comprando, pois temos terras de excelente qualidade. Um dos problemas da falta de produção agrícola é a desvalorização do "homem do campo". Sabemos que existe um êxodo rural muito grande, 80% da população brasileira vive nas cidades e somente 20 % vivem no campo. Não estaria as festas juninas contribuindo para formar uma imagem negativa de nosso povo da zona rural? Não é exagerado o ponto de vista em que sugere que a imagem do homem do campo por vezes é humilhada nas festas juninas.
Veja: qual criança se espelharia no típico caipira das quadrilhas de festas juninas? Quais delas diria: "quando crescer quero ser um caipira, ou homem do campo, com as roupas remendadas"? As crianças querem ser médicos, professoras, atrizes, pois estes não são humilhados nas festas juninas. As Festas Juninas inconscientemente ou não, servem mais para humilhar as pessoas do campo do que para honrá-las como pretendem; o caipira, quando não é banguela, é desdentado, seu andar é torto, corcunda por causa da enxada, a botina é furada, suas roupas são rasgadas e remendadas, uma alusão ao espantalho, um pobre coitado! - pois talvez seja assim que os grandes latifundiários vêem o caipira, e essa visão é reproduzida por nossas crianças nas escolas. Poderia isto ser chamado de FOLCLORE e CULTURA?
A Bíblia diz categoricamente que "o que escarnece (humilha) do pobre insulta ao que o criou" (Pv. 17:5). Disso decorrem problemas urbanos graves como o favelamento e os menores abandonados, pois como os "caipiras" não conseguem sobreviver no campo, pensam que na cidade encontrarão trabalho. A esse processo dá-se o nome de "Êxodo Rural". E o nosso país agrícola é desmatado, onde só se planta pasto para boi gordo, e expulsa o homem do campo.
Motivos para não Participar de Festas Juninas
Diante de tudo o que foi dito acima daremos uma recapitulação expondo o "por que" de não participarmos de festas juninas. Vejamos então:
1 - Plágio do Paganismo - Como vimos, as bases das festas juninas estão fincadas nas práticas das festividades pagãs, onde os pagãos na mesma data ofereciam seus louvores e suas festas em honra daqueles deuses. Eram as festas pelas colheitas. As festas juninas usurpou isto dos gentios, com apenas o detalhe de transvestir tais festas com roupagem cristã. No entanto, quando Deus introduziu o povo de Israel na terra prometida adverti-os severamente para que não usassem esse tipo de costume, diz Ele: "Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos." [Deut. 18:9]. Independentemente das intenções, fossem elas boas ou não, o plágio fora terminantemente proibido por Deus.
2 - Os Santos não Intercedem - É notório que estas festividades são para homenagear os três santos. Nestas datas as pessoas invocam sua proteção através de missas e fazem promessas e pedidos confiando em sua suposta intercessão. Não obstante, temos razões bíblicos em abundancia para rejeitarmos estas mediações que os devotos tanto acreditam. A Bíblia nos diz que existe um só mediador entre Deus e os homens: "Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem," [I Tm. 2:5]. Este verso exclui todos os demais mediadores forjados pela mente humana. Se temos que pedir alguma coisa a alguém, esse alguém tem de ser Jesus Cristo, veja o que Ele mesmo diz: "...e tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu a farei." [João 14:13,14]. Em toda a Bíblia não se encontra nenhum incentivo para fazermos nossos pedidos, promessas e votos a terceiros.
3 - Os Santos não Escutam Orações - Um devoto junino acredita piamente que seus "santos" ouvem suas petições por ocasião destas festividades natalícias ou fora delas, mesmo sabendo que estas personagens já morreram há séculos! Mais uma vez a Bíblia rejeita este conceito por declarar a posição correta dos mortos em relação aos vivos: "Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco têm eles daí em diante recompensa; porque a sua memória ficou entregue ao esquecimento. 6 Tanto o seu amor como o seu ódio e a sua inveja já pereceram; nem têm eles daí em diante parte para sempre em coisa alguma do que se faz debaixo do sol." [Eclesiastes 9:5,6]. Veja que o verso nos diz que os que já morreram não sabem coisa nenhuma do que acontece aqui em nosso mundo, na terra (debaixo do sol). é claro que há consciência onde eles estão, mas aqui em nosso mundo eles não podem ajudar ou atrapalhar ninguém.
4 - Invocação de Espíritos dos Mortos - Como já vimos, há uma crença em que o espírito de São João possa ser despertado por ocasião da soltura de foguetes, a fim de vir participar daquela festividade em sua homenagem. Folclore ou não, isto reflete de modo perfeito a crença católica da invocação dos santos. é claro que se o santo já morreu, o que é invocado é o espírito dele, e isto bate de frente com a advertência bíblica a respeito da consulta aos mortos. Vejamos: "Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? acaso a favor dos vivos consultará os mortos?" [Isaías 8:19]. E mais: "Não se achará no meio de ti nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti." [Deut. 18:9,-12]. No fundo a prática de invocar o espírito dos santos nada mais é do que uma prática espírita e como tal, é reprovada por Deus.
5 - Outro Espírito Recebe em Lugar do Santo - Como ficou demonstrado biblicamente os espíritos dos santos não sabem de nada do que acontece em nosso mundo, portanto não podem interceder por ninguém. Já que eles são neutros nisso tudo, para quem vai então às honras e os louvores destas festividades afinal? O apostolo Paulo estava ensinando quase a mesma coisa aos cristãos de Corinto quando disse: "Antes digo que as coisas que eles sacrificam, sacrificam-nas a demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios." Um pouco antes, ele acabara de dizer que o ídolo nada é ( 8:4 ), ou seja, quando os gentios sacrificavam suas oferendas e suas festividades a tais deuses, eles na verdade estavam sacrificando aos demônios (que eram os únicos a receberem tais oferendas), pois o ídolo nada é. Não estaria acontecendo algo similar nas festas juninas? Quando um devoto oferece sua colheita, suas oferendas e festividades a tais santos que segundo a Bíblia, não pode interceder e saber o que está acontecendo, quem então as recebe? Ou então, quando o pedido é atendido, quem concede estas "graças" às pessoas nas festas juninas? De uma coisa temos certeza: dos santos é que não são!
6 - Comidas e Imagens - Por último temos duas práticas rejeitadas pela Palavra de Deus. As comidas que são oferecidas nas festas juninas por vezes são benzidas e oferecidas ao santo que nada mais é do que um ídolo, pois a ele se fazem orações, carregam sua imagem em procissões, beijam-na, prostram-se diante dela etc. Como exemplo, temos o famoso pãozinho de Santo Antonio! Entretanto, a Bíblia diz: "Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos...não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa de demônios." [Atos 15:29 ; I Co. 10:21]. Quanto às imagens dedicadas aos santos, elas são proibidas pela Bíblia nos seguintes termos: "Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra; não te encurvarás diante delas, nem as servirás;" [Deut. 5:8,9]. Estes são resumidamente alguns poucos motivos, para todo cristão genuíno não participar de tais festividades.
Conclusão
Pare e pense: como vimos, todas as práticas encontradas nas festas juninas são rejeitadas pela Palavra de Deus. Será que Deus se agradaria de tais festividades, quando sabemos que elas desobedecem explicitamente o que Ele ordenou em sua santa Palavra? Será que os católicos realmente estão honrando a Deus com isso? Pense novamente: Se Deus rejeitou as festas de Israel que eram dedicadas somente a Ele [Amós 5:21-23] , mas que haviam sido mescladas com elementos dos cultos pagãos dos países vizinhos, não rejeitaria com mais veemência ainda as ditas festas "cristã" dedicada aos santos?
Fontes de consultas:


Defesa da Fé - junho de 2002 nº45;
Jornal - Folha de Rio Preto, 22/06/2003;
Revista - Galileu Junho 2003 nº143;
Artigo do CACP - "As Maldições das Festas Juninas" - Pr. Afonso Martins;
Anotações particulares do Pb. Paulo Cristiano da Silva