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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009



Bíblias Falsificadas
Tipo: Estudos bíblicos / Autor: Autores Diversos
Atenção: Estudo de suma importância para pesquisadores e estudiosos em geral das Sagradas Escrituras. A versão Corigida Fiel poderá ser encontrada no seguinte endereço: http://www2.uol.com.br/bibliaworld/biblia/index.htm
Pr Airton Costa.

EXPONDO OS ERROS DA NVI
(Também nas Almeida Revisada, Almeida Atualizada, Viva, Linguagem de Hoje)
Folheto esclarecedor
Pr. José Ivan Barbosa

A Bíblia é a Palavra de Deus, inspirada, inerrante e infalível. Ela é a base de toda a nossa fé e prática, (II Tm 3.16). Por isso o diabo tem investido na tentativa de danificá-la. Todo esforço tem sido feito para corroer a fé na inspiração, infalibilidade, divindade de Cristo e sua autoridade. Se olharmos a história veremos tentativas até de extirpar a Palavra de Deus. Não podendo destruí-la, o diabo tem investido na tentativa de enfraquecer doutrinas cardeais através das diversas versões, tendo como base fontes não fidedignas. Cabem algumas perguntas: por que tantas versões? Qual a origem das novas versões? Por que a Revista e Atualizada traz textos em colchetes? Por que a NVI suprime versículos inteiros?

Quando se procura a respeito da origem das novas traduções, descobre-se que são grandemente baseadas na edição de textos gregos feita em 1881 por Wescott e Hort. Estes tomaram como base um grupo de manuscritos existentes, que representam uma pequena percentagem dos cerca de 4255 manuscritos existentes. Tal pequeno grupo de manuscritos havia sido rejeitado pela maioria dos crentes através dos séculos, porque não consideravam dignos de confiança. A edição de Wescott e Hort, tornou-se predominante nos modernos meios teológicos trazendo grande prejuízo para as igrejas fiéis. Ela geralmente é chamada de "Texto Crítico" (T.C) ou (W.H).

Antes do surgimento do T.C., as traduções tinham como base o "Textus Receptus". Em inglês, a versão Rei Tiago e em Português a Corrigida. (Sendo que em 1994 foi lançada a Corrigida Fiel, da Sociedade Bíblica Trinitariana, que é mais fiel aos originais). O T.R. foi organizado por Erasmo em 1516, representando a maioria esmagadora dos manuscritos, sendo usado pelas igrejas Batistas, evangélicas fiéis a Deus.

Nosso propósito é mostrar que as versões que tem por base o T.C. procuram enfraquecer diversas doutrinas como: Divindade de Cristo, Expiação de Cristo, Morte Vicária, etc. Temos como exemplo os diversos textos em colchetes na versão Atualizada, significando que pode ou não ser inspirado por Deus, (Jo 7.53-8.11). Isto é um acinte à Doutrina da Preservação, (Sl 119.89,152,160; Is 40.8; Mt 24.35; I Pe 1.23-25; Ap 22.18,19). Agora em 1999, (na verdade será em março/2001 pela Editora VIDA) será lançada em nosso país a NVI, (Nova Versão Internacional). Veja o que está no prefacio da New Internacional Version, na página viii, diz: "O texto em grego usado na tradução foi um texto eclético... Onde os textos existentes diferem, os tradutores escolheram uma entre as leituras, de acordo com os princípios de crítica textual. Notas de rodapé chamam atenção para aqueles locais onde há incerteza sobre em que consistia o texto original". Isto é um ataque frontal a doutrina da preservação. Além disso, como fundamentalistas não podemos aceitar versões e/ou traduções que seguem a filosofia de equivalência dinâmica. (viola o sentido original do texto). Vejam e pasmem com o que está escrito na contra capa do N.T.NVI, em português que foi lançado em nosso país em 1994. "Em 1991 deparai-me a primeira vez com a NVI, logo verifiquei tratar-se de uma versão altamente precisa..., tendo por princípio na sua tradução, a equivalência dinâmica, considero a mais fiel... ". Isto é uma diatribe contra a Palavra de Deus.

Vejamos os ataques dessas versões:

Ataques à DIVINDADE DE CRISTO:

(Choque-se comparando a NVI ante a Fiel também em Mc 9.24; Lc 23.42; At 8.37; I Co 15.47; Ap 1.11).

Ademais, TC e NVI extirpam centenas dos títulos divinos: Senhor, Jesus, Cristo, Jesus Cristo, Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, etc.!)

 João 3.13 "Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, QUE ESTÁ NO CÉU". TC e NVI, sacam do texto que Cristo "está no céu". Assim anulam aqui (mesmo que não em toda a Bíblia), que Cristo é onipresente, é Deus! "Ninguém jamais subiu ao céu a não ser aquele que veio do céu: o Filho do homem".

 Atos 9.5,6 "E ele disse: Quem és Senhor? E disse O SENHOR: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. DURO É PARA TI RECALCITRAR CONTRA OS AGUILHÕES. (6) E ELE, TREMENDO E ATÔNITO, DISSE: SENHOR, QUE QUERES QUE EU FAÇA? E DISSE-LHE O SENHOR: Levanta-te, e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer". TC e NVI omitem aqui que Cristo é "o Senhor", é Deus, devemo-lhe imediata e total obediência!. "Saulo perguntou: Quem és tu, Senhor? Ele respondeu: Eu sou Jesus a quem você persegue, (6). Levante-se, entre na cidade; alguém lhe dirá o que deve fazer".

 Romanos 14.10,12 "Mas tu por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de CRISTO, (12). De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus". TC e NVI, no v. 10, adulteram "Cristo" para "Deus". Ora, como o juiz do v.10 é o do v.12, TC e NVI aqui anulam uma fortíssima prova da divindade de Cristo, e que é a Ele que os crentes darão conta (para fins de galardoamento). "Portanto, você, por que julga seu irmão? Ou por que despreza seu irmão? Pois todos compareceremos diante do tribunal de DEUS, (12). Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus".

 I Timóteo 3.16 "E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: DEUS se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória". TC e NVI (em nota de rodapé) põem em dúvida "Deus", trocando-o por "Aquele que", portanto destruindo aqui uma das maiores provas da divindade de Cristo!. "Não há dúvida de que é grande o mistério da piedade: Deus foi manifestado em corpo, justificado no Espírito, visto pelos anjos, pregado ente as nações, crido no mundo, recebido na glória". Note que a NVI (N.T. em português), já trocou "Deus" por "Aquele que", no corpo do texto!...

 I João 4.3 "E todo o espírito que não confessa que Jesus CRISTO VEIO EM CARNE não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo". TC e NVI aqui agradam as falsas religiões, pois anulam que Cristo veio em carne, extirpam que Jesus Cristo, mesmo sendo 100% Deus, encarnou literalmente, teve e sempre terá corpo literal e será 100% homem!. "Mas todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus. Este é o espírito do anticristo, acerca do qual vocês ouviram que está vindo, e agora já está no mundo".

Ataques à EXPIAÇÃO POR CRISTO (e só pelo seu sangue)

O rodapé da NVI, em vã tentativa de conquistar/aplicar aqueles que não conhecem a crítica textual, diz que somente alguns poucos ou pouquíssimos manuscritos acrescentam/adulteram as palavras para as do Texto Recebido. É nos óbvio que fora do Texto Recebido, a Palavra de Deus foi sacada e adulterada.

Dizemos que a negação/enfraquecimento desta importante doutrina ocorre AQUI, não que ocorre em toda a NVI.

 Colossensses 1.14 “Em quem temos a redenção PELO SEU SANGUE, a saber, a remissão dos pecados”. TC e NVI tiram aqui que foi pelo derramamento do sangue de Cristo que nossos pecados foram expiados. Deus foi propiciado, nossa salvação foi comprada! “Em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados”. Nunca esqueçamos Hb 9.22 “E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão de pecados”.

Ataques à MORTE VICÁRIA DE CRISTO (em nosso lugar)

 I Coríntios 5.7 “Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado POR NÓS”. TC e NVI tiram aqui que Cristo morreu “por nós”, recebendo em nosso lugar o castigo que merecemos, (Is 53.5). “Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova sem fermento, como realmente são. Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado”.

 I Pedro 4.1 “Ora, pois, já que Cristo padeceu POR NÓS na carne, armai-vos também vós com este pensamento, que aquele que padeceu na carne já cessou do pecado”. Novamente, é pisado e tirado aqui que Cristo morreu “por nós”, recebendo em nosso lugar o castigo que merecemos, (Is 53.5). “Portanto, uma vez que Cristo sofreu corporalmente, armem-se também do mesmo pensamento, pois aquele que sofreu em seu corpo rompeu com o pecado”.

Ataques à DOUTRINA DA TRINDADE

 I João 5.7,8 “Porque três são os que testificam NO CEU: O PAI, A PALAVRA, E O ESPÍRITO SANTO. E ESTES TRES SÃO UM. E TRES SÃO OS QUE TESTIFICAM NA TERRA: O Espírito, e a água e o sangue; e estes três concordam num”. TC e TVI arrancam aqui a mais explícita e uma das mais fortes provas da Doutrina da Trindade “Há três que dão testemunho: (8) o Espírito, a água e o sangue; e os três são unânimes”. Será que isto não equivale a Bíblia das testemunhas de Jeová? “Porque são três os...”

Há um excelente livro exclusivamente em defesa destes 2 versos: The History of the Debate Over I John 5.7,8, Michael Maynard, Comma Publications, 444 pags., 1995. O rodapé da NVI tem duas grandes inverdades

Ataques à INSPIRAÇÃO DA BÍBLIA

 Lucas 4.4 “E Jesus lhe respondeu dizendo: Está escrito que nem só de pão viverá o homem, MAS DE TODA A PALAVRA DE DEUS”. TC e NVI extirpam aqui que viveremos de cada uma de todas as palavras da Bíblia e que todas e cada uma delas são inspiradas por Deus”. “Jesus respondeu: está escrito: nem só de pão viverá o homem”.

Ataques à DOUTRINA DA SALVAÇÃO

(Choque-se comparando a NVI ante a Fiel também em Mt 9.13; 18.11).

 Mateus 20.16 “Assim os derradeiros serão os primeiros, e os primeiros derradeiros: PORQUE MUITOS SÃO CHAMADOS, MAS POUCOS ESCOLHIDOS”. TC e NVI aqui tiram palavras de modo a gravemente enfraquecer a Doutrina da Salvação (mais especificamente, do chamamento e da eleição). “Assim, os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos”.

 Marcos 2.17 “E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores AO ARREPENDIMENTO”. TC e NVI omitem aqui a indispensabilidade de verdadeiro arrependimento, para salvação. “Ouvindo isso, Jesus lhes disse: Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim para chamar justos, mas pecadores”.

 João 3.15 “Para que todo aquele que nele crê NÃO PEREÇA, mas tenha a vida eterna”. TC e NVI extraem aqui que quem não crer perecerá (sofrerá eternamente no lago de fogo, esta é a morte eterna). “Para que todo o que nele crê tenha a vida eterna”.

 João 6.47 “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê EM MIM, tem a vida eterna”. TC e NVI suprimem aqui ËM MIM” , favorecendo o universalismo, que basta crer em algo ou alguém, seja o que ou quem for, não indispensavelmente em Cristo. “asseguro-lhes que aquele que crê tem a vida eterna”.

 Atos 8.37 “E DISSE FILIPE: É LÍCITO, SE CRÊS DE TODO O CORAÇÃO. E, RESPONDENDO ELE, DISSE: CREIO QUE JESUS CRISTO É O FILHO DE DEUS”. TC e NVI tiram aqui todo o verso, anulando que batismo vem depois da salvação e esta decorre de crer em Cristo e em tudo que Ele disse de Si, inclusive Sua divindade.

 Atos 9.5,6 “E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. DURO É PARA TI RECALCITRAR CONTRA OS AGUILHÕES. E ELE, TREMENDO E ATÔNITO, DISSE: SENHOR, QUE QUERES QUE EU FAÇA? E DISSE-LHE O SENHOR: Levanta-te, e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer". TC e NVI arrancam aqui o que pusemos em maiúsculas, anulando que salvação vem da aceitação de Cristo como Senhor, (a quem aceitamos como controlador absoluto) e como Deus!. "Saulo perguntou: Quem és tu, Senhor? Ele respondeu: Eu sou Jesus a quem você persegue, (6). Levante-se, entre na cidade; alguém lhe dirá o que deve fazer". (Vi um amado missionário, que usou a boa King James Bible para preparar parte do seu sermão baseada sobre o texto extirpado, confundir-se todo ao pregar por uma Bíblia – TC brasileira! Inconsistência!
 Romanos 8.1 “Portanto, agora nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus. QUE NÃO ANDAM SEGUNDO A CARNE, MAS SEGUNDO O ESPÍRITO”. TC e NVI destroem aqui o que pusemos em maiúsculas, anulando aqui, que há sim, condenação (não quanto à salvação, mas sim quanto à comunhão, correção, galardão, ser usado por Deus) para o salvo que andar segundo a carne, (At 5.1-10; I Co 3.12,15; 5.9,10; Gl 5.16-18; I Jo 3.20,21; 5.16). “Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus”.

 I Pedro 2.2 “Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, PARA QUE POR ELE VADES CRESCENDO”. TC e NVI anulam o que pusemos em maiúsculas, favorecendo aqui o ensino herético que a salvação vem por um processo gradual de crescimento. “Como crianças recém-nascidas, desejem intensamente o leite espiritual puro, PARA QUE POR MEIO DELE cresçam PARA A SALVAÇÃO”.

 II Pedro 2.17: “Estes são fontes sem água, nuvens levadas pela força do vento para os quais a escuridão das trevas ETERNAMENTE se reserva”. TC e NVI “Estes homens são fontes sem água e névoas impelidas pela tempestade a escuridão das trevas lhes está reservada”.

Ataques à importância do JEJUM BÍBLICO
(Choque-se comparando a NVI ante a Fiel também em At 10.30,31; I Co 7.5).

 Mateus 17.21 “mas esta casta de DEMONIOS não se expulsa senão pela oração e pelo jejum”. TC e NVI (em nota de rodapé) põem séria dúvida sobre todo o verso, enfraquecendo aqui a necessidade da arma da oração, o jejum. Quem teria interesse nisto, senão o nosso inimigo? (ver Ef 6.12).

 Marcos 9.29 “E disse-lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração E JEJUM”. TC e NVI (em nota de rodapé) põem em dúvida “e jejum”, enfraquecendo aqui, que piedoso jejuar é indispensável contra certos demônios.

GRAVÍSSIMAS CONTRADIÇÕES
(TC e NVI se contradizem a si próprio)

 Mateus 27.34 “Deram-lhe beber VINAGRE misturado com fel; mas ele, provando-o, não quis beber”. TC e NVI adulteram “vinagre” para “vinho”, contradizendo frontalmente Sl 69.21. “Ali lhe deram para beber VINHO misturado com fel, mas, depois de prová-lo, recusou-se a beber”.

 Marcos 1.2,3 “Como está escrito NOS PROFETAS: Eis que eu envio o meu anjo ante a tua face o qual preparará o teu caminho diante de ti (3) voz do que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas”. TC e NVI adulteram “nos profetas” para “no profeta Isaias”, criando grave contradição ao citarem de Ml 3.1 (além de Is 40.3). “Conforme está escrito no profeta ISAIAS: Enviarei à tua frente o meu mensageiro; ele preparará o teu caminho”. (2) “Voz do que clama no deserto: preparem o caminho para o Senhor, endireitem as veredas para ele”.

 II Tessalonicenses 2.8: “E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor DESFARÁ pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda”. TC e NVI adulteram “desfará” para “matará”, contradizendo frontalmente, Ap 19.20 (“lançados vivos...”) “Então será revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus MATARÁ com o sopro de sua boca e destruirá, pela manifestação de sua vinda”.

Contraste a NVI ante a Fiel também em Mt 5.22 (Jesus irou-se em Mc 3.5, mas com motivo). Lc 4.44 contra Mt 4.23 + Mc 1.39; Mt 19.17 contra Mc 10.18 + Lc 18.9; Mt 10.10 contra Mc 6.8.
OUTROS ERROS

 Mateus 1.25 “E não a conheceu até que deu à luz seu filho, O PRIMOGENITO; e lhe pôs nome Jesus”. TC e NVI agradam o romanismo, extirpando aqui que Jesus foi o primeiro entre os vários filhos de Maria. “Mas não teve relações com ela enquanto ela não deu à luz um filho. E ele lhe pôs o nome de Jesus”.

 I Coríntios 6.20 “Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, E NO VOSSO ESPÍRITO, OS QUAIS PERTENCEM A DEUS”. TC e NVI exterminam aqui algumas das relações de Deus mais preciosas e confortadoras às nossas almas. “Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o corpo de vocês”.

 I Timóteo 6.5 Contendas de homens corruptos de entendimento e privados da verdade, cuidando que a piedade seja por causa de ganho; APARTA-TE DOS TAIS”. TC e NVI omitem aqui que temos ordem de nos SEPARAR de todos que ensinam qualquer coisa que conflite com a Palavra de Deus. Qual texto favorece o Diabo e o erro? “e atritos constantes entre homens de mente corrompida, privados da verdade, os quais pensam que a piedade é fonte de lucro”.

 Apocalipse 11.17 “Dizendo: Graças te damos, Senhor Deus Todo-Poderoso, que és e que eras, E QUE HAS DE VIR, que tomaste o teu grande poder e reinaste”. TC e NVI extraem aqui a segunda vinda de Cristo! “Dizendo: Graças te damos, Senhor Deus Todo-Poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e começaste a reinar”.

OUTRAS AMPUTAÇÕES

Somente quanto a outros versos inteiros: TC e NVI, em notas de rodapé, põem sérias dúvidas (o que, em termos práticos, é idêntico a vilipendiar da Bíblia!) sobre Mc 16.9 e Jo 7.53-8.11 (24 versos); Mt 12.47; 16.3; 17.21; 18.11; 21.44; 23.14; Mc 7.16; Lc 22.43,44; 23.44. Põem tão mais sérias dúvidas que já chegaram a realmente extirpar do texto principal e difamar dentro de rodapés, Mc 9.44,46 (repetições de Is 66.24); 11.26; Lc 17.36; 23.17; Jo 5.4; At 8.37; 15.34; 24.7; 28.29; Rm 16.24.

Ao todo, TC e NVI omitem (ou gravemente questionam, o que dá no mesmo) 55 versos completos, mais 147 versos quase completos.

Lembremos que o TC, base da NVI, tem mais de 6000 palavras omitidas, 2000 adicionadas e 2000 adulteradas, totalizando mais de 10.000 perversões das cerca de 140.000 santas palavras do Novo Testamento em grego.

CONCLUSÃO

Ah, irmãos, tremamos ante Ap 22.18,19; Pv 30.6 e Dt 4.2 (não adicionar/subtrair) II Co 2.17 (não corromper), e Rm 1.25 (não transformar a Bíblia em mentira.
A intenção daqueles que fizeram este folheto, não é causar brigas e divisões no meio do povo de Deus. O nosso alvo é despertar pastores, líderes e membros das igrejas, para se aprofundarem mais no assunto de crítica textual, assunto este, que por sinal tem sido ensinado com pouca profundidade em nossos seminários. Não estamos causando um problema nem inventando modismo. Devemos admitir que versões baseadas no TC não deviam ter entrado no meio fundamentalista. Posso afirmar que, divisores, polarizadores e causadores de contendas são aqueles que no passado sutilmente infiltraram essas novas versões. E o nosso povo foi se acostumando gradativamente. Há pessoas sinceras que no passado repudiaram essas versões, mas com o passar do tempo foram aceitando. Amados, é hora reestudarmos este assunto. Não podemos ficar inertes diante de tamanho vilipendio contra a Santa Palavra de Deus.

Queremos deixar claro não somos King James only, nem Trinitariana only, (só a tradução do Rei Tiago, só a tradução Corrigida Trinitariana). O que estamos defendendo não são as traduções, mas sim os que foram usados para essas versões. Cremos que pelas evidencias já apresentadas, e por muitas outras, que Deus preservou sua Palavra através do Texto Receptus.

Contatos: Pr. Emílio Viana: emidio.Viana@digi.com.br, ou http://www.cgnet.com.br/~lpires/ ou http://www.geocities.com/athens/olympus/153 ou para razões técnicas: Pr. Alberto Johnson, (Cx Postal ,1, Barbalha-CE, CEP 63180-000)

Amado e ilustre Reverendo,
Para sua apreciação, análise e parecer,

Bíblias Falsificadas?


Pr. José Ivan Barbosa
                                    

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O ungido Senhor!!!


Os limites da autoridade espiritual

O Ungido do Senhor

*José Gonçalves



“Não toqueis nos meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas ( Sl.105:15).




Assassinos de profetas

Ouvi certa vez um jovem pregador falar em um grande Congresso de Missões. Possuidor de uma grande eloqüência e uma retórica refinada, ele discorria sobre um tema relacionado à autoridade espiritual. A certa altura de sua pregação, já com seu sermão bastante inflamado, ele disse: “Há muitos assassinos de profetas neste país”. Nas suas palavras os pregadores envolvidos em ministérios como os de cura e libertação estavam sendo sacrificados pelos “assassinos de profetas”. Ficou subtendido na sua fala, que ele fazia referência aos apologistas cristãos que questionaram os ensinos de outros grandes pregadores.
Ainda segundo aquele jovem Ministro esta teria sido a causa de um famoso pregador norte americano não ter vindo mais pregar no Brasil. De acordo com ele, quando fora indagado por que não viera mais ao Brasil, aquele pregador teria respondido: “a igreja brasileira fechou as portas para mim”. O jovem evangelista deixou claro em seu sermão, que Deus julgaria os “assassinos dos profetas”. Em outras palavras, os que se levantassem contra a autoridade espiritual dos ungidos do Senhor não ficariam impunes.
Tive a oportunidade de ouvir aquele pregador outras vezes, e mais uma vez a unção de Deus estava sobre ele. Era visível que ele pregava com autoridade. Todavia pude constatar que ele ainda não conseguira esconder o seu desconforto com os apologistas (leia-se assassinos de profetas) que criticavam ministério como o dele e o de outros. Este fato levou-me à pergunta: a autoridade espiritual nos coloca acima do bem e do mal? Os Ministros do Evangelho estão acima da crítica? Dizendo isto de outra forma: o ungido do Senhor pode dizer o que quiser sem se sujeitar a qualquer julgamento? Ou ainda: temos o direito de invocar maldições sobre os nossos oponentes?

Mapeando a crise de autoridade eclesiástica

A autoridade espiritual é uma doutrina muito clara nas páginas da Bíblia. Mas ultimamente ela vem sendo mal interpretada. Alguns fatores a meu ver têm contribuído para isso. Vamos elencar dois deles:

1. O Humanismo e o iluminismo

Até o surgimento do humanismo (1300 d. C), movimento que tinham no homem o seu principal centro, os dogmas da fé cristã eram pouco questionados. O humanismo veio incentivar o livre pensamento, e com isso o questionamento das verdades reveladas. A autoridade eclesiástica recebeu duras críticas. Outro movimento, denominado de iluminismo (1600 d.C), corrente filosófica que pôs a razão (raciocínio) como foco da existência humana, veio aumentar mais ainda a distancia entre ciência e fé. Foi nesse contexto que surgiu pensadores como René Descartes, Immanuel Kant, Friedrich Nietzsch e mais recentemente Jean – Paul Sartre. Todos estes pensadores fizeram parte de um contexto onde as verdades reveladas foram postas em xeque. Nietzsch, por exemplo, acusou os clérigos de domesticar os seus fiéis, impondo-lhes uma conduta moral, a qual ele denominava de “moral de escravos” com o fim de dominá-los.
Não há dúvida que somos uma geração herdeira de uma autoridade contestada. Nunca na história do cristianismo ocidental o Ministro do Evangelho esteve tanto em baixa. A mídia o ridiculariza, as autoridades constituídas o desconsidera e muitos crentes não aceitam a submissão. É bom lembrar que a autoridade espiritual do Ministro do Evangelho é uma doutrina bíblica e ele tem o direito de exercê-la (1 Tm 4:13), e os crentes tem o dever de se submeter a ela (Hb 13:17). Este é um fato incontestável. Mas por outro lado alguns tem ido a extremos no exercício da autoridade espiritual, provocando uma reação negativa por parte dos apologistas aos abusos gerados por conta do mau exercício dessa autoridade.

2. Abuso de autoridade

A rejeição à autoridade espiritual de alguns ministros do evangelho tem na sua gênese basicamente dois fatores:
a) O relativismo moral do Ministro - que tem aberto a porta às contestações tanto vindas de fora da igreja como de dentro dela. Os escândalos (sexuais, financeiros, etc), e os maus testemunhos tem sido os grandes fomentadores da crise de autoridade que ora passamos. Um ministro sem integridade moral não pode reivindicar autoridade espiritual.
b) Desvios doutrinários – este é outro fator preocupante, quase todos os grandes pregadores que conheci ou tive contato de alguma forma, estiveram sob acusação de quebrarem a ortodoxia cristã. Em palavras mais simples, quase todos os pregadores de renome estão sob a acusação de algum desvio doutrinário. Alguns têm sido acusados de promoverem a adoração Angélica, outros são acusados de humanizar Deus e divinizar o homem, enquanto outros são acusados de grosseiras heresias. É justamente neste ponto que a autoridade espiritual desses obreiros tem sido questionada. Por isso irei me deter mais detalhadamente neste ponto.

O foco da crise

Nos anos noventa ensinos que até então eram identificados como pertencentes ao movimento da Nova Era, entraram como uma enchurrada em muitas igrejas de confissão protestante. Práticas que dantes só se viam em evidência em grupos de ioga, meditação transcendental, ciência cristã, e até mesmo em seitas xamanistas, passaram agora a serem pregadas também em muitos púlpitos de igrejas que se diziam evangélicas. As críticas por parte de setores representantes do cristianismo ortodoxo não demoraram a aparecer, o livro A Sedução do Cristianismo de autoria do norte-americano Dave Hunt abriu essa frente de ataque. Alguns apologistas foram duros em suas palavras taxando essas práticas dentro das igrejas de heresia, enquanto outros foram mais brandos denominando o mesmo movimento de “desvio doutrinário”. Por outro lado muitos pregadores do arraial protestante que haviam sido influenciados por essa nova escola de pensamento se defendiam como podiam. Um dos textos usados com freqüência na auto defesa dos pregadores da fé era: “Não toqueis nos meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas” (Sl 105:15).


A “autoridade espiritual” fora do arraial evangélico

Um fato deve ser destacado aqui acerca desta forma de defender a autoridade espiritual ou unção profética - ela não se restringe ao arraial evangélico. Na história da igreja, outros grupos que se intitularam “cristãos” procuraram impor a sua autoridade valendo-se de uma suposta unção profética. Em 1870, a igreja católica aprovou o dogma da infalibilidade papal, isto é, o papa é infalível. Em sua conclusão o documento invoca a autoridade papal e ameaça a quem se atrever a contradizê-lo. Assim reza o documento da santa sé:
“...Nós [i.é, o Papa Pio IX], aderindo fielmente à tradição recebida desde o começo da fé cristã, com vista à glória do divino Salvador, à exaltação da religião católica e a segurança do povo cristão (com a aprovação do sagrado concílio), ensinamos e definimos como dogma divinamente revelado que o romano pontífice, quando fala ex cathedra (i.é, quando cumprindo o ofício de pastor e mestre de todos os cristãos, em sua suprema autoridade apostólica, define uma doutrina concernente a fé e aos costumes para que seja admitida pela Igreja Universal), pela divina assistência que lhe foi prometida no bem-aventurado Pedro, é dotado daquela infalibilidade com que o divino redentor quis que sua Igreja – definindo uma doutrina concernente à fé e aos costumes – estivesse equipada. E portanto, que tais definições do romano pontífice são irreformáveis por si mesmas e não em virtude do consentimento da Igreja. Se alguém presumir (o que Deus o impeça!) contradizer esta nossa definição, seja anátema (amaldiçoado).”
O fundador do mormonismo, o norte americano Joseph Smith, não deixou por menos. Em um de seus livros ao qual afirma ter recebido por revelação há uma ameaça para aqueles que tentarem matá-lo. Diz o texto:
“E assim profetizou José (José do Egito), dizendo: Eis que o Senhor abençoará este vidente (Joseph Smith); e aqueles que procurarem destruí-lo serão confundidos, por que esta promessa que obtive do Senhor para o fruto dos meus lombos será cumprida. Eis que estou certo do cumprimento desta promessa”


O que significa: “não toqueis nos meus ungidos?”

Diante destes fatos é fácil concluir que a expressão bíblica “não toqueis nos meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas” está sendo mal interpretada. Evidentemente que ela não foi dada para proteger desvios doutrinários, e muito menos heresias. De acordo com os léxicos de hebraico, a palavra hebraica “naga” pode ser traduzida de diferentes formas, tais como: “alcançar”, “ferir”, “tocar”. Na sua forma verbal, esta palavra ocorre 150 vezes no texto sagrado. De acordo com os hebraístas “o verbo tem o sentido de estender a autoridade sobre alguém, reivindicando tal pessoa como sua ou infligindo-lhe um golpe (Jr 4:10,18; Jó 1:19; 5:19). Deus proíbe que as pessoas atinjam seus profetas (1 Cr 16:22), seu povo (Zc 2:8) ou sua herança (Jr 12:14). Estes são santos e lhe pertencem”.
Três fatos podem ser tirados como conclusão do que disse até este ponto:
1. A promessa de proteção foi feita primeiramente aos patriarcas (Sl 105:15). Derek Kidner observa: “A referência do versículo 15 é mais especificamente a Gn 20:6-7, onde Deus diz de Abraão: “ele é profeta”
2. A promessa de proteção é feita também pelo Senhor a todo o seu povo (Zc 2:8, a mesma palavra

hebraica é usada). “Os ungidos” são aquelas vasilhas de Deus, consagradas a seu serviço, “nos quais (como disse Faraó a José, Gn 41:32) está o Espírito de Deus”.
3. A promessa diz respeito à proteção física. Hank Hanegraaff sublinha: “as palavras “toqueis” e “maltrateis” pelo contexto, referem-se única e exclusivamente a inflição de dano físico a alguém. Portanto, o Salmo 105:15, como texto isolado, não impede em absoluto ninguém de questionar os ensinos dos autoproclamados homens ou mulheres de Deus”.
Dentro do que estamos falando, estas palavras de Hanegraaff merecem nossa atenção. Parece uma coisa lógica: Deus não promete nesta passagem bíblica proteção para aquilo que é fruto de ações irrefletidas e irresponsáveis, e nisto podemos incluir também as palavras e pensamentos de alguém. E ainda: mesmo que nossas mensagens sejam postas no tribunal, assim mesmo não temos o direito de reclamar, pois, a própria Escritura diz que no caso de alguém profetizar, os outros “devem julgar a profecia” (1 Co 14:39).

Autoridade e validade do que se diz

Ao cristianizar os ensinos do filósofo grego Aristóteles, Tomás de Aquino disse: “os argumentos não são aceitos pela autoridade de quem diz, mas pela validade do que se diz”. Ora a verdade não deixa de ser verdade porque é dita por um ateu. Se o que ele diz é verdadeiro, então isso será verdade em todo lugar. Não é a autoridade de quem diz, mas a validade do que se diz. Da mesma forma a mentira não se torna verdadeira somente porque foi um cristão quem a propagou. Continuará sendo uma mentira. Um desvio doutrinário ou uma heresia continuarão sendo sempre um erro, mesmo que eles sejam ensinados pelo mais respeitado dos pregadores cristãos. Quando se questiona, por exemplo, os ensinos de algum pregador não é simplesmente a sua autoridade de Ministro do Evangelho, mas os seus ensinos. É valido aquilo que eles pregam e ensinam?, isto é, tem fundamentação bíblica as suas palavras?
Não quero aqui questionar a autenticidade dos ministros que aqui citei (tais como a ocorrência ou não de milagres, curas, etc em seus ministérios), mas a validade do que eles têm pregado. Podemos citar como exemplo moderno de pensamentos que quebram a ortodoxia cristã aqueles que, por exemplo, diz que a trindade é um composto de nove deuses, e que “nós somos encarnações de Deus assim como foi Jesus de Nazaré” e ainda o que afirma que “Satanás venceu Jesus na Cruz”. Hanegraaff ainda observa que “o que distingue os representantes de Deus, acima de tudo, é a sua pureza de caráter e doutrina (Tt 1.7-9; 2.7,8; 2 Co 4.2; cf. 1 Tm 6.3,4). Se um suposto porta-voz de Deus não pode passar no teste bíblico do caráter e da doutrina, nada nos obriga a aceitar suas reivindicações e tampouco ter medo de criticar suas doutrinas antibíblicas”.
Devemos tomar nota destas palavras: “o teste bíblico do caráter e da doutrina”. Quase todos os abusos de autoridade que já tomei conhecimento, por trás há um caráter deformado ou uma doutrina deficiente que lhe dão suporte. De nada vale imprecarmos maldições sobre àqueles que nos atacam se não estamos sendo fiéis às Escrituras. De nada adianta dizermos “não toqueis nos ungidos do Senhor”, se a unção não está mais conosco. Foi Salomão quem disse: “Como o pássaro que foge, como a andorinha no seu vôo, assim, a maldição sem causa não se cumpre” (Provérbios 26:2).

* José Gonçalves, Ministro do Evangelho Em Teresina, PI, conferencista, escritor e vice-presidente da Comissão de Apologia da CGADB

sábado, 17 de janeiro de 2009

Crente assembleiano confuso quanto às línguas estranhas
Rafhael pergunta:

Vendo o senhor dando uma explicação no seu blog sobre sintomas do batismo no Espírito Santo, afirmo que não está à luz da Bíblia. Primeiro, Paulo faz uma pergunta irônica, em 1 Coríntios 12.30. Aqui ele mostra que nem todos falam línguas. E, no dia de Pentecostes, foram línguas idiomáticas.

Segundo, Paulo falou que nem todos falam línguas, então Deus escolheria batizar uns e outros não no Espírito Santo. A Bíblia fala que todos nós somos batizados em um só Espirito (1 Co 12.13). Pastor, desprenda-se das coisas da Assembléia de Deus. Sei que o Senhor não pode ir contra a doutrina assembleiana; eu sou da Assembléia, mas prefiro defender a Bíblia. Paz de Cristo para o Senhor.

Pastor Ciro responde:

Prezado Raphael, a paz do Senhor.

Em primeiro lugar, tenho um conselho a lhe dar: nunca fale sobre o que não conhece, pois o seu texto mostra o quanto se arrisca em um campo que desconhece. O irmão precisa, antes de tudo, conhecer a doutrina acerca da manifestação multiforme do Espírito Santo. Precisa, ainda, melhorar o seu texto, que, com toda a sinceridade, está sofrível. Se eu não o tivesse corrigido, seria praticamente impossível compreendê-lo. Falo isso para ajudá-lo, pois, se realmente quer argumentar sobre as doutrinas bíblicas em alto nível, primeiro precisa aprender a escrever de maneira minimamente inteligível, deixando de lado vícios adolescentes como “naum”, “vc”, “intao”, “mim respondeu” e principalmente os erros de concordância.

O irmão pode mesmo sustentar o que disse, biblicamente? Tem certeza de que a doutrina acerca do batismo com o Espírito Santo, com a evidência inicial de falar em outras línguas, é antibíblica? Pode afirmar peremptoriamente que não existe o dom de variedade de línguas? Afinal, o irmão empregou 1 Coríntios 12.30 para defender as suas idéias, ignorando que três capítulos inteiros (1 Coríntios 12 a 14) tratam do assunto! Tenha cuidado, meu amado; a sua argumentação não resiste às Escrituras.

Segundo a Palavra de Deus, falar em línguas, antes de tudo, é um modo de dirigir-se a Deus, sobrenaturalmente (1 Co 14.2). E todos os crentes podem buscar esse dom, que está atrelado sim ao batismo com o Espírito Santo, um revestimento de poder para quem já é salvo (Lc 24.49; At 1.8). Mas o crente batizado com o Espírito pode também ser agraciado com o dom de variedade de línguas, pelo qual (em conexão com o dom de interpretação de línguas) pode-se transmitir mensagens da parte de Deus para a igreja (1 Co 14.5). As línguas estranhas fazem parte do culto, posto que sequer podem ser proibidas (1 Co 14.37-40; 1 Ts 5.19).

O irmão sugeriu que as línguas faladas, no dia de Pentecostes, foram idiomas aprendidos. Com base em que chegou a essa conclusão? Leia Atos 2.1-4 e veja que os crentes falavam conforme o Espírito lhes concendia que falassem. Ainda que os representantes de nações entenderam as línguas, os emissores não as conheciam. Ademais, o apóstolo Pedro, no mesmo capítulo, explica que o que estava acontecendo era o cumprimento da promessa registrada em Joel 2.28,29, que alude ao derramamento do Espírito Santo.

Segundo a Palavra de Deus, em 1 Coríntios 14, para interpretar as línguas (numa alusão ao dom de variedade de línguas), é preciso orar, haja vista serem elas sobrenaturais, e não idiomas aprendidos (v.13). Quem sabe inglês, por exemplo, não precisa orar para interpretar uma pessoa que fala nesse idioma, não é mesmo?

Quando o apóstolo Paulo disse que nem todos falam línguas, não se referiu ao batismo com o Espírito, e sim ao dom de variedade de línguas, distinção que o irmão desconhece. Aprofunde-se no assunto, pois, em razão de sua dificuldade de compreensão, não poderei avançar em minhas considerações. Mas escrevi o que escrevi para que o irmão e outros que pensem da mesma forma sejam estimulados a estudar mais antes de quererem discorrer sobre o que desconhecem.

Outrossim, não confunda o batismo com o Espírito Santo (que é um revestimento de poder para quem já é salvo) com o batismo realizado pelo Espírito no momento da conversão, ao “mergulhar” o novo crente no Corpo de Cristo, a Igreja (1 Co 12.13). Insisto: o irmão precisa estudar mais, em meditação, a Palavra de Deus, antes de tirar conclusões precipitadas.

Portanto, como se vê, não sou eu quem tenho de me despreender do assembleianismo, e sim o irmão quem deve abandonar o falacioso cessacionismo. Aliás, pela sua argumentação, vejo que o irmão, se é mesmo assembleiano, é apenas nominal, haja vista não ter entendido nada do que significa o pentecostalismo clássico e bíblico. Mas não me tenha mal pela sinceridade.

Em Cristo,

CSZ

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Muito clara a resposta do Pastor Ciro!

Crente que tem promessa não morre?



Escrevi recentemente um artigo denominado
“Coisas que a Bíblia não diz”, por meio do qual refuto clichês como “Crente que tem promessa não morre”. Alguns internautas não gostaram, e outros dizem que esse controverso chavão tem apoio bíblico. Exponho abaixo a argumentação do irmão Flávio Silva (sem revisão gramatical e estilística), acompanhada de minha resposta.

"Graça e Paz, irmão Ciro. Meu nome é Flavio Silva.
Caro irmão Ciro, referente ao texto acima onde o Sr, diz que essa afirmação ("Crente que tem promessa não morre") não é verdade usando os versiculos 13 e 39 de Hebreus, discordo parcialmente da sua afirmação. Segue abaixo o que penso acerca disso:
Pois no caso do versiculo 39 o autor fala da promessa dada a Israel sobre a vinda do messias que é Jesus, não é uma promessa pessoal, no caso do versiculo 13 são promessas para as gerações futuras de Israel.
Podemos ver varias. Assim como a promessa do arrebatamento da Igreja.
Creio e tenho certeza que crente que possui promessas de Deus para sua vida não morrerá sem que veja o cumprimento, assim como foi Prometido a Simeão que veria o Cristo antes de Morrer Lc 2:26.
Concluindo:
Quando temos promessas para vida pessoal, nao morreremos sem ve-las se cumprir.
Quando a promessa é referente a igreja ou a minha posteridade essa poderei ou não morrer sem que veja cumprir".

Caro irmão Flávio Silva, a paz do Senhor.
Meu nome é Ciro Sanches Zibordi (risos). Quanto à sua afirmação de que "Crente que tem promessa não morre", gostaria de dizer-lhe, antes de tudo, que é temerário valorizarmos chavões ditos por animadores de auditórios, geralmente acostumados a falar o que querem, irresponsavelmente, a platéias que os aplaudem, não refletindo sobre o que ouvem (cf. At 17.11).
O irmão aparenta ser sincero, disposto a conhecer a verdade, e não alguém interessado em me testar, como alguns que freqüentam este blog. Por isso, vou dedicar alguns minutos ao seu comentário...
Primeiro, reafirmo que empreguei o texto de Hebreus 11 conscientemente, e não de forma impensada. Citei-o por convicção, haja vista considerá-lo claro quanto à refutação do clichê em apreço.
É óbvio que o tal chavão não resiste a uma exegese. Isto é, se o analisarmos à luz da analogia geral das Escrituras, considerando todos os aspectos que envolvem as promessas de Deus, como a condicionalidade de boa parte delas, não há como sustentar a falaciosa tese nele contida.
O Senhor Jesus não é obrigado a cumprir todas as promessas que as pessoas julgam ter recebido dEle. E usar o tal bordão como uma segurança de que não morreremos enquanto as tais "promessas" não se cumprirem é uma atitude que vai de encontro (e não ao encontro) de textos como 1 Pedro 2.11 e Tiago 4.13-17. Estes não deixam dúvidas quanto a podermos partir para a eternidade a qualquer momento.
Qual é o crente que não julga ter promessas, hoje? Eu tenho promessas, mas não me valho delas para me considerar imortal. Estou preparado para encontrar com o Senhor Jesus, seja na sua Vinda, seja por meio da morte, a qualquer momento. Os dois pastores que morreram no acidente com o vôo da TAM, há alguns meses, tinham inúmeras promessas...
Basta um pouco de bom senso, para se perceber que o tal clichê, apesar de parecer bíblico, torce a Palavra de Deus, levando o crente a pensar que é invencível. Quando acontece uma tragédia de grandes dimensões envolvendo servos de Deus, e centenas deles morrem, isso significa que nenhum deles tinha promessas pessoais?! Um avião não cairá se houver nele um crente que julga ter uma promessa pessoal?
Caro irmão, pense biblicamente; raciocine, mas não se esqueça de que a Bíblia é a nossa fonte máxima de autoridade, a nossa regra de fé, de prática e de vida. O seu simplismo me deixou preocupado, pois, quando resolvemos refutar um pensamento, temos de ter a Bíblia ao nosso lado, e não o nosso raciocínio, baseado em algumas passagens isoladas. É preciso ter em mente toda a verdade contida nas Escrituras.
É claro que as verdadeiras promessas de Deus se cumprem, como no caso de Simeão, mas não se esqueça da condicionalidade de muitas delas, pois nem todas são de caráter imperativo. A promessa de Lucas 24.49 (coletiva) só foi recebida por quase 120, mas foi dada a mais de 500, pelo menos. Promessas pessoais também não se cumprem devido a fatores outros, como o mencionado em Eclesiastes 7.17.
Muito melhor do que apegar-se ao tal bordão é firmar-se na promessa de Apocalipse 22.20, que inclui a última oração da Bíblia: "Ora, vem, Senhor Jesus". E esta só pode ser feita por quem verdadeiramente está preparado, confiando nas promessas contidas em 1 Tessalonicenses 4.16-18 e 2 Timóteo 4.8.
Melhor do que firmar-se em um bordão simplista e irresponsável é estar preparado para partir para a eternidade a qualquer momento, como Paulo, que, ao receber uma profecia de Ágabo, disse que estava pronto até para morrer!
O clichê em apreço, por conseguinte, leva o crente a esquecer-se das coisas de cima (Cl 3.1,2), fazendo-o pensar que é um super-herói. Pedro, quando estava na prisão (At 12), sabia que morreria velho, pois Jesus lhe revelara isso (Jo 21). Contudo, a sua vida demonstra que ele não se firmava nisso; antes, estava pronto a morrer a qualquer momento pela causa do evangelho.
Bem, vou parar por aqui, mas o aconselho a firmar-se na Palavra, e não em frases de efeito, usadas por animadores de auditório que não têm compromisso com as Sagradas Escrituras.
Para saber mais sobre essa pergunta, leia o livro Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar, a ser lançado pela CPAD.

Respeitosamente,

Ciro Sanches Zibordi

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Engrenagens



A máquina do tempo tem as engrenagens funcionando dentro de regras definidas pelo nosso Deus.


Ninguém pode ir de encontro a estas regras sem se ferir. 


Portanto, o tempo, e as engrenagens, trabalham em harmonia. 
O que seriam as engrenagens? 


São os meios usados pelo Criador para executar Seus juízos. Ninguém fica de fora dos juízos, nem os anjos.

Justiça




Sempre que nos perguntamos sobre as maneiras que Deus se utiliza para fazer valer a justiça, nos deparamos com problemas éticos.

Se Deus é Todo-Poderoso, por que permite tanta maldade?
A opção de escolhas foi necessária para revelar a sua justiça e o seu amor.

Como poderia haver liberdade se o princípio do livre-arbítrio nos fosse negado?
Seríamos autômatos e escravos?

Continuação das anotações...











No tempo em que os homens resolvem se redimir, o fazem sem considerar as verdades que estão fora do seu limitado campo do saber.


Quem pode conhecer o coração humano? 


E os fenômenos sobrenaturais? 


Como disse Shakespeare:"Há mais coisas entre o céu e a terra que jamais pode sonhar nossa vã filosofia."

Obviamente, as considerações precisam ser observadas, pois caso não sejam, ficamos sem luz em nossas vidas.

Vamos sendo iluminados a medida que examinamos as profecias e estas estão reveladas na Bíblia.

Este livro ignorado, tem surpreendido gênios; mas gênios nasceram no exame cuidadoso das suas páginas.


Ele é o manual do Criador!!

Algumas Anotações!

Se Deus resolvesse todos os seus problemas de relacionamento, matando as suas criaturas, o perfil do planeta seria outro. Tudo que aprendêssemos sobre Ele desse modo, seria usado contra Seus santos e justos atributos. Deus não é um ser perverso maligno e injusto. Nós não conhecemos bem o passado e o presente, e ficamos cegos em relação ao futuro. A maioria não observa o que diz a Bíblia. Deus é Omnisciente, Omnipresente e Omnipotente. Conhece o futuro por isso não se apressa como os humanos. Nós somos imediatistas, queremos tudo em pouco tempo; Mas Ele conhece os três tempos!!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Artigo do Pastor Ciro Zibordi









O perigoso culto ao “eu” do triunfalismo e do individualismo
Segundo a Palavra de Deus, não devemos nos conformar com o mundo (Rm 12.1-2), isto é, com as suas crenças, doutrinas, tendências, atitudes e filosofias, como: o hedonismo, o materialismo, o imediatismo, o ateísmo, o antropocentrismo, o machismo, o feminismo, o homossexualismo, etc. Neste artigo, discorreremos sobre os perigos do egocentrismo, do individualismo e, principalmente, do triunfalismo, os quais vêm fascinando cristãos desavisados.

Egocentrismo, à luz da psicologia, diz respeito ao conjunto de atitudes ou comportamentos de um indivíduo que se refere essencialmente a si mesmo. Essa tendência é contrária à Palavra de Deus, que condena a soberba, o orgulho, o egoísmo e o egotismo. Todos esses termos, com significações específicas, se inter-relacionam, designando o culto ao “eu”.

Quanto ao individualismo, trata-se da doutrina moral, econômica ou política que valoriza a autonomia individual, em detrimento da hegemonia da coletividade despersonalizada, na busca da liberdade e satisfação das inclinações naturais (Houaiss). É a tendência e a atitude de quem revela pouca ou nenhuma solidariedade e busca viver exclusivamente para si; também está associado à egolatria.

Foi o Diabo o primeiro a cultuar o “eu”, tentando, inclusive, igualar-se a Deus (Is 14.12-15 e Ez 28.15-17). Por isso, como o mundo jaz no Maligno (1Jo 5.19), as suas filosofias predominantes são o egotismo e o narcisismo — se bem que este último diz respeito principalmente ao estágio precoce do desenvolvimento psicossexual no qual o indivíduo tem a si mesmo como objeto sexual —, ambas condenadas pela Palavra de Deus (Lc 12.17-21; Gl 2.20; Jo 3.30; Sl 138.6; Ec 2.4-11; Lc 18.9-14 e 1Pd 5.5).

O termo “triunfalismo” diz respeito à atitude excessivamente triunfante; ao sentimento exagerado de triunfo. É a mais perigosa dentre as influências filosóficas em análise, posto que os falsos mestres a propagam encobertamente entre nós (2Pd 2.1 e At 20.30). E, como num círculo vicioso, os crentes desavisados, ávidos por ouvir palavras que agradem os seus ouvidos (2Tm 4.3), abraçam os mencionados egocentrismo e individualismo, bem como todo o tipo de influência egotista.

Muitos cultos, em nossos dias, são reuniões para “massagear” egos, tendo como objetivo adular, elogiar e melhorar a auto-estima dos crentes. A tendência é que esses irmãos se esqueçam de que são “vasos de barro” (2Co 4.7) e deixem de se humilhar debaixo da potente mão de Deus (1Pd 5.6), passando a ver tudo sob a ótica do triunfalismo. Isso é perigoso, pois a própria Bíblia assevera que no mundo temos aflições (Jo 16.33; At 14.22; Rm 5.1-6 e 2Co 4.16-17).

Quando um crente é estimulado a só pensar em bênçãos, torna-se cada vez mais egocêntrico e individualista. Ele não freqüenta as reuniões da igreja a fim de cultuar a Deus, e sim para satisfazer as suas necessidades. A sua fé é direcionada apenas à consecução de vitória, ignorando que os heróis da fé fecharam as bocas dos leões e escaparam da espada (Hb 11.33-34), mas também, pela mesma fé, foram maltratados, torturados, apedrejados, serrados e desamparados (Hb 11.25,35-38).

Segundo a teologia do triunfo, o crente deve “decretar”, “determinar”, “profetizar” bênçãos materiais e espirituais — nessa ordem — para a sua vida, além de exigir a saúde física como um direito. Tudo gira em torno da fé, vista como a mais importante virtude da vida cristã. Mas isso não é a fé saudável, bíblica, e sim a egolátrica fé na fé. Conquanto precisemos de fé para agradar a Deus (Hb 11.6) e sejamos vencedores, em Cristo (Rm 8.37 e 1Co 15.57), essa virtude sem as obras é morta (Tg 2.17,24,26; 2Pd 1.5-9; Ef 2.8-10 e 1Co 13.2,13).

Além de supervalorizar a fé, os triunfalistas apegam-se à maldição hereditária, à cura interior — isto é, à falsa cura interior —, à priorização da vitória financeira, a exageros no campo da batalha espiritual e à pretensa saúde perfeita. Para eles, o cristão só adoece se estiver em pecado ou dominado pelo Diabo. Ignoram que nem todas as doenças provêm do Maligno (Jo 9.3; 11.4; Sl 90.10; 2Co 4.16; 1Pd 1.24 e 1Co 15.54). Embora Jesus tenha poder para nos curar, segundo a sua vontade (1Jo 5.14; Mt 6.9,10 e 26.42), ainda estamos sujeitos às enfermidades (2Rs 13.14; 1Tm 5.23; 2Tm 4.20 e Sl 41.3).

Outro desvio triunfalista é a menção constante ao Diabo e seus agentes. Cantores e expoentes bradam: “Vou cantar para Satanás ouvir” ou “Vou gritar para sacudir o Inferno”. Certo pregador afirmou que a sua missão resume-se em “chutar a cara do capeta por onde passa”. Ou seja, como todas as coisas negativas seriam, supostamente, determinadas por Satanás, temos de dirigir-lhe palavras de ordem. Entretanto, devemos cantar para louvar a Deus; e pregar para “abalar” o coração dos pecadores!

De acordo com Tiago 1.14, quando pecamos, fazemos isso em razão de nossa própria concupiscência. É do coração que procedem as obras carnais (Mt 15.19 e Gl 5.19-21). Pôr toda a culpa no Inimigo e depois dirigir-lhe palavras de ofensa é fácil! Difícil é se santificar e resistir até ao sangue, combatendo contra o pecado (Hb 12.4,14).

Os triunfalistas gostam de bater no peito e dizer: “Eu sou vencedor”. Eles supervalorizam as suas declarações de fé e, por isso, vivem “profetizando” que o Brasil ou certa cidade são do Senhor Jesus... No entanto, se não houver compromisso com o Deus da Palavra e com a Palavra de Deus, nada mudará. Quantos já não “abençoaram” esse País?! Precisamos conquistá-lo pela pregação do Evangelho, e não politicamente, pois o Reino de Cristo é espiritual (Jo 18.36 e Rm 14.17).

Se não fizermos a nossa parte, é inútil “decretar” o fechamento de bares e casas de shows, e “profetizar” que cinemas e teatros só apresentarão pretensos filmes e espetáculos evangélicos. O triunfalismo não muda em nada as circunstâncias. Deus quer e pode mudar a situação desse País, mas fará isso por meio de intercessão, evangelização e influência do povo que se chama pelo seu nome (1Tm 2.1-3; 2 Cr 7.14-15; Jr 33.3; 29.13; 31.9; Ef 6.18; Jl 2.12,17; Mc 16.15 e Mt 28.19).

O triunfalismo afasta o crente da sã doutrina sem que ele perceba, levando-o a pensar que as aflições não são uma realidade da vida cristã (1Pd 5.8-10; 2Co 8.1-2; Rm 8.18; 2Co 1.6; 1Pd 2.19-21 e 2Tm 3.12). A nossa vitoriosa caminhada rumo ao Céu deve ser caracterizada pela renúncia do “eu” (Lc 9.23; Fp 3.13-14; 2Tm 2.3; 2Co 1.5 e 2.4). Portanto, lembremo-nos das palavras de João Batista acerca de Jesus: “... que ele cresça e que eu diminua”, Jo 3.30.

Ciro Sanches Zibordi
Artigo publicado no jornal Mensageiro da Paz, da CPAD

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Resposta do Pr Ciro Zibordi

Caro irmão Ciro,
A paz de nosso maravilhoso Deus Pai encontrada em nosso amável Senhor Jesus Cristo.

Tenho sido abençoado pela leitura desse blog, apesar de discordar de alguns pontos. E como você mesmo afirmou: os jovens que se apegam a Palavra nos dias de hoje são ridicularizados e zombados. Muitas vezes ou taxado de crítico e etc. Mas assim como você prefiro agradar a Deus a homens.

Umas dos tópicos que apreciei muito e o qual já vinham preenchendo meus pensamentos é o da exposição das músicas “evangélicas” à luz da inerrante Palavra de Deus. Por exemplo, tenho questionado duas músicas muito apreciadas pelo povo da igreja evangélica:
- Restitui: voltado ao bem-estar humano do que a humilde adoração de um Deus Soberano, Bondoso e Perfeito.
- Marca da Promessa: apesar de ser totalmente bíblico que temos o selo do Espírito, tenho percebido que essa música tem gerado crentes conspiracionistas.
Quiçá farei um dia uma análise bíblica dessas músicas em meu blog.

Gostaria de agora discutir o ponto que discordo em seu texto: o livre arbítrio
Antes me deixe fazer algumas ressalvas:
- sou jovem e ainda tenho MUITO a aprender. E profundamente e temerosamente desejo isso.
- a única fonte de perfeição doutrinária é a Bíblia. Nem eu, nem o senhor. E tenho certeza que você concordará comigo neste ponto.
Bom, então serei breve (o que o devido assunto infelizmente não permite):

Como está escrito: “Não há nenhum justo, nem um sequer; não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus. Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer”.
“Suas gargantas são um túmulo aberto; com suas línguas enganam”
“Veneno de serpentes está em seus lábios”
“Suas bocas estão cheias de maldição e amargura”
“Seus pés são ágeis para derramar sangue; ruína e desgraça marcam os seus caminhos, e não conhecem o caminho da paz”.
“Aos seus olhos é inútil temer a Deus”. (Romanos 3: 10-18, NVI)

A pergunta que tenho é: como esse texto de Romanos, escrito por Paulo, quando este discursava sobre salvação e graça de Deus, encaixa-se na sua visão sobre o livre-arbítrio?

Espero que você como amante da Palavra de Deus pense no assunto e não se sinta o dono da verdade, assim como nos desafiou a fazer. E siga seu próprio conselho: “caro irmão, seja humilde para reconhecer o seu equívoco interpretativo” caso conclua que você estava equivocado.

Obs: por favor, evite fazer generalizações, ou quando fizer sempre use ressalvas (pelo menos este é o meu ponto de vista). Conheço muitos calvinistas apaixonados por Cristo e pela Bíblia, assim como conheço muitos arminianos deste modo e muito que nem sabe quem foram esses dois. Contudo esses termos (calvinistas e arminianos) são simplesmente termos que denotam correntes teológicas. Sim eu sei que há exageros. Por isso concordo com você: sejamos cristãos.

Obs: o fato de a Bíblia conter pontos complicados não significa que esses pontos não devam ser examinados e bem examinados e interpretados, nem deixam de ser inspirados ou doutrinários. Não sei se essa é a sua posição (pessoalmente, creio que não), mas muitos poderiam pensar desta maneira.


No Amor e na Verdade que nos une,
Vinícius
(-V-)
09 Julho, 2008
Ciro Sanches Zibordi disse...

Prezado Vinícius,

A paz do Senhor!

Louvei a Deus por ter sabido que o irmão vem sendo abençoado pela leitura desse modesto blog, ainda que discorde de alguns pontos contidos em meus artigos.

O irmão diz que gostaria de discutir um ponto que discorda em meu texto: o livre-arbítrio. Mas, com toda a sinceridade, não pretendo transformar essa postagem em uma interminável discussão ou debate sobre calvinismo versus arminianismo ou soberania de Deus versus livre-arbítrio, como tenho visto na grande rede.

Meu propósito é apenas apresentar o que tenho recebido como verdade da parte de Deus, por meio de sua Santa Palavra. É como se fosse uma pregação expositiva sobre o assunto. E quem quiser discordar, que discorde, mas não publiquei o texto com a intenção de dar início a um debate. Aliás, nem preciso fazer isso, haja vista a grande quantidade de tópicos no Orkut sobre essa questão.

De fato, está escrito que não existe nenhum justo, nem um sequer, e que não há ninguém que entenda ou busque a Deus. Todos, verdadeiramente, se desviaram, tornando-se inúteis e imundos (Sl 14.2,3; Is 60.6; Pv 20.9; Is 51.5; Rm 3.23; 5.12, etc.).

Entretanto, a Queda, apesar de seus efeitos deletérios, que comprometeram em parte o livre-arbítrio, não o invalidou por completo, como demonstrei à luz da Palavra de Deus.

Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, para como todos usar de misericórdia (Rm 11.32; 1 Tm 2.4). O ser humano por si mesmo não pode entender os mistérios da salvação, mas quando ele, mediante o livre-arbítrio, abre o coração para o Senhor Jesus, o véu é tirado de seu coração (1 Co 2.10-15; 2 Co 3.1ss; Mt 11.25; Sl 24.15).

O texto de Romanos 3.10-18 evidencia a terrível situação do pecador não-regenerado (Is 1.5,6), mas em momento algum invalida a doutrina do livre-arbítrio, exposada em toda a Bíblia. Basta estudá-la, sem preconceito, para entender que o Senhor respeita, sim, as escolhas humanas (Mt 10.32,33; Lc 9.23; Ap 22.17; 2 Cr 15.2).

Sabemos que tudo vem de Deus, até mesmo a nossa capacidade de se arrepender (At 11.18; Ef 2.8-10; Tg 1.16), haja vista termos sido dotados de intelecto, sentimento e vontade. O que é o verdadeiro arrependimento, senão o emprego de todas essas faculdades no reconhecimento de nossa pecaminosidade?

A parábola dos dois filhos (ou do filho pródigo) ilustra muito bem a doutrina da livre-vontade humana. O rapaz refletiu, reconheceu, resolveu e agiu (Lc 15.1ss). Só depois disso que o pai foi ao seu encontro (Tg 4.8). Deus respeita o livre-arbítrio e não se vale da presciência para condenar pessoas arbitrariamente.

Não me considero dono da verdade, diferentemente de boa parte dos predestinalistas. Antes, reconheço que a soberania de Deus não invalida a doutrina do livre-arbítrio. E isso é, incontestavelmente, bíblico, como foi demonstrado no artigo que gerou o seu comentário.

Eu não proponho, ainda, que os pontos complicados não sejam bem examinados e interpretados, mas não tenho dúvidas de que a palavra final não é dada nem por calvinistas nem por arminianos. Por isso, esses "rótulos" caem por terra ante à infalibilidade das Escrituras (1 Pe 1.23,24; 2 Pe 1.20,21; 2 Tm 3.16,17).

Em Cristo,

CSZ
09 Julho, 2008










Desde os tempos dos apóstolos existem indoutos e inconstantes que torcem as Escrituras para a sua própria perdição (2 Co 2.17; 2 Pe 2.1-3). E o que nos chama a atenção é que muitos falsificam a sã doutrina em razão de não entenderem certos pontos difíceis (2 Pe 3.16).
Qual tem sido a sua postura ante os pontos da Bíblia que você julga difíceis? Lembre-se de que a Bíblia é a Palavra de Deus sempre, entendamos ou não a sua mensagem.

Você não entende a Trindade? Mas ela é bíblica!

Você pode até não entender a doutrina da Trindade, mas isso não lhe dá o direito de abraçar o falacioso unicismo e sair por aí cantando, pregando e escrevendo contra uma doutrina cristalina e incontestável da Palavra de Deus. Afinal, a fé deve preceder a razão, principalmente em assuntos que transcendam o nosso entendimento (1 Co 2.14,15).
“Ah, isso é questão de interpretação” — alguém dirá. Mas eu lhe pergunto: Onde e com quem você aprendeu que Deus não é trino e que, sendo uma única Pessoa, ora manifesta-se como Pai, ora como Filho, ora como o Espírito Santo? Por que não crê no que a Bíblia diz claramente? O Senhor Jesus não disse, em Mateus 28.19, que o batismo em águas deve ser ministrado em nome da Trindade? As Escrituras não lhe são suficientemente claras quando mencionam a bênção apostólica, em 2 Coríntios 13.13, pela qual o Filho, o Pai e o Espírito Santo (nessa ordem) são apresentados como três Pessoas distintas?
Não me diga que você usará a lógica humana e simplista para dizer que o termo “trindade” não está na Bíblia! É óbvio que não está, assim como as palavras “onisciente” e “onipresente”. Contudo, Deus é onisciente, onipresente e trino, segundo a inerrante Palavra de Deus. Por que negar a Trindade? O próprio Senhor Jesus, o Deus Filho — a quem você diz honrar — se referiu ao Pai celestial diversas vezes (Mt 7.21; 11.25; Jo 14.16). Ele mesmo pediu ao Pai que enviasse outro (gr. allos) Consolador! Outro porque todas as três Pessoas da Trindade são consoladoras.
Por que Estevão viu o Senhor Jesus à direita de Deus, se não existe Trindade? Em Atos 5, vemos que Ananias não mentiu aos homens, e sim a Deus (v.4). E as suas palavras de engano foram proferidas ao Espírito Santo (v.3). Nesse caso, o texto, além de mostrar, de modo direto, que o Espírito Santo é Deus, enfatiza indiretamente que Ele é uma Pessoa. Por quê? Porque ninguém mente a uma coisa ou força impessoal, não é mesmo?
Diante do exposto, o cristão que nega a doutrina da Trindade, por mais fervoroso e piedoso que aparente ser (Mt 7.15), rejeita a Palavra de Deus (Gn 1.1,26; Dt 6.4; At 7.55; Rm 5.1-5; 1 Co 12.4-6), o Senhor Jesus e o Espírito Santo (Mt 3.13-17). Que tipo de cristão é esse?

Você não entende o batismo com o Espírito Santo? Mas ele é bíblico!

Sei que vários irmãos cessacionistas zombarão do que escrevi, mas talvez alguns abram mão de suas posições pessoais, a fim de aceitarem a multiformidade da obra do Espírito Santo (1 Co 12.4-11). A Palavra de Deus apresenta claramente tanto o batismo do Espírito, que diz respeito à inserção do novo crente no Corpo de Cristo (1 Co 12.13), como o batismo com o Espírito, um revestimento de poder para quem já é salvo (Lc 24.49; At 2.1ss).
Qual é a finalidade desse revestimento de poder? Em Atos 1.8, o Senhor Jesus responde — eu disse: “o Senhor Jesus responde” — a essa pergunta: “... recebereis a virtude do Espírito Santo... e ser-me-eis testemunhas...” Por que rececemos o dunamis, o poder dinâmico do Espírito? Para sermos melhores testemunhas de Cristo! Portanto, caros cessacionistas, o batismo com o (ou no) Espírito Santo não é para ser salvo. Não o confunda com o selo ou batismo do Espírito (Ef 1.13,14). Não é porque você não entende a multifacetada obra do Espírito, que ela não seja real. Ademais, a Palavra de Deus não nos autoriza a desprezar as profecias, tampouco a apagar o fogo do Espírito (1 Ts 5.18-20).

Você não entende o livre-arbítrio? Mas ele é bíblico!

Certos irmãos predestinalistas têm zombado de quem crê na doutrina bíblica do livre-arbítrio. E o que eles mais gostam de fazer é ridicularizar os seus irmãos que crêem de maneira diferente, taxando-os, desdenhosamente, de arminianos. Alguns chegam ao ponto de crer mais em Calvino do que no Senhor Jesus! Ora, o certo é examinarmos tudo e retermos somente o bem (1 Ts 5.21).
Entenda você ou não, o livre-arbítrio é uma verdade bíblicocêntrica e cristalina. E foi Deus quem dotou o ser humano da livre-vontade (Gn 3). Mesmo depois da Queda, e os efeitos deletérios advindos dela, o ser humano continuou com esse atributo (Dt 30.19; Is 1.18,19). E a condição hoje para a salvação em Cristo é — mediante o livre-arbítrio — arrepender-se e crer no evangelho (Jo 3.16,36; Mc 16.16; At 3.19; Rm 10.9,10; Ap 22.17). Não é o fato de você não entender certos pontos difíceis da Bíblia que os invalidam ou lhe dá a liberdade para seguir à sua lógica.
É óbvio que não desprezo os teólogos e suas ponderações. Até porque sou um grande apreciador do labor teológico. Mas precisamos de menos teólogos e filósofos, e de mais amantes da Palavra de Deus, os quais sabem que interpretar a Bíblia nada mais é do que, mediante à iluminação do Espírito Santo (1 Co 2.9,10), extrair dela as verdades reveladas (Dt 29.19; Rm 8.18; Ap 22.18,19). Esse é, inclusive, o sentido do termo “exegese”.
Portanto, caro irmão, seja humilde para reconhecer o seu equívoco interpretativo. Esqueça-se desses “rótulos” que muitos hoje apreciam, pelos quais promovem debates inúteis, como: “Trinitário ou unicista?”, “Cessacionista ou continuacionista?”, “Arminiano ou calvinista?” Siga a Bíblia! Ame a Palavra de Deus! Prefira ser um cristão (1 Pe 4.16) que ama as Escrituras, mesmo que não consiga entender claramente certos pontos difíceis contidos nela (At 17.10,11; 1 Co 4.6).
Amém? Nem todos podem dizer “amém”...

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

7 Coisas q a gente faz e depois se arrepende!

7 coisas que A GENTE faz e DEPOIS se ARREPENDE
Tipo: Esboços e estudos bíblicos / Autor: Pr. Elcio Lourenço

Parece que já aconteceu com todo mundo. Comigo, com você. A gente pára e conclui que tomou uma decisão mas deveria ter tomado outra, e assim fica sem o resultado esperado.

Algumas dessas opções “equivocadas” são passíveis de revisão - com dano mínimo - mas uma parcela menor não aceita a tal “marcha à ré”, e os efeitos nos incomodam por um tempo nada desprezível de nossa existência.

Sem querer “ensinar vida” a quem quer que seja, pois esta somente se aperfeiçoar com o próprio viver, mas lembrando que os avisos nas estradas buscam exatamente reduzir os acidentes, e foram ali colocados pelos que estudaram o traçado da via e sabem como se comportaram os veículos a cada velocidade, deixo para reflexão sete opções que podem ser pensadas antes para evitar arrependimento depois.

Neste propósito, nada mais aconselhável do que utilizar a sabedoria da Bíblia Sagrada para pontuar nossas alternativas.

1. Comi ou bebi demais, e agora estou arrependido, sofrendo as conseqüências físicas disso.

Salomão nos recomenda como estratégia: “e põe uma faca à tua garganta, se és homem glutão.” (Pv 22:3).

2. Não planejei os meus atos e sofro as conseqüências de não poder concluir minhas tarefas.

Jesus alerta a esse respeito: “Qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem como acabar, ... para que não aconteça que não podendo acabar, todos escarneçam dele,” (Lc 14:28-29)


3. Disse uma palavra dura contra o meu amigo, companheiro ou parente, e estou ressentido do meu gesto, pois poderia ter evitado magoar a pessoa e, ao mesmo tempo, me entristecer.

Nos provérbios temos um guia para nosso modo de falar: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira”. (Pv 15:1).

4. Deixei de oferecer a atenção devida para a minha família, em especial para meus filhos pequenos, pois estava muito ocupado, e agora sofro problemas com o comportamento deles.

Desde muitos séculos a Palavra de Deus nos ensina: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.” (Pv 22:6).

5. Fiquei de fiador de uma pessoa que não fez os pagamentos, e agora responsabilidade recaiu sobre mim. Ah! Se arrependimento......

Embora a beneficência e o amor pelos necessitados sejam recomendações claras das Escrituras, fiança nunca contou com seu apoio: “Decerto sofrerá severamente aquele que fica por fiador do estranho, mas o que aborrece a fiança estará seguro”. (Pv 11:15)

6. Comprei alguma coisa sem avaliar a sua utilidade e não tenho para ela qualquer proveito, sendo assim uma compra inútil. Gastei à toa.

Cada coisa tem sua razão de ser, de modo que, se não cumprem sua tarefa, acabam lançadas fora, como nos ensina Jesus a respeito do sal: “...se o sal for insípido, para nada mais presta, senão para ser lançado fora”. (Mt 5:13).

7. Considerei que Deus e a vida eterna eram coisas para pensar depois, agora não tenho certeza da salvação da minha alma.

Cristo é claro quanto às prioridades que devam ser estabelecidas na vida terrena, uma vez que ela é só a ante-sala da vida eterna: “Pois aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.” (Mt 16:25).

Certas escolhas equivocadas trazem efeitos relativamente simples, como uma ressaca ou indigestão, curável a partir do medicamento apropriado, outras levam a danos muito mais profundos, caso de problemas com filhos, mas nenhuma é tão importante como a que se refere à alma, pois ela vale mais que o mundo inteiro (Mt 16:26;Mc 8:36-37), e não podemos descuidar de tal opção.

www.pastorelcio.com

Texto de autoria de Pastor Elcio Lourenço. Pastor desde 1968. Engenheiro Civil e Matemático. Mestrado na Universidade de Birmingham/Inglaterra, em Engenharia de Transportes. Atualmente mora em Brasília.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Aborto

ABORTO: Tragédia ou Direito?


Publicado em 7/20/2004

Julio Severo (juliosevero@hotmail.com)
JesusSite

Quando se fala em legalização do aborto, imediatamente é levantada a questão dos "casos difíceis": as situações que deixam até mesmo as pessoas mais compassivas despreparadas diante dos que defendem o direito ao aborto. Uma menina de 12 anos é sexualmente abusada pelo próprio irmão. Uma adolescente de 16 anos, filha única de uma mãe solteira que tem de trabalhar fora para sustentar a casa, é brutalmente estuprada por um estranho. Um homem domina uma jovem em seu primeiro namoro e a violenta. Esses são apenas alguns dos casos trágicos.

Os que são a favor do aborto tiram vantagem de situações assim para ganhar a simpatia da população. Quando uma mulher ou menina é vítima de abuso sexual, dizem eles, o aborto é uma solução. Eles afirmam que "forçá-la" a ter o bebê a deixará traumatizada. O que poderia ser mais cruel, perguntam eles, do que insistir em que uma jovem ou mulher gere em seu corpo uma criança concebida num ato de estupro ou abuso?

Manipulando as "exceções"

Esses argumentos não são novidade. Aliás, a maioria dessas estratégias foi usada pelos ativistas pró-aborto nos EUA.

Utilizando a questão do "estupro" para persuadir os políticos, os jornalistas e a opinião pública, as feministas conseguiram, em 1973, legalizar o aborto nos EUA no famoso caso Roe x Wade, diante do Supremo Tribunal. Nesse caso, "Jane Roe" afirmou buscar uma operação de aborto quando ficou grávida depois de ser violentada por vários homens. Anos mais tarde, Norma McCorvey, a mulher que usou o nome de "Jane Roe", reconheceu que suas advogadas feministas inventaram toda a estória do estupro. Ela só não pôde mais esconder a verdade porque se converteu ao Cristianismo. Hoje ela conta: "Fui uma boba que fiz tudo o que os promotores do aborto queriam. Na minha opinião, pode-se afirmar sem sombra de dúvida que a indústria inteira do aborto está alicerçada em mentiras." [1]

Então, hoje sabe-se que o caso judicial de estupro usado para legalizar o aborto nos EUA foi uma fraude. Aliás, os argumentos a favor de direitos ao aborto foram uma farsa desde o começo. Os advogados pró-aborto descobriram que poderiam ganhar o apoio popular e a simpatia judicial focalizando os horrores dos abortos clandestinos e ilegais. Eles argumentavam que centenas de mulheres estavam morrendo nas mãos de "açougueiros" que exploravam mulheres desesperadas. Eles até apresentavam estatísticas, afirmando que havia um grande número de mulheres com problemas de saúde devido ao aborto ilegal e que essas mulheres estavam dando despesas pesadas para o sistema de saúde pública. Para eles, a solução era legalizar o que eles chamam de "interrupção da gravidez".

Depois da legalização, o Dr. Bernard Nathanson se tornou o diretor da maior clínica de abortos do mundo ocidental e presidiu 60 mil operações de aborto. Como McCorvey, ele também teve uma experiência de conversão. Hoje ele conta o que alguns especialistas médicos, inclusive ele mesmo, afirmavam antes da legalização do aborto nos EUA:

Diante do público… quando falávamos em estatísticas [de mulheres que morriam em conseqüência de abortos clandestinos], sempre mencionávamos "de 5 a 10 mil mortes por ano". Confesso que eu sabia que esses números eram totalmente falsos… Mas de acordo com a "ética" da nossa revolução, era uma estatística útil e amplamente aceita. Então por que devíamos tentar corrigi-la com estatísticas honestas? [2]

Para iludir o público, as feministas garantiram que só queriam o aborto legalizado nos casos de estupro e incesto. Mas aí, quando a questão já estava avançando nos tribunais, elas passaram a dizer que é injusto permitir o aborto só nessas situações. Foi assim que os casos de estupro e incesto acabaram se tornando a porta escancarada que deu às mulheres americanas o direito livre e legal de fazer aborto por qualquer razão e em qualquer estágio da gravidez, desde o momento da concepção até o momento do parto. Hoje são realizados por ano mais de 1 milhão de abortos nos hospitais e clínicas dos EUA.

Para legalizar o aborto no Brasil, alguns especialistas empregam a mesma estratégia de exagerar as estatísticas. Anos atrás, a CNN mostrou um documentário de uma hora sobre o aborto no mundo. Na seção sobre o Brasil, o repórter da CNN afirmou:

O aborto no Brasil é uma das maiores causas de morte entre as mulheres. Estima-se que sejam realizados no Brasil 6 milhões de abortos ilegais por ano. Esses abortos causam 400 mil mortes. Metade dos abortos feitos anualmente, ou 3 milhões, são realizados em meninas de 10 a 19 anos. De cada 100 delas, 21 morrerão. [3]

As estratégias usadas no Brasil são tão parecidas com os argumentos usados nos EUA porque os mesmos grupos que legalizaram o aborto lá estão atuando em nosso país. Mas o Instituto de Pesquisa de População de Baltimore, EUA, comenta:

Já que o número total de mulheres brasileiras em idade reprodutiva (15 a 44 anos) que morrem anualmente de TODAS as causas são apenas umas 40 mil (consulte o U.N. Demographic Yearbook, 1988, pp. 346-7 ou o World Health Statistics Annual da OMS, 1988, p. 120) a afirmação de 400 mil mortes de abortos ilegais é simplesmente impossível. O repórter que fez a notícia não só não se informou direito, mas também demonstra não saber matemática. Ele devia ter percebido que a afirmação de uma taxa de morte de 21 por cada 100 entre os alegados 3 milhões de abortos realizados em adolescentes dá um total de 630 mil mortes, um número maior do que os 400 mil que supostamente ocorrem de todos os abortos brasileiros juntos! Mas os lacaios do dono da CNN engoliram esse número e o noticiaram no mundo inteiro. [4]

A verdade aparece

O Dr. David Reardon, especialista em ética biomédica e pesquisador e diretor do Instituto Elliot de Pesquisa das Ciências Sociais, diz: "As pessoas pulam para conclusões sobre estupro e incesto com base no medo…" O Instituto Elliot publicou uma pesquisa recente que mostra que o aborto impede as vítimas de estupro de se recuperar. Durante um período de 9 anos, o Instituto coletou o depoimento de 192 mulheres que engravidaram como conseqüência de estupro ou incesto. Nessa pesquisa, há também o testemunho das crianças concebidas nessas circunstâncias.

É claro, os que defendem o aborto gostariam que todos acreditassem que as vítimas de violência sexual são mulheres desesperadamente necessitadas de serviços médicos de aborto. Mas a realidade não é bem assim. Apesar das circunstâncias trágicas, abusivas e muitas vezes violentas em que seus filhos foram concebidos, a maioria dessas mulheres na pesquisa escolheu lhes dar vida. Geralmente, a mulher só cede à realização de um aborto por pressão do abusador ou de outros membros da família.

O Instituto Elliot constatou que 73 por cento das vítimas de estupro escolheram dar à luz seus bebês. Em 1981, a Dra. Sandra Mahkorn conduziu a única importante pesquisa anterior de vítimas de estupro que engravidaram. De modo semelhante, ela constatou que de 75 a 85 por cento das vítimas de estupro escolheram dar vida a seus filhos.

A pesquisa mostra que praticamente todas as mulheres que realizaram um aborto lamentaram a decisão. Por outro lado, as mulheres que escolheram dar à luz seus filhos sentiram-se felizes por tê-los. "Agradeço a Deus pela força que Ele me deu para atravessar os momentos difíceis e por toda a alegria dos bons momentos", disse Mary Murray, que teve uma filha concebida num estupro. "Jamais lamentarei o fato de que escolhi dar vida à minha filha". Da mesma forma, os homens e as mulheres concebidos em situações de estupro e incesto elogiam suas mães por lhes dar vida. "Cristo ama todos os Seus filhos, até mesmo os que foram concebidos nas piores circunstâncias," diz Julie Makimaa, cuja concepção ocorreu quando sua mãe foi estuprada. "Afinal, não importa como começamos na vida. O que importa é o que faremos com nossa vida."

O aborto aumenta o trauma da violência ou abuso sexual

Em vez de aliviar a angústia psicológica das vítimas de violência sexual, o aborto traz mais angústia. O Dr. Reardon, que é especialista em questões pós-aborto, diz: "A evidência mostra que o aborto aumenta os traumas e o risco de suicídio. Mas o ato de deixar a criança nascer reduz esses riscos". Nos casos de incesto, as vítimas que engravidam são muitas vezes meninas novas e não estão devidamente conscientes de seu estado de gravidez. O Dr. Reardon diz que tal situação as deixa vulneráveis a profundos traumas psicológicos quando, anos mais tarde, elas percebem o que aconteceu.

A própria experiência do aborto, fisica e emocionalmente, pesa na mulher tanto quanto o trauma do estupro. O trauma maior é que, embora saiba que não teve culpa no estupro, ela sente-se responsável pelo aborto, até mesmo quando ela consente sob pressão. Algumas das conseqüências que um aborto deliberado traz:

Síndrome Pós-Aborto: Um estudo realizado pela Dra. Brenda Major, que é a favor do aborto, constatou que, em média, as mulheres relataram não ter recebido nenhum benefício de um aborto. [5]

Abuso de drogas e álcool: Mulheres que realizaram um aborto têm quase 3 vezes mais risco de usar drogas ou álcool do que mulheres que não abortaram. Mulheres que nunca usaram drogas ou álcool e abortaram seu primeiro bebê têm 5 vezes mais risco de começar a usar drogas ou álcool em comparação com mulheres que tiveram seus bebês. Vinte por cento relataram ter começado a usar drogas ou álcool um ano depois do aborto, e 67 por cento disseram ter começado num período de 3 anos. [6]

Taxas de mortalidade: Um estudo feito na Finlândia revelou que as mulheres que fizeram aborto tiveram 252 por cento mais chance de morrer no mesmo ano em comparação com mulheres que tiveram seus bebês. Em comparação com mulheres que deram à luz, as chances de morrer dentro de um ano após um aborto foram 1.63 para morte de causas naturais, 4.24 para mortes de ferimentos relacionados a acidentes, [7] 6.46 para mortes em conseqüência de suicídio e 13.97 para mortes em conseqüência de assassinato. [8]

Vítimas de estupro e incesto: O Dr. Reardon revela que das 50 vítimas de estupro que expressaram seus sentimentos sobre o aborto que realizaram, 88 por cento declararam que foi uma escolha errada. Quarenta e três por cento das vítimas de estupro avaliadas relataram que fizeram aborto por pressão dos outros. Mais de 90 por cento disseram que desaconselhariam outras vítimas de violência sexual a realizar um aborto. [9] O Dr. Reardon menciona um estudo que mostra que as mulheres que fazem aborto têm uma probabilidade duas vezes maior de ter partos antes ou depois do tempo, levando assim a defeito de nascença. [10] Ele também comenta que filhos de mulheres que já fizeram aborto tendem a ter mais problemas de comportamento.

Câncer de mama: De acordo com o livro Breast Cancer (Câncer de mama), do Dr. Chris Kahlenborn, a mulher que realiza um aborto tem 2 vezes mais probabilidade de sofrer o câncer de mama. [11]

De que modo a vida traz cura

Kay Zibolsky é fundadora da Liga Vida Depois da Agressão e oferece aconselhamento por experiência. Quando tinha 16 anos, Kay foi estuprada numa noite fria e escura por um homem estranho que ela nem mesmo conseguiu ver. Ela guardou o segredo do estupro, mesmo quando percebeu que estava grávida. "Minha mãe me ajudou a atravessar o trauma do estupro, mesmo sem saber que era um estupro, aceitando minha gravidez e dando toda ajuda que ela podia", diz Kay. "Eu poderia ter questionado se o ato violento e cruel do estupro desculpava o ato violento e cruel de destruir um bebê inocente. Escolhi pensar na parte do bebê que era minha parte". Ela deu à luz uma filha e lhe deu o nome de Robin. Hoje Kay tem Jesus na sua vida, é casada e tem outros filhos. Ela agora usa sua experiência para aconselhar milhares de mulheres vítimas de estupro e incesto, inclusive muitas que engravidaram. Ela conta: "Digo a elas que não é pecado ser estuprada. Estuprar é que é pecado. Isso joga a culpa onde tem de ser jogada. Digo que pecado é matar a criança concebida num estupro ou incesto. Se fizer um aborto, você terá de mais cedo ou mais tarde de lidar com esse pecado."

Kathleen DeZeeuw, que foi estuprada na adolescência, dá o seguinte depoimento: "Vivi uma experiência de estupro e criei um filho ‘concebido no estupro’. Por isso, sinto-me pessoalmente agredida e insultada toda vez que ouço dizerem que o aborto deve ser legal por causa do estupro e incesto. Sinto que estamos sendo usadas para promover a questão do aborto… Hoje trabalho como conselheira e muitas vezes uma jovem me pergunta: ‘Mas você não entende! Como você poderia realmente compreender?’ Dou meu testemunho, de como Deus usou até mesmo uma situação de estupro e a transformou para a Sua glória". Hoje o filho de Kathleen é casado e se dedica ao chamado missionário. Ele diz: "Como alguém concebido num estupro, tenho um modo especial de ver a questão do aborto. Se o aborto fosse legal na época em que fui concebido, eu não estaria vivo. Jamais teria tido a chance de amar e de me dar aos outros. Tenho tido oportunidades maravilhosas de dar meu testemunho também. Toda vez que alguém diz: ‘Mas e nos casos de estupro?’ Tenho a resposta perfeita!"[12]

Um dos testemunhos mais tocantes é o de Myra Wattinger. Ela e o marido haviam se divorciado havia pouco tempo e, como seus pais haviam falecido quando ela era adolescente, ela estava sem recursos e não tinha a quem recorrer. Então ela arranjou um emprego para cuidar de um homem idoso. Certo dia, enquanto ela estava só na casa, um dos filhos alcoólatra do homem a estuprou. Nessa situação, ela se sentiu abandonada e chegou a pensar que Deus não a amava. Mas, para piorar tudo, ela descobriu que engravidara. Ela não tinha condições de sustentar uma criança e não estava disposta a cuidar de um bebê concebido num ato de tanta humilhação e violência. Ela procurou um médico disposto a fazer seu aborto, mas não encontrou. A solução parecia ser uma só: suicídio. No exato momento em que essa idéia apareceu, surgiu em seu espírito a necessidade de orar. Ela olhou para o céu e clamou: "Senhor, estou carregando essa criança e não sei o que fazer". Ela nunca teve certeza se a voz era audível ou não, porém sentiu Deus lhe dizendo: "Tenha o bebê. Ele trará alegria ao mundo". Essas duas frases dissiparam todos os pensamentos de suicídio e de aborto. Hoje, seu filho, James Robison, é um evangelista com um ministério que tem alcançado e abençoado milhões de pessoas. Sem dúvida, o que Deus disse a Jeremias também se aplica ao evangelista Robison: "Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci; e, antes que saísses da madre, te santifiquei e às nações te dei por profeta". (Jeremias 1:5 RC) [13]

A ciência médica mostra claramente que a vida começa na concepção. Considere estes fatos:

• Fertilização: O espermatozóide do pai penetra o óvulo da mãe. As instruções genéticas dos dois combinam para formar uma nova vida individual única, dificilmente visível ao olho humano.
• Com 20 dias de gestação, os olhos do bebê começam se formar e o cérebro, a coluna vertebral e o sistema nervoso estão completos.
• Com 24 dias, O CORAÇÃO COMEÇA A BATER.
• Com 43 dias, AS ONDAS CEREBRAIS DO BEBÊ PODEM SER REGISTRADAS.
• Com 2 meses, o bebê tem aproximadamente 7 cm de comprimento e pesa 7 g. Todos os órgãos estão presentes, completos e funcionando (exceto os pulmões). As batidas cardíacas são fortes. O estômago produz sucos digestivos. O fígado produz células sanguíneas. Os rins estão funcionando. As impressões digitais estão gravadas. As pálpebras e as palmas das mãos são sensíveis ao toque. O estímulo com batidas leves no saco amniótico faz mexer os braços do bebê. 14

“Procure salvar quem está sendo arrastado para a morte. Você pode dizer que o problema não é seu, mas Deus conhece o seu coração e sabe os seus motivos. Ele pagará de acordo com o que cada um fizer”. (Provérbios 24:11-12 BLH)



A verdadeira compaixão

Mulheres nessas situações precisam do apoio e compaixão das igrejas, amigos e família para ajudá-las em seu processo de cura dos traumas. O aborto não é uma alternativa compassiva, pois uma criança concebida num estupro também é vítima e tem o mesmo valor humano que um bebê concebido num casamento. Além disso, será que um filho deve sofrer a pena de morte por crimes que o pai cometeu? Não foi a criança quem cometeu o estupro.

Embora a maioria dos ativistas que defendem a legalização do aborto alegue ser contra a pena de morte para assassinos e estupradores, eles não conseguem, porém, poupar dessa mesma pena crianças inocentes concebidas num ato de injustiça. Eles alegam que a pena de morte é um castigo cruel para os criminosos. Mas, estranhamente, nos casos de mulheres grávidas num estupro, eles escolhem morte para a criança inocente. Nem mesmo levam em consideração pelo menos a opção compassiva de deixar a criança nascer para depois entregá-la para a adoção. É de admirar então que os crimes de estupro estejam crescendo tanto? Enquanto o culpado escapa, duas vítimas inocentes ficam para trás para sofrer abuso, humilhação, preconceito e abandono.

Talvez a pior pressão para a vítima seja o "conselho" de médicos e psicólogos que, já endurecidos com o procedimento de eliminar uma criança através do aborto, procuram amortecer os sentimentos da mulher com relação à criança que ela está gerando em seu corpo e levá-la a uma decisão que, a nível emocional e espiritual, só lhe causará perdas e traumas.

A verdadeira atitude de compaixão seria amparar a mulher em sua situação de crise. Lembro-me de que anos atrás uma deputada propôs um projeto para que o governo desse total amparo material e médico às vítimas de estupro que haviam engravidado. Um belo exemplo de uma mulher ajudando outras mulheres. Ela queria que o governo se responsabilizasse pelo cuidado e proteção da vítima-mulher e da vítima-criança. Isso é justiça genuína. Mas então as feministas, que também alegam estar do lado das mulheres, se opuseram totalmente a esse projeto. Por que? Porque ajudar mulheres em tal situação prejudicaria as intenções de as feministas usarem esses casos para estabelecer e ampliar mecanismos legais, sociais e médicos para o abortamento de crianças concebidas em qualquer situação, justa ou injusta, como ocorre hoje nos EUA e na Europa. Assim, a única opção que elas dão à vítima é abortar ou ficar abandonada. Felizmente, a solução de Jesus Cristo para a vítima não inclui morte nem abandono. Através de muitas igrejas e famílias cristãs compassivas, Jesus está de braços abertos para oferecer a ela acolhimento, amor e assistência.

Uma versão deste artigo, escrita por Julio Severo, foi publicada pela primeira vez na revista Defesa da Fé de abril de 2002, pelo Instituto Cristão de Pesquisas. Copyright 2003 Julio Severo. Proibida a reprodução deste artigo sem a autorização expressa de seu autor. Julio Severo é autor do livro O Movimento Homossexual, publicado pela Editora Betânia. E-mail: juliosevero@hotmail.com


Notas:
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[1] Cf: http://cwfa.org/library/life/1999-12_pp_a-history.shtml

[2] Cf: http://cwfa.org/library/life/1999-12_pp_a-lies.shtml

[3] CNN and Brazilian Abortion Deaths, in Population Research Institute Review (Population Research Institute: Baltimore, EUA, janeiro/fevereiro de 1991), p. 12.

[4] Idem.

[5] Cf:http://cwfa.org/library/life/2001-01-23_whither.shtml

[6] Idem.

[7] Idem.

[8] Idem.

[9] Idem.

[10] Idem.

[11] Dr. Chris Kahlenborn, Breast Cancer: Its Link to Abortion and Birth Control Pill (OMS: Dayton,EUA, 2000).

[12] Idem e Raped & Pregnant: three Women Tell Their Stories (Last Days Ministries: Lindale, Texas-EUA, 1986).

[13] O testemunho completo de Myra Wattinger se encontra no capítulo 3 do livro Surpreendido com a Voz de Deus, de Jack Deere, publicado pela Editora Vida.