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quinta-feira, 21 de junho de 2012





A Vida do Novo Convertido - 
Caramuru Afonso Francisco 


Publicado em 13 de Julho de 2011 as 03:18:30 PM Comente 


O novo convertido deve ser nutrido, educado e integrado ao reino de Deus.

INTRODUÇÃO 

- Na sequência do estudo da doutrina do reino de Deus, estudaremos hoje como deve ser tratado o novo convertido. 

- Assim como ocorre na vida secular com as crianças, o novo convertido também deve ser inserido no reino de Deus pela Igreja. 


I - O NOVO CONVERTIDO PRECISA SER NUTRIDO 

- Após termos visto o que é o reino de Deus e qual a sua mensagem, passaremos ao segundo bloco de nosso trimestre, que nos mostra a manifestação do reino de Deus através de vários aspectos. 

- Como já temos visto, o reino de Deus não tem aparência exterior(Lc.17:20), o que não significa que não seja perceptível, já que, como também disse Nosso Senhor, de grão de mostarda se torna a maior das hortaliças (Mc.13:31,32). 


- Diante disto, passaremos, a partir de agora, a ver diversas manifestações do reino de Deus, a fim de que saibamos como ele se apresenta, já que, como também disse o Senhor Jesus, o reino de Deus está entre nós (Lc.17:21). 

- Uma das manifestações do reino de Deus se dá através da vida do novo convertido. Com efeito, quando alguém é salvo pela fé em Cristo Jesus, tornando-se uma nova criatura, isto é percebido por todos os que se encontram à sua volta, já que este novo convertido passa da morte para a vida (Jo.5:24), das trevas para a luz (Jo.3:21; At.26:18; I Pe.2:9). 

- Jesus, em seu Seu diálogo com Nicodemos, afirmou que para se ver o reino de Deus é necessário “nascer de novo” (Jo.3:3). Ora, como ensina o apóstolo Paulo, somente se consegue ver o reino de Deus quando, pela fé em Cristo Jesus, se consegue superar a cegueira espiritual imposta pelo diabo a todos quantos não alcançaram ainda a salvação (II Co.4:3,4). 


- Portanto, o “novo nascimento” está relacionado com a fé em Cristo Jesus, vinda pelo ouvir pela Palavra de Deus(Rm.10:17) e fruto da operação do Espírito Santo que convence o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo.16:8), motivo por que o próprio Jesus, no diálogo já aludido, disse que este nascimento é um nascimento do Espírito (Jo.3:6,8). 

- Ao fazer a analogia entre a salvação e o nascimento, o Senhor Jesus nos mostra, com absoluta clareza, que o novo convertido, ou seja, aquele que, por crer em Jesus, alcança a salvação da sua alma, é, num primeiro momento, um recém-nascido, um neonato e que, portanto, deve assim ser tratado por todos aqueles que pertencem à Igreja, a esta nação santa que saiu das trevas para a maravilhosa luz do Senhor e que, por causa disto, deve anunciar as virtudes de seu Salvador (I Pe.2:9). 

- Todos os salvos, portanto, devem estar atentos para esta realidade dita pelo Senhor Jesus a respeito do novo convertido: ele é um recém-nascido e, como tal, precisa, a exemplo do que ocorre na vida biológica humana, de todos os cuidados para que venha a ter condições de viver sozinho.Como diziam os antigos, nascida uma criança é necessário que se tomem todas as providências para que ela possa “vingar”, ou seja, tenha condições de sobreviver por conta própria, o que não ocorre de imediato. 

- Esta realidade espiritual não é entendida por muitos lamentavelmente. Não são poucos os que, diante de uma conversão, começam a exigir do novo convertido um comportamento maduro, uma vida completamente mudada, de uma hora para outra, sob o argumento de que a salvação é instantânea, de que, quando somos salvos, passamos da morte para a vida, das trevas para a luz. 

- Não resta dúvida de que a salvação é radical, pois, diz-nos a Bíblia Sagrada, que, ao sermos salvos, há uma transformação total em nosso ser, pois de mortos passamos a vivos, de filhos das trevas a filhos da luz, de filhos do diabo a filhos de Deus. As Escrituras são claras ao dizer que, com a salvação, somos “novas criaturas”, onde as coisas velhas passam e tudo se faz novo (II Co.5:17). 

- No entanto, esta “nova criatura” que surge no exato momento em que somos salvos, este “novo homem” que somente surge quando o homem velho morre, a exemplo do ocorre com o grão de trigo (Jo.12:24), não surge como uma criatura madura, já inteiramente formada, que pode sobreviver por si só. 

- Quando vemos a própria analogia da semente, empregada mais de uma vez pelo Senhor Jesus, sabemos que é necessário que o grão morra para que surja uma nova planta, um novo ser, mas este novo ser, ainda que novo, não aparece já totalmente formado e em condições de também frutificar. Não, senhores! O novo ser, surgido com a germinação, é, ainda, um pequenino ser, que precisa se desenvolver até chegar a ser uma planta completa e madura, capaz de, ela também, produzir novas sementes que tenham a capacidade de gerar novos seres. 

- De igual maneira, o recém-nascido, quando sua mãe lhe dá a luz, é um novo ser (já o era desde o momento da fecundação), mas não tem condições de sobreviver por conta própria enquanto não se desenvolver, enquanto não se formar, seja sob o aspecto biológico, seja sob o aspecto moral, seja sob o aspecto espiritual. 

- Por isso, labora em grave equívoco todo aquele que desconsiderar este processo de desenvolvimento espiritual. A salvação vem com o novo nascimento mas, entre o novo nascimento e a maturidade espiritual, a capacidade de sobreviver espiritualmente por conta própria (falamos em termos humanos, pois sempre dependeremos do Senhor Jesus para prosseguirmos até a entrada no reino de Deus - Jo.15:5 “in fine”), há um período, período este que não é mensurável em dias, meses e anos, visto que se trata de uma realidade espiritual, razão pela qual devemos ter esta consciência para que, com amor, nós, os que já estamos amadurecidos espiritualmente, não sirvamos de escândalo e venhamos a ocasionar o tropeço na fé daqueles que nasceram de novo e, vendo o reino de Deus, precisam aprender a caminhar em direção a ele (Rm.14). 

- O novo convertido, a exemplo do recém-nascido, precisa ser cuidado e acompanhado em seu desenvolvimento e tal cuidado deve ser feito, por primeiro, por aqueles que foram participantes na salvação daquela vida, os chamados “pais na fé”.Vemos a consciência desta responsabilidade no apóstolo Paulo, que se considerava o “pai na fé” de Timóteo (I Tm.1:2; II Tm.1:2; 2:1). 

- Nem sempre o “pai na fé” é aquele que pregou o Evangelho para o novo convertido. Paulo, pelo que se deduz dos seus próprios escritos, não foi o primeiro a falar das sagradas letras a Timóteo, que fora evangelizado por sua avó e por sua mãe (II Tm.1:5; 3:15), tanto que, quando Paulo o convida para fazer parte de seu corpo de cooperadores, Timóteo já tinha bom testemunho ante os irmãos que estavam em Listra e Icônio (At.16:1,2). 

- Entretanto, guiado pelo Espírito Santo, Paulo sentiu de “adotar” aquele “filho na fé”, assumindo a responsabilidade de orientar e cuidar desta alma, responsabilidade esta que pôs em alta conta, a ponto de, pouco antes de sua morte, ter ainda escrito as últimas instruções a este seu “filho” (II Timóteo é a última carta escrita pelo apóstolo). 

- Como filhos de Deus, nós, os salvos, temos de estar prontos a assumir a responsabilidade de termos “filhos na fé”, que, acima de tudo, são nossos irmãos, comprados com o precioso sangue de Jesus vertido na cruz do Calvário (I Pe.1:18,19), sabendo, também, que cada novo convertido vale mais do que o mundo inteiro (Sl.49:7,8). 

- O “pai na fé” não é um “senhor” em relação ao “filho”, pois, tendo sido comprados por bom preço, os salvos não podem se fazer servos dos homens (I Co.7:23), mas, a exemplo de José, que não era o pai biológico de Jesus mas assumiu integralmente a responsabilidade de criá-lo e educá-lo, assim também temos de assumir, diante de Deus, sem temor, a responsabilidade de criar e educar aqueles novos convertidos que Ele nos põe em nossos caminhos. 

- Além dos “pais na fé”, também são responsáveis pelo desenvolvimento do novo convertido aqueles que o Senhor põe à frente do rebanho, os pastores,que devem ter a mesma consciência que o apóstolo Paulo tinha em relação aos gálatas. Paulo dizia que os crentes da Galácia eram seus filhinhos, pelos quais ele sentia dores de parto até que Cristo fosse neles formado (Gl.4:19). 

- Em outra passagem, desta vez em carta à igreja em Corinto, Paulo dizia que se sentia oprimido interiormente cada dia pelo cuidado de todas as igrejas (II Co.11:28), a indicar o peso da responsabilidade que estava sobre seus ombros com relação ao desenvolvimento espiritual dos crentes das igrejas que havia fundado, responsabilidade ainda maior com relação aos novos convertidos, que não podem andar por si sós na jornada espiritual. 

- Esta mesma responsabilidade é lembrada por Paulo a Timóteo, seja como requisito para a separação de pastores (I Tm.3:5), seja para o próprio Timóteo, que é advertido a cuidar de cada segmento da igreja (I Tm.5:1-3, 21, 22; II Tm.2:10,24). 

- De igual forma, o apóstolo Pedro, também, lembra aos pastores que eles devem apascentar o rebanho de Deus não como tendo domínio sobre ele, mas dando o exemplo (I Pe.5:3), o que é ainda mais necessário com relação ao novo convertido, que, como criança espiritual, aprende sobretudo pelo exemplo dado pelos mais maduros. 

- Mas não são apenas os “pais na fé” e os pastores que têm de cuidar do novo convertido, mas cada crente deve fazê-lo. Por primeiro, porque os salvos devem ensinar uns aos outros (Cl.3:16) e isto, naturalmente, faz com que cada salvo maduro seja um ensinador dos novos convertidos. 

- Por segundo, porque, como irmãos, devemos amar uns aos outros (Jo.15:12,17: Ts.4:9) e este amor não é apenas de palavras, mas de ações concretas, de atitudes (I Jo.3:18) e quem ama a seu irmão está na luz e nele não há escândalo (I Jo.2:10), ou seja, cada salvo precisa ter uma vida sincera e reta diante de Deus para não causar tropeço ao novo convertido e ao fraco na fé, residindo aí o seu cuidado para com o neoconverso. 

- Visto que o novo convertido, como recém-nascido espiritual que é, precisa ser cuidado tanto pelo “pai na fé”, quanto pelo pastor como por todo crente, que cuidados são estes? 

- A analogia feita por Jesus prossegue. O novo ser, assim que fecundado no ventre materno, precisa, para ter condições de sobreviver, de alimentação, de nutrição. Tanto assim é que o principal órgão durante todo o período de gestação é o cordão umbilical, que é responsável pela nutrição do novo ser, levando o sangue da placenta até o feto. 

- O novo convertido é gerado pela Palavra de Deus, que, como um cordão umbilical, leva a vida até o pecador, através do perdão dos pecados pelo sangue de Cristo Jesus (I Pe.1:3,4,23). É a terra em que cai a semente da Palavra e que não foi arrebatada pelo maligno e que, por conseguinte, pôde germinar e dar surgimento a um novo ser espiritual (Mt.13:5-8). 

- No entanto, assim que nasce, o cordão umbilical do recém-nascido é cortado e tem ele de ser alimentado doravante com o leite materno, indispensável para que possa sobreviver e tenha condições de se desenvolver e ser capaz de ter outro tipo de alimentação. 

- De igual maneira, o novo convertido, assim que nascido, precisa ser alimentado com o “leite racional”(I Co.3:2; Hb.5:12,13; I Pe.2:2). Que é este “leite”? A própria Bíblia Sagrada nos responde: os primeiros rudimentos das palavras de Deus. 

- O primeiro cuidado que temos de ter com o novo convertido é o da sua nutrição, o de sua alimentação. Ora, o alimento espiritual do salvo é a Palavra de Deus (Mt.4:4) e o novo convertido, como todo salvo, precisa se alimentar da Palavra, mas, como é um recém-nascido, tem de ser alimentado com o “leite racional”, com os “primeiros rudimentos das palavras de Deus”. 

- Jesus, ao deixar a grande comissão aos Seus discípulos, disse que eles deveriam ir por todo o mundo, pregando o Evangelho a toda criatura (Mc.16:15), este “pregar” é complementado pelo “ensinar”, “ensinar” este que o Mestre por excelência (Mt.23:8) determinou fosse feito em dois estágios: “ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado” (Mt.28:19, 20a). 

- Percebe-se, claramente, que o Senhor fala em ensino duas vezes: a primeira, o “ensino a todas as nações” (em algumas versões, consta “fazer discípulos”, ou seja, preparar “alunos” de Jesus), antes do batismo nas águas e, depois, o ensino aos discípulos já formados, para que guardem os ensinos de Jesus. 

- É exatamente o que fala o escritor aos hebreus, que distingue dois tipos de alimento espiritual: o leite e o sólido mantimento (Hb.5:12). Isto nos leva, então, à realidade de que o novo convertido precisa ter uma alimentação especial da Palavra, o “leite”, que nada mais é que o discipulado cristão. 

- Para cumprir a tarefa do ensino da Palavra, é preciso, em primeiro lugar, que a Igreja se veja dotada de homens e mulheres preparados para ensinar. Na igreja de Antioquia, Barnabé, ao notar a salvação daqueles crentes, imediatamente viajou para Tarso, para trazer a Paulo, pessoa que ele sabia ser preparada e capaz de ensinar aqueles novos convertidos (At.11:25,26). 

- Para se fazer o discipulado, é indispensável que demos o devido valor à Palavra de Deus, Palavra que o próprio Deus engrandeceu a tal ponto de a pôr acima de Si mesmo (Sl.138:2). Sem esta atitude, de nada adiantará desenvolver “cursos teológicos”, “cursos bíblicos”, “cursos de preparação de obreiros” e tantas outras coisas que têm sido inventadas e postas em prática na atualidade. Se as pessoas não se conscientizarem de que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a Palavra que procede da boca de Deus (Mt.4:4), um discipulado não terá êxito em qualquer igreja local. Foi isto que os apóstolos sempre fizeram, a ponto de terem arrogado para si esta tarefa e tê-la posto como prioridade absoluta em seus ministérios (At.5:42; 6:2). 

- - Por isso, deve partir dos dirigentes da igreja local a tarefa do discipulado. Como pastores (e falamos aqui de função, de dom ministerial e não de título), são necessariamente mestres, ensinadores da Palavra, pois nem todo mestre é pastor, mas todo pastor é mestre, tanto que a expressão bíblica, quanto relaciona os dons ministeriais, é “pastores e mestres” (Ef.4:11). Assim sendo, se alguém está a apascentar o rebanho de Deus, deve ensinar a Palavra e fazê-lo com prioridade. Por isso, até, é este um dos requisitos para a seleção ao ministério pastoral (II Tm.3:2). 

OBS: A propósito, é um dos grandes fatores que nos levou ao atual estado catastrófico em termos de ensino da Palavra a falta de observância do requisito da aptidão para ensinar na separação e consagração de obreiros na atualidade pelos ministérios, convenções e denominações. 

- O dirigente da igreja local deve ser o primeiro a ter prazer em ensinar e a se esmerar no ensino da Palavra.Deve ser alguém sempre pronto a elucidar dúvidas doutrinárias dos irmãos, um assíduo frequentador da Escola Bíblica Dominical, alguém que demonstra esforço e profundidade doutrinária nos cultos de ensino, como também na pregação da Palavra nas reuniões públicas. Não precisa ser um “doutor em Divindade”, um “erudito”, mas precisa, isto sim, demonstrar conhecimento bíblico, intimidade com as Escrituras, precisa ser um obreiro aprovado, que maneja bem a palavra da verdade (II Tm.2:15). 

- Além de se mostrar ele próprio um estudioso das Escrituras, o dirigente da igreja local deve exigir este mesmo perfil de seus auxiliares. Não se pode permitir obreiro que não tenha conhecimento bíblico, que não demonstre meditar na Palavra de Deus de dia e de noite. O dirigente deve incentivar os seus auxiliares no estudo da Bíblia, inclusive, se necessário, fazendo reuniões de estudos bíblicos com eles, a fim de estimulá-los a manejar bem a palavra da verdade. Deve dar atenção especial ao superintendente da Escola Bíblica Dominical e aos professores da EBD, participando das reuniões preparatórias deles sempre que possível, além de assistir às aulas da EBD, verificando, assim, como está sendo ensinada a Palavra na igreja local. 

- Este cuidado deve ser redobrado om relação aos novos convertidos, assim como o cuidado é mais intenso no tocante à alimentação quando estamos diante de um recém-nascido. Por isso, é preciso haver um segmento especial da igreja local para deles cuidar. O novo convertido deve ser estimulado e incentivado a iniciar a leitura das Escrituras, sendo de bom alvitre que sejam selecionados textos que digam respeito aos fundamentos doutrinários, a fim de que o novo convertido, um neonato espiritual, seja tratado com o “leite racional” (I Pe.2:2). 

- O “leite racional” é, como vimos, composto dos “primeiros rudimentos das palavras de Deus”.E quais são estes rudimentos? O próprio escritor aos hebreus responde: “o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus, a doutrina dos batismos, a doutrina da imposição das mãos, a doutrina da ressurreição dos mortos e a doutrina do juízo eterno” (Hb.6:1,2). 

- É lamentável vermos, nos dias hodiernos, que muitos novos convertidos jamais foram levados ao contato destas doutrinas fundamentais, não sabendo o que é o arrependimento de pecados e o que significa a conversão e a nova vida em Cristo, o que é a fé em Deus, o que é o viver pela fé (o que inclui ensino sobre a meditação nas Escrituras e a oração), o que significa o batismo nas águas e o batismo com o Espírito Santo, o que é o poder de Deus (a “imposição das mãos” nos fala da ministração do poder de Deus: cura divina, expulsão de demônios, dons espirituais, sinais e maravilhas), o que significa a ressurreição dos mortos (o sentido da ressurreição de Jesus e as promessas de vida eterna) e o juízo eterno (a salvação e condenação eternas, as últimas coisas). 

- Parece que já havia uma situação similar entre os crentes hebreus, pois o escritor da carta diz que, pelo tempo, eles já deveriam ser mestres, mas, por não conhecerem os rudimentos doutrinários, ainda tinham de ser tratados com leite (Hb.5:12). 

- O Senhor Jesus já alertara para este risco ao nos contar a parábola do semeador. Faz-se necessário que a semente esteja em boa terra, sem o que, mesmo germinando, a nova planta morrerá, seja por causa dos pedregais, seja por causa dos espinhos Mt.13:5-7). 

- Sem o discipulado, o novo convertido jamais se tornará uma “boa terra”, pois os pedregais não serão esmiuçados pelo martelo, que é a Palavra de Deus (Jr.23:29), fazendo com que, com a angústia e a perseguição por causa da Palavra, ele morra espiritualmente (Mt.13:20,21). 

- Ou, então, sem o discipulado, o novo convertido não terá energia suficiente para debelar os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas, sucumbindo ao sufocamento proporcionado por estes elementos, vindo, também, a morrer espiritualmente (Mt.13:22). 

- O novo convertido deve ser acompanhado de perto pelos evangelistas da igreja local, que deverão lhe tirar todas as dúvidas que tenha e dar prioridade a que ele aprenda os fundamentos doutrinários, as bases da doutrina cristã. Tais ensinamentos devem ser dados, de forma sistemática, preferencialmente na Escola Bíblica Dominical, em classe específica para os novos convertidos, a fim de que eles possam, a um só tempo, ter conhecimento das verdades bíblicas essenciais, como também se acostumar a frequentar a EBD. 

- De igual modo, não se pode levar o novo convertido a uma alimentação pesada, ao chamado “sólido mantimento”, pois, se ele ingerir este alimento pesado, também corre o risco de morrer espiritualmente, assim como, certamente, uma alimentação pesada, como feijoada, pode causar a morte de um bebê. 

- Devemos ter este cuidado de evitar que o novo convertido seja alimentado com “sólido alimento”,pois isto lhe causará transtornos em sua vida espiritual que podem, inclusive, levá-lo à morte. O Senhor Jesus deixou-nos o exemplo, ao dizer que não falaria tudo que poderia aos discípulos antes de Sua glorificação, pois eles não eram, ainda, capazes de suportar (Jo.16:12), o mesmo fazendo o apóstolo Paulo em relação aos coríntios (I Co.3:2) e o escritor aos hebreus (Hb.5:12,13). Aliás, o escritor aos hebreus nos diz a quem o “leite” deve ser ministrado: àqueles que não foram experimentados na palavra da justiça. 

- Nos dias hodiernos, temos visto, com relativa frequência, o descuido com relação a este tópico. Muitos novos convertidos, por causa de sua projeção na sociedade, são alçados, quase de imediato, a posições e responsabilidades nas igrejas sem que tenham capacidade espiritual para tanto. Na avidez de mostrar à sociedade a “conversão” de A ou de B, tais pessoas, verdadeiras recém-nascidas espirituais, são levadas a realizar tarefas que não têm a mínima condição de executar. 

- Alguém já colocou um recém-nascido para fazer um discurso, para administrar o seu lar ou auxiliar as tarefas de seus pais ou irmãos? Logicamente que não! Mas há muitas igrejas que põem estes “novos convertidos ilustres” para pregar, para exercer funções (inclusive, pasmem, serem professores de EBD…), gerando tão somente a morte espiritual destas pessoas. Não importa quem tenha sido a pessoa no meio social, sua projeção, popularidade, riqueza, conhecimento intelectual, espiritualmente o novo convertido é um recém-nascido e assim deve ser tratado no reino de Deus! 

II - O NOVO CONVERTIDO PRECISA SER FIRMADO 

- Quando uma pessoa nasce de novo, encontra-se na mesma posição de Lázaro ressuscitado. Jesus, depois de quatro dias, quando o corpo de Lázaro já estava em decomposição, mostrou o Seu poder sobre a morte, fazendo-o ressurgir dos mortos. Milagrosamente, Lázaro saiu da sepultura com vida. Entretanto, é interessante notar que Lázaro foi para fora da sepultura, mas se encontrava ainda todo enfaixado, conforme os costumes judaicos de preparação do cadáver. Jesus não determinou que Lázaro fosse daquele jeito para casa nem tampouco Se incumbiu de desligar o ex-defunto. Mandou que aquelas pessoas que estavam ali vendo o milagre tratassem de tirar as faixas de Lázaro, de modo que ele próprio (Lázaro) fosse para a sua casa (Jo.11:44). Assim ocorre com o novo convertido: só Jesus poderia trazê-lo à vida, ou seja, salvá-lo; mas cabe a nós que estamos com Jesus neste mundo tomar as providências necessárias para que o novo crente se desligue de tudo aquilo que estava relacionado com a vida sem Cristo,ou seja, com a morte espiritual, para que ele, individualmente, siga em direção à sua casa, onde já o aguarda o Salvador. Aleluia! 

- Este desligamento do mundo não é, por vezes, uma tarefa fácil e que se faz de imediato. Assim como, por força das convenções sociais e dos costumes existentes entre os judeus, Lázaro fora ligado com faixas em todo o seu corpo, muitas vezes a vida social impõe ao novo convertido uma série de obstáculos, um sem-número de situações que precisarão ser desatadas uma a uma e isto leva algum tempo, o que deve ser não só entendido e compreendido pela Igreja, como também deve ser alvo da ajuda e amor fraternal por parte dos salvos. 

- Nos dias em que vivemos, de multiplicação da iniquidade (Mt.24:12), estas situações são ainda mais embaraçosas e requerem, da parte dos salvos, muito maior compreensão e entendimento, pois o novo convertido, muitas vezes, não tem condições de se livrar destas faixas de imediato. A propósito, Lázaro não tinha condições de se desligar das faixas, tanto que o Senhor Jesus mandou que as pessoas que ali estavam o fizessem. 

- O escritor aos hebreus fala-nos da necessidade que temos, para seguir a Cristo, de não só deixarmos o pecado, como também o embaraço, a fim de que possamos correr com paciência a carreira que nos está proposta (Hb.12:1), que outra não é senão a jornada para entrarmos no reino de Deus. 

- Assim, se o fato é que, quando do novo nascimento, temos os pecados perdoados e recebemos as vestes de salvação (Is.61:10), sendo retirados do lago horrível e do lamaçal do pecado e postos sobre a rocha firme, que é Cristo (Sl.40:2), temos de ter nossos passos firmados e também sermos libertos de todos os embaraços que a vida no pecado nos trouxe e que nos impede, de imediato, de andarmos por nós mesmos rumo ao céu. 

OBS: Reproduzimos aqui a belíssima descrição dada por John Bunyan em “O Peregrino” a respeito da salvação de Cristão: “…Vi Cristão marchando por uma estrada que, de ambos os lados, era protegida por duas muralhas, chamadas Salvação (Isaías 26.1). É certo que ia caminhando com muita dificuldade, por causa do fardo que levava às costas, mas o seu passo era rápido e seguro; vi-o chegar a um pequeno monte onde se erguia uma cruz, junto à qual, e um pouco mais abaixo, estava uma sepultura. Ao chegar à cruz, soltou-se-lhe o fardo, instantaneamente, de sobre os ombros, e, rolando, foi cair na sepultura, donde não tornará jamais a sair. Quão aliviado e jubiloso ficou Cristão! Bendito seja Aquele que, com os seus sofrimentos, me deu descanso, e com a sua morte me deu a vida! Exclamou ele, e ficou por alguns momentos como extático, ao ver o grande benefício que a cruz acabava de fazer-lhe; olhava para um e para outro lado, cheio de assombro, até que o seu coração se expandiu em abundantes lágrimas (Zacarias 12.10). Chorava, quando diante dele apareceram três seres resplandecentes, que o saudaram com: a Paz seja contigo! E logo o primeiro dos três lhe disse: “Perdoados te são os teus pecados” (Marcos 2.5). O segundo, despojando-o dos vestidos imundos que trazia, vestiu-lhe um traje de gala (Zacarias 3.4), e o terceiro, pondo-lhe um sinal na fronte (Efésios 1.13), entregou-lhe um diploma selado, sobre o qual deveria pensar pelo caminho, e entregá-lo quando chegasse à Cidade Celestial. Ao ver todas estas coisas, Cristão experimentou imensa alegria, e continuou o seu caminho cantando, pouco mais ou menos, estas palavras: Oprimido andei sempre sob o peso de meus pecados, sem encontrar lenitivo ao meu sofrimento, até que cheguei a este lugar. Onde estou eu? Oh! Aqui é por certo o princípio da minha bem-aventurança, visto que aqui se quebraram os laços que me prendiam aos ombros o fardo que me oprimia. Eu te saúdo, ó cruz bendita! Bendito sejas, santo sepulcro! Bendito seja para sempre Aquele que em ti foi sepultado pelos meus pecados….” (O Peregrino. Obra digitalizada por Carlos_Boas, p.21). 

- Este firmar dos passos, este desembaraço não é imediato. Assim como a criança demanda um tempo para iniciar a andar sozinha e Lázaro teve de ser desligado pelos que estavam ali vendo o milagre, de igual modo devem os salvos auxiliar o novo convertido, ajudando-lhe a firmar os passos, como também desligando-o daquilo que o mundo e a sociedade lhe trouxeram, durante a vida de pecado, e que o impede de prosseguir sua jornada. 

- Assim, temos de ajudar o novo convertido a firmar os seus passos. E como se faz isso? Dando-lhe as mãos para que ele possa ganhar confiança e equilíbrio, podendo, assim, dar seus necessários passos de fé na caminhada rumo ao céu. Precisamos ajudar o novo convertido com conselhos, orientações e intercessão de modo a que a pessoa nova convertida possa aumentar sua fé em Cristo Jesus e n’Ele confiar, equilibrando-se, à luz da Palavra de Deus, neste mundo pecaminoso, dando passos em direção à Pátria celestial. 

- Temos de ajudar o novo convertido a se desligar das faixas que o envolviam enquanto estava morto. Este desligamento, às vezes, é um ato difícil, penoso, pois há muitos “nós” e muitas faixas que já se incrustaram na vida da pessoa como situações familiares, profissionais e de vida não respaldadas pela Palavra de Deus, vícios, compromissos iníquos e tantas outras que devem ser removidas, com cuidado, uma a uma, para que se possa correr a carreira que está proposta em direção à cidade celestial. 

- Estas faixas, que o monge João Clímaco (580-650) chama de “ataduras do pecado” e “ataduras dos vícios”, precisam ser retiradas para que o novo convertido, ainda nas palavras do já mencionado monge, possa ir para “uma quieta e bem-aventurada tranquilidade”. Para tanto, João Clímaco comparou a vida espiritual a uma “escada”, que teria “trinta degraus”, dos quais o primeiro é, precisamente, o da renúncia do mundo, aquilo que o apóstolo João afirmou ser não amar o mundo nem o que no mundo há (I Jo.2:15). 

OBS:Reproduzamos aqui o pensamento de João Clímaco, monge que viveu no século VI e VII no Monte Sinai:“…E, por isso, os que desejam fazer firme fundamento de virtude, todas as coisas do mundo negarão, a todas desprezarão, a todas porão debaixo dos pés e a todas examinarão. E para que este fundamento seja tal, há de ter três colunas com que se sustente, que são a inocência, o jejum e a castidade. Todos os que em Cristo são crianças, têm de começar por estas três coisas, tomando por exemplo aqueles que não são de coração duro, nem fingidos, nem desmedidamente cobiçosos, nem de ventre insaciável, nem de movimentos de vícios desonestos…” (A Escada, cap.1. Disponível em: http://www.sophia.bem-vindo.net/tiki-index.php?page=Climaco+Degrau1&structure=PhilokaliaAcesso em 01 jun. 2011) (tradução nossa de texto original em espanhol). 

- O novo convertido, como nos indica John Bunyan em sua obra “O Peregrino”, assim que se livra do fardo do pecado, tem de enfrentar o “desfiladeiro da Dificuldade”, que, penosamente é galgado e não sem que haja alguns contratempos e, por isso, temos de ser pacientes e amorosos, entendendo que não se trata de momento fácil na vida do novo convertido. 

- A nós cabe ajudá-lo a vencer as dificuldades, assim como Moisés ajudou o povo na saída do Egito, que os guiou não só com palavras, mas com obras e oração, a fim de que não só o novo convertido consiga atravessar o Mar Vermelho mas também vença Amaleque que se lhe apresentará no deserto. 

- Não devemos, porém, confundir este desligamento, que muitas vezes é penoso e dolorido, com a complacência com o pecado, como, inadvertidamente, muitos têm feito nos dias hodiernos. 

- O novo convertido tem de ser tratado com cuidado, compreensão, mas não se pode deixar de mostrar-lhe a verdade e que só Jesus pode libertar o homem do pecado. Não se pode permitir que o novo convertido prossiga vivendo da mesma maneira que antes de se converter, pois, se isto acontece, não houve conversão, não houve verdadeiro e genuíno arrependimento dos pecados. 

- Como vimos na lição anterior, a mensagem do reino de Deus é a pregação do arrependimento, a indispensável necessidade de abandono do pecado. A compreensão e tolerância têm de se dar no capítulo do embaraço, na superação das dificuldades trazidas pela vida pecaminosa, algo que nem sempre se dá de imediato. 

- Assim, por exemplo, diante de um quimiodependente que se entrega a Cristo, deverá haver a compreensão de que o processo de libertação química da droga pode se dar lentamente e com muita dificuldade, mas jamais se poderá dizer ou ensinar que, mesmo com o uso dos tóxicos, estará aquela pessoa salva e que a circunstância de seu vício não impedirá a sua salvação. 

- Este desligamento do mundo e das circunstâncias criadas pela vida no pecado somente podem ser superadas quando o novo convertido é ensinado a buscar mais a presença de Deus. Ainda citando João Clímaco, “…é de se notar que, no princípio da renúncia, não se produzem as virtudes sem trabalho, amargura e violência. Mas, depois que começamos a desfrutar, com muito pouco tristeza ou nenhuma as produzimos. Mas, depois que a natureza está já absorta e vencida com o favor e alegria do Espírito Santo, então as produzimos com gozo, alegria, diligência e fervor de caridade…”( op.cit.) (tradução nossa de texto em espanhol). 

- Por isso, neste cuidado com o novo convertido, é fundamental que os salvos maduros incentivem, estimulem e acompanhem o neoconverso na busca à presença de Deus, levando-o aos cultos de oração, a uma vida de oração e meditação nas Escrituras, à busca do batismo com o Espírito Santo e dos dons espirituais. Esta característica, que era tão disseminada nas Assembleias de Deus, tem rareado nos dias hodiernos, com grave prejuízo à saúde espiritual não só dos novos convertidos mas da igreja como um todo. 

- Levando o novo convertido à presença do Senhor, em oração e meditação nas Escrituras, certamente terá ele as necessárias forças para vencer os embaraços e as circunstâncias deixadas pela vida pecaminosa que ele abandonou quando viu o reino de Deus. 


III - O NOVO CONVERTIDO PRECISA SER INTEGRADO 


- Depois de ter ressurgido dos mortos, vitorioso sobre a morte e o pecado, o Senhor determinou aos discípulos que batizassem os convertidos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt.28:19; Mc.16:16), ordenança esta que era bem presente na mente dos apóstolos, como podemos ver já no sermão de Pedro no dia de Pentecostes (At.2:38). 

- Assim, percebemos nitidamente que, embora ausente da pregação de Jesus em Seu ministério terreno, o batismo nas águas, a exemplo do que ocorrera na pregação de João, foi considerado pelo Senhor como a única forma pela qual alguém testemunharia publicamente a sua salvação, a sua fé em Jesus. Obatismo nas águas, portanto, foi constituído pelo Senhor como a declaração pública de que alguém aceitou a Cristo como seu único e suficiente Senhor e Salvador, como passo final da integração do novo convertido à igreja local. 


- Por ser uma ordem de Jesus, não há o que se discutir. Quem quer que se diga crente, ou seja, quem quer que afirma ter sido salvo por Jesus, ter crido na Sua obra redentora no Calvário, ter sido atingido pela salvação, tem de se batizar nas águas, para comprovar esta salvação. O batismo é um ato de obediência a Cristo, é uma demonstração pública de que alguém se comprometeu com Jesus, que alguém se submeteu ao senhorio de Cristo e que não mais vive, mas Cristo vive nele. 


- Percebamos que a ordenança de Jesus segue o mesmo raciocínio do batismo de João que o próprio Senhor reconheceu como sendo uma prática ordenada diretamente do céu e, por isso, da parte de Deus. Assim como o batismo de João não salvava pessoa alguma, mas tão somente fazia a pessoa reconhecer que era pecadora e se comprometer a esperar e seguir o Messias que estava para chegar, assim também o batismo nas águas estabelecido pelo Senhor Jesus não salva pecados, mas representa um gesto público de confissão de que alguém se arrependeu dos seus pecados, creu em Jesus e, por isso, tem novidade de vida, uma vida em Cristo Jesus. 


- Jesus é bem claro ao afirmar que quem crer e for batizado será salvo, ou seja, ser batizado é algo que ocorre só depois que a pessoa crê. Crer, i.e., ter fé é o requisito indispensável e essencial para a salvação. A salvação vem pela fé (At.26:18; Rm.3:28; Gl.2:16; Ef.2:8), não pelo batismo nas águas. É preciso crer para que se alcance a salvação, como Jesus deixou bem claro para Nicodemos no “texto áureo” da Bíblia (Jo.3:16). Por isso, estão em grande equívoco aqueles que entendem que o batismo tem algum poder de regeneração ou de salvação da criatura humana. O batismo não é para salvar pessoa alguma, mas é uma prática daquele que foi salvo em Jesus. 

- Só podem ser batizados nas águas aqueles que creram em Jesus (Mc.16:16; At.18:8), e, portanto, o batismo nas águas não lava nem purifica pecados, mas somos justificados pela fé em Cristo (Rm.5:1). Portanto, a salvação vem pela fé em Cristo e não pelo batismo nas águas. 

- Então, alguém que crê em Jesus e não é batizado nas águas está salvo? Depende. Por que não se batizou nas águas? Porque não teve condição de fazê-lo, como o ladrão na cruz? Então, este estará salvo, assim como esteve o ladrão na cruz, pois creu e não foi batizado nas águas por motivo alheio à sua vontade. Agora, se alguém creu em Jesus e, podendo, não se batiza porque não quer, este, na verdade, não será salvo, não porque não foi batizado, pois o batismo não salva pessoa alguma, mas, sim, porque, ao recusar ser batizado, mostra que, na verdade, não creu em Jesus, pois quem crê em Jesus obedece-Lhe. 

- Um batismo é lícito quando o batizando crê de todo o coração que Jesus Cristo é o Filho de Deus, ou seja, quando tem convicção de que é um pecador, de que se arrependeu da vida pecaminosa e de que entregou sua vida a Cristo, que é seu único e suficiente Senhor e Salvador. Para tanto, o batizando tem de ser devidamente orientado e ensinado a respeito da salvação em Cristo Jesus, conforme consta das Escrituras Sagradas. “…Sem estes conhecimentos, os novos discípulos encarariam este ato sagrado simplesmente como um banho qualquer, com a única diferença de que, desta feita, estariam vestidos….” (HERNANDES, Laerte. Discipulado para o batismo consciente, p.13). 

- Por isso, não pode o batismo nas águas se dar antes que novo convertido seja devidamente ensinado a respeito dos rudimentos da fé, antes que entenda o significado de ser salvo e de ter nascido de novo. É importante observar que o batismo não salva e, portanto, uma eventual demora entre a salvação da pessoa e o seu batismo nas águas não põe em risco a vida eterna da pessoa. O novo nascimento, o chamado “batismo espiritual” ou “batismo do Espírito Santo” (I Co.12:13; Gl.3:27; I Pe.3:21), é um ato instantâneo, em que somos ligados na vara, que é Cristo (Jo.15:4,5). É nossa inserção na igreja universal, no corpo de Cristo (I Co.12:27). 

- Já o batismo nas águas, porém, é um testemunho público de nossa inserção na igreja universal. É um ato pelo qual o batizando diz à igreja local reunida para o ato e para a sociedade em geral que ele passa a ser um integrante desta igreja local, que ele é, doravante, um cristão, uma pessoa “parecida com Cristo”, uma testemunha de Jesus entre os homens. Tem-se, portanto, a assunção de um compromisso de, publicamente, ser apontado como testemunha de Jesus (At.1:8), de passar a ser uma prova do amor de Deus aos homens (I Co.13), uma demonstração do poder de Deus(I Co.2:4), um instrumento para a glorificação de Deus pelos homens (Mt.5:16). 

- Ora, para que isto se dê, torna-se absolutamente necessário que os novos convertidos sejam devidamente instruídos, que aprendam de Jesus (Mt.11:29), conheçam o jugo do Senhor (Mt.11:30), saibam qual é a Sua doutrina (Mt.5-7). Não tem base bíblica a prática de alguns segmentos cristãos de que o batismo nas águas deve se seguir imediatamente ao gesto de decisão por Cristo. 

- Os que entendem que o batismo nas águas deve se seguir imediatamente à “conversão”, buscam respaldar seus ensinos no fato de que, na igreja primitiva, há o relato de que, logo após a conversão, se procedia ao batismo. Assim teria ocorrido no dia de Pentecostes, em Samaria, com Paulo, com Cornélio, em Éfeso. Desta maneira, a Bíblia ensinaria que o batismo nas águas deve ser imediato à conversão, sem necessidade alguma de instrução ou qualquer outra providência. 

- Este entendimento “bíblico”, seguido por alguns grupos desde sua origem, apareceu como uma verdadeira “luva” para “…muitas igrejas evangélicas, cujos pastores mostram-se tão preocupados com a multiplicação imediata de seus rebanhos, que não hesitam em batizar pessoas sem nenhuma preparação prévia, sem um esclarecimento profundo, distorcendo os propósitos de Deus em cada uma dessas vidas que foram compradas com o precioso sangue de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo(…). O que realmente importa para cada uma dessas mal-intencionadas igrejas é competirem umas com as outras (muitas vezes até mesmo congregações de um mesmo ministério), cada qual procura apresentar, nos dias de batismo, um maior número de candidatos, mesmo que estes não tenham sido devidamente discipulados para esse fim….”(HERNANDES, Laerte. op.cit., p.13-4). 

- Entretanto, não é este o ensino das Escrituras. Por primeiro, como dissemos supra, o batismo nas águas é um ato que figura a salvação da pessoa. É um ato que torna público, conhecido de todos o que aconteceu interiormente, no homem interior do batizando. Deste modo, somente quem realmente foi salvo, quem produzir frutos dignos de arrependimento, quem demonstrar que está dando o fruto do Espírito é que pode ser devidamente batizado nas águas. A propósito, era este um requisito exigido por João para fazer o seu batismo (Mt.3:8; Lc.3:8). 

- Mas, como explicar o batismo no dia de Pentecostes? Em primeiro lugar, devemos observar que o dia de Pentecostes foi o cumprimento de uma profecia, um dia singular que não pode ser tomado como regra. É interessante observar que os que defendem o batismo imediato e citam o dia de Pentecostes, se, indagados que, para haver batismo no Espírito Santo, se faz necessário que venha um som como de um vento veemente e que surjam línguas repartidas como que de fogo, dirão que isto só ocorreu no dia de Pentecostes. Então, por que se tornar regra o episódio de um fato singular? 

- Entretanto, devemos notar que o auditório do sermão de Pedro era de pessoas que já tinham sido devidamente instruídas a respeito do Evangelho. Eram pessoas que haviam presenciado o ministério terreno de Cristo ou dele tomado conhecimento. Jesus havia pregado por cerca de três anos e meio, de modo que não se pode dizer que não tenha havido uma prévia preparação para aquelas vidas. Além do mais, o texto de Atos 2 nos mostra que houve verdadeira conversão daquelas vidas e que o apóstolo Pedro condicionou o batismo à comprovação da conversão. Portanto, o batismo ocorrido no dia de Pentecostes somente se deu porque se demonstrou haver efetiva conversão daqueles quase três mil que se agregaram à igreja. 

- O mesmo se deu em toda a igreja primitiva. Somente se batizavam aqueles que davam real testemunho de mudança de vida, de conversão. Assim, o batismo bíblico deve se seguir à conversão e conversão somente se percebe quando a pessoa começa a dar frutos dignos de arrependimento. Assim ocorreu em Samaria, por exemplo, onde as Escrituras nos provam que este era um requisito para o batismo ao descrever a vida cristã de Simão que, por ter crido em Jesus, abandonou as artes mágicas e, por isso, foi batizado (At.8:9-13). O mesmo se deu em relação a Paulo, que somente foi batizado porque o Senhor deu testemunho a Ananias da sua conversão, conversão esta confirmada pela maravilha dupla da cegueira e de sua cura (At.9:10-18). 

- Quando vamos, porém, à igreja de Antioquia, a primeira igreja gentílica, vemos que não houve ali um batismo imediato, como nos outros casos. Antes, houve um ano todo de ensino de Paulo e Barnabé àqueles irmãos que, ao contrário dos crentes judeus, eram pessoas que conhecimento algum tinham a respeito das profecias das Escrituras. Dali por diante, sempre vemos o apóstolo Paulo primeiro ensinando e discipulando os crentes, para só, então, depois fazer menção de batismo e, num momento seguinte, de escolha de obreiros para estas igrejas. Esta prática, aliás, é abundantemente registrada na história da Igreja, com o batismo sendo realizado apenas um período de ensino da doutrina, que passou a ser denominado de “catecumenato” e que durava “seis períodos”. Aliás, normalmente, os batismos eram efetuados uma vez ao ano, após uma aferição da vida de cada um dos candidatos. 

OBS: “…Veja como, segundo E. Glenn Hinson, no seu livro ‘Vozes do cristianismo primitivo’ em parceria com Paulo Siepierski, da editora Sepal em coedição com a editora Temática, acontecia na igreja primitiva, por ocasião do batismo: ‘Quarenta dias antes da páscoa, a época normal para batismo, o mestre (ou bispo) finalmente decidia quais dos catecúmenos deveriam receber o batismo. Sua decisão era baseada no estilo de vida dos catecúmenos enquanto no catecumenato - se tinham vivido corretamente e manifestado amor cristão no cuidado dos pobres, daqueles em prisão, das viúvas e órfãos, e de outros necessitados. (a vida era observada para saber se a mudança operada pela graça estava presente, e vida voltada para o próximo, não bastava ter atendido ao apelo, tinham de aparecer os frutos dignos de arrependimento). Em seguida, os catecúmenos recebiam a imposição de mãos, eram “selados” com o sinal da cruz na testa e salgados - símbolos de que eles já não mais pertenciam ao diabo, mas a Cristo. Então, recebiam instrução diária e exorcismos até serem batizados. Os exorcismos eram importantes porque expulsavam as hostes satânicas que oprimiam os catecúmenos até que o Espírito Santo os libertasse de uma vez por todas (a libertação tinha de se dar na história e não apenas na confissão de fé). Na quinta-feira antes do batismo e no domingo de páscoa, os catecúmenos passavam por uma lavagem e purificação preparatória. Na sexta-feira e no sábado, jejuavam. Ainda no sábado, havia um último exorcismo; o bispo fazia um selo com o sinal da cruz e, então, se iniciava uma vigília que durava a noite inteira…” (RAMOS, Ariovaldo. Devolvam a minha igreja. Disponível em: http://www.google.com/search?q=cache:CZqUK8V6DIgJ:www.invsc.org.br/Artigos/devolvam_minha_igreja.htm+%22devolvam+a+minha+igreja%22&hl=pt-BRAcesso em 05 mar. 2005) 

- O batismo nas águas é uma confissão pública que se faz da conversão e do novo nascimento. O batismo não é para salvação, mas, sim, para o salvo. É uma declaração que o salvo faz de que faz parte da Igreja, de que tem Jesus como seu Senhor e Salvador. Como, então, podemos batizar alguém que não prova que é uma nova criatura em Cristo Jesus? Como batizar alguém que nem sequer foi discipulado na igreja local a que passará a pertencer? 

- O batismo nas águas é o final de um processo de integração do batizando na igreja local. A igreja local é um grupo social, é um conjunto de pessoas que tem de ter uma identificação clara não só entre os membros do grupo, mas também diante da sociedade. A igreja em Jerusalém era dotada desta identificação clara e evidente (At.5:12,13). Por isso, ninguém pode ser batizado nas águas sem que, antes, seja devidamente instruído a respeito do que é servir a Deus, sem que antes demonstre ter dado frutos dignos do arrependimento, prove que foi, realmente, transformada pelo Evangelho, que é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Rm.1:16). 

- Infelizmente, há muitos que hoje estão sendo levados às águas batismais sem a mínima noção do que isto representa. Como afirmou o pastor Laerte Hernandes, supracitado, nada mais fazem que um “banho com vestes”. Não têm a mínima noção do que é pertencer ao corpo de Cristo, do que é ser salvo, sendo conduzidos como ovelhas para o matadouro, não no sentido bíblico da expressão (Rm.8:38), mas no sentido agropecuário mesmo: sem ter a mínima ideia de que serão causa de escândalo e de sacrilégio, pois estarão profanando uma ordenança de Jesus, praticando um ritual sem qualquer sentido ou valor, que tem o mesmo efeito diante de Deus dos sacrifícios meramente formais que o povo de Israel realizava na antiga aliança (Is.1:10-15). 

- Para alguém ser batizado nas águas precisa dar frutos dignos do arrependimento. Para alguém descer às águas é preciso que haja evidência de que se trata de uma pessoa que se converteu, que deixou as trevas e passou para o reino da luz, que está a andar na luz, que se tornou uma nova criatura. Para tanto, faz-se necessário que o batizando tenha sido acompanhado pelos membros da igreja local, que possam, efetivamente, dar testemunho de que ele pode ser batizado. Por isso a importância de o candidato ao batismo se dirigir à igreja local e fazer a sua profissão de fé, que não é uma simples apresentação à igreja local, nem a reprodução de palavras adredemente ensaiadas, mas um testemunho que possa demonstrar aos membros da igreja local que se está diante de uma pessoa que tem convicção de que Jesus é o seu único e suficiente Senhor e Salvador. 

- O batismo é imediato à conversão, mas conversão não é, como pensam muitos, o ato de levantar a mão diante de um apelo feito em um culto ou uma reunião de adoração ao Senhor. Este gesto é uma decisão por Cristo, que pode ter envolvido uma real salvação, mas que precisa ser evidenciada pela conversão, que um ato seguinte do processo da salvação, uma transformação. Isto somente será verificado ao longo de um determinado tempo, tempo que não se pode precisar quanto. Pode ser antes mesmo do fim da pregação, do apelo, como aconteceu na casa de Cornélio, como pode ser um ano inteiro, como parece ter acontecido em Antioquia e como se tem demonstração nos primeiros séculos da história da Igreja. 

- Esta falta de critério para o batismo nas águas tem sido um dos principais fatores para o fracasso espiritual de muitas igrejas locais. Como se batiza sem critério, fora do modelo bíblico, sem verificação da conversão das pessoas, ingressam no rol de membros pessoas que não são salvas, pessoas que nada têm de crentes que, quando muito, são religiosas, mas que jamais tiveram um encontro real com o Senhor Jesus. São, para usarmos aqui de feliz expressão do príncipe dos pregadores britânicos, Charles Haddon Spurgeon, verdadeiros “bodes” que estão no meio das “ovelhas” e que, não raras vezes, desvirtuam toda a igreja local. Por isso, como diz Spurgeon, muitos pastores estão hoje a entreter bodes em vez de apascentar ovelhas… 

- O discipulado do novo convertido é uma necessidade não só para aquele que aceitou a Cristo, mas para a própria igreja local que, desta maneira, tenta evitar a mistura com o mundo, com os falsos cristãos. Não nos esqueçamos de que um pouco de fermento leveda toda a massa (I Co.5:6; Gl.5:9) e que devemos evitar todo fermento, pois, como corpo de Cristo, temos de ser, como Ele, sem fermento, verdadeiros pães asmos de sinceridade neste mundo de hipocrisia e fingimento (I Co.5:7,8). 

- Também é em virtude disto que não se deve permitir que pessoas que ainda não tenham se submetido ao batismo nas águas participem das atividades da igreja local. As atividades da igreja são apenas para aqueles que já assumiram o compromisso com o Senhor, compromisso este representado pelo batismo, que é o ponto final do processo de integração a uma igreja local. É com muita tristeza que verificamos, na atualidade, que muitos têm sido incorporados a várias atividades da igreja local, logo depois que se decidiram por Cristo, sem mesmo saber o que é ser crente, sem demonstrar que estão transformados pelo Evangelho. O resultado é o que temos visto cada vez mais: a frieza espiritual e a perda total de relevância espiritual de muitas igrejas locais. 

- A integração na igreja local não é uma incorporação qualquer a um grupo social. Embora a igreja local seja um grupo social, deve dela tomar parte somente quem demonstrar que nasceu de novo, da água e do Espírito, ou seja, que tenha sido salvo por Jesus. É evidente que a igreja local deve ter departamentos e atividades dirigidos às crianças, adolescentes e jovens, quase sempre familiares de membros da igreja local, mas não podemos nos esquecer que tais departamentos e atividades devem ser, sobretudo, evangelizadores. É um evangelismo feito dentro das quatro paredes do templo. Entretanto, como Deus não tem neto, mas somente filhos, faz-se necessário, para que estes familiares sejam integrados na igreja local, que, assim como os que são alcançados pela evangelização “externa”, também sejam submetidos a um processo de verificação do novo nascimento nas suas vidas. Não se pode levar a batismo alguém única e exclusivamente porque “nasceu em berço evangélico”, mas alguém que, tendo tido a graça de ter nascido em um lar evangélico, encontrou-se com o Senhor Jesus e foi salvo por Ele, dando frutos dignos de arrependimento. 

- A “conversão em massa”, ou seja, a integração de pessoas à igreja local sem que se tomem os devidos cuidados para verificação de que se trata de novas criaturas, de pessoas salvas e regeneradas, não traz proveito algum à igreja local nem tampouco à causa do Evangelho. O processo de paganização da Igreja, que levou ao surgimento da Igreja Romana e das Igrejas Ortodoxas, do chamado “cristianismo apóstata”, está diretamente relacionado com as “conversões em massa” que passaram a ocorrer no Império Romano depois que Constantino fez cessar as perseguições aos cristãos e demonstrou simpatia pelo Cristianismo. A partir de então, muitos, querendo ser “simpáticos” ao poder político, passaram a se “tornar cristãos”, deixando-se batizar e os cristãos, até então perseguidos, inebriados por este crescimento quantitativo e numérico (que acabou por resultar, também, em poder político para os bispos e demais integrantes da cúpula hierárquica das igrejas locais…), caíram na armadilha do adversário e, em pouco tempo, não havia mais diferença alguma entre cristãos e pagãos, com o surgimento das práticas que apenas deram “roupagens cristãs” a crendices e rituais do antigo paganismo. 

- Os nossos dias não são diferentes. Muitas igrejas locais e denominações estão como que anestesiadas pelo “aumento do Evangelho”, que nada mais é que um crescimento numérico e quantitativo, acompanhado quase sempre de poderio econômico-financeiro e político, que tem feito muitos se esquecerem de verificar a real transformação das pessoas antes de integrá-las às igrejas locais pelo batismo. Muitos, a propósito, chegam a defender que a pessoa pode se batizar tantas vezes quantas achar necessário, como se o batismo nas águas fosse uma banalidade ou um mero banho que precise ser repetido diariamente. 

- Ser “evangélico” virou moda e muitos se submetem ao batismo nas águas para “provar” que se converteram e tais conversões apenas têm servido para escândalos e prejuízos ao Evangelho, e, não poucas vezes, servido para encher os bolsos de muitos. Outros, na competição desenfreada por cargos e posições nas burocracias eclesiásticas, têm procurado aumentar o número de batizandos em suas igrejas e, para tanto, recorrem a todos os subterfúgios possíveis, como o batismo de crianças e de adolescentes, que nem sequer se conscientizaram do que é o batismo e que é servir a Cristo (e, neste ponto, filhos de crentes são o alvo preferencial…), o batismo imediato de pessoas que se decidiram por Cristo, ainda que não tenham sequer se libertado de seus vícios ou de sua vã maneira de viver, o rebatismo de pessoas de outras denominações, sob as mais absurdas teses e justificativas doutrinárias e, pasmem todos, até mesmo o rebatismo de irmãos da própria denominação, sob a rubrica do “justo motivo”, tão somente para fazer número e apresentar em relatórios. A que ponto chegamos, como tem se aviltado uma ordenança de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! 

- Urge, portanto, que demos ao batismo nas águas o seu real valor, que o vejamos como o ato final de um processo de integração, como o testemunho público não só do batizando, mas da igreja local, que se está diante de uma ovelhinha de Jesus Cristo, de um ser transformado pelo Evangelho, de uma nova criatura, de alguém que anda na luz de Cristo, que está caminhando para o céu; Não nos preocupemos com os números, não busquemos nos enganar a nós mesmos, nem capitulemos à mentira e à hipocrisia, mas façamos do batismo nas águas um instante de realização e de alegria não só do batizando, mas de toda a igreja local, certos de que aquele que está a descer às águas é uma alma que foi arrebatada do poder do mal e que, com a colaboração de toda a igreja local, hoje, publicamente, pode dizer e comprovar que é alguém que está nas mãos do Senhor Jesus e que ninguém poderá arrebatar. No próximo batismo nas águas na sua igreja local, que responderá cada batizando, se lhe perguntarmos como os poeta sacros Eufrosine Kastberg e Emílio Conde: ‘Nasceste de novo, andas já com Deus? Pertences ao povo que vai para os céus? Tens a lei escrita em teu coração? Em ti já habita plena salvação?” (1ª estrofe do hino 447 da Harpa Cristã). 

- Com o batismo nas águas, tem-se o completar do trabalho junto ao novo convertido, pois agora, mediante a confissão pública que é visível a toda a sociedade e não só à igreja, tem o aparecimento da plantinha que havia germinado e que o mundo ainda não tinha visto que se tornara uma “nova criatura”. Tem-se, então, uma linda manifestação do reino de Deus para toda a humanidade, uma vida transformada, mudada, que agora, publicamente, se manifesta para que todos vejam que Jesus salva e transforma o homem. Temos deixado tal manifestação do reino de Deus se revelar entre nós? 

Caramuru Afonso Francisco 

Publicado no Portal EBD

Festas Juninas


Festas Juninas  
 

Existe no decorrer do ano, diversas datas que são definidas como feriado, seja, municipal, estadual ou nacional. Geralmente, um feriado sempre é bem vindo; para muitos sinônimo de folga no trabalho e diversão. Mas, há uma questão muito séria que encontra-se por trás de alguns destes feriados, são dias santos, por conseqüência consagrado há alguma entidade venerada por multidões; estes feriados é uma forma de devotar louvor ou veneração a  personagens declarados como santos (1Co 10.19,20).
É necessário portanto, que nós como corpo do Senhor Jesus, não venhamos  a compartilhar destas consagrações; evitando, estarmos juntos aos que se alegram com elas. Neste caso, especifico, muitas cidades têm como tradições patrocinar festividades denominadas como "Festas Juninas", que consistem em "forrós e outras tradições" comuns à data; o Espírito de Deus nos aconselha a não participarmos de tais tradições, nem mesmo, admirá-las. E, na condição de separados que somos, é sábio declararmos  diante das trevas que anulamos em nome de Jesus Cristo,  todo poder e autoridade constituída pelos homens às forças espirituais contra nossas vidas. O passo seguinte é procurarmos viver um dia, de muita vigilância e consagração ao Senhor (Mt 26.41), para que não sejamos atingidos pelo inimigo.

"Não se juntem com os descrentes para trabalharem com eles. Como é que o certo e o errado podem ser companheiros? Como podem viver juntas a luz e a escuridão? Como podem Cristo e o diabo estar de acordo? O que é que um cristão e um descrente têm em comum? Que relação pode haver entre o Templo de Deus e os ídolos pagãos? Pois nós somos o templo do Deus vivo."  ( 2Co 6:14-16)
Nos dias atuais a permissividade infelizmente é muito bem aceita pelas igrejas, as práticas comuns aos que andam sob os conselho da carne, são adaptadas e cristianizadas. Já é possível encontrar-se igrejas "evangélicas" montando "arraiais juninos", "quadrilhas" e outras manifestações comuns ao catolicismo. Cegos!

1- FESTAS JUNINAS

As Festas Juninas, são tradicionalmente homenagens a três santos católicos, são eles: Santo Antonio, São João, São Pedro e São Paulo . A seguir, veja como surgiu tais comemorações.
O calendário das festas católicas é marcado por diversas comemorações de dias de santos. As comemorações de cunho religioso foram apropriadas de tal forma pelo povo brasileiro que ele transformou o Carnaval - ritual de folia que marca o início da Quaresma, período que vai da quarta-feira de Cinzas ao domingo de Páscoa - em uma das maiores expressões festivas do Brasil no decorrer do século XX.
Do mesmo modo, as comemorações de São João (24 de junho) fazem parte de um ciclo festivo que passou a ser conhecido como festas juninas e homenageia, além desse, outros santos reverenciados em junho: Santo Antônio (dia 13) e São Pedro e São Paulo (dia 29).
Se pesquisarmos a origem dessas festividades, perceberemos que elas remontam a um tempo muito antigo, anterior ao surgimento da era cristã. De acordo com o livro O Ramo de Ouro, de sir James George Frazer, o mês de junho, tempo do solstício de verão (no dia 21 ou 22 de junho o Sol, ao meio-dia, atinge seu ponto mais alto no céu, esse é o dia mais longo e a noite mais curta do ano) no Hemisfério Norte, era a época do ano em que diversos povos - celtas, bretões, bascos, sardenhos, egípcios, persas, sírios, sumérios - faziam rituais de invocação de fertilidade para estimular o crescimento da vegetação, promover a fartura nas colheitas e trazer chuvas.
No Hemisfério Norte, as quatro estações do ano são demarcadas nitidamente; na região equatorial e nas tropicais do Hemisfério Sul, o movimento cíclico alterna o período de chuva e o de estiagem, mas ainda assim o ciclo vegetativo pode ser observado da mesma maneira - alteração na coloração e perda das folhas, seca e renascimento.
O que ocorre com a natureza é algo semelhante à saga de Tamuz e Adônis, que submergem do mundo subterrâneo e retornam todos os anos para viver com suas amadas Istar e Afrodite e com elas fertilizar a vida.
Com o cultivo da terra pelo homem, surgiram os rituais de invocação de fertilidade para ajudar o crescimento das plantas e proporcionar uma boa colheita.
Na Grécia, por exemplo, Adônis era considerado o espírito dos cereais. Entre os rituais mais expressivos que o homenageavam estão os jardins de Adônis: na primavera, durante oito dias, as mulheres plantavam em vasos ou cestos sementes de trigo, cevada, alface, funcho e vários tipos de flores. Com o calor do sol, as plantas cresciam rapidamente e, como não tinham raízes, murchavam ao final dos oito dias, quando então os pequenos jardins eram levados, juntamente com as imagens de Adônis morto, para ser lançados ao mar ou em outras águas.
Os rituais de fertilidade perduraram através dos tempos. Na era cristã, mesmo que fossem considerados pagãos, não era mais possível acabar com eles. Segundo Frazer, é por esse motivo que a Igreja Católica, em vez de condená-los, os adapta às comemorações do dia de São João, que teria nascido em 24 de junho, dia do solstício
Na Europa, os festejos do solstício de verão foram adaptados à cultura local, de modo que em Portugal foi incluída a festa de Santo Antônio de Lisboa ou de Pádua, em 13 de junho. E a tradição cristã completou o ciclo com os festejos de São Pedro e São Paulo, ambos apóstolos da maior importância, homenageados em 29 de junho.
Quando os portugueses iniciaram o empreendimento colonial no Brasil, a partir de 1500, as festas de São João eram ainda o centro das comemorações de junho. Alguns cronistas contam que os jesuítas acendiam fogueiras e tochas em junho, provocando grande atração sobre os indígenas.
Mesmo que no Brasil essa época marcasse o início do inverno, ela coincidia com a realização dos rituais mais importantes para os povos que aqui viviam, referentes às colheitas e à preparação dos novos plantios. O período que vai de junho a setembro é a época da seca em muitas regiões do Brasil, quando os rios estão baixos e o solo pronto para enfrentar o plantio, que segue a seqüência: derrubada da mata, queima das ramagens para limpar o terreno e adubá-lo com as cinzas e plantio. É a técnica da coivara, tão difundida entre os povos do continente americano.
Nessa época os roçados velhos, do ano anterior, ainda estão em pleno vigor, repletos de mandioca, cará, inhame, batata-doce, banana, abóbora, abacaxi, e a colheita de milho, feijão e amendoim ainda se encontra em período de consumo. Esse é um tempo bom para pescar e caçar. Uma série ritual, que dura todo o período, inclui um conjunto muito variado de festas que congregam as comunidades indígenas em danças, cantos, rezas e muita fartura de comida. Deve-se agradecer a abundância, reforçar os laços de parentesco (as festas são uma ótima ocasião para alianças matrimoniais), reverenciar as divindades aliadas e rezar forte para que os espíritos malignos não impeçam a fertilidade. O ato de atear fogo para limpar o mato, além de fertilizar o solo, serve principalmente para afastar esses espíritos malignos.
Houve, portanto, certa coincidência entre o propósito católico de atrair os índios ao convívio missionário catequético e as práticas rituais indígenas, simbolizadas pelas fogueiras de São João. Talvez seja por causa disso que os festejos juninos tenham tomado as proporções e a importância que adquiriram no calendário das festas brasileiras.
As relações familiares eram complementadas pela instituição do compadrio, que servia para integrar outras pessoas à família, estreitando assim os laços entre vizinhos e entre patrões e empregados. Até mesmo os escravos podiam ser apadrinhados pelos senhores de terra.
Havia duas formas principais de tornar-se compadre e comadre, padrinho e madrinha: uma era, e ainda é, através do batismo; a outra, através da fogueira. Nas festas de São João, os homens, principalmente, formavam duplas de compadres de fogueira: ficavam um de cada lado da fogueira e deveriam pular as brasas dando-se as mãos em sentido cruzado.
Os laços de compadrio eram muito importantes, pois os padrinhos podiam substituir os pais na ausência ou na morte destes, os compadres integravam grupos de cooperação no trabalho agrícola e os afilhados eram devedores de obrigações para com os padrinhos. A instituição beneficiava os patrões, que tinham um séquito de compadres e afilhados leais tanto nas relações de trabalho como nas campanhas políticas, quando se beneficiavam do voto de cabresto.
Hoje as festas juninas possuem cor local. De acordo com a região do país, variam os tipos de dança, indumentária e comida. A tônica é a fogueira, o foguetório, o milho, a pinga, o mastro e as rezas dos santos.
No Nordeste sertanejo, o São João é comemorado nos sítios, nas paróquias, nos arraiais, nas casas e nas cidades. A importância dessa festa pode ser avaliada pelo número de nordestinos e turistas que escolhem essa época do ano para sair de férias e participar dos festejos juninos.
Na Amazônia cabocla, a tradição de homenagear os santos possui um calendário que tem início em junho, com Santo Antônio, e termina em dezembro, com São Benedito. Cada comunidade homenageia seus santos preferidos e padroeiros, com destaque para os santos juninos. São festas de arraial que começam no décimo dia depois das novenas e nas quais estão presentes as fogueiras, o foguetório, o mastro, os banhos, muita comida e folia.
A tradição caipira, especialmente a do Sudeste do Brasil, caracteriza-se pelas festas realizadas em terreiros rurais, onde não faltam os elementos típicos dos três santos de junho. Mas elas também se espalharam pelas cidades e hoje as festas juninas acontecem, principalmente, em escolas, clubes e bairros. Como em outras partes do Brasil, o calendário das festas paulistas destaca os rodeios e as festas de peão boiadeiro como eventos ou espetáculos mais importantes, que se realizam de março a dezembro.
As festas juninas, com maior ou menor destaque, ainda são realizadas em todas as regiões do Brasil e representam uma das manifestações culturais brasileiras mais expressivas.

2- SANTOS JUNINOS

Os três Santos Principais: Sto Antonio, São João e São PedroHistória e Lendas Católica sobre estes santos.
Santo Antônio
Festejado no dia 13 de junho, Santo Antônio é um dos santos de maior devoção popular tanto no Brasil como em Portugal. Fernando de Bulhões nasceu em Lisboa em 15 de agosto de 1195 e faleceu em Pádua, na Itália, em 13 de junho de 1231. Recebeu o nome de Antônio ao passar, em 1220, da Ordem de Santo Agostinho para a Ordem de São Francisco e é conhecido como Santo Antônio de Lisboa ou Santo Antônio de Pádua.

Santo Antônio era admirado por seus dotes de ótimo orador, pois quando pregava a palavra de Deus ela era entendida até mesmo por estrangeiros. É por assim dizer o "santo dos milagres", como afirmou o padre Antônio Vieira em um sermão de 1663 realizado no Maranhão: "Se vos adoece o filho, Santo Antônio; se vos foge um escravo, Santo Antônio; se requereis o despacho, Santo Antônio; se aguardais a sentença, Santo Antônio; se perdeis a menor miudeza de vossa casa, Santo Antônio; e, talvez se quereis os bens alheios, Santo Antônio".

É o santo familiar e protetor dos varejistas em geral, por isso é comum encontrar sua figura em estabelecimentos comerciais. É também o padroeiro das povoações e dos soldados, pois enfrentou em vida aventuras guerreiras como soldado português.
Sua influência é marcante entre o povo brasileiro. Seus devotos, em geral, não têm em casa uma imagem grande do santo e preferem levar no bolso uma pequena para se proteger. É a ele que as moças ansiosas pedem um noivo. A prática de colocar o santo de cabeça para baixo no sereno, amarrada num esteio, ou de jogá-lo no fundo do poço até que o pedido seja atendido, por exemplo, é bastante comum entre os devotos.

Em homenagem a Santo Antônio, geralmente realizam-se duas espécies de rezas e festas: os responsos, quando ele é invocado para achar objetos perdidos, e a trezena, cerimônia que se prolonga com cânticos, foguetório e comes e bebes de 1 a 13 de junho de cada ano.
O relacionamento entre os devotos e os santos juninos, principalmente Santo Antônio e São João, é quase familiar: cheio de intimidades, chega a ser, por vezes, irreverente, debochado e quase obsceno. Esse caráter fica bastante evidente quando se entra em contato com as simpatias, sortes, adivinhas e acalantos feitos a esses santos.  Os objetos utilizados nas simpatias e adivinhações devem ser virgens, ou seja, estar sendo usados pela primeira vez, senão… nada de a simpatia funcionar!
Nos primeiros treze dias de junho, os devotos de Santo Antônio rezam as trezenas com o intuito de alcançar graças através da sua intervenção ou de agradecer um milagre que o santo tenha realizado.
São João

João Batista, primo de Jesus Cristo, nasceu no dia 24 de junho, alguns anos antes de seu primo Jesus Cristo, e morreu em 29 de agosto do ano 31 d.C., na Palestina. Foi degolado por ordem de Herodes Antipas a pedido de sua enteada Salomé, pois a pregação do filho de Santa Isabel e São Zacarias incomodava a moral da época. Antes mesmo de Jesus, João Batista já pregava publicamente às margens do Rio Jordão. Ele instituiu, pela prática de purificação através da imersão na água, o batismo, tendo inclusive batizado o próprio Cristo nas águas desse rio.

São João ocupa papel de destaque nas festas, pois, dentre os santos de junho, foi ele que deu ao mês o seu nome (mês de São João) e é em sua homenagem que se chamam "joaninas" as festas realizadas no decurso dos seus trinta dias. O dia 23 de junho, véspera do nascimento de São João e início dos festejos, é esperado com especial ansiedade. Segundo Frei Vicente do Salvador, um dos primeiros brasileiros a escrever a história de sua terra, já no ano de 1603 os índios acudiam a todos os festejos portugueses, em especial os de São João, por causa das fogueiras e capelas.

São João é muito querido por todos, sem distinção de sexo nem de idade. Moças, velhas, crianças e homens o fazem de oráculo nas adivinhações e festejam o seu dia com fogos de artifício, tiros e balões coloridos, além dos banhos coletivos de madrugada. Acende-se uma fogueira à porta de cada casa para lembrar a fogueira que Santa Isabel acendeu para avisar Nossa Senhora do nascimento do seu filho.

São João, segundo a tradição, adormece no seu dia, pois se estivesse acordado vendo as fogueiras que são acesas para homenageá-lo não resistiria: desceria à Terra e ela correria o risco de incendiar-se.

A Lenda do surgimento da fogueira:

Dizem que Santa Isabel era muito amiga de Nossa Senhora e, por isso, costumavam visitar-se. Uma tarde, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora e aproveitou para contar-lhe que dentro de algum tempo nasceria seu filho, que se chamaria João Batista.

Nossa Senhora então perguntou:Como poderei saber do nascimento dessa criança?Vou acender uma fogueira bem grande; assim você poderá vê-la de longe e saberá que João nasceu. Mandarei também erguer um mastro com uma boneca sobre ele.
Santa Isabel cumpriu a promessa. Certo dia Nossa Senhora viu ao longe uma fumaceira e depois umas chamas bem vermelhas. Foi à casa de Isabel e encontrou o menino João Batista, que mais tarde seria um dos santos mais importantes da religião católica. Isso se deu no dia 24 de junho.
A Lenda das bombas de São João:
Antes de São João nascer, seu pai, São Zacarias, andava muito triste por não ter filhos. Certa vez, um anjo de asas coloridas, envolto em uma luz misteriosa, apareceu à frente de Zacarias e anunciou que ele seria pai. A alegria de Zacarias foi tão grande que ele perdeu a voz desse momento em diante. No dia do nascimento do filho, perguntaram a Zacarias como a criança se chamaria. Fazendo um grande esforço, ele respondeu "João" e a partir daí recuperou a voz. Todos fizeram um barulhão enorme. Eram vivas para todos os lados.
Vem daí o costume de as bombinhas, tão apreciadas pelas crianças, fazerem parte dos festejos juninos.A festa de São João: Em festa de São João, na maioria das regiões brasileiras, não faltam fogos de artifício, fogueira, muita comida (o bolo de São João, principalmente nos bairros rurais, é essencial), bebida e danças típicas de cada localidade.
No Nordeste, por exemplo, essa festa é tão tradicional que no dia 23 de junho, depois do meio-dia, em algumas localidades ninguém mais trabalha. Enfeitam-se sítios, fazendas e ruas com bandeirolas coloridas para a grande festa da véspera de São João. Prepara-se a lenha para a grande fogueira, onde serão assados batata-doce, mandioca, cebola do reino e milho. Em torno dela sentam-se os familiares de sangue e de fogueira.
O formato da fogueira varia de lugar para lugar: pode ser quadrada, piramidal, empilhada… Quanto mais alta, maior é o prestígio de quem a armou. Os balões levam, segundo os devotos, os pedidos para o santo. Quando a fogueira começa a queimar, o mastro, que recebeu a bandeira do santo homenageado, já se encontra preparado. Ele é levantado enquanto se fazem preces, pedidos e simpatias.

Depois do levantamento do mastro, tem início a queima de fogos, soltam-se os busca-pés e as bombinhas. A arvorezinha, também chamada de mastro, que é plantada em frente às casas e, no lugar da festa, é plantada perto da fogueira, está enfeitada com laranja, milho verde, coco, presentes, garrafas, etc.

A cerimônia do banho varia de uma região para outra. No Mato Grosso, por exemplo, não são as pessoas que se banham nos rios, e sim a imagem do santo. Na Região Norte, principalmente em Belém e Manaus, o banho-de-cheiro faz parte das tradições juninas. A preparação do banho de São João inicia-se alguns dias antes da festa. Trevos, ervas e cipós são pisados, raízes e paus são ralados dentro de uma bacia ou cuia com água e depois guardados em garrafas até o momento do banho. Chegada a hora da cerimônia, os devotos lavam e esfregam o corpo com esses ingredientes. Acredita-se que o banho-de-cheiro tenha o poder mágico de trazer muita felicidade às pessoas que o praticam.

As danças regionais, o som de violas, rabecas e sanfonas, o banho do santo, o ato de pular a fogueira, a fartura de alimentos e bebidas - tudo isso transforma a festa de São João numa noite de encantamento que inspira amores e indica a sorte de seus participantes. No fim da festa, todos pisam as brasas da fogueira para demonstrar sua devoção.
São Pedro
São Pedro, o apóstolo e o pescador do lago de Genezareth, cativa seus devotos pela história pessoal. Homem de origem humilde, ele foi apóstolo de Cristo e depois encarregado de fundar a Igreja Católica, tendo sido seu primeiro papa.

Considerado o protetor das viúvas e dos pescadores, São Pedro é festejado no dia 29 de junho com a realização de grandes procissões marítimas em várias cidades do Brasil. Em terra, os fogos e o pau-de-sebo são as principais atrações de sua festa.

Depois de sua morte, São Pedro, segundo a tradição católica, foi nomeado chaveiro do céu. Assim, para entrar no céu, é necessário que São Pedro abra as portas. Também lhe é atribuída a responsabilidade de fazer chover. Quando começa a trovejar, e as crianças choram com medo, é costume acalmá-las dizendo: "É a barriga de São Pedro que está roncando" ou "ele está mudando os móveis de lugar".

No dia de São Pedro, todos os que receberam seu nome devem acender fogueiras na porta de suas casas. Além disso, se alguém amarrar uma fita no braço de alguém chamado Pedro, ele tem a obrigação de dar um presente ou pagar uma bebida àquele que o amarrou, em homenagem ao santo.
A festa de São Pedro: Em homenagem ao santo, acendem-se fogueiras, erguem-se mastros com sua bandeira e queimam-se fogos, porém não há na noite de 29 de junho a mesma empolgação presente na festa de São João.
Também se fazem procissões terrestres, organizadas pelas viúvas, e fluviais, pois, como vimos, São Pedro é o protetor dos pescadores e das viúvas. Em várias regiões do Brasil, a brincadeira mais comum na festa é a do pau-de-sebo.
Embora São Paulo também seja homenageado em 29 de junho, ele não é figura de destaque nas festividades desse mês.
3 - DANÇAS JUNINAS
Amados Pais, servos do Senhor:
É relativamente comum os colégios (empresas ou associações) exigirem que participemos ou que nossos filhos, participem das Festas Juninas que são programadas, em especial,  que sejam ativos participantes nas danças de quadrilha. À luz da Palavra do Senhor, é incompatível com nossos princípios de fé e condição de servos do Eterno.
Este relato sobre as Festas Juninas, não deixa a menor dúvida que ela é uma festa dedicada a santos Católicos e toda e qualquer participação do Povo de Deus, é uma desobediência aos Seus mandamentos.

"Não se juntem com os descrentes para trabalharem com eles. Como é que o certo e o errado podem ser companheiros? Como podem viver juntas a luz e a escuridão? Como podem Cristo e o diabo estar de acordo? O que é que um cristão e um descrente têm em comum? Que relação pode haver entre o Templo de Deus e os ídolos pagãos? Pois nós somos o templo do Deus vivo."( 2Co 6:14-16) 
Nos dias atuais a permissividade infelizmente é muito bem aceita pelas igrejas, as práticas comuns aos que andam sob os conselho da carne, são adaptadas e cristinianizadas. Já é possível encontrar-se igrejas "evangélicas" montando "arraiais juninos", "quadrilhas" e outras manifestações comuns ao catolicismo. Cegos!

Veja a descrição de algumas danças relacionadas às Festas Juninas:
Quadrilha

Também chamada de quadrilha caipira ou de quadrilha matuta, é muito comum nas festas juninas. Consta de diversas evoluções em pares e é aberta pelo noivo e pela noiva, pois a quadrilha representa o grande baile do casamento que hipoteticamente se realizou.

Esse tipo de dança (quadrille) surgiu em Paris no século XVIII, tendo como origem a contredanse française, que por sua vez é uma adaptação da country danse inglesa, segundo os estudos de Maria Amália Giffoni.
A quadrilha foi introduzida no Brasil durante a Regência e fez bastante sucesso nos salões brasileiros do século XIX, principalmente no Rio de Janeiro, sede da Corte. Depois desceu as escadarias do palácio e caiu no gosto do povo, que modificou suas evoluções básicas e introduziu outras, alterando inclusive a música.
A sanfona, o triângulo e a zabumba são os instrumentos musicais que em geral acompanham a quadrilha. Também são comuns a viola e o violão.
 O marcador, ou "marcante", da quadrilha desempenha papel fundamental, pois é ele que dá a voz de comando em francês não muito correto misturado com o português e dirige as evoluções da dança. Hoje, dança-se a quadrilha apenas nas festas juninas e em comemorações festivas no meio rural. A quadrilha é mais comum no Brasil sertanejo e caipira, mas também é dançada em outras regiões de maneira muito própria, caso de Belém do Pará, onde há mistura com outras danças regionais. Ali, há o comando do marcador e durante a evolução da quadrilha dança-se o carimbó, o xote, o siriá e o lundum, sempre com os trajes típicos.
Trajes usados na dança
No fim do século XIX as damas que dançavam a quadrilha usavam vestidos até os pés, sem muita roda, no estilo blusão, com gola alta, cintura marcada, mangas "presunto" (como são?) e botinas de salto abotoadas do lado. Os cavalheiros vestiam paletó até o joelho, com três botões, colete, calças estreitas, camisa de colarinho duro, gravata de laço e botinas.
Hoje em dia, na tradição rural brasileira, o vestuário típico das festas juninas não difere do de outras festas: homens e mulheres usam suas melhores roupas. Nos centros urbanos, há uma interpretação do vestuário caipira ou sertanejo baseada no hábito de confeccionar roupas femininas com tecido de chita florido e as masculinas com tecidos de algodão listrados e escuros. Assim, as roupas usadas para dançar a quadrilha variam conforme as características culturais de cada região do país.
Os trajes mais comuns são: para os cavalheiros, camisa de estampa xadrez, com imitação de remendos na calça e na camisa, chapéu de palha, talvez um lenço no pescoço e botas de cano; as damas geralmente usam vestidos com estampas florais, de cores fortes, com babados e rendas, mangas bufantes e laçarotes no cabelo ou chapéu de palha.

Fandango
Dançado em várias regiões do país em festividades católicas como o Natal e as festas juninas, o fandango tem sentidos diferentes de acordo com a localidade. No Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e até em São Paulo) o fandango é um baile com várias danças regionais: anu, candeeiro, caranguejo, chimarrita, chula, marrafa, pericó, quero-quero, cana-verde, marinheiro, polca etc. A coreografia não é improvisada e segue a tradição.
Bumba-meu-boi
Dança dramática presente em várias festividades, como o Natal e as festas juninas, o bumba-meu-boi tem características diferentes e recebe inclusive denominações distintas de acordo com a localidade em que é apresentado: no Piauí e no Maranhão, chama-se bumba-meu-boi; na Amazônia, boi-bumbá; em Santa Catarina, boi-de-mamão; no Recife, é o boi-calemba e no Estado do Rio de Janeiro, folguedo-do-boi.
O enredo da dança é o seguinte: uma mulher chamada Mãe Catirina, que está grávida, sente vontade de comer língua de boi. O marido, Pai Francisco, resolve atender ao desejo da mulher e mata o primeiro boi que encontra. Logo depois, o dono do boi, que era o patrão de Pai Francisco, aparece e fica muito zangado ao ver o animal morto. Para consertar a situação, surge um curandeiro, que consegue ressuscitar o boi. Nesse momento, todos se alegram e começam a brincar.
Os participantes do bumba-meu-boi dançam e tocam instrumentos enquanto as pessoas que assistem se divertem quando o boi ameaça correr atrás de alguém. O boi do espetáculo é feito de papelão ou madeira e recoberto por um pano colorido. Dentro da carcaça, alguém faz os movimentos do boi.
Lundu (lundum/londu/landu)
De origem africana, o lundu foi trazido para o Brasil pelos escravos vindos principalmente de Angola. Nessa dança, homens e mulheres, apesar de formar pares, dançam soltos.
A mulher dança no lugar e tenta seduzir com seus encantos o parceiro. A princípio ela demonstra certa indiferença, mas, no desenrolar da dança, passa a mostrar interesse pelo rapaz, que a seduz e a envolve. Nesse momento, os movimentos são mais rápidos e revelam a paixão que passa a existir entre os dançarinos. Logo o cavalheiro passa a provocar outra dama e o lundu recomeça com a mesma vivacidade.
O lundu é executado com o estalar dos dedos dos dançarinos, castanholas e sapateado, além do canto acompanhado por guitarras e violões. Em geral a música é executada como compasso binário, com certo predomínio de sons rebatidos.
Essa dança é típica das festas juninas nos estados do Norte (como parte da quadrilha tradicional e independente desta), Nordeste e Sudeste do Brasil

Cateretê
Dança rural do Sul do país, o cateretê foi introduzido pelos jesuítas nas comemorações em homenagem a Santa Cruz, São Gonçalo, Espírito Santo, São João e Nossa Senhora da Conceição. É uma dança bastante difundida nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais e também está presente nas festas católicas do Pará, Mato-Grosso e Amazonas.
Nas zonas litorâneas, geralmente é dançado com tamancos de madeira dura. No interior desses estados, os dançarinos dançam descalços ou usam esporas nos sapatos. Em algumas cidades o cateretê é conhecido como catira.
Em geral, o cateretê é dançado apenas por homens, porém em alguns estados, como Minas Gerais, as mulheres também participam da dança. Os dançarinos formam duas fileiras, com acompanhamento de viola, cantos, sapateado e palmas. Os saltos e a formação em círculo aparecem rapidamente. Os dançarinos não cantam, apenas batem os pés e as mãos e acompanham a evolução. As melodias são cantadas por dois violeiros, o mestre, que canta a primeira voz, e o contramestre, que faz a segunda.      
Elias R. de  Oliveira
Fonte de Pesquisa: www festajuninas com.br

terça-feira, 1 de maio de 2012


As 41 maiores mentiras da história universal
Muitos afirmam que Napoleão era baixinho, ou que foi o viajante Marco Polo quem trouxe a massa para o ocidente, ou ainda que Bruce Lee foi o rei do Karatê. Nananinanão... veja abaixo as 41 maiores mentiras da história universal.


  1. Bin Laden não foi o primeiro a atacar os EUA em seu próprio território. O "mérito" corresponde a Pancho Villa, que em 1916 cruzou Rio Grande e atacou a cidade de Columbis, Texas, onde matou sete pessoas. A invasão durou menos de dez horas.
  2. As três caravelas de Colombo na verdade eram duas. Pinta e Nina. Porque a terceira embarcação que participou da descoberta da América era uma nau, outro tipo de barco de maior tamanho. Chamava-se Maria Galante, mas Colombo a rebatizou de Santa Maria.
  3. As Bruxas de Salem não foram queimadas na fogueira. Mas que ninguém pense que foram indultadas. Na realidade foram enforcadas, que era a pena que as comunidades protestantes e calvinistas costumavam ditar para os casos de feitiçaria.
  4. Napoleão não era tão baixinho. De fato, media 1,68 cm., uma estatura aceitável para sua época, e inclusive superava por 4 cm o duque de Wellington, seu grande inimigo.
  5. Em Casablanca, Bogart nunca pronunciou a frase: "Toque outra vez, Sam". Em realidade, a frase exata é: "Toque Sam, toque 'As time goes by'". Para acabar de arruinar o mito, o ator que fazia o papel de Sam (Dooley Wilson) só cantava, já que não sabia tocar o piano. O acompanhamento foi incorporado em estúdio.
  6. Os vikings não usavam capacetes com chifres. Foi uma invenção do pintor sueco Gustav Malstrom nas ilustrações que realizou em 1820 para o poema épico Frithiof`s Saga. O propósito destes chifres irreais era retratar os ferozes guerreiros do Norte como seres quase demoníacos.
  7. A guerra dos cem anos, realmente durou 116, de 1337 a 1453, ano em que os reis de Inglaterra e França (os países em conflito) puseram fim às hostilidades.
  8. O estrangulador de Boston, Albert de Salvo, não estrangulava suas vítimas. Ao menos, não a todas. Unicamente assassinou desse modo à primeira; as outras doze matou a golpes ou punhaladas.
  9. George Washington não foi o primeiro presidente dos EUA. Ao iniciar a revolução americana em 1714, uma comissão de notáveis elegeu Peyton Randolph, de maneira improvisada, para esse cargo. Depois de sua demissão, oito pessoas atuaram como presidentes até 1789, ano em que por fim foi aprovada a constituição americana e que foram celebradas as primeiras eleições para o cargo, nas quais Washington foi finalmente eleito.
  10. Walt Disney não sabia desenhar e nunca desenhou nenhum de seus famosos personagens. Durante muitos anos foi dito que Mickey Mouse tinha sido criado por ele, mas atualmente sabemos que foi obra exclusiva do desenhista Ub Wickers que deixou Disney compartilhar a autoria para lhe devolver um favor.
  11. A revolução de outubro foi em novembro. Realmente (e segundo o atual calendário gregoriano), começou em 7 de Novembro, quando Lênin se sublevou em Petrogrado contra o governo de Kerensky. O que ocorre é que a Rússia era regida ainda pelo chamado calendário Juliano (obsoleto no resto do mundo ocidental desde o ano de 1582). Segundo o qual, a data correspondia ao 25 de outubro.
  12. Os Harlem Globetrotters não eram do Harlem senão de Chicago. Cidade na qual foi criada a equipe no ano 1926 com o nome de New Cork Globetrotters. Finalmente, em 1932 adotaram Harlem como denominação de origem.
  13. Sherlock Holmes nunca disse: "Elementar meu caro Watson". Nas novelas de Conan Doyle, o famoso detetive pronuncia a palavra "elementar", mas nunca acompanhada pela batologia. A frase, tal e como a conhecemos, foi escrita para o filme protagonizado por Basil Rathbone em 1939.
  14. A guilhotina não é um invento francês, e seu criador não foi o doutor Ignace Guillotin, que somente sugeriu a guilhotina como método oficial de execução. Os romanos já conheciam e usavam o método, e alguns historiadores acham que foi inventada pelo cônsul Titus Manlius, que paradoxalmente, acabou sendo executado por ela.
  15. Van Gogh não cortou a orelha; só um pedacinho do lóbulo esquerdo.
  16. A marcha das mulheres foi formada por homens. Precisamente, a subida do preço do pão provocou em 1789 uma sublevação popular em Paris. 6.000 mulheres armadas com facas e foices marcharam em sinal de protesto para o palácio de Versalhes, guiadas por Theroigne de Mericourt. Ainda que em realidade as mulheres não chegavam a uma centena, e o resto eram homens disfarçados com roupas femininas.
  17. A bastilha não tinha presos políticos. Para acabar com a Revolução Francesa, há que dizer que na mítica prisão parisiense não havia nenhum preso dissidente. Encontraram ali só sete presos, todos aristocratas (entre eles o marques de Sate), encarcerados pelos chamados "delitos de nome": não pagar dívidas, matar um rival num duelo...
  18. Bruce Lee não foi o rei do karatê. De fato, ele jamais praticou essa modalidade das artes marciais. O seu estilo de luta diferente era conhecido como Jun Fan Gung Fu. Quem lhe ensinou a base da técnica foi o Jeet Kune Do. E foi esta base que Bruce e seus seguidores ensinaram por mais de 30 anos.
  19. Joana D'Arc não era francesa. A verdade é que heroína nasceu em Bar, uma localidade do ducado de Lorena que naquele tempo era então independente.
  20. Circular pela direita nem sempre foi o normal. De fato, no império romano circulava-se pela esquerda, um costume que foi mantido em toda Europa até a Revolução Francesa. O novo regime instaurou a norma de fazê-lo pela direita, e Napoleão impôs a norma no resto de Europa, salvo na Inglaterra, Suécia e os países que não conseguiu conquistar.
  21. John Ford não era caolho. Passou a utilizar a venda sobre o olho direito ocasionalmente em 1934 para poder recuperar-se da operação de cataratas. A partir de então, acostumou a usar em público como excentricidade, ainda que costumava mudar de olho.
  22. Artur nunca foi rei. Na realidade, foi um general romano chamado Lucio Artorius Casto, nomeado prefeito para defender Berta dos bárbaros.
  23. As onze mil virgens nunca existiram. Numa lápide de uma igreja de Colônia está esculpida a lenda de onze mil donzelas assassinadas pelos hunos de Átila no ano 449. O número real é onze, as jovens martirizadas até a morte pelos bárbaros.
  24. Marco Polo não introduziu a massa na Europa. Foram os árabes, durante a invasão da Sicília no ano 669 (600 anos antes do nascimento do famoso viajante). O historiador muçulmano Al-Idri relatou que os árabes instalados na ilha comiam o itriyah, um tipo de talharim seco.
  25. O General Custer nunca disse: "Índio bom é índio morto". O verdadeiro autor de tal afirmação foi o general Philip O. Sheridan.
  26. Robin Hood não era um bandido generoso, nem roubava os ricos para dar aos pobres. Na verdade foi um homem chamado Robert Hood, que se revoltou contra o rei Ricardo II para não pagar impostos.
  27. Catarina II da Rússia não morreu tendo relações com um cavalo. A soberana faleceu de um infarto, mas a lenda surgiu a raiz da descoberta de sua coleção privada de peças eróticas, nas que não faltavam cenas de zoofilia.
  28. Os piratas não enterravam seus tesouros. Ou então faziam-no muito bem, por que nunca foi encontrado algum. O normal era gastarem as pilhagens nas tabernas, bordéis e casas de jogo da ilha da Tortuga.
  29. Adão e Eva nunca comeram uma maçã. Já sabemos que só é um mito, mas ainda assim, no Gênesis não se menciona de que fruto se tratava; unicamente lê-se: "... mas do fruto da Árvore que está no meio do jardim disse Deus: 'Não comereis dele'... " O mito da maçã provavelmente é devida aos pintores renascentistas.
  30. Marlon Brando não recusou o Oscar que ganhou pelo "O Poderoso Chefão" (1972). Mas mandou para receber o troféu em seu lugar uma falsa índia (era uma mexicana disfarçada), que fez um discurso a favor dos direitos dos indígenas.
  31. O cavalo branco de Santiago, ao final, não era tão branco. No teto da catedral de Compostela esta representada a imagem do santo no lombo de um exemplar de pele castanha com manchas negras.
  32. Não existem os cemitérios de elefantes. O aparecimento de um grande número de ossadas de paquidermes num mesmo lugar fez crer que existiam míticos locais nos quais os elefantes se dirigiam voluntariamente para morrer. O mistério foi explicado pelo biólogo Rupert Sheldrake, que explicou que o que realmente ocorria é que os exemplares idosos ou doentes de uma mesma manada passavam a viver próximos dos mananciais de água e morriam ali.
  33. Se Maomé não vai a montanha, a montanha vai a Maomé. Este provérbio não pertence a nenhum texto sagrado islâmico. Faz parte de uma parábola inventada pelo filósofo britânico Francis Bacon.
  34. Escalpelar não era costume natural dos peles vermelhas. Eles copiaram o costume dos franceses, que exigiam de seus mercenários apresentar o couro cabeludo da cada índio morto para poder cobrar a recompensa.
  35. Os reis magos não eram três. O Evangelho segundo São Mateus só menciona a visita de alguns magos do Oriente, mas não especifica seu número, e nem sequer diz que eram reis.
  36. - "E no entanto, move-se". Não existe nenhuma prova que demonstre que Galileu tenha realmente murmurado essa frase ao se ver obrigado a abjurar de suas teorias científicas em 1633, depois de ser julgado pela Inquisição. Atualmente, os historiadores acreditam que foi inventada pelo escritor e editor Giusepe Baretti num fantasioso livro intitulado Biblioteca Italiana (1757).
  37. Os imperadores romanos não levantavam nem baixavam o polegar para decretar a morte ou o indulto de um gladiador. Mostrar o punho fechado era sinal de clemência: mas se mostrava o polegar para um lado (pedir carona), estava ordenando a execução do perdedor.
  38. Al Capone odiava espaguete e, por extensão, quase todas as variedades da massa italiana. Foi o que contou em sua biografia o ator George raft, especializado em papéis de gangsteres e a quem Capone (grande admirador seu) convidou uma certa vez para jantar. Surpreendeu-se com um menu de farta comida chinesa.
  39. O Motim do Bounty não foi uma revolta contra a tirania do capitão Blight. O motivo foi menos nobre: o oficial Fletche Christian, de origem aristocrática, inimizou a tripulação contra o capitão porque não suportava mais que ele reclamasse constantemente um dinheiro que lhe tinha prestado.
  40. Julio César não nasceu numa cesariana. Os historiadores acham que não foi assim, porque sua mãe morreu quando ele já tinha completado 30 anos, numa época em que as mulheres não costumavam sobreviver a esta operação. O que é verdadeiro é que dita intervenção deve seu nome a uma lei promulgada por César para que os bebês fossem extraídos dos ventres de suas mães se estas faleciam a partir do sétimo mês de gestação.
  41. As orgias de Tibério são um mito. Suetonio relata que o imperador fixou sua residência em Capri para fugir da corrupção da nobreza romana.                                                                                 
  42. Leia mais em: As 41 maiores mentiras da história universal - Metamorfose Digital http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=2923#ixzz1tce0aPtL

domingo, 1 de abril de 2012

ABUSO ESPIRITUAL - O Problema dos Pastores Profissionais - Parte 1
Publicado em 3/9/2007
Alexandros Meimaridis - petrakis_adm@yahoo.com.br 

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